PROMOÇÕES E EVENTOS

LIVRO DO COLUNISTA FUBÂNICO CARLITO LIMA

Um assassinato misterioso ocorrido na Lagoa Mundaú – onde, por uma infeliz coincidência, uma mina está cedendo e afetando milhares de moradores de Maceió – é o cenário que abre o romance de Carlito Lima, que leva o nome da lagoa.

A obra conta a história de uma família, suas lutas, aventuras e alegrias em um período histórico para o Brasil entre as décadas de 1960 e 1970. Uma mistura de ficção e realidade que retrata o país durante a ditadura militar.

Para Carlito Lima, mais que um romance, a obra é a historiografia de uma época.

“Mundaú é um depoimento do modo de vida daquela época, quando o machismo e a violência contra a mulher eram naturalizados, mas também quando havia muita música popular brasileira, romantismo e ideais. Em 50 anos as coisas mudaram e o leitor pode tirar suas conclusões”, afirma.

Contato com o autor:

carlitoplima@gmail.com

(82) 9-9690.9964

DEU NO JORNAL

JORNALISTA QUE É JORNALISTA VAI ATRÁS DE TODOS OS ENROLADOS

Luís Ernesto Lacombe

Confesso que tomei um susto quando vi gente “de direita” cobrando de jornalistas de verdade um comportamento adotado há muitos anos pela imprensa que desistiu de ser imprensa. A ideia era calar sobre os contatos entre Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Cobrar o quê? Para quê? Deixa isso para lá. Era uma ideia mais ou menos como a lançada em 2020, em plena eleição para presidente dos Estados Unidos. Donald Trump tentava a reeleição contra Joe Biden, quando vazou a história do laptop de Hunter Biden, filho do adversário de Trump… Falcatruas à décima potência. E o que fez uma turma que incluía o “genial” Felipe Neto? Partiu para o mesmo “deixa isso para lá”, “estamos em plena campanha, e isso pode beneficiar o Trump”.

Não estou fazendo equivalência entre o bandido Hunter Biden e o senador Flávio Bolsonaro. Estou explicando apenas que um jornalista não pode enterrar uma pré-pauta, sem uma avaliação mínima, preocupado com as possíveis consequências do tema. Não é jornalista aquele que aposta numa história e engaveta outra com o intuito de prejudicar alguém – ou um grupo político – e beneficiar outro. Jornalista que se rende a isso, que tem uma causa, é refém de si mesmo e, inevitavelmente, se anula. Não dá para chamar de imprensa veículos movidos por interesses que não sejam os jornalísticos. E não me venham com essa história de “tornar o mundo melhor”, de agir como um educador, um tutor, um “consertador” do planeta, em todas as áreas, todas. Esse é um pensamento infantiloide, de alguém que não tem a menor ideia da importância de ser humilde. E a vaidade, como dizia o professor Olavo de Carvalho, é um erro de inteligência. Infelizmente, há alguns anos já, a arrogância e a prepotência tomaram conta do jornalismo.

Não tentem florear, inventar causas primeiras para o jornalismo. Os objetivos de um jornalista não deveriam variar: encontrar as histórias reais e em movimento mais importantes, mais relevantes e contá-las do melhor jeito possível, da forma mais clara, objetiva, direta e atraente. Se houver efeitos positivos, a partir da veiculação dos conteúdos, para uma comunidade, para um bairro, uma cidade, um estado, um país, para o mundo, ótimo, mas esse não deve ser o resultado buscado, apenas uma consequência natural de um trabalho bem feito, de uma boa escolha de pautas e do correto tratamento dado a elas.

Na época da Covid, reunido em “consórcio”, o jornalismo se matou. Era proibido questionar, era proibido debater, só havia um lado da história. A apuração equilibrada e profunda foi exterminada. E até hoje, de certa forma, não nos recuperamos. Jornalista que é jornalista não pode abrir mão da curiosidade, da desconfiança, em relação a tudo e a todos. Jornalista que é jornalista não lida com dúvidas, com lacunas. Há sempre perguntas que se impõem, necessárias, e elas devem ser endereçadas, seguindo, de novo, critérios jornalísticos. Não podem ser silenciadas para poupar alguém, ou entregues de modo cúmplice, complacente. Da mesma forma que não dá para usá-las carregadas de artimanha, de olho em algo que possa ser traduzido como combate a um inimigo.

Falar em jornalismo investigativo é redundância, todo jornalismo é investigativo. Nosso dever será sempre buscar a verdade, trabalhar com fatos, apurar. Em qualquer situação, em relação a qualquer pessoa, grupo político, empresa, não importa. E é inadmissível um comportamento da imprensa como na época do caso da suspeita de “rachadinhas” na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. No total, 27 deputados tiveram movimentações suspeitas identificadas pelo Coaf. Em termos de volume, Flávio Bolsonaro era o 17.º na lista, com R$ 1,2 milhão. O primeiro era o então presidente da Alerj, André Ceciliano, do PT, com o montante de R$ 50 milhões. E o que fez a imprensa? Avançou como um chacal contra Flávio. Os outros não importavam…

O atual senador e pré-candidato a presidente pode, sim, ser perguntado sobre sua relação com Daniel Vorcaro. E isso deve ser entendido como jornalismo. Mas aqueles que correm apenas atrás dele, deixando de lado Alexandre de Moraes, Dona Vivi, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Paulo Gonet, Andrei Rodrigues, Ricardo Lewandowski, Guido Mantega, Jaques Wagner, Jerônimo Rodrigues, Ibaneis Rocha, Ciro Nogueira, Hugo Motta, Davi Alcolumbre, Silvio Costa Filho, Aécio Neves, Antônio Rueda e o próprio Lula, esses não fazem jornalismo, com certeza. A lista de pessoas com relações suspeitas com o ex-dono do Master é longa, mas jornalista que é jornalista deve cobrar de todos, começando pelos já sabidamente mais enrolados.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

UMA REELEIÇÃO DE R$ 140 BILHÕES

Editorial Gazeta do Povo

“Nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição”, disse em 2013 a então presidente Dilma Rousseff. Ela sabia do que falava, pois para se reeleger em 2014 fez o Banco Central (que à época não tinha a autonomia que tem hoje) segurar os juros e a Petrobras represar o preço dos combustíveis para não acelerar a inflação. Venceu, e logo na sequência o Brasil viveu a maior crise econômica de sua história, que nem a pandemia de Covid-19 conseguiu igualar. Pois Lula, que patina nas pesquisas de intenção de voto, caminha para repetir o roteiro de seu “poste”, gastando o que há tempos não tem em medidas eleitoreiras que já somam R$ 140 bilhões, segundo levantamento do banco BTG Pactual divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo.

Várias das medidas têm consequências fiscais diretas, seja em custo direto para o governo – como os subsídios para o gás e a energia elétrica; o recente subsídio à gasolina não entrou na conta do BTG –, seja em dinheiro que a União deixará de arrecadar, no caso da isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, a medida mais “cara” do pacote, com renúncia de R$ 31 bilhões, ainda que parcialmente compensada pelo aumento em outros impostos (o fim da “taxa das blusinhas”, assinado na semana passada, também não está no levantamento). Muitas outras, no entanto, têm o chamado “caráter parafiscal”, ou seja, sem resultado direto no Orçamento da União, mas que nem por isso podem ser consideradas inofensivas.

Por trás de programas como o “Desenrola 2.0”, as facilidades para o consignado ou os programas de crédito para a aquisição de caminhões está um velho princípio do terraplanismo econômico lulopetista: o consumo desenfreado como forma de manter a economia aquecida e garantir números melhores para o PIB no fim do ano. Na reunião ministerial de dezembro do ano passado, Lula deixou isso muito claro: “não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema”. No entanto, como o “dinheiro na mão do povo” não está se refletindo em melhoria nas intenções de voto, a solução é seguir aumentando a dose até se observar algum resultado.

Lula pode até desprezar a macroeconomia, mas ela não perdoa: quando há estímulo ao consumo, com mais dinheiro em circulação e sem aumento correspondente na produtividade, o resultado é pressão inflacionária. O IPCA acumulado dos últimos 12 meses voltou a subir e está em 4,39%, muito perto do limite máximo de tolerância do regime de metas de inflação, que é de 4,5% para uma meta de 3%. No Boletim Focus desta segunda-feira, a expectativa para o IPCA cheio de 2026 é de 4,92%. Isso atrapalha muito – se não impedir de vez – qualquer processo de afrouxamento monetário que o Banco Central pretenda realizar, baixando a Selic. Os comunicados e atas do Copom reconhecem que a guerra no Oriente Médio tem sua parcela de culpa no repique inflacionário, mas não ignoram a irresponsabilidade fiscal do governo Lula.

A dívida pública, como proporção do PIB, disparou nos quatro anos deste terceiro mandato de Lula, o que também deixará sua marca em forma de pressão sobre os juros; este ano deve registrar novo déficit primário, mesmo com todas as acrobacias contábeis que retiram gastos do cálculo da meta fiscal. A essa altura, só uma guinada muito radical na política fiscal pode evitar uma crise nos moldes da de 2015-16, ainda que ela não venha de imediato, como veio no caso de Dilma Rousseff. Se a oposição vencer em outubro, terá o ônus de implantar medidas impopulares para consertar o estrago feito pelo petismo; mas, se Lula for reeleito, não terá “herança maldita” alheia nenhuma para culpar quando a bomba que armou explodir no próprio colo.

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