Pra esse tbm nao valeu 😒 pic.twitter.com/Cc9ENNTzQQ
— Patrícia (@patyarqt) April 25, 2025
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José Pio Martins
“O Brasil foi a amante que mais amei e foi a que mais me corneou”, afirmou Eugênio Gudin, referindo-se ao fato de, em sua geração, ser dado como certo que o Brasil terminaria o século 20 como um país rico e desenvolvido, mas ao contrário, seguiu pobre, atrasado e desigual. Eugênio Gudin morreu em 1986, aos 100 anos de idade. Não é uma figura conhecida do público, mas foi um ator atuante no cenário nacional durante mais de meio século.
Nascido em 1886, formou-se em Engenharia Civil em 1905, despertou para a economia nos anos 1920 e se tornou um apaixonado pelos temas econômicos, sobretudo as teorias e cálculos aplicados à engenharia de construção. Ainda na década de 1920, Gudin se lançou à atividade jornalística publicando artigos econômicos em jornais e revistas. Ele exerceu também atividades administrativas e durante três décadas foi diretor de O Jornal(Rio de Janeiro) e diretor das empresas Western Telegraph e da Great Western of Brazil Railway.
Gudin se dedicou também à atividade docente como professor nas disciplinas de lógica econômica para os cursos de Direito e Engenharia. A profissão de economista, que foi regulamentada em 1951, teve como base o Projeto de Lei que criou o curso de Ciências Econômicas no Brasil, redigido por Gudin em 1944 a pedido do então ministro da Educação, Gustavo Capanema. Naquele ano de 1944, Gudin foi designado como delegado brasileiro na Conferência Monetária Internacional, em Bretton Woods, Estados Unidos, da qual participou ao lado de Roberto Campos e na qual foram criados o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Internacional de Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD), conhecido como Banco Mundial.
Por seu nível intelectual e experiência empresarial, Gudin viria a ser nomeado ministro da Fazenda pelo presidente Café Filho em 25 de agosto de 1954 (dia seguinte ao suicídio de Getúlio Vargas). Nesse cargo, que ocupou até abril de 1955, Gudin adotou um programa de austeridade baseado na redução de gastos e contenção da expansão monetária. Ele promoveu também abertura da economia, visando a atrair investimentos estrangeiros,e foi o inventor do recolhimento do imposto de renda na fonte sobresalários.
Eugênio Gudin foi vice-presidente da Fundação Getúlio Vargas de 1960 e 1976, mas sua relação com a instituição vinha desde os anos 1940, na qual ele foi um dos responsáveis pela implantação do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE) e da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE), sendo diretor de ambos.
Nos anos seguintes ao fim da Segunda Guerra Mundial, acreditava-se que o Brasil estava predestinado a se desenvolver e ingressar no grupo dos países ricos. Essa crença se espalhou sobretudo nos anos do governo Juscelino Kubitschek (janeiro/1956-janeiro/1961). Quando a humanidade ingressou no século 21, portanto 40 anos após o fim do governo JK, o Brasil era visto como decepção por continuar pobre e subdesenvolvido, apesar de rico em recursos naturais. A pergunta que intrigava era: o que houve com o país que o impediu de prosperar?
As respostas vinham de todos os lados e, na maior parte, representava mais a crença de quem a pronunciava do que a realidade dos fatos. Os nacionalistas, a União Nacional dos Estudantes e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil insistiam que a culpa era do eixo internacional: o Fundo Monetário Internacional (FMI), as empresas multinacionais, o imperialismo norte-americano etc.
Durante meu curso de Economia, ouvi à exaustão que esses demônios externos eram os causadores da miséria e da pobreza brasileira, mas nunca me satisfiz com as respostas e as justificativas, pois me pareciam meros arroubos políticos sem base técnica e científica. Desde cedo aprendi que nas ciências sociais, ao contrário das ciências físicas, a verdade quase sempre é incompleta e não definitiva. Eu ouvia as explicações desconfiado e não me deixava convencer apenas pelos títulos e cargos dos professores e de outros falantes.
Outro grupo que ia na linha de culpar os demônios internacionais e o capitalismo pelo atraso brasileiro era composto pelos comunistas, uma parte da esquerda festiva e alguns artistas iletrados em assuntos econômicos. O capitalismo não é perfeito. Mas as explicações da culpa do capitalismo, do empresário e do lucro pela pobreza eram muito mal formuladas. Em segundo lugar, o que tinham para pôr no lugar do capitalismo era um horror em decadência: os regimes socialistas ditatoriais sanguinários, assassinos da liberdade.
Certo dia, ainda como estudante de Economia, deparei-me com um texto de Roberto Campos, falando que o Brasil era vítima de seis grandes males: 1) nível educacional muito baixo; 2) sistema político fisiológico e corrupto; 3) leis anticapitalistas e antiempresariais; 4) Estado paquiderme e ineficiente tomado por grupos arcaicos e corrupto; 5) baixo investimento em pesquisa, ciência e tecnologia; 6) xenofobismo infantil e improdutivo.
Gudin e Campos lutavam em uma guerra intelectual na qual os soldados da liberdade econômica e abertura ao exterior eram poucos, e os amantes do Estado e do socialismo intervencionista eram grande maioria, inclusive entre os políticos e os jornalistas. E o Brasil continuou traindo os que esperavam ver o país rico e desenvolvido.
O Ministério da Justiça quer premiar uma cartilha que, em vez de educar, ensina jovens a como não serem presos ao portar ou consumir drogas. Uma verdadeira inversão de valores. Ao invés de combater o tráfico, o governo trata a polícia como inimiga e o criminoso como vítima. Estão… pic.twitter.com/HMTRKTvzh2
— Deputado Delegado Zucco (@DelegadoZucco) April 24, 2025

Poeta cantador pernambucano Otacílio Batista Patriota (1923-2003)
* * *
O VALOR QUE O PEIDO TEM
O peido é bom toda hora
Sem peido não há quem passe
A criança quando nasce
Tanto peida como chora
Um peido ao romper da aurora
Eu não troco por ninguém
Há noites que eu solto cem
Peidos grandes e pequenos
Já conheço mais ou menos
O valor que o peido tem
Um velho já moribundo
Nas agonias da morte
Soltou um peido tão forte
Que se ouviu no outro mundo
O peido gritou no fundo
Que só apito de trem
O velho sentiu-se bem
Levantou-se no outro dia
Dizendo a quem não sabia
O valor que o peido tem
Pela porta do bufante
Para não morrer de volvo
Diariamente eu devolvo
Peido grande a todo instante
O sujeito ignorante
Não me compreende bem
Fecha a porta do “sedem”
Deixa o peido apodrecer
Esse morre sem saber
O valor que o peido tem
Um peido silencioso
Por baixo de um cobertor
É tão grande o seu valor
Que descrevê-lo é custoso
Cheira mais que o mais cheiroso
Vale de Jerusalém
As roseiras de Siquem
As savanas do Saara
Nada disso se compara
O valor que o peido tem
Quem avisa, amigo é.
O rapaz entrevistado, que parece estar envolvido em agressão a uma mulher, não levou o aviso a sério.
Eu tentei avisar… pic.twitter.com/L0YAX8wyZI
— Joaquin Teixeira (@JoaquinTeixeira) April 24, 2025

Presidente da Câmara, Hugo Motta
Lembram do deputado Glauber Braga, aquele que foi cassado pelo Comitê de Ética, cuja cassação definitiva só é decidida pelo plenário da Câmara? Ele, diante disso, fez greve de fome. O presidente da Câmara, Hugo Motta, ficou com pena dele, se penalizou – ele só não tem pena do pessoal que está na Papuda e na Colmeia, dos idosos e idosas, doentes, pessoas enfermas do 8 de janeiro que lá estão.
Hugo Motta se penalizou do Glauber e disse que não ia permitir que em 60 dias votassem e que ele tratasse de resolver o problema dele. Ele tentou resolver na Comissão de Constituição e Justiça, pediu uma anulação da decisão do Conselho de Ética, mas não deu. Disseram que ele vai mexer em fato, em mérito. E está printado, filmado, o que Glauber fez com um manifestante do MBL, do Movimento Brasil Livre. Tirou o sujeito a pontapés, empurrões, a força, força física, agredindo uma pessoa. Isso é falta de decoro, que dá cassação do mandato.
* * *
Anistia
Voltando a Hugo Motta, ele já foi para Roma, num avião com Lula, com Barroso, claro, já enterrando o projeto de anistia. Vão enterrar o papa e o projeto de anistia também. Teve 262 assinaturas para que desse urgência ao projeto da anistia, ou seja, fosse ao plenário direto sem passar pela comissão especial. Isso é desvalorizar o voto, desvalorizar a vontade dos deputados – isso é grave. Quem desvaloriza isso, desvaloriza a própria reeleição porque as pessoas observam. Hoje tem a rede social que acompanha todos esses atos. Mas Hugo Mota está com medo de Supremo.
O ministro Alexandre de Moraes, no último julgamento da denúncia dos seis que foram convertidos em réus, já disse que não tem anistia. E o Hugo Motta responde, na independência de poderes, “sim senhor”, mas é na harmonia, concordando com tudo. Então não tem muita coisa para se esperar desse projeto de anistia.
* * *
Bolsonaro intimado
E o Bolsonaro, que está no hospital, na UTI, foi intimado dentro da UTI. Talvez a intimação o tenha incomodado tanto que alterou a saúde para pior. Teve pressão alta, tem alterações no exame laboratorial hepático, ou seja, do fígado, preocupantes. Tudo isso pode influenciar no tratamento dele agora. Bolsonaro talvez permaneça mais um pouco na UTI. Ele ainda não se alimenta pela boca, ele está recebendo pela sonda nasogástrica, mas, mesmo com tudo isso, o Alexandre Moraes mandou o intimar, argumentando que se ele pode gravar mensagens, ele também pode se intimar. É o Novo Brasil.
Sextou geral.
Tá acabando a semana e hoje é dia de Chupicleide e Bosticler caírem na gandaia.
Eu ouvi os dois combinando agora há pouco pra encher o rabo de cana no final do expediente.
A farra vai ser no Bar da Caceta, no Alto do Mandu, aqui perto da redação desta gazeta escrota.
Os dois estavam felizes que só a peste por conta das doações feitas nos últimos dias pelos leitores fubânicos, através do novo sistema do Pix, esta invenção arretada que tem facilitado demais a vida do povão. (pix.jornalbf@gmail.com)
Nossa inxirida secretária de redação manda um xêro carinhoso para os fubânicos Luiz Francisco, Áurea Regina, Sylvio Santigo, Maria de Fátima Pereira, Nezilma Batista, João Matias dos Reis, Rubens Lucena, Marluce Santigo e Arnaldo Duque Farias.
Pra fechar a postagem e embelezar a nossa sexta-feira, vamos ouvir a composição Isso Vale um Abraço, uma música da autoria do meu querido amigo Maciel Melo, um dos maiores nomes da Nação Nordestina na atualidade.
Um poeta inspirado, um artista talentoso, um cabra arretado.
Isso vale um abraço, Maciel !!!