DEU NO X
JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL
OS BRASILEIROS: Luiz Orsini
Luiz de Queiroz Orsini nasceu em 10/1/1922, no Rio de Janeiro, RJ. Engenheiro e professor, teve atuação destacada na modernização do ensino de graduação e pós-graduação de Engenharia Elétrica. Devido a sua dedicação ao ensino, recebeu de seus colegas e alunos o apelido de “Mega Mestre”.
Formado engenheiro mecânico-eletricista pela Escola Politécnica da USP-Universidade de São Paulo, em 1946, logo se tornou professor assistente. Em 1949 defendeu tese de doutorado na Universidade de Paris-Sorbonne; retornou à Escola Politécnica e obteve o título de livre docente, em 1954. Foi agraciado com o título de “Life Fellow”, outorgado pelo IEEE-Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos dos EUA.
Atingiu o grau de professor catedrático, em 1957 e professor emérito em 1998. Como educador, atuou no ensino de graduação e pós-graduação por mais de 60 anos. Sua atuação foi crucial na modelização do ensino de Engenharia Elétrica no País. Entre suas contribuições, consta a criação de novos cursos e laboratórios, preparo do material de ensino e promoção do uso de computadores como ferramenta de ensino. Estima-se tenha dado aulas para mais de 4 mil estudantes. Entre seus discípulos encontram-se engenheiros que lideraram alguns dos principais projetos de tecnologia do Brasil, como o desenvolvimento de computadores digitais, redes de telecomunicações, e infra-estrutura de energia elétrica.
Muitos de seus alunos tornaram-se professores da Escola Politécnica. Em meados da década de 1950, o que existia era basicamente alguns tópicos de engenharia civil com noções de mecânica e eletricidade. Nas décadas seguintes, junto com seus colegas, expandiram o Departamento de Engenharia Elétrica com expressiva melhoria do currículo. Além de disciplinas na área de geração e distribuição de eletricidade passou a incluir também tópicos como eletrônica, telecomunicações, e sistemas digitais.
Ajudou também a introduzir o ensino de análise de circuitos, eletromagnetismo e a utilização de técnicas matemáticas avançadas. Teve participação importante no estabelecimento de laboratórios práticos para complementar o ensino teórico e ajudou na introdução de novas áreas de pesquisa e ensino em nivel superior.
Passou uma temporada no Laboratório de Física da École Normale Supérieure, de Paris, onde realizou estudos sobre o efeito de cintilação em diodos saturados, amplificação seletiva em baixa frequência e sondagens eletromagnéticas da ionosfera e montou, em São Paulo, a primeira instalação deste tipo de sondagem. Realizou também pesquisas na área de circuitos e instrumentação eletrônica. Além de professor, assumiu cargos administrativos, como Diretor do Instituto de Física, da USP (1975) e Pró-Reitor da USP em 1988-1990.
Deixou relevantes livros publicados na área da Engenharia Elétrica, entre os quais Curso de Circuitos Elétricos, Introdução aos Sistemas Dinâmicos e Simulação Computacional de Circuitos Elétricos, lançado em 2011 junto com o Prof. Flavio Cipparone e indicado ao prêmio Jabuti de 2012. Foi professor da Escola Politécnica da USP até 2007 e faleceu em 20/1/2018, aos 96 anos.
O presidente da ANTP-Associação Nacional de Transportes Públicos – Ailton Brasiliense – tem boas lembranças do professor: “Tive a oportunidade de assistir à aulas do professor Luiz de Queiroz Orsini, quem eu sempre admirei pela sua didática e pela forma com que apresentava as soluções para os problemas. Carrego seus ensinamentos até hoje”.
DEU NO JORNAL
TÁ NO GUNVERNO CERTO
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
REFLEXÕES QUASE FUBÂNICAS
Aproveitei o feriado Primeiro de Maio para fuçar alguns papéis antigos, contendo algumas anotações, então direcionadas a pessoas de várias situações sociais, inclusive residentes no exterior. E encontrei muitas delas com uma incrível contemporaneidade XXI, que reproduzo abaixo, aproveitando o espaço que me concede o Luiz Berto, esse escritor de Palmares muito arretado de ótimo. Eis as mais XXI:
– Por que boi é homem gordo, e vaca é puta?
– O Camões era um danado de ótimo na intuição: “Coisas impossíveis, é melhor esquecê-las que desejá-las.”
– Em época de crise, toda pequena ajuda é infinitamente melhor que muita pena.
– A conclusão idiótica de um ex-presidente agora portador de tornozeleira eletrônica: “Eu sou fácil de lidar. Desde que as pessoas aprendam como me venerar.”
– Para o eleitorado brasileiro atual: “Tenha sempre noção de realidade, embora esteja muito distanciado da atual.”
– Alerta amigo, depois de um pronunciamento presidencial em 1º. de maio: “Quando a lua está cheia, ela começa a minguar”.
– Uma questão para o MEC: “Se esta é a idade da informação, por que uma grande maioria sabe quase nada?”
– Para toda a Esplanada dos Ministérios, do economista John Kenneth Galbraith: “A tendência da burocracia é achar objetivo em qualquer coisa que se esteja fazendo.”
– Para o ministro Carlos Lupi, um recado do cientista Carl Sagan: “A ausência de evidência não significa evidência da ausência.”
– Para os alucinados de todas as agremiações partidárias, uma definição de Winston Churchill, um político que entendia bem de crise: “Fanático é o sujeito que não muda de ideia e não pode mudar de assunto.”
– Para um graduado do atual ensino superior brasileiro, uma advertência do Barão de Itararé: “O diploma não encurta a orelha de ninguém.” E Miguel de Unamuno sempre exclamava, quando testemunhava um boçal graduado dizendo asneira: “Todo pedante é um estúpido adulterado pelo estudo.”
– O Fernando Pessoa, poeta notável que detestava os passivos e acomodados: “Tudo é ousado para quem nada se atreve.”
– Pouco adianta ter um bom QI se não possui um bom farol para bem caminhar existencialmente.
– Para o eleitorado de 2026: “O conhecimento não pode nos fazer a todos líderes, mas pode ajudar a decidir que líder seguir”
– Um recado do ex-presidente Bill Clinton para o presidente Lula, que teima em manter no seu ministério enrolocratas visíveis: “Você pode colocar asas em um porco, mas não pode fazer dele uma águia.”
– Recomendação para os parlamentares de todos os plenários brasileiros: “Não discuta com idiotas, os outros podem não diferenciar”.
– Quando vejo uma atleta beijar uma bola antes de arremessá-la de volta ao jogo, sempre me lembro do escrito num para-choque de caminhão nordestino: “Se ferradura chamasse sorte, burro não puxava carroça.”
E sempre devemos seguir adiante, de narizes arrebitados, percebendo-se metamorfoses ambulantes evolucionárias sem jamais esquecer que “um idiota pobre é um idiota, um idiota rico é um rico.”
No mais, torcer para a megaoperação fiscalizatória do INSS não se transforme numa merdaoperação, que redundará apenas num penico cheio.
PENINHA - DICA MUSICAL
MARTINHO DA VILA
DEU NO JORNAL
TURISMO ÀS NOSSAS CUSTAS
DEU NO JORNAL
TROCOU 6 POR MEIA DÚZIA. E CONTINUA A RAPINAGEM…
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
SCHIRLEY – CURITIBA-PR
DEU NO JORNAL
TRUMPÃO É MUITO METIDO. VAI SER PRESO
DEU NO X


