ALEXANDRE GARCIA

NINGUÉM SABE QUAIS SERÃO AS CONSEQUÊNCIAS DA REFORMA TRIBUTÁRIA

reforma tributária

Câmara dos Deputados aprovou texto da reforma tributária na sexta-feira (15)

Em geral, temos visto reações de motoristas a tentativas de roubos por indivíduos de moto, principalmente jogando o veículo sobre os assaltantes. Mas acho que é a primeira vez que a gente vê isso acontecer com um deputado federal. Foi o deputado Alexandre Leite (União Brasil), de São Paulo.

Ele estava trafegando em São Paulo com a mulher dele ao lado e foi abordado por dois assaltantes numa moto já atirando no carro dele para forçá-lo a parar. Ele, para proteger a vida da sua mulher, parou o carro. Mas ele tem porte de arma – e portava a arma. E em ação de dupla legítima defesa (porque ele agiu também em defesa da esposa), atirou contra os assaltantes e matou um deles.

Na última eleição, o Alexandre Leite foi eleito com 192 mil votos. Eu acho que depois disso ele vai receber o dobro de votos.

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O que será da reforma tributária?

Bom, sobre a reforma tributária, não esperem que ela já vá trazer consequências amanhã. Ela foi aprovada na sexta-feira (15) – foi muito estranho, né? Onde se viu ter quórum numa sexta-feira? Mas teve.

E para evitar que a reforma voltasse ao Senado, já que foram feitas alterações, essas mudanças foram apenas supressões. Suprimiram, por exemplo, a incidência do que estão chamando de Imposto Seletivo sobre armas e munições. Isso foi retirado, e outras questões também foram retiradas. Como não foram modificadas, e sim retiradas, não precisa voltar ao Senado. Então, nesta semana essa emenda constitucional já será promulgada, isto é, o Congresso declara em vigor. Não é caso de sanção do presidente da República.

Na prática, criaram outros impostos diminuindo o número de impostos. Por exemplo, no lugar do ICMS, que é estadual, e do ISS, que é municipal, entra o IBS, que é o imposto de valor agregado para evitar a cobrança em cascata. E saem, no âmbito federal, PIS e Cofins e IPI, e entra a Contribuição sobre Bens e Serviços.

E também tem o tal Imposto Seletivo, que pega cigarro, álcool, coisas assim – artigos que serão mais onerados para evitar seu consumo ou sua importação. Só que essa transição vai até 2033. Ainda no ano que vem virão leis complementares para botar isso em vigor. Então não é de uma hora para outra.

De qualquer maneira, eu tenho a impressão de que não vai fazer diferença no nosso bolso. Tomara que não faça para mais, mas para menos certamente não. O que já está aprovado dá 27,5% [alíquota base]. E depois tem acréscimos de impostos seletivos e outras coisinhas aí que vai acabar na atual carga tributária.

Apenas simplificaram para que o pagador de impostos se sinta, digamos, mais “à vontade” para pagar imposto, se é que isso pode acontecer.

A indústria gostou. Já o comércio e os serviços estão em momento de cautela. E o agronegócio, em geral – não só por causa disso, mas também porque é odiado pelo governo, por uma ideologia – está se sentindo desamparado. Está se sentindo desprestigiado, desestimulado. Isso é um perigo muito grande para as contas externas do Brasil, porque é o agro que está garantindo o nosso balanço de pagamentos e a nossa balança comercial.

Enfim, vamos esperar. É o tipo da coisa que não dá para dizer que foi uma vitória do governo ou uma derrota de alguém. É cautela. Porque a gente não sabe quais serão as consequências dessa reforma tributária.

DEU NO JORNAL

DIFERENÇA ACACHAPANTE

A crescente frustração em torno do desempenho do presidente Lula (PT) nas redes sociais fez o Palácio do Planalto reforçar a atuação da comunicação na internet, para tentar combater o “banho” que o petista leva, especialmente quando tenta reproduzir o modelo do ex-presidente Jair Bolsonaro com “lives” no Youtube.

O petista acumula pouco mais de 29 milhões de seguidores nas quatro principais redes sociais (Instagram, X, Facebook e YouTube); Bolsonaro tem mais que o dobro, 60 milhões.

As contas apuradas são apenas as redes pessoais de cada figura e não incluem, partidos ou grupos no Whatsapp e Telegram, por exemplo.

O último vídeo publicado por Lula no seu canal oficial do Youtube obteve 2,2 mil visualizações em 8 horas. O de Bolsonaro, 36 mil em 5 horas.

No ‘X’, postagem de Lula obteve mil likes em quatro horas nesta sexta (15). No mesmo período, no mesmo dia, Bolsonaro obteve 6 mil.

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Contra fatos, não há argumentos.

E contra números muito menos.

O Ladrão Descondenado está com o furico completamente arrombado nas redes sociais.

Só consegue mesmo vencer num certo dispositivo eletrônico…

XICO COM X, BIZERRA COM I

COM DOIS CÊS E UM ‘PYSILONE’

Accioly Neto foi veranear em outro plano exatamente no ano em que me inseri na música: 2000. É possível sentir saudades de alguém que você não conheceu pessoalmente e senti-lo, de alguma forma, próximo de você? Respondo que sim. Sinto saudades de um Accioly Neto a quem não tive acesso, embora seja ele meu parceiro por uma generosidade de sua viúva, Tereza, que me presenteou com uma bela melodia inédita dele para que eu colocasse letra (Beijo, Dengo e Cafuné, gravada por Santanna, dentre outros). E assim foi.

PARCEIRO AFETIVO

Para Tereza, teríamos sido amigos, talvez parceiros em vida, tivéssemos nos conhecido pessoalmente. Também acho que sim. A verdade é que é um privilégio grande ter um parceiro da estirpe de Accioly, ainda que de forma póstuma, à titre posthume (como dizem os literatos) nesses tempos tão escassos de música boa e tão povoados de mediocridades e bundas musicais, estas, bonitas, reconheço, mas apenas sob o ponto de vista anatômico. Os xotes que ele fez são de sentar no meio fio e chorar de inveja da boa, como diria outro imenso, Aldir Blanc, sobre os sambas de Wilson das Neves.

ME AVEXO, NÃO

Por isso, não me avexo, pois sei que amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada. Um dia, talvez, a lagarta crie asas e a música popular brasileira volte a ter o vigor que um dia já teve. A porta vai estar sempre aberta e nossos ouvidos vão dar uma festa quando isso acontecer. Por enquanto resta a saudade invadindo o coração da gente pegando de jeito a veia onde corre um grande amor. Segurar o chororô fica difícil, embora a saudade seja da boa e nos faça voltar a voar nas asas da ilusão. Até qualquer dia, Parceiro. Qualquer hora a gente troca um abraço e, quem sabe, faz nova parceria?

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DEU NO JORNAL

PENINHA - DICA MUSICAL