Arquivo diários:3 de dezembro de 2025
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DEU NO JORNAL
2005 & 2025: O REMAKE DO ROMBO NOS CORREIOS
Guilherme Fiuza

Prejuízo dos Correios atingiu R$ 6 bilhões em 2025, quase o triplo do ano anterior
Em 2005, um flagrante de corrupção nos Correios deu origem às investigações que revelariam o escândalo do mensalão. Vinte anos depois, o rombo nos Correios volta às manchetes. O elemento comum na paisagem, com extensão de duas décadas, é o governo do PT.
Eis o desafio para os sábios: a resistência ao tempo de uma empresa anacrônica, uma administração anacrônica, um partido anacrônico e um presidente anacrônico. O que explica esse fenômeno? Que mágica estaria por trás dessa espécie de reencarnação do que foi superado, entre outras coisas, porque deu errado? Ou melhor: porque deu muito errado.
A projeção atual para o rombo nos Correios, tendo em vista o próximo exercício, ultrapassa a casa dos R$ 20 bilhões. Como reagir a uma calamidade dessas? Injetando mais dinheiro, claro. Já que a norma é o anacronismo — e a escola, o fisiologismo —, a coerência manda gastar.
A empresa sinalizou a necessidade de uma nova injeção de 20 bilhões de reais, e a operação já está desenhada: a contratação do empréstimo dessa quantia acaba de ser aprovada pelo Conselho de Administração dos Correios, e cinco bancos já apresentaram proposta — Banco do Brasil, Safra, BTG Pactual, ABC Brasil e Citibank.
Há também outra ideia fértil em gestação: a criação de uma “taxa de universalização” para sustentar os Correios. Você certamente considera mais do que justo enfiar a mão no bolso para ajudar a tapar o rombo dessa estatal que tanto o auxilia. O nome do imposto é especialmente inspirado: provavelmente o autor do batismo da “taxa de universalização” imaginou que não haveria nada mais simpático do que universalizar o rombo.
Sempre que você vê empresas estatais deficitárias patrocinando projetos privados, você se enche de orgulho. Com certeza o anima a ideia de ajudar a cobrir o prejuízo dos Correios para que essa marca possa continuar concedendo patrocínios milionários a artistas da MPB. Aí você vai ao show, paga uma fortuna pelo ingresso e se sente duplamente orgulhoso.
Se, por acaso, você não votou no Lula, fica sendo a sua oportunidade de contribuir com o projeto nacional de privatização dos lucros e socialização dos prejuízos.
O voto em Lula na última eleição foi recomendado por economistas consagrados, inclusive participantes da implantação do Plano Real. Parte deles hoje está em silêncio, e outra parte está criticando o descalabro econômico. Provavelmente nunca tinham ouvido falar no PT e não tinham ideia de como seria um governo Lula.
Quando os escândalos se iniciaram em 2005, com a corrupção nos Correios, esses economistas deviam estar de férias. E, quando o PT tentou barrar o Plano Real e a responsabilidade fiscal, eles deviam estar olhando para outro lado.
Parte importante da elite econômica e acadêmica achou melhor fazer cara de nojo para a política bem-sucedida de Paulo Guedes. Surfaram a onda do salvacionismo progressista — e replantaram o anacronismo petista. Agora é tarde para tentarem se desvencilhar do abraço em Lula e Haddad, o economista providencial.
Mas estão todos bastante remediados para sofrer com isso. Sofrimento mesmo, só para os que acreditaram neles.
DEU NO JORNAL
CACHORRADA DE ALTO ESCALÃO
DEU NO X
TUDO NOS CONFORMES
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
MAL SECRETO – Raimundo Correia
Se a cólera que espuma, a dor que mora
N’alma, e destrói cada ilusão que nasce,
Tudo o que punge, tudo o que devora
O coração, no rosto se estampasse;
Se se pudesse, o espírito que chora,
Ver através da máscara da face,
Quanta gente, talvez, que inveja agora
Nos causa, então piedade nos causasse!
Quanta gente que ri, talvez, consigo
Guarda um atroz, recôndito inimigo
Como invisível chaga cancerosa!
Quanta gente que ri, talvez existe,
Cuja ventura única consiste
Em parecer aos outros venturosa!
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Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA (1859-1911)
DEU NO JORNAL
ERROS
A pesquisa AtlasIntel aponta que todos os principais “erros” do governo Lula (PT), nos olhos do eleitor, têm a ver com falhas na segurança pública, aumento de impostos e descontrole nos gastos públicos.
* * *
Três itens fundamentais.
E que afetam diretamente a população desse nosso sofrido país.
Sem contar o resto…
DEU NO X
A EDUCAÇÃO ESQUERDÓIDE DA REPUBLIQUETA BANÂNICA
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
MADURO RESISTE
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
FLOR DA MONGUBA
DEU NO JORNAL
PESQUISA
Lula realizou o sonho de tornar Bolsonaro inelegível, condenado e preso, neutralizando a maior ameaça à sua reeleição.
Mas faltou combinar com as ruas: sua reprovação voltou a crescer e chegou a 50,7% dos brasileiros, segundo apontou pesquisa nacional Atlas/Bloomberg.
* * *
Essa pesquisa tá errada.
Num tem nada de 50.
A reprovação é de 13.



