Há pessoas que pensam, mas não raciocinam. Entre o pensamento e o raciocínio, existe “o oceano atlântico”, uma força chamada impulso, que é responsável pelos relacionamentos.
Já dizia minha saudosa mãe, Dona Lia: “Quem diz o que quer, ouve o que não quer.” O pensamento é sempre exposto por impulso, e a pessoa destemperada peca por falar tudo o que lhe vem à cabeça, sem medir as palavras e sem raciocínio lógico. A fala irresponsável é movida por impulsos. O ato de pensar é impulsivo, e induz as pessoas ao erro. Quanto mais impulsivas as pessoas, mais palavras impróprias são proferidas. Por isso, antes de pensar, procure raciocinar, e não aja por impulso, como os animais.
O homem inteligente é o que raciocina antes de falar tolices. É o que antes de proferir palavras irresponsavelmente ferinas, param para racionar sobre a reação que do interlocutor poderá advir, diante das palavras ditas impulsivamente.
Há pessoas que gostam imensamente de analisar as outras, mas esquecem de olhar o próprio umbigo. São as mais falantes e que se consideram auto-suficientes. Ninguém sabe de nada. Somente elas são as donas da verdade.
Por isso, só há uma maneira de se manter as amizades: Pôr em prática a máxima “Palavras loucas, ouvidos loucos.” Temos que nos tornar surdos, ou fingirmos que somos, para tolerarmos as agressões involuntárias (será que são involuntárias?). Se você reagir diante de qualquer frase ferina ou crítica que parte de um “amigo”, talvez amigo da onça, que tem o raciocínio excessivamente curto, você estará arranjando inimizades, e a inveja, quando existe, aumenta ainda mais. Essas pessoas não pensam duas vezes antes de vomitar uma frase ou observação grosseira, pouco lhe importando a reação que irão provocar. O remédio para não se contrariar é se afastar delas, e procurar manter amizade com pessoas que não só falem, mas que raciocinem. É difícil, mas ainda se encontra esse tipo de pessoa inteligente, que raciocine antes de falar. É bom se afastar da turma que só pensa, mas não raciocina, limitando-se a criticar e ridicularizar as pessoas que são inteligentes e raciocinam. “Leseiras” à vontade, é o que encontramos e ouvimos por aí. As decepções são imensas. Pessoas que só tem pose, e falam sem raciocinar.
Conversar sobre amenidades é ótimo e faz bem à saúde. Mas ouvir de pessoas ignorantes e indiscretas críticas sobre você ou suas atitudes, é de amargar… Quanto mais convencidas de si, mais impulsivas e mal – educadas se tornam essas pessoas. Acham-se no direito de ser indiscretas, sempre com um riso sardônico nos lábios, vomitando críticas e comentários depreciativos contra alguém, e tentando atingir sua alma, com comentários indiscretos e desnecessários.
Examinam você dos pés à cabeça, sua roupa e adereços. E traz sempre um sorriso de crítica nos lábios. Tudo que você faz, ela acha que faria muito melhor. O que você escreve, ela considera repetitivo, e lhe censura, embora nunca tenha demonstrado sua capacidade de escrever o que pensa.
Esse tipo é o que só pensa, mas é incapaz de raciocinar ou medir suas palavrar, ao criticar alguém.
É o chamado “chato de galocha”.