COMENTÁRIO DO LEITOR

SORRIA, SMILES

Comentário sobre a postagem NAT KING COLE

Deco:

“Sorria, embora seu coração esteja doendo, sorria, mesmo que esteja partido…”

A maioria das pessoas conhece a música, e muitos a conhecem como “a música que Charlie Chaplin escreveu”.

Chaplin escreveu isso?

Na verdade, Chaplin escreveu a música, mesmo não sendo um compositor.

Muito embora Charles Chaplin tenha recebido todo o crédito da partitura musical, ele contou com o auxílio do compositor David Raksin, que salientou em uma entrevista que ele foi coautor da partitura de “Smiles”, pois escreveram juntos a música.

“Smiles” é uma das canções mais famosas do mundo, icônica e atemporal.

Michael Jackson disse muitas vezes que era sua música favorita, e ele mesmo a gravou em uma versão lindamente orquestrada.

No funeral de Michael Jackson, Jermaine Jackson, irmão do cantor, fez uma homenagem explícita a Michael, colocando um par de luvas brancas com paetês, evocando Charles Chaplin, para interpretar “Smiles’, que é trilha sonora do filme Tempos Modernos de 1936.

Nem Chaplin nem Raksin pretenderam que “Smiles” fosse usada como canção popular.

Isso só aconteceu em 1954, cerca de dezoito anos depois do lançamento de Tempos Modernos, quando então “John Turner e Geoffrey Parsons” acrescentaram a letra (poesia) e título e, originalmente, Nat King Cole a gravou e repercutiu com o público em todo o mundo, obtendo um grande sucesso já em 1955.

Dai pra frente, inúmeros artistas passaram a gravar “Smiles”, considerando que a melodia carrega uma mensagem profunda sobre perseverança, esperança e alegria mesmo em tempos de dificuldades.

A letra enfatiza a importância de se manter uma perspectiva positiva e encontrar consolo nas simples alegrias da vida.

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DEU NO JORNAL

DIPLOMACIA CARA-DE-PAU

O repúdio brasileiro “a todo e qualquer tipo de terrorismo” agora é seletivo, após Lula 3 impor ao Itamaraty a Diplomacia Cara-de-Pau, em que prevalece o oportunismo medroso.

Não teve a dignidade de condenar o terrorismo do Hamas em Israel, mesmo com brasileiros entre os 1.300 assassinados covardemente no ataque, mas, rápido como um raio, condenou o terrorismo que matou cem iranianos em Kerman, no Irã.

Mesmo no regime militar, a diplomacia inspirou respeito, mantendo intacta a dignidade, afastando a ideologia e priorizando o pragmatismo.

O Brasil da ‘ditadura de direita’ foi o primeiro país a reconhecer regimes esquerdistas de Angola, Moçambique, El Salvador Nicarágua etc.

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Nao tem definição melhor do que a expressão “cara-de-pau” pra definir a diplomacia lulo-petralha.

Diplomacia comandanda pelo esquerdóide Celso Amorim, peruador de Lula para assuntos internacionais.

O chanceler Mauro Vieira é apenas uma figura decorativa.

Coisa mesmo de uma republiqueta banânica.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

DE MÃOS DADAS

Antonieta acordou-se com leve dor de cabeça e um amargo na boca, havia bebido na noite anterior. Ainda deitada desligou o ar condicionado. Veio-lhe a imagem, detalhes da tarde de amor, Luciano, terno, carinhoso, ao mesmo tempo selvagem, deixou-a em êxtase duas vezes, quase desmaia. Jamais pensou ficar apaixonada por um homem mais velho, poderia ser seu pai. Ela não tinha algum sentimento de culpa, pouco lhe importava aquela situação camuflada de namorar um homem mais velho e casado. Sem problema para ela, bem melhor que Elizeu, ex marido, Luciano usava a experiência, sabia trabalhar nos pontos sensíveis de uma mulher, devagar, sem pressa, ficava a explorar sua anatomia, enquanto Elizeu era um desastre na cama, apesar do belo corpo jovem. Ele bebia muito, cheirava; na hora do amor pensava apenas em satisfazer-se.

Antonieta aguentou apenas dois anos de casada, e não tinha saudade daquela época. Hoje, é uma mulher livre, faz o que quer, até um caso de amor com um homem maduro. Na véspera, depois da estonteante tarde de amor, Antonieta, satisfeita da vida, juntou-se a um grupo de amigos na balada noturna, dançou e bebeu até quase o dia amanhecer.

Ainda deitada saiu do devaneio ao olhar o relógio, 11:30 horas. Levantou-se, abriu a cortina de seu apartamento na praia de Jatiúca, alegrou-se ao contemplar o dia ensolarado, a luminosa manhã. O mar de um verde esmeralda com matizes azul turquesa, convidativo a um mergulho. Contemplando do alto da janela deu-lhe uma sensação de bem estar, amava sua cidade, sua praia, a vida bela.

Na sala encontrou os pais, a irmã mais nova.

– Tieta querida, a noitada foi boa, sua cara de ressaca não nega. – Entregou a irmã.

– Foi ótima, saí com as amigas, eu posso, sou adulta, independente, dona do meu nariz.

Conversavam enquanto Antonieta preparava um lanche na cozinha. O celular tocou, era Didi. Toda mulher bonita, gostosa, separada, tem um amigo homossexual. Didi não parece homo, não dá para notar sua opção sexual até ele abrir a boca. Tieta atendeu.

– Diga Didizinho querido! Como está vossa excelência?

– Estou à toa na vida, quero saber da programação nesse belo sábado, que tal nos encontramos numa barraca de praia, para um bom chope? Depois seja o que Deus quiser. Esse dia ensoralado é um convite para desmantelo.

– Fechado, a uma hora na Barraca Pedra Virada, tem sempre amigos curtindo uma cervejinha.

A mãe ouvindo a conversa, não perdeu oportunidade para um conselho e um puxão de orelha.

– Tieta, você já vai sair? Daqui a pouco fica falada, não arranja outro marido. Esse Didi parece, mas não é homem, cuidado com a vida. Quero que você se divirta, com juízo.

– Minha mãe essa vida é curta, ou eu me divirto ou tenho juízo; os dois são incompatíveis. – Deu uma gargalhada.

Antonieta deu partida no carro rumo ao encontro, tomou a Avenida Beira Mar. De repente, sinal vermelho, ela freou, ficou à espera, ao olhar de lado teve um susto. Seu amado Luciano entrava num restaurante de mãos dadas com a esposa. Deu-lhe uma sensação de mal estar, acabou-se a alegria, veio-lhe um profundo ciúme do fundo da alma. Precisou uma buzinada para acordá-la ao abrir sinal, acelerou o carro, mais adiante parou no acostamento, colocou a cabeça entre as mãos por cima do volante, chorou de raiva e pena de si mesma. Ao se recuperar retomou a Avenida Beira Mar.

Didi esperava sentado, camisa vermelha, bem penteado, moço bonito, elegante, copo de cerveja na mão, peixinho frito na outra, ao vê-la fez sinal. Antonieta achegou-se devagar, sentou-se, queria tomar um porre, contou ao amigo o encontro inesperado com o amado Luciano.

– Você diz não ter preconceito, aceita esse amor proibido. Faz análise, tem cabeça boa, não entendo esse choque, esse chilique ao ver Luciano e a esposa. –  Provocou-a Didi.

– De mãozinhas dadas com a esposa! De mãozinhas dadas não dá para aguentar!

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

VADIAGEM

Comentário sobre a postagem MAIS UM QUE NÃO VOLTOU DA “SAIDINHA” DE NATAL

Manoel Bernardo:

A vadiagem foi um crime previsto no Código Criminal de 1830, o único do Império, e no Código Penal de 1890, o primeiro da República.

Deixou de ser crime em 1940, quando Vargas assinou o Código Penal que está em vigor até hoje.

A chance de enterrar definitivamente a vadiagem como delito, porém, foi perdida.

PENINHA - DICA MUSICAL