PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DE DEVOÇÃO – Vinícius de Moraes

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor e nomes feios.

Essa mulher, flor de melancolia
Que se ri dos meus pálidos receios.
A única entre todas a quem dei os
Carinhos que nunca a outra daria.

Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela.

Essa mulher é um mundo! – uma cadela
Talvez… – mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!

Vinicius de Moraes, Rio de Janeiro-RJ (1913-1980)

COMENTÁRIO DO LEITOR

IMPORTADOR DE CORRUPÇÃO

Comentário sobre a postagem A PERUANA

DECO

A Transparência Internacional, classificou o Brasil como um “Exportador de corrupção”, resta classifica-lo como importador.

Existe uma referência clássica ao fato de que, antigamente, muitos filmes mostravam vilões fugindo para o Brasil como uma forma de escapar da justiça, muitas vezes de forma cômica ou irônica.

Essa imagem estereotipada do Brasil como um refúgio para fugitivos já foi bastante explorada no cinema e na cultura popular.

E a ficção virou realidade quando Ronald Biggs, assaltante do Trem Pagador da Inglaterra, nos anos 60, ganhou fama, transformando-se em personalidade nacional, fugindo para cá, permanecendo aqui 35 anos completamente livre, leve e solto.

Ronald Biggs

DEU NO JORNAL

DEU NO JORNAL

ANÚNCIO DO CAOS

Secretário de Orçamento, Clayton Montes foi o escolhido pelo ministro da Fazenda de Lula, Fernando Haddad, para “anunciar” o que todo mundo já sabe: o caos vem aí.

As contas não fecham já a partir de 2027.

* * *

Taxadd tirou o furico da reta e escalou o secretário pra anunciar o caos.

Tudo nos conformes desse desgoverno.

Vai ser uma espera angustiante.

Putz!!!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PONTE AÉREA DA IMPUNIDADE

Editorial Gazeta do Povo

Nadine Heredia Lula asilo Lava Jato

A ex-primeira-dama peruana Nadine Heredia, esposa do ex-presidente Ollanta

Um clichê antigo é o do Brasil como terra de impunidade, um local onde criminosos estrangeiros jamais seriam encontrados ou incomodados – Ronald Biggs, Josef Mengele e Cesare Battisti que o digam. O tema chegou a ser fartamente explorado por Hollywood ao longo de muitas décadas, até mesmo por gênios do cinema como Alfred Hitchcock, em Interlúdio. Mas, antigamente, os que escolhiam o Brasil para escapar da Justiça de seus países ao menos tinham de se dar ao trabalho de conseguir chegar até nossas terras. Hoje, não mais: o governo Lula se encarrega de mandar aviões oficiais para buscá-los, e lhes concede até asilo político; basta serem “amigos do rei”.

O desdobramento peruano da Operação Lava Jato resultou na condenação, nesta terça-feira, dia 15, do ex-presidente Ollanta Humana (que governou de 2011 a 2016) e da ex-primeira-dama Nadine Heredia, a 15 de anos prisão cada um. O Terceiro Juizado Colegiado da Corte Superior Nacional do Peru considerou o casal culpado de lavagem de dinheiro, por ter recebido recursos do ditador venezuelano Hugo Chávez e da empreiteira Odebrecht para financiar duas campanhas eleitorais. Humala é o segundo ex-presidente peruano condenado graças à Lava Jato: seu antecessor Alejandro Toledo (2001-2006) já havia recebido pena de 20 anos por favorecer a Odebrecht em um contrato em troca de US$ 35 milhões em propina. E a operação ainda mirou outros dois ex-presidentes: Alan Garcia (1985-1990 e 2006-2011) se matou em 2019 quando a polícia cumpria um mandado de prisão contra ele; e Pedro Paulo Kuczynski (2016-2018) renunciou em meio às denúncias de corrupção – as investigações seguem em andamento.

Humala já estava detido, mas Nadine Heredia estava em liberdade, e correu para a embaixada brasileira em Lima ainda na manhã de terça-feira; diante do desfecho negativo do julgamento, pediu asilo. A chancelaria peruana havia informado que a ex-primeira-dama “solicitou asilo naquele país [o Brasil], de acordo com a Convenção sobre Asilo Diplomático de 1954”, e que “ambos os governos [brasileiro e peruano] estão em comunicação constante sobre esta situação” – mas as tratativas, ao que tudo indica, foram muito breves, pois no dia seguinte Heredia já desembarcou no Brasil ao lado de um filho menor de idade, devidamente protegidos pelo asilo concedido por Lula e trazidos por um avião da Força Aérea Brasileira.

Um asilo muito mal concedido, evidentemente. A convenção invocada pelo Brasil aplica-se apenas “a pessoas perseguidas por motivos ou delitos políticos”, como diz seu artigo 1.º, e o artigo seguinte ainda acrescenta que “não é lícito conceder asilo a pessoas que, na ocasião em que o solicitem, tenham sido acusadas de delitos comuns, processadas ou condenadas por esse motivo pelos tribunais ordinários competentes, sem haverem cumprido as penas respectivas”. Por mais que caiba “ao Estado asilante a classificação da natureza do delito ou dos motivos da perseguição”, como diz o artigo 4.º, é evidente que nem corrupção, nem lavagem de dinheiro são crimes políticos.

A não ser, claro, que se trate de corrupção praticada por esquerdistas, como são Humala e Heredia, aliados de Lula e legítimos “guerreiros do povo peruano”. Neste caso, tudo é perseguição política, tudo é narrativa, tudo é injustiça, tudo é conluio entre autoridades para “criminalizar a política”, como afirmam os petistas brasileiros desde a época do mensalão – e como também vem afirmando o ministro Dias Toffoli, o ex-advogado do PT que, instalado no STF desde 2009, protagoniza o desmonte do combate à corrupção com essas mesmas alegações. Aliás, não contente em destruir a Lava Jato brasileira, o ministro se empenhou em melar também sua contraparte peruana, barrando a colaboração internacional entre órgãos de investigação e impedindo que testemunhas brasileiras prestassem depoimento a autoridades peruanas. As condenações de Toledo, Humala e Heredia só foram possíveis porque a Odebrecht fechou acordos de colaboração premiada com a Justiça local, e esses Toffoli não tem como alcançar.

Na prática, o Brasil de Lula ajudou Nadine Heredia a fugir da Justiça de seu país, sob o disfarce de um asilo político. A ONG Transparência Internacional, em reação à decisão brasileira, afirmou que, depois de exportar corrupção, o país governado pelo PT também “exporta impunidade”, corrompendo um instrumento que serve para proteger verdadeiros perseguidos políticos, e não corruptos condenados que compartilham da mesma filiação ideológica. Agora, a esquerda latino-americana já sabe que, não importa quão escabrosos sejam seus crimes, basta chamar o companheiro Lula e esperar o jatinho da FAB.

DEU NO JORNAL

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

TURISTAS NAVEGANTES

Na década de 1930, sendo Capiba já funcionário do Banco do Brasil, mas ainda estudante de Direito e já fazedor de músicas que obtinham grande sucesso, ganhou do pai de Fernando de Castro Lobo, (genitor do fabuloso compositor e cantor Edu Lobo) – o Coronel Lobo, que era abastado industrial em Campina Grande – uma viagem de navio para conhecerem o Rio de Janeiro.

Nessa época, ainda era capital da “República dos Estados Unidos do Brasil”, (de 1889 a 1968), quando ocorreu um fato difícil de entender, como muita coisa que acontece nestas glebas brasilianas.

Mas, antes de entrar na graça da história, vamos à História cheia de graça, conforme o título desta coluna.

Cabe aqui lembrar que nosso país já foi: Ilha de Vera Cruz, Terra Nova, Terra dos Papagaios, Terra de Santa Cruz, Terra de Santa Cruz do Brasil, Terra do Brasil e finalmente Brasil.

Mas como as reformas ortográficas são frequentes por aqui, no chamado “além mar” dos nossos descobridores portugueses, apareceu um galego enfezado e achou melhor – para dar a impressão que éramos um país sério – que seu nome fosse escrito com “Z”.

Já começou, daí, o parangolê!

Mas, já passamos por outra denominação, em tempos mais recentes: “República dos Estados Unidos do Brasil”, identidade que, para pronunciá-la, estufavamos o peito respondendo às perguntas de D. Arcelina Câmara do Colégio Dom Bosco, situado na Rua Imperial onde aprendi um bocado de coisas.

Mas, apareceram os gaiatos apelidaram de “República do Brasil dos Estados Unidos”. Foi pra avacalhar mesmo!

Visando vantagens desconhecidas, vieram os “gringos globalistas” e passaram a escrever o nome do nosso país com o “Z” – Brazil – que continua, coitado, valendo apenas no vai-e-vem do troca-troca de mercadoria entre países sérios, por dinheiro que só se persebe nos contratos de importação ou exportação.

“Mãe, nesta caixa que veio da internet pra senhora está escrito o nome do Brasil diferente. Num tá errado Brazil com “Z”? Fuzilou uma das minhas bisnetas, de apenas 4 aninhos. Deu trabalho para explicar a aparente burrada, que Cristiana percebeu. Ela que está na “Idade dos Porquês”.

Aliás, no vulgo do “economês”, se diz que é aceitável essa nova denominação, porque se trata de Comércio Exterior.

Aí aparece: “Made in Brazil”.

Mas, na verdade, nossas mais vendáveis mercadorias saem mesmo é do nosso interior; ou seja, das cidades interioranas, de onde alguns produtos hoje apresentam nas embalagens a indicação da forma que os gringos exigem.

Mas quando compramos, nem sabemos se elas saem das capitais estrangeiras ou dos interiores delas.

Também, há de se entender, que nós brasileiros, sendo filhos da terra tupiniquim, onde tudo muda, até a “Carta Indigna”, não há como se ficar espantado.

Ah, me desculpem! O certo é a Carta Magna, livreto que tanto emocionou o saudoso Doutor Ulysses, mas se tornou mais emendado do que lata de construção.

E até se presta à indignidade de produzir decreto legalizando que um “macho-de-armário” pode se casar com uma “boneca”. Tudo é possível neste rincão brasiliense!

Ah! Eu me esqueci de contar a história dos dois estudantes de Direito! Tem nada não, na próxima, falarei sobre Capiba e Fernando Lobo, durante a presepada dos Turistas Navegantes.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X