LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
DEU NO X
SACULEJANDO OS QUARTOS
Ela reclama a semana toda de dor nas juntas mas qdo vai pra festa fica novinha em folha 😂😂 pic.twitter.com/PWiWUhrYzo
— Patrícia (@LindaLua7) May 1, 2025
DEU NO JORNAL
PAVOR DE CPI
Os parlamentares do PT e seus puxadinhos de esquerda negam apoio a CPI para investigar o roubo aos aposentados.
Nem mesmo para tentar demonstrar, como dizem, de que é culpa do governo anterior.
* * *
Investigar ladroagem causa pavor em petistas.
Se cagam de medo dessa CPI que visa apurar a maldosa e impiedosa roubalheira que fizeram com os aposentados.
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
INSÂNIA DE UM SIMPLES – Augusto dos Anjos
Em cismas patológicas insanas,
É-me grato adstringir-me, na hierarquia
Das formas vivas, à categoria
Das organizações liliputianas;
Ser semelhante aos zoófitos e às lianas,
Ter o destino de uma larva fria,
Deixar enfim na cloaca mais sombria
Este feixe de células humanas!
E enquanto arremedando Éolo iracundo,
Na orgia heliogabálica do mundo,
Ganem todos os vícios de uma vez,
Apraz-me, adstrito ao triângulo mesquinho
De um delta humilde, apodrecer sozinho
No silêncio de minha pequenez!

Augusto de Carvalho Rodrigues dos Anjos, Cruz do Espírito Santo-PB (1884-1914)
DEU NO JORNAL
VIAJANJANDO PELO MUNDO
SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO
CARDO SANTO
DEU NO JORNAL
TUDO CERTO
Passaram a mão na bolsa da repórter Jéssica Stuque (CNN) enquanto a pobre se preparava para uma entrevista com Erika Hilton (SP).
O furto ocorreu em uma manifestação do Psol, partido da deputada.
* * *
O larápio estava no lugar certo.
Um excluído social exercendo seu ofício numa manifestação do Psol.
Nada de anormal.
MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS
MOEDA FORTE OU MOEDA FRACA?
A idéia é simples e qualquer aluno de primeiro grau sabe repetí-la de cor, porque a escutou centenas de vezes de todos seus professores engajados e admiradores do socialismo: “câmbio valorizado é ruim, a moeda deve ser fraca para favorecer as exportações”. Alguns mais empolgados chegam a fixar valores: “com Ciro Gomes presidente, o dólar vai valer oito reais e o Brasil vai virar uma superpotência de tanto exportar.” Infelizmente, nossa história mostra o contrário: quando o dólar sobe, as exportações caem.
Na verdade, é quase instintivo pensar que moeda forte é bom. O governo se esforça para nos doutrinar, desde criancinhas, para conseguir que a maioria acredite no contrário. Por quê? Ora, porque é um hábito do governo dizer que faz o que é melhor para nós, enquanto faz o que é bom para ele e ruim para nós.
Basta uma simples olhada nos dados sobre comércio mundial para constatar que os países mais abertos são ricos, e os países mais fechados são pobres. Importante: país aberto é aquele que exporta e importa, não aquele que só exporta – esse quase sempre é pobre. Os economistas podem explicar isso de várias formas (e até mesmo negar os fatos, se forem partidários do Ciro Gomes), mas eu prefiro as explicações simples: um país que é aberto às importações pode ter tudo do melhor, sem ter que ser o melhor em tudo. Pode comprar computadores do Japão, smartphones da Coréia, automóveis da Alemanha, máquinas da Suíça. E ao exportar, tem que ser eficiente, porque está concorrendo com o mundo todo. E é mais fácil produzir algo bom se você pode importar as melhores máquinas e os melhores computadores.
O país fechado, por outro lado, não pode ter o melhor. Só pode ter o que o governo permite, que é o produto nacional. E como é difícil ser tão bom como o Japão, a Coréia, a Alemanha e a Suíça ao mesmo tempo, as pessoas só podem ter computadores ruins, smartphones ruins, automóveis ruins, máquinas ruins. Ruins e caras, porque se as empresas têm um mercado garantido, porque se esforçar?
Para participar do mercado global, há dois caminhos. O primeiro, o dos países bem-sucedidos, é ser bom em alguma coisa. Fazendo isso, o resto do mundo vai querer seus produtos. A Nova Zelândia é boa em produzir ovelhas. A Escócia, em uísque. A Coréia do Sul produz aparelhos eletrônicos. O Japão é bom em automóveis. O Chile produz vinhos e cobre. E por aí vai. Nenhum deles quer produzir tudo. A Nova Zelândia não tem fábricas de automóveis nem de eletrônicos: eles preferem comprar dos melhores (e veja que interessante: eles não importam automóveis nem computadores do Brasil).
O segundo caminho é seguido pelos que não querem ou não conseguem ser bons em nada: vender barato. O jeito mais fácil de fazer isso é justamente desvalorizando a moeda. Quanto mais “forte” for o dólar ou o euro, mais vantajoso parece ser o negócio. Parece, mas não é, porque exportar com câmbio desvalorizado é simplesmente trabalhar por mixaria. O que adianta ter um superavit comercial de trocentos bilhões de merrecas, se estes trocentos bilhões de merrecas não valem nada?
Isso não quer dizer que não podemos ser um grande exportador de soja ou minério de ferro. Podemos, mas desde que nossa competitividade venha da eficiência, da tecnologia, da produtividade. Produzindo com eficiência, não precisamos baixar o preço. A Escócia não precisa de moeda desvalorizada para vender uísque para o mundo todo. A Suíça tem uma moeda fortíssima e mesmo assim todos os países querem comprar seus produtos. E sempre é bom lembrar: não acredite na imprensa chapa-branca que diz que a China conquistou mercado desvalorizando a moeda. É mentira. Durante todo o período em que a China cresceu a passos de gigante, sua moeda se valorizou frente ao dólar (e nos últimos anos, quando sua economia desacelerou, a moeda voltou a cair). Aliás, na grande maioria dos países, a relação é sempre a mesma: economia crescendo, moeda valorizando; economia piorando, moeda desvalorizando. É quase inacreditável que economistas e jornalistas continuem repetindo que moeda desvalorizada é bom para a economia.
DEU NO JORNAL
VÃO PRO LUGAR CERTO
DEU NO JORNAL
LULA CADA VEZ MAIS LONGE DOS TRABALHADORES
Editorial Gazeta do Povo

Lula promete empenho para diminuir jornada de trabalho no país
Acabou o tempo em que Lula conseguia ser a estrela principal dos grandiosos eventos organizados pelas centrais sindicais para comemorar o Dia do Trabalho. Assim como o próprio movimento sindical, cada vez mais esvaziado e distante da realidade dos brasileiros, o presidente já não mobiliza nem se aproxima da população como antes. Após o fiasco de 2024, quando discursou para uma minúscula plateia de apenas 1.635 pessoas reunidas no estacionamento da Arena do Corinthians, na zona leste de São Paulo – segundo estimativa do “Monitor do Debate Político”, da Universidade de São Paulo (USP), com base em imagens aéreas – Lula preferiu, neste ano, evitar o risco de novo vexame e permaneceu em casa. A única atividade alusiva à data foi um pronunciamento televisivo, exibido em cadeia nacional na noite de 30 de abril, em que repetiu as velhas cantilenas, com doses extras de populismo e um toque de deboche.
Enfrentando queda nas pesquisas de popularidade, agravada pela alta da inflação e dos preços dos alimentos, além de escândalos administrativos como o esquema de fraudes no INSS, Lula – que já ensaia a tentativa de reeleição – usa qualquer oportunidade para listar os supostos feitos do governo, anunciar os mesmos projetos de sempre, enaltecer a própria gestão e lançar propostas populistas. Com o 1º de Maio, não foi diferente.
Sem grandes coisas para dizer, Lula tentou ganhar pontos com o eleitorado explorando temas populares – uma estratégia bem ao estilo do marqueteiro do governo, Sidônio Palmeira. No pronunciamento, o petista anunciou, mais uma vez, a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, e pegou carona na discussão sobre o fim da escala 6×1, que ganhou popularidade no ano passado após a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria da deputada Erika Hilton (PSOL-SP), que estabelece uma jornada de trabalho de 4×3 – quatro dias de trabalho e três de descanso.
Sem citar a proposta de Hilton, o petista disse que o governo vai “aprofundar o debate” sobre o assunto e que “está na hora do Brasil dar esse passo, ouvindo todos os setores da sociedade, para permitir um equilíbrio entre a vida profissional e o bem-estar de trabalhadores e trabalhadoras”. Atualmente, a Constituição permite jornada 6×1, ou seja, até 8 horas diárias e 44 semanais, o que equivale a seis dias de trabalho e um dia de folga por semana. A maioria dos brasileiros, contudo, já trabalha no sistema 5×2. Na Câmara, além da proposta da deputada do PSOL, há outros projetos de teor semelhante, mas qualquer discussão sobre o tema é complexa. Um estudo da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) estima que até 18 milhões de empregos podem ser extintos caso a medida avance sem um aumento proporcional da produtividade. Lula, portanto, embarca no desespero ao querer usar a proposta para alavancar sua popularidade.
Mas o ponto alto – ou baixo – do pronunciamento foi outro. Lula, que até então havia evitado tocar diretamente no escândalo de fraudes no INSS – conhecido há pelo menos dois anos pela cúpula do instituto e pelo recém-demitido ex-ministro da Previdência, Carlos Lupi – resolveu, finalmente, abordar o tema. Segundo ele, foi graças à ação de seu governo que a fraude de descontos indevidos feitos por entidades em pagamentos de aposentados foi desmantelada. “Na última semana, o nosso governo, por meio da Controladoria-Geral da União e da Polícia Federal, desmontou um esquema criminoso de cobrança indevida contra aposentados e pensionistas, que vinha operando desde 2019”, declarou o presidente.
Chega a ser um acinte Lula querer tratar o estouro das fraudes no INSS – que envolve inclusive uma associação sindical ligada ao irmão de Lula, o Frei Chico – como se fosse uma conquista ou realização do governo. O que houve, isso sim, foi a demora absurda do Ministério da Previdência em agir. A administração lulopetista tinha conhecimento das fraudes desde 2023 – foi avisada várias vezes do problema – mas insistiu em fazer ouvidos moucos, esperando por supostos relatórios que nunca chegaram e deixou o problema se agravar. Foram, aliás, exatamente nos dois últimos anos que o número de filiados aos falsos sindicatos e associações cresceu absurdamente, evidenciando a dimensão das fraudes.
Se Lula queria usar o 1º de Maio para falar com os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil, errou feio.


