Globo sem saída, teve que noticiar o escândalo do sindicato do irmão do Lula. 390 milhões bloqueados, e o Brasil inteiro vendo a verdade aparecer.
Eu já vi esse filme. pic.twitter.com/uG5QGq885t
— Giovani Cherini (@giovanicherini) October 15, 2025
Globo sem saída, teve que noticiar o escândalo do sindicato do irmão do Lula. 390 milhões bloqueados, e o Brasil inteiro vendo a verdade aparecer.
Eu já vi esse filme. pic.twitter.com/uG5QGq885t
— Giovani Cherini (@giovanicherini) October 15, 2025
Parece que a Lei Magnitsky está causando algum efeito no ministro Alexandre de Moraes. A defesa do Clezão, que estava doente, pediu várias vezes que ele pudesse ser medicado e tratado em casa, mas ele acabou morrendo sem ser atendido. Pois agora temos o caso de Alexsandra Aparecida da Silva; ela foi presa em 8 de janeiro, depois foi para casa com tornozeleira, teria descumprido uma cautelar e foi presa novamente em Varginha (MG). A defesa alegou que ela está com depressão e nódulos nos seios; parece que nem precisou comprovar, mas ela já vai deixar a prisão e voltar para casa, em Paraguaçu (MG), por decisão de Moraes.
Eu imagino o que houve: a mulher vem para Brasília para participar de uma manifestação, não para dar golpe de Estado, derrubar presidente, botar alguém no seu lugar; veio manifestar seu descontentamento e virou “golpista”, como a mídia domesticada chama. Agora, vai para casa. Já se foram dois anos e nove meses desde aquele 8 de janeiro, e a maior parte desse tempo ela passou atrás das grades. Tudo isso deve ter causado a depressão e os nódulos. E isso não volta atrás.
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Nem R$ 20 bilhões vão tirar os Correios da crise
Que vergonha, os Correios estão pedindo R$ 20 bilhões aos bancos para sair da crise. Mas não vai adiantar nada, porque é um círculo vicioso: a solução petista para as estatais é gastar dinheiro. Os Correios davam lucro quando foram presididos pelo general Floriano Peixoto. Eu estive lá várias vezes para saber como funcionavam esses Correios lucrativos. A empresa tinha tudo controlado, fiscalizado, não tinha desperdício, tinha eficiência, produtividade, exercia o seu papel de entrega de correspondência de mercadorias. Era exuberante. Foi só entrar Lula, e o prejuízo voltou. O rombo do primeiro semestre desse ano já é muito maior que o do ano passado inteiro: R$ 4,4 bilhões contra R$ 2,6 bilhões. Nesse ritmo, os Correios chegam ao fim do ano com R$ 10 bilhões de prejuízo. Pobre do Postalis, o fundo de pensão dos carteiros e outros funcionários, sempre pagando a conta. Estão falando em demissão voluntária, porque a empresa não tem dinheiro nem sequer para demitir. Dizem que estão oferecendo aos bancos garantias do Tesouro Nacional. É bom lembrarmos que a dívida pública já está em 78% do PIB, e isso que calculam de uma forma diferente daquela do FMI.
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Não adianta o governo blindar todo mundo na CPMI do INSS
Eu tenho dito aqui que a CPMI do INSS vai lambendo a sopa quente pelas bordas. Os governistas querem blindar todo mundo, mas não está funcionando. O ministro André Mendonça, que é relator de um desses casos no STF, já bloqueou R$ 390 milhões de gente do Sindicato Nacional de Aposentados e Pensionistas (Sindinap), cujo vice é o Frei Chico, irmão do Lula, que não está citado nesta decisão. Foi um pedido da Polícia Federal, que inclui o atual presidente, Milton Baptista de Souza Filho, e o espólio do ex-presidente João Batista Inocentini, que morreu em 2023. Ou seja, estão começando a chegar perto para recuperar os valores desviados.
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Tragédia em Curitiba nos lembra que é preciso usar cinto sempre
Termino mencionando uma tragédia, um acidente em que um caminhão bateu na traseira de outro, em um congestionamento em Curitiba. O motorista não se feriu, mas o filho de 6 anos estava no assento ao lado, provavelmente estava sem cinto, e morreu. Quando é assim, a criança vai com a cabecinha batendo no painel. Os socorristas choraram emocionados, e o pai deve estar desesperado. Eu conto isso para nunca tirarmos da cabeça a importância de usar o cinto de segurança.
Sem saber como fechar as contas e pretendendo um “cheque especial” de R$ 20 bilhões para não falir de vez, os Correios torraram mais de R$ 1,3 milhão só com diárias de servidores no exterior durante a gestão Lula (PT), quando a estatal voltou a registrar déficit.
A coluna teve acesso a comprovantes de gastos com diárias na ordem de R$ 1.383.220,64.
Em fevereiro deste ano, um diretor dos Correios se mandou para a Flórida da Disney e os brasileiros pagaram a passagem do folgado: R$ 23 mil.
Nos quatro primeiros meses de 2025, a estatal torrou R$ 92,3 mil com o bem-bom.
No ano passado, passou do meio milhão: R$ 502,8 mil.
No primeiro ano do Lula 3, servidores parecem ter viajado sem o menor pudor. A fatura empurrada no pagador de impostos foi de R$ 788 mil.
A despesa certamente é maior, já que dados como “passagens aéreas” estão desatualizados desde fevereiro e não foram considerados.
Os Correios davam lucro até Lula assumir e anular a lei que protegia estatais de tipos como seu churrasqueiro, que ele nomeou presidente.
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O verbo “torrar”, se referindo à gastança do dinheiro público, é usado logo no primeiro parágrafo dessa nota aí de cima.
Em se tratando do gunverno lulo-petralha, torrar nosso sua dinheiro é uma coisa normal, normal, normal.
Faz parte da rotina luleira.
Os valores citados são pra arrombar: um esbanjanjamento sem limites.
E estamos falando de uma estatal lascada, arrasada, falida…
Pra fechar a postagem, vou repetir o que está escrito no último parágrafo da nota aí de cima:
Os Correios davam lucro até Lula assumir.
Cheguei a Nova Delhi para iniciar nossa missão, focada em aumentar o comércio e os investimentos entre Brasil e Índia. Namastê! 🇧🇷 🇮🇳 🙏🏻 pic.twitter.com/k6Hv5ppDnz
— Geraldo Alckmin 🇧🇷 (@geraldoalckmin) October 15, 2025
Quer sobreviver no século XXI sem suar? Senhoras e senhores, bem-vindos ao século XXI: a era em que a hipocrisia deixou de ser vício para se tornar currículo. O hipócrita moderno não é um dissimulado tímido, escondido nas sombras; ele é um artista performático, com perfil verificado e manual de conduta. Eis, portanto, o Manual do Bom Hipócrita Moderno.
Siga estas regras infalíveis do bom hipócrita:
1. Opine sobre tudo: Não importa se não leu, não estudou, não sabe. O silêncio é mortal para a reputação digital. Diga qualquer coisa, mas diga com convicção.
2. Indigne-se seletivamente: Indignação universal é cara; escolha causas que deem visibilidade. Se possível, aquelas que tenham emoji próprio.
3. Seja inclusivo em público, exclusivo em privado: Pregue diversidade nas redes; no churrasco de sábado, convide sempre os mesmos amigos.
4. Apoie minorias — desde que não atrapalhem seu conforto: Poste frases de efeito, mas não ouse abrir mão de privilégios concretos.
5. Adote palavras mágicas: Sustentabilidade, resiliência, empoderamento, equidade. Não precisam significar nada; apenas soam bem.
6. Apague rastros: Hipócritas antigos eram pegos pela memória das pessoas; o moderno confia na memória curta das redes. Delete, poste outra coisa, siga em frente.
7. Primeira regra: fale de tudo, mesmo sem saber nada. A ignorância só é pecado quando silenciosa; com hashtags, ela vira virtude.
8. Segunda regra: indigne-se seletivamente. Guarde energia para causas que deem visibilidade. Melhor ainda se tiverem emoji próprio: arco-íris, punho cerrado, planeta Terra.
9. Terceira regra: pregue diversidade em público, mas mantenha sua bolha intacta em privado. Assim você exibe consciência sem renunciar ao conforto.
10. Quarta regra: use sempre palavras mágicas. Resiliência, empoderamento, equidade. Elas funcionam como perfume: escondem o mau cheiro da incoerência.
11. Quinta regra: pratique o ativismo performático. Poste uma foto com filtro, um texto copiado de Wikipedia e declare-se engajado. Se alguém cobrar coerência, diga que “o importante é levantar a bandeira”.
12. Sexta regra: apague rastros. O passado? Delete. O presente? Poste outra coisa. O futuro? Depende da próxima tendência.
Com esse manual, o hipócrita moderno não apenas sobrevive: ele é celebrado. É convidado para painéis, entrevistas e podcasts. Afinal, nada mais admirado hoje do que a capacidade de vender imagem. E se a máscara cair? Faça cara de vítima. No palco atual, a vítima sempre sai ovacionada.
A hipocrisia, enfim, deixou de ser pecado mortal e virou soft skill. E quem não aprender esse ofício corre o risco de ficar para trás — com a incômoda desvantagem de ainda ter que ser autêntico.
Seguindo esse manual, você não será apenas um sobrevivente: será celebrado como “engajado”. O segredo é simples: não precisa mudar nada — só parecer. E, se for descoberto, faça cara de vítima. Afinal, no mundo atual, até a hipocrisia tem passe livre — desde que bem embalada.
Jocelaine Santos

A ativista sueca Greta Thunberg
Semana passada, María Corina Machado foi anunciada como ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2025. Esta mulher, lembremos, teve a coragem que muitos marmanjos ditos defensores da democracia jamais tiveram: peitou um ditador, Nicolás Maduro, que hoje controla a Venezuela, mandando e desmandando no Judiciário, no Legislativo, no Exército, nas milícias, nas eleições, na imprensa – enfim, cumprindo direitinho o papel de mais um líder autoritário sul-americano. Mas, como Maduro é “companheiro” das demais autocracias que afogam a liberdade mundo afora, não tardaram os latidos do pessoal que idolatra Fidel Castro e Mao contra María Corina. Melhor seria, disseram, ter dado o prêmio a… Greta Thunberg.
Falar absurdos, espalhar mentiras, distorcer a realidade e inventar lorotas são coisas comuns para quem acha que vale tudo em nome do poder ou do partido. Não teve gente que disse que foi Lula – e não Trump – quem acabou com a guerra em Gaza? Não causa nenhuma surpresa, assim, que a militância se apressasse em tentar rebaixar Corina – coisa que já haviam feito outras vezes – à categoria de mais uma “fascista”, ou seja, alguém que não faz parte da esquerda e insiste em defender a liberdade – a verdadeira criptonita de qualquer regime autocrático – e que, por isso, nem é gente.
Entre as matérias da imprensa oficial falando que Corina criticou Lula – vejam só, que crime absurdo dessa mulher ousar criticar o apoio de Lula ao ditador Maduro –, falou bem de Milei ou mencionando que Corina dedicou o prêmio a Donald Trump – mais um crime, na visão esquerdopática –, pipocaram aqui e ali menções sobre a “injustiça” do comitê do Nobel, que ignorou a verdadeira heroína da paz mundial: Greta Thunberg. Teve gente que escreveu que até os “seres do mar” sabem que Greta merecia o prêmio.
Aqui, um reconhecimento: é preciso elogiar a capacidade bovina de seguir o mestre dos militantes progressistas. Bastou um iluminado mencionar a ideia que todos vão seguindo atrás, compartilhando a mesma coisa. É assim que ideais sem pé nem cabeça proliferam como moscas da fruta em banana pobre. Choramingar que Greta Thunberg seria mais merecedora do prêmio que Corina é uma desfaçatez, mas explica muito bem como a cabecinha progressista trabalha.
É bem simples, aliás: só vale premiar, elogiar, bater palmas para quem é de esquerda – ou está alinhado ao que o pensamento progressista late aos quatro ventos como se fosse verdade absoluta. Não se encaixou aqui, sai fora que é fascista, um aliado do “imperialismo” e tantas outras palavras que são usadas sem se conhecer seu real sentido. A questão de haver, de fato, uma ditadura na Venezuela, que já fez milhões fugirem do país, não importa. Aliás, sendo Maduro de esquerda, um progressista, tudo o que ele fizer é permitido e não pode ser criticado, e qualquer um que se opuser a ele “merece” ser perseguido, colocado na cadeia, calado. Nessa lógica, María Corina deveria estar na cadeia por se opor a Maduro.
Já Greta Thunberg – ah, a Greta Thunberg! – anda bem alinhada ao pensamento progressista, ao menos por enquanto. Que ninguém se engane: se Greta mudar de atitude, se falar mal de algum autocrata da esquerda, facilmente pode virar “fascista” do dia para a noite. Mas, neste momento, logo após Greta ganhar holofotes com sua “flotilha” inútil (aliás, Greta e os petistas que a acompanhavam na flotilha podem agora ir tranquilamente para Gaza levar ajuda e reconstruir casas para os palestinos), sua imagem é útil para desviar os olhos do que realmente importa: a luta de María Corina contra a ditadura venezuelana, que escancara o quão vis são os regimes fundamentados no socialismo e no comunismo.
Como começar uma aventura dessas? Achei melhor “começar pelo começo”, me apresentando. Sou paulistano de nascimento, mas vivo há mais de 40 anos em Ribeirão Preto, interior de São Paulo; advogado tardio, 60 anos, quatro filhos, conservador nos costumes, apreciador de bons livros, boas conversas e boas risadas. Tudo a ver com nossa querida Besta e seus frequentadores. Nada de muito interessante, pois.
O título da coluna tirei de um livro de Mario Vargas Llosa e se relaciona com algo que valorizo abaixo somente de Deus: minha liberdade. Sim, liberdade de pensamento, de expressão e de escolha. Acredito que nestes tempos de censura forçada ou voluntária, em nenhum outro lugar há mais liberdade que nas águas profundas desta gazeta. Me sinto um peixe na água, portanto.
Em harmonia com a liberdade geral aqui reinante, Berto me deixou à vontade para escolher os assuntos a serem tratados. Tarefa difícil, ante o nível dos demais colunistas cujo talento agora tentarei corresponder.
Assim, vou abusar da paciência dos que me derem o privilégio de sua leitura, tratando de temas ligados à única área que tenho algum conhecimento de causa, ou seja, as lides do direito. Pode ser que não consiga esconder o estupor diante das aberrações ora em curso. Também pretendo contar, com o devido sigilo, alguns causos jurídicos reais que passaram por estas mãos.
Dito isso, só me resta agradecer ao mestre Berto pela honra de escrever nesta página que acompanho há mais de 15 anos. Também agradeço desde já a paciência e a generosidade de colunistas, comentaristas e fubânicos em geral.
Boa sorte para todos nós e vamos que vamos!