A cartilha chegou a ser indicada na lista de projetos habilitados para concorrer ao prêmio de R$ 50 mil
Na última quinta-feira, 24, foi divulgado pela imprensa que o governo Lula habilitou uma cartilha sobre como portar drogas durante abordagens policiais. Cartilha essa que poderia concorrer ao Prêmio Maria Lúcia Pereira. Sim, cogitaram premiar algo com orientações sobre como agir se estiver fazendo algo ilegal. Revoltante, mas não surpreendente.
O material de nome ”Deu Ruim? Fica Frio”, elaborado pela Frente Mineira de Drogas e Direitos Humanos, apresenta um guia de conduta para usuários de entorpecentes antes de sair de casa, durante a abordagem e na delegacia. Além disso, orienta jovens a evitarem lugares onde há forte presença policial e aconselha a não saírem sozinhos.
Se tem uma coisa bastante fácil de ser notada por todos os brasileiros diariamente, fora as consequências da piora dos índices econômicos, é que em nosso país convivemos com uma insegurança enorme. Muito disso por conta da impunidade, que mostra para os criminosos que por aqui compensa fazer o errado.
Considerando isso, você deve imaginar que deveríamos estar lutando por penas proporcionais e sem regalias a criminosos, valorização das forças de segurança, melhorias de fato na educação e por aí vai.
Mas sabemos que isso tudo está longe de ser algo que interessa aos progressistas.
Imagino o quão difícil deve ser para uma mãe e um pai, que de forma óbvia não querem que seus filhos se tornem dependentes químicos, ver que há um grupo cujo foco é totalmente o contrário. Eles querem tornar nossa juventude escrava dos vícios.
O mínimo que esperam do Estado, já que não dá para esperar muito atualmente, é que ajude na conscientização sobre os malefícios do uso de drogas e não que promova dicas de como esconder substâncias ilícitas da polícia.
Assim como no caso do PIX e no da mudança da data de validade dos alimentos, após a repercussão extremamente negativa – e com certeza somente por este motivo – o governo Lula recuou e suspendeu a seleção pública do prêmio. Porém, novamente, nada disso apaga qual era a intenção da esquerda. Parafraseando o título da cartilha, de fato ”deu ruim”, só que pra eles.
Fernando Lobo e Capibam dois jovens sonhadores, carregando fardos de ansiedades, ambos estudantes de direito, em férias, embarcaram no vapor Itanajé, rumo ao Rio de Janeiro.
Era praxe nos anos de 1930 as pessoas viajarem de navio. E quando se sabia que alguém ia para a Capital da República, sempre havia uma cartinha, um pacotinho, uma lembrancinha, até mesmo uma cartinha; um treco qualquer para infernizar o viajante-transportador.
Alegres e sacudidos, ansiosos para realizar sua primeira grande viagem, que teria a duração de cinco dias; já considerando-se navegantes, postados no convés, acenavam com lencinhos, para os que ficavam no cais, quando surge o imprevisto.
Na escadinha do navio, atrasadíssimas, com a permissão de Oficial de Marinha, sobem aflitas duas “solteironas juramentadas”. Eram as irmãs Arruda, velhas conhecidas desde quando os acadêmicos residiam em Campina Grande. Ambas filhas do respeitável senhor de terras, o saudoso Coronel Arruda.
Entregaram aquele “pacotaço” para os conterrâneos levar. Era um “Bolo Souza Leal”, o mais famoso da culinária pernambucana e mais uns pertences do Coronel. Recusar tal favor? Nem pensar! Avisados já estariam, os parentes, esperariam no porto do Rio.
Capiba e Fernando aceitaram à pulso aquela incômoda incumbência. Recebeu o bagulho, meio preocupado, mas teve que aplicar seu “Sorriso Colgate”.
O pior: se houvesse desencontro, teriam que levar o bolo até Cascadura, um lugar longe pra cacete!
Fernando Lobo e Capiba, no convés do Itanagé
Na cabine, acomodaram o pacote num dos roupeiros. Mas ocorreu uma surpresa desagradável no primeiro amanhecer atlântico. Notaram que havia formigas fazendo fila indiana; todas animadíssimas, num vai-e-vem até, de certo modo,carnavalesco, porque balançavam as bundas. Fernando fez gozação: “São formigas embarcadas”.
Identificar o porquê não era a principal atitude. Mas se livrar das formigas, sim. Fernando, ágil abriu a escotilha, Capiba enfiou a caixa e mandaram o pacotaço para os “quintos dos infernos”. Os peixes que comessem tudo.
No porto do Rio, estavam à espera, os representantes do Coronel Arruda, todos circunspectos até demais. Deu pra desconfiar. Sérios demais para quem esperava devorar um “Bolo Souza Leal” legítimo.
Com ares risonhos e pedindo mil desculpas por não estarem mais com o pacotaço, os rapazes explicaram as razões, informando que uma autoridade naval havia recomendado a única solução prática para dar fim ao bolo “formigado”. Jogar a caixa no mar. Todos ficaram muito pesarosos e sairam cabisbaixos.
Sem documento do IML o material só seria aceito se fosse indicado que era um bolo, e embarcado por passageiro legalizado. O drama: Capiba havia jogado ao mar os ossos do saudoso Coronel Arruda, que seriam colocados no jazigo da família, no Rio de Janeiro.
Quem mandou transportar ossadas, indicando que era um “Bolo Souza Leal” E que seria transportado por dois turistas navegantes?!…
Os primeiros meses de 2025 foram marcados pela troca de governos em vários países, incluindo Estados Unidos e Alemanha; os próximos meses ainda terão pleitos em nações como Canadá, Austrália e Portugal. No caso norte-americano, a troca de presidente não representou apenas a substituição do ocupante da Casa Branca, mas a derrota do Partido Democrata e a vitória do Partido Republicano, com a vitória de Donald Trump. Mais ainda: houve a troca de um presidente fraco, Joe Biden, por um mandatário polêmico, com estilo pessoal duro e direto, que sintetiza sua proposta na expressão America first again (“a América primeiro novamente”).
O cenário no Poder Legislativo norte-americano também mudou, com os republicanos assumindo o controle sobre a Câmara de Representantes e o Senado. Encerrado o primeiro trimestre de 2025, algumas iniciativas importantes se apresentam como peças que ditarão as políticas econômicas e o conjunto de medidas tanto nos Estados Unidos quanto na Europa. Fala-se em possibilidade de retração no ritmo do crescimento do PIB dos EUA, e as previsões mais pessimistas mencionam uma possível recessão; observa-se retração nas cotações das ações listadas nas bolsas de valores em várias partes do mundo ocidental, e queda nos preços mundiais dos produtos agrícolas; persistem as incertezas quanto à guerra na Ucrânia e aos conflitos no Oriente Médio; a elevada dívida pública segue causando preocupação; há uma pressão altista sobre os juros; e leis de imigração estão sendo endurecidas. Tudo isso em meio a uma severa guerra comercial iniciada pelo “tarifaço” de Donald Trump, neste início de abril.
Como sempre fazem, os inimigos do capitalismo exacerbaram suas críticas ao livre mercado acusando-o de adotar práticas predatórias e insensibilidade frente aos problemas sociais, principalmente a pobreza e a desigualdade de renda. Na sequência, voltam as propostas e pedidos de mais regulação e intervenção estatal para conter o que chamam de “excessos do livre mercado”. Os críticos do mercado costumam falar e dirigir-se ao público assacando críticas e xingamentos como se o mercado fosse um agente, uma pessoa jurídica ou algum ser personalizado que acorda todos os dias e resolve lançar ao mundo um estoque de crueldades econômicas e políticas.
Regra geral, os críticos vorazes do mercado e do capitalismo agem ou por interesse, ou por má-fé, ou por ignorância sobre como funcionam a economia e o mercado. Os que o fazem por ignorância não sabem que o mercado é apenas um sistema físico ou virtual para o processamento de trocas de bens materiais, serviços, direitos, capitais e tecnologias. A base do mercado é a promoção do encontro entre os que desejam algo e os que têm esse algo e estejam dispostos a vender, empresar, locar ou ceder mediante pagamento calculado sob um sistema livre e competitivo de preços.
O mercado é um juiz imparcial das decisões e comportamentos dos agentes que nele atuam, fazendo que as bilhões de ações praticadas por bilhões de pessoas, empresas e instituições estejam a serviço de atender as necessidades múltiplas, ilimitadas e variáveis que movem a máquina gigantesca do sistema econômico. As variações de produção, distribuição, consumo, compras, vendas, investimentos e demais operações seguem o curso das possibilidades, vontades e atos de todos os que atuam a fim de satisfazer suas necessidades físicas, mentais, racionais e emocionais, independentemente da vontade de qualquer estrutura de governo ou de Estado.
No Brasil, é rotineiro que alguma autoridade, a começar pelo presidente da República, se ponha a criticar o mercado e ameaçar com a mobilização de instrumentos para interferir, regular ou disciplinar o que julgam ser atos condenáveis da prática mercadológica. Vale registrar que até mesmo as práticas ilícitas e condenáveis do ponto de vista da moral individual e da necessidade social são ações inerentes à sociedade humana, seus indivíduos e suas instituições. Para essas, que constituem crimes ou infrações à lei votada pelos representantes do povo, existem os mecanismos de coibição e punição sistematizados na Constituição, nos códigos legais e nas regras baixadas por meio de normas infralegais.
No Brasil, sempre invocando a pobreza e os flagelos sociais, políticos no Executivo e no Legislativo, e até mesmo membros do Judiciário, não passam um dia sem alguma crítica ao mercado, à liberdade e ao comportamento das pessoas. O problema começa quando, a partir da crítica, tais autoridades usam seus cargos e seu poder para solapar a liberdade, criar impedimentos ao livre funcionamento do mercado e determinar ações e comportamentos sem lógica e sem conexão com a realidade econômica. O presidente Lula é contumaz nas críticas ao mercado e à economia livre, fazendo que parcela expressiva da população passe a acreditar que todos os problemas decorrem de ações deliberadas e da maldade pessoal dos agentes do mercado, como comerciantes, industriais, banqueiros e produtores rurais.
Como resultado, expressiva parcela da população brasileira acaba acreditando que todos os males de suas vidas derivam das ações e práticas do mercado e seus agentes, e que tudo tem origem na maldade daqueles que representam o capitalismo, o mercado e as empresas de todos os setores. Cria-se, assim, o clima de aceitação e aprovação de medidas anticapitalistas, antiempresariais e prejudiciais ao fomento da livre iniciativa e seus efeitos positivos na produção, no emprego e na renda. Aumento da tributação em geral, aumento de impostos sobre herança, ameaças de interferência nos preços de produtos e serviços, tentativas de recriar o imposto sindical, e limitações ao direito de manter dinheiro no exterior (é o caso da tributação sobre empresas offshore) são exemplos de medidas derivadas dessa mentalidade.
Tendo tudo para ser um país desenvolvido – estágio que, acreditava-se, o Brasil atingiria antes da virada do milênio –, o país entra na metade da terceira década do século 21 indicando que, a despeito do progresso em algumas áreas, o tão sonhado país do futuro seguirá pobre e longe do padrão das nações desenvolvidas. Esse é o cenário em que o PT, vitorioso em cinco eleições presidenciais, e seu líder maior, o presidente Lula, seguirão tentando solapar o capitalismo e o livre mercado, numa repetição de sua velha e vencida visão de mundo.
Muito se falou ontem aqui mesmo no JBF sobre a intimação feita a Bolsonaro estando ele na UTI.
Indignação geral. Difícil estava entender como e com autorização de quem a “oficiada” chegou até Bolsonaro. Neste vídeo obtive a resposta. Ela foi autorizada pelos médicos e, no meu entender, Bolsonaro foi avisado e resolveram usar a situação de forma política.
Alguns entendem como ponto (vários aliás) para Bolsonaro. Será? Será que usar a sua condição de saúde transformando-a em “Manchete” está correto? Sou, digamos, bolsonarista mas não tenho o costume de passar a mão na cabeça e chamar de coitadinho quem se propõe a fazer uso de uma condição de saúde para obter “vantagem”. Seja ela qual for. Armaram um teatro. Simples assim.
O absolutamente correto seria manter o foco na recuperação do paciente. Sem visitas (que foram proibidas e estão acontecendo), sem jogo político, sem entrevistas, sem lives, etc, etc, etc.
O presidente Lula, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o vice-presidente, Geraldo Alckmin
Não deixa de ser irônico, ou talvez contraditório, o governo PT admitir, ao mesmo tempo, colapso nas contas públicas e afastar o risco de recessão no Brasil. Apenas, no mundo idealizado, uma crise fiscal não seria acompanhada de uma estagnação do crescimento econômico.
O entendimento dessa relação é simples. A elevação da dívida pública brasileira aumenta o risco de calote por parte do governo. Como se torna mais arriscado emprestar dinheiro para o Tesouro, o mercado pede um prêmio de risco maior. Não à toa, as taxas dos títulos públicos atrelados à inflação (Tesouro IPCA+ ou NTNB) operam acima de 7% de juro real há meses.
Com o aumento dos juros dos títulos públicos, sobe o custo de capital para as empresas. A taxa de uma debênture (título de dívida empresarial), por exemplo, geralmente é carregada com um spread em relação a um título do Tesouro indexado à inflação (Tesouro IPCA+).
Dessa forma, se a taxa do título público subir, automaticamente haverá aumento do custo de capital de terceiros (empréstimos bancários ou emissão de debêntures) para uma empresa.
Além disso, quando sobe a taxa de juros para financiar o governo, aumenta o custo de oportunidade para investir em outros ativos. Fica muito difícil comprar ações, quando o Tesouro paga taxas de juros muito atrativas. Prova disso é que, desde 2021, não há nenhum IPO na bolsa (abertura de capital).
Tanto o aumento do custo da dívida quanto o de emissão de ações penalizam a atividade econômica da empresa, ao encarecer o capital para investimentos produtivos. Se a retração dos investimentos for geral, o país não cresce.
A piora fiscal não leva à recessão apenas pelo encarecimento do custo de capital, mas também pela piora das expectativas. Num ambiente em que aumenta a probabilidade de calote da dívida pública, o empresário fica mais receoso, preferindo conter caixa a investir nas suas operações.
Por enquanto, as projeções das instituições financeiras não captam esse medo, pelo menos para esse ano. De acordo com o relatório Focus, a economia brasileira deverá crescer próximo de 2% em 2025.
De fato, a possibilidade de recessão neste ano é improvável por conta de uma safra agrícola recorde e dos estímulos fiscais e de crédito do governo para impulsionar o consumo.
Esse quadro deve ser confirmado, na medida em que o governo não terá nenhuma disposição em fazer um ajuste das contas públicas a menos de dois anos das eleições.
Pelo contrário, todas as sinalizações até aqui – da PEC de Transição até a reforma do IR, passando pelo famigerado arcabouço fiscal, vão no sentido oposto.
Aliás, o próprio governo já jogou a toalha, dizendo que as contas públicas terão um colapso em 2027. É muita ingenuidade acreditar que o mercado vai pagar para ver, sem antecipar uma crise fiscal admitida pelo próprio governo, e confirmada pelos dados e pela experiência brasileira recente.
Durante o primeiro mandato do governo Dilma, o governo “fez o diabo para se reeleger”, segundo palavras da própria presidente à época. No ano da eleição (2014), o país não cresceu diante das incertezas fiscais, captadas no humor dos empresários e nas altas taxas de juros dos títulos públicos.
As semelhanças com aquele período são inúmeras. Mas, agora, há agravantes. A dívida pública e o déficit nominal estão em patamares sensivelmente mais elevados.
Além disso, o cenário externo no passado era mais benigno. Não havia risco global. Hoje, temos uma guerra tarifária envolvendo as duas principais economias do planeta.
É difícil entender o otimismo do governo em relação ao crescimento econômico, sendo que eles mesmos já admitiram uma crise fiscal em 2027. Geralmente a coerência não é forte de governos de esquerda.