DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

O SETOR AGRÍCOLA ESTÁ ENTRANDO EM DESESPERO

agricultor preocupado

Agricultores estão sem compradores para sua produção

As pessoas que plantam para colher e ter algum resultado estão desesperadas. Vi vários depoimentos emocionados de plantadores jogando mamão já maduro no chão, mostrando as mangueiras cheias de mangas e sem comprador. Vi um sujeito jogando arroz na frente de uma agência do Banco do Brasil, no Paraná. Recebo as notícias tristes de 25 agricultores que estavam com contas a pagar no Rio Grande do Sul, e preferiram sair desta vida. Há um desespero na atividade mais importante desse país, que traz divisas e que nos permite importar. É muito séria a situação.

* * *

Por que tanta gente não quer enfrentar a CPMI do INSS?

A base governista está fazendo de tudo para bloquear a CPI mista que procura investigar o mais gigantesco e cruel crime contra idosos – e que também envolvia crianças, que foram usadas, criança que nem existia, gente que já havia morrido. E todos vão para a CPMI do INSS com um habeas corpus na mão. Que tipo de confissão é essa? Se a pessoa é inocente, vai lá para contar tudo o que sabe e, assim, ajudar a Justiça – ou, neste caso, a CPMI – a pegar os verdadeiros bandidos.

Onyx Lorenzoni, quando foi ministro da Previdência, criou barreiras. A cada três meses, a pessoa tinha de confirmar a permissão de recolhimento no seu contracheque de aposentadoria ou pensão. Entrou o governo Lula, e o controle desapareceu. Será que é isso que estão querendo blindar, esconder? Há coisas grandes aí, ou pessoas importantes que querem e precisam ser protegidas, e que não podem chegar à CPMI. Ninguém quer ajudar a CPMI, parece que todos têm medo de falar e de contar a verdade.

* * *

Uma heroína enfrentou o fogo para salvar parentes

Queria fazer um registro do que aconteceu em Cascavel (PR), onde houve um incêndio e uma advogada, Juliane Vieira, 28 anos, foi uma heroína, saindo no 13.º andar e ficando em pé sobre uma caixa de ar-condicionado para salvar a mãe e um primo de 4 anos, que estavam em um apartamento em chamas. Ela está com praticamente dois terços do corpo queimados, em estado gravíssimo, num hospital em Londrina (PR), assim como a mãe e a criança. São gestos que merecem o reconhecimento de todos nós. O parentesco, os laços de família, são fortes, mas também há essa doação em arriscar a própria vida para salvar outras pessoas. Um sargento do Corpo de Bombeiros também foi queimado, e outro bombeiro queimou as mãos.

* * *

Barroso gastou seu último dia de ministro do Supremo para promover o aborto

Luís Roberto Barroso passou seu último dia no STF, todos sabem, votando a favor do aborto. Mas ele também havia deixado uma liminar permitindo que enfermeiros fizessem aborto no caso de risco de vida para a mãe, no caso de anencefalia do feto, ou no caso de gravidez por violência sexual. Mas como entregar algo tão perigoso para a vida da gestante nas mãos de alguém que não fez Medicina? É maluquice, como também é maluquice, e vocês vão me desculpar, isso de chamar doula. E se houver uma emergência na casa da pessoa? Parto em casa, só se houver uma ambulância na porta, como já aconteceu de um artista que chamou uma doula, mas também colocou uma ambulância na frente de casa porque, se aparecer uma emergência como uma hemorragia, que exija sala de parto ou sala de cirurgia, resolve-se em questão de minutos.

* * *

Só o Louvre recebe mais turistas que o Brasil inteiro

Os bandidos do assalto ao Louvre mostraram, ao fugir, que não estavam assim tão organizados, porque deixaram cair uma coroa cravejada de brilhantes ao escapar de moto. Mas o que eu queria destacar é que o Museu do Louvre, sozinho, recebe por ano mais turistas que o Brasil inteiro, mesmo com todas as nossas belezas naturais. É preciso ter vergonha na cara e investir em turismo com segurança, orientação, limpeza; do contrário, o país não atrairá turistas com dinheiro. Eles irão no máximo para Foz do Iguaçu, para o Rio Negro, para o Pantanal, mas não vão arriscar muito no litoral.

DEU NO JORNAL

QUINTUPLICOU !!!

O governo Lula (PT) já gastava, sem dó, R$ 1 milhão dos pagadores de impostos por dia com as viagens dos alegres ocupantes de cargos de confiança, mas depois ligou o botão do “exploda-se” e passou a torrar quase R$ 5 milhões, todo santo dia, em média, para bancar os passeios da turma.

O gasto médio anterior foi registrado nos primeiros 45 dias do ano, entre janeiro e fevereiro, mas, na sequência, de acordo com o Portal de Transparência, o governo petista meteu o pé na jaca com gosto.

A febre de viagens lulista coincide com a fabulosa oferta de opções da moderna tecnologia, como videoconferências, que dispendam viagens.

Entre março e este mês de outubro, média de despesas com diárias e passagens disparou de R$ 1 milhão para mais de R$ 4,8 milhões por dia.

O total não inclui gastos de Lula, Janja e as outras 45 autoridades que se aproveitam da regalia dos jatinhos da Força Aérea Brasileira.

No total, o governo torrou mais de R$ 1,4 bilhão com diárias e passagens desde janeiro até meados de outubro deste ano.

* * *

A nota aí de cima, no primeiro parágrafo, diz que o governo luloso ligou o botão do “exploda-se”.

Eu acho que foi erro de digitação.

Na verdade, o bando  ligou mesmo foi o botão do “foda-se”.

E ainda tá pouco!

Se preparem que no ano que vem estes números irão crescer.

Serão multiplicados por 13.

Que alegria, que felicidade para nós outros, os pagadores de impostos, que ficamos se rindo-se o tempo todo com tanta fartura!!!

DEU NO X

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

SERGIO LEONE – O GÊNIO DO SPAGHETTI WESTERN

Henry Fonda, Claudia Cardinale, Sergio Leone, Charles Bronson e Jason Robars no set de filmagem da obra-prima Era Uma Vez no Oeste

Nascido em Roma, Itália, em 03 de janeiro de 1929 e encantado em Roma, Itália, em 30 de abril de 1989, Sergio Leone teve uma carreira curta, mas extremamente profícua, legando-nos uma filmografia invejável que, dentre outras qualidades, revelou grandes artistas, como o desconhecido ator americano Clint Eastwood e o maestro italiano Ennio Morricone, que devem sua vitoriosa carreira a Leone que, basicamente consolidou, sozinho, uma subcategoria cinematográfica batizada carinhosamente de spaghetti western.

Filho de Vincenzo Leone, um dos pioneiros do cinema e de Edvige Valcarenghi, atriz do cinema mudo, Sergio Leone nasceu no seio da Sétima Arte e ainda teve a oportunidade de estudar na escola, durante um tempo, com ninguém menos do que Ennio Morricone com quem faria uma inesquecível parceria. Assim, já com 18 anos, o futuro diretor de “Era Uma Vez no Oeste” começou a trabalhar com cinema, largando a faculdade de Direito e se tornando assistente do lendário Vittorio de Sica quando este filmava o clássico “Ladrões de Bicicletas”, em 1948. Melhor professor ele não poderia ter!

Sua carreira na Cinecittà, famoso estúdio italiano, lar de nomes como o do mestre Federico Fellini e então centro das atenções das produções audiovisuais épicas americanas, o levou a trabalhar em produções do gênero “espada e sandálias”, como “Quo Vadis” e “Ben-Hur,” tendo inclusive a oportunidade de escrever alguns roteiros menores. Em 1959, durante o final das filmagens de “Os Últimos Dias de Pompeia”, Mario Bonnard, o diretor, ficou doente e Sergio Leone teve a oportunidade, com trinta anos, de sentar na cadeira de diretor, apesar de nunca ter recebido créditos na tela pelo trabalho.

Em 1964 o genial diretor Sergio Leone transpôs o clássico de Akira Kurosawa, Yojimbo, para o oeste selvagem e lançou, com “Por Um Punhado de Dólares,” primeiro filme da consagrada Trilogia dos Dólares, os fundamentos do subgênero spaghetti western. Leone, na direção, Clint Eastwood, um ator americano na época de segunda e cuja popularidade devia-se apenas a um enlatado de TV, a série da CBS Rawhide, e a trilha de Ennio Morricone. Com Leone, o western spaghetti virou ópera, porque ele adorava os planos próximos, na cara dos atores. Para criar tensão, estendia a duração da cena e utilizava a música como personagem suspense.

Seu personagem marcante é o “Homem sem Nome”, nem de longe um herói. No geral, um caçador de recompensas. Foi assim que Clint Eastwood atravessou “Por Um Punhado de Dólares”, “Por Uns Dólares a Mais” e “Três Homens em Conflito”, virando astro consagrado. Em 1968, com a obra-prima “Era Uma Vez no Oeste”, Leone fez a súmula do seu spaghetti western.

Na década seguinte, em 1971, Sergio Leone dirigiu o filme mais político e violento de sua carreira e o menos compreendido pela crítica e público, situado na fase mais brutal da Revolução Mexicana: “Quando Explode a Vingança”, que ele queria apenas produzir, mas acabou dirigindo por se desentender com o então diretor Sam Peckinpah. Em seguida, ele partiu apenas para a carreira de produtor, ocasionalmente voltando à direção parcial, especificamente em duas direções não tendo seu nome creditado: “Meu Nome é Ninguém” e “Trinitty e Seus Companheiros.”

Somente treze anos depois de dirigir seu último filme completo, Sergio Leone encerraria sua carreira cinematográfica em 1984, com uma das melhores obras de gângster já produzida na história do cinema – “Era Uma Vez na América” – e isso depois de recusar a direção de nada menos do que “O Poderoso Chefão.” Acontece que “Era Uma Vez na América,” que originalmente tinha quatro horas de duração, foi selvagemente cortado pelo estúdio e, além disso, foi mal recebido pelo público. Isso deixou Leone desgostoso, o que acabou afastando-o de Hollywood.

Um ataque cardíaco, em 1989, levou esse genial diretor provavelmente para uma planície desértica, cercada de homens barbados de olhos azuis penetrantes, tipo o matador de ERA UMA VEZ NO OESTE, mulheres lindas, poeira e música de fundo com vozes e gaitas. Um lugar que certamente ele ajudou a criar e onde sempre se sentiu muito bem!

* * *

O cineasta que ousou reinventar o faroeste americano na Itália e o pau da crítica arrogante

RODRIGO CONSTANTINO

SOCIALISMO CHEGA AO FIM NA BOLIVIA DEPOIS DE 20 ANOS

Rodrigo Paz eleições bolivia

Rodrigo Paz disputou o segundo turno contra o direitista Jorge Quiroga

Candidato mais votado no primeiro turno, Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo (19). O nome dele foi confirmado após a apuração dos votos do segundo turno, inédito no país, pelas autoridades eleitorais. O vencedor obteve 54,5% dos votos.

Será a primeira vez desde 2006 (a única exceção foi o mandato interino de um ano de Jeanine Áñez, entre 2019 e 2020) que o partido Movimento ao Socialismo (MAS), ligado a Evo Morales, não estará no comando da Bolívia. O slogan de Paz é “capitalismo para todos”, plano que visa a formalização de pequenas empresas e a recuperação da confiança da população na economia.

“Devemos abrir a Bolívia ao mundo e recuperar um papel que perdemos geopolítica e economicamente nas últimas duas décadas”, afirmou, expressando sua gratidão pelas mensagens de felicitações enviadas por vários presidentes da região e pelo apoio expresso pelos Estados Unidos por meio do vice-secretário de Estado, Christopher Landau.

Aos poucos, o mapa da América Latina vai deixando de ser vermelho. Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Equador já são países que conseguiram se livrar do socialismo, enquanto Chile, Uruguai, Brasil, Colômbia e Venezuela, em graus diferentes, seguem o modelo socialista do Foro de SP.

Os resultados desastrosos são visíveis nestes países, e só não há alternância de poder e derrota da esquerda radical pois esses governos ou apelam para o populismo irresponsável na compra de votos ou porque já não há mais democracia neles, como no caso escancarado da Venezuela.

O socialismo, por onde passa, deixa sempre um rastro de miséria e opressão. Já a direita consegue entregar bons resultados, ainda que seja necessário, no começo, fazer ajustes na economia, o que representa custos elevados muitas vezes. Mas basta ver a Argentina para comprovar como há uma alternativa, e como o caminho da liberdade é muito mais eficaz.

No Brasil, assim como aconteceu com a Bolívia, teremos a chance de virar o jogo em 2026, em que pese o estágio avançado de aparelhamento da esquerda. O TSE tem sido um jogador do lado esquerdista, não um árbitro imparcial. As urnas eletrônicas não gozam da confiança da população. Lula já começou a usar a máquina estatal para sua propaganda, que invade até novelas de Globo.

O jogo será bruto e desleal, mas talvez seja a última chance de reverter o quadro e impedir o destino venezuelano em nosso país. Isso vai exigir união de toda a direita e também pragmatismo para seduzir o centro. O foco deve ser tirar o PT do poder. Caso contrário, o petismo vai acabar de destruir de vez nosso país…

DEU NO X

DEU NO JORNAL

AS FALÁCIAS PRÓ-ABORTO DE BARROSO

Editorial Gazeta do Povo

O agora ex-ministro do STF Luís Roberto Barroso usou as suas últimas horas como membro da suprema corte brasileira para promover um espetáculo deprimente na forma e no conteúdo para deixar seu voto na ADPF 442, em que se pede a descriminalização do aborto nas primeiras 12 semanas de gestação. Na forma porque, como explicamos neste espaço, ele não tinha a menor necessidade de pedir uma sessão virtual extraordinária instalada às pressas, na véspera de sua aposentadoria, em uma noite de sexta-feira – poderia tê-lo feito muito antes, quando ainda presidia o Supremo, ou mesmo nos dias que antecederam sua saída da corte. E no conteúdo porque, como veremos agora, seu voto, apesar de breve, não economizou em falácias e na arte de fugir do que mais importa: o que está em jogo quando ocorre um aborto.

Barroso afirmou: “Acompanho o voto da relatora [Rosa Weber], por seus bem lançados fundamentos” – fundamentos esses que a Gazeta do Povo também mostrou serem falaciosos, ao analisar o voto da ex-ministra em 2023. Ele continua dizendo que “minha posição na matéria é conhecida” – de fato, não faltaram ocasiões em que Barroso se manifestou sobre tema pendente de julgamento, contrariando a Lei Orgânica da Magistratura – e que “já a manifestei ao julgar o Habeas Corpus nº 124.306”, ocasião em que sequestrou o julgamento de um habeas corpus de médicos e funcionários de uma clínica clandestina de aborto para defender que a legislação atual seria inconstitucional por “violar direitos fundamentais da mulher”. Por isso, afirma, em seu voto na ADPF 442 ele apenas faria uma síntese, em nove pontos, de sua “visão e sentimento sobre o tema”.

Percebe-se a “visão e sentimento” que Barroso tem quando, em nenhum momento, ele descreve do que, afinal, estamos falando. “Interrupção da gestação”, o termo que ele alterna com “aborto” no texto, é assepsia semântica para evitar a dura realidade de que tal “interrupção” consiste na eliminação voluntária de um ser humano indefeso e inocente, que a mãe traz em seu ventre. O fato de esse ser humano, a principal vítima de todo e qualquer aborto, ser mencionado de passagem em apenas dois dos nove pontos já é bastante sintomático do desprezo de Barroso pelo nascituro – o mesmo desprezo que Rosa Weber demonstrou, embora em seu voto ela tenha ao menos reconhecido que havia uma vida em jogo, precisando por isso recorrer a todo tipo de truque para desumanizar aquele que, segundo a ciência, pertence indubitavelmente à espécie humana desde seu início, no encontro dos gametas masculino e feminino.

Tanto falta a Barroso coragem para encarar de frente a natureza do aborto provocado que ele foge do tema dizendo que “a discussão real não está em ser contra ou a favor do aborto”. Será mesmo tão irrelevante assim discutir se é bom ou mau, certo ou errado que uma mãe elimine seu filho voluntariamente? Essa, sim, é a discussão real – se não for a única discussão que importa. Mas, para Barroso, a única coisa que importa é debater “se a mulher que passa por esse infortúnio deve ser presa” – como se não houvesse mais alguém envolvido no aborto, e que passa por um “infortúnio” ainda pior, motivo pelo qual a pergunta mais exata e honesta seria “se a mulher que elimina seu filho indefeso e inocente deve ser presa”.

Quanto a isso, é preciso lembrar que o legislador brasileiro, ainda nos anos 40, compreendeu que existem situações-limite em que a mãe de fato vive um enorme drama, e por isso ela não deveria ser punida após um aborto: os casos de gestação resultante de estupro, e as gestações que representariam um risco de vida para a mãe – em 2012, o Supremo decidiu liberar o aborto para casos de fetos anencéfalos. Mas esse tipo de diferenciação não importa para Barroso, pois interessa-lhe o acesso total ao aborto, inclusive aquele dito “sob demanda”, em que o “infortúnio” maior para a mulher é o de ter engravidado, e não o de ter abortado, ato do qual não poucas se orgulham publicamente na imprensa. É evidente que, ao falar assim, Barroso está dando seu juízo moral sobre o aborto, que se torna algo não muito diferente da remoção cirúrgica de um tumor.

Sem enfrentar o tema, o que sobra a Barroso são clichês baratos como “se os homens engravidassem, aborto já não seria tratado como crime há muito tempo” e o slogan do “aborto como tema de saúde pública”; a falácia do argumentum ad populum, com uma listinha de países onde o aborto no primeiro trimestre de gestação é legal; e a afirmação de que “a criminalização é uma política pública que não atinge o objetivo de reduzir o número de ocorrências”, algo que vale para praticamente todo crime, contravenção ou ilícito, da corrupção ao homicídio – embora não ocorra a ninguém pedir a legalização da propina ou do assassinato para que eles ocorram “com segurança”. Há, ainda, espaço para o surrado argumento da oposição religiosa ao aborto, como se ele fosse meramente uma questão de fé e como se não houvesse inúmeros argumentos éticos, filosóficos e científicos em defesa da vida humana desde a concepção.

Barroso iniciou seu voto com um brevíssimo lampejo de sensatez, dizendo que “o papel do Estado e da sociedade é o de evitar que ele [o aborto] aconteça”. Mas sua defesa de um suposto direito ao aborto contradiz a frase inicial. É difícil, quando não impossível, entender como a legalização enviaria à sociedade a mensagem de que o aborto é algo reprovável e que deve ser evitado, especialmente quando se trata de um ato tão bárbaro quanto a eliminação de um ser humano indefeso e inocente – e repetiremos essa expressão tantas vezes quanto for necessário, porque ela é a melhor explicação do que ocorre em um aborto. O agora ex-ministro fala em “amparar a mulher que deseje ter o filho e esteja em circunstâncias adversas”, mas não apenas ela; também a mulher desesperada que – em alguns casos por motivos razoáveis – não deseje a criança, e que ouve da militância que a única solução é matar o filho, precisa ser abraçada pela sociedade, para que veja que o aborto está longe de ser a resposta. Proteger a vida do nascituro e apoiar a mãe em dificuldades econômicas e/ou emocionais, salvando as duas vidas, é a melhor resposta ao abortismo, e é tarefa de toda a sociedade, inclusive daqueles encarregados de elaborar e fazer cumprir as leis.

PENINHA - DICA MUSICAL