CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ ALVES FERREIRA – SÃO PAULO-SP

Olá Mestre Berto!

Gostaria de propor ao outro mestre – Peninha – a possibilidade de uma semana dedicada ao grande Eliomar Figueira de Mello – catingueiro menos reconhecido – mas muito cantado por quem realmente gosta de boa música, enredo e folclore positivo.

Tenho material dele, se necessário.

Tantas coisas belas ele produziu, merece homenagem…

Se Berto pedir, creio que Peninha vai fazer….

Afinal ele é um doce de pessoa, que embora de longe considero amigo…

Abraço… inté!

R. Meu caro amigo e leitor fubânico:

Encaminhei sua sugestão pro nosso magnífico Peninha, o colunista que abre diariamente a edição desta gazeta.

E ele me respondeu com essa mensagem:

Responda pro Zé Alves que na semana que começa em 6 de outubro farei essa homenagem, ok?!

Tá vendo como as coisas funcionam aqui???

Na hora feito caldo-de-cana.

É peibufo!!!

DEU NO JORNAL

DEDO NO BOLSO

Parlamentares da CPMI do INSS percebem “dedo do governo Lula” na mudança de atitude de veículos de comunicação que passaram praticamente a ignorar a investigação do roubo aos aposentados.

* * *

A expressão “dedo do governo Lula”, contida nessa nota aí de cima, deve ser dedo no bolso.

Pra catar uns trocados do dinheiro público e presentear os chamados “veículos de comunicação”.

Ficam caladinhos, caladinhos perante a zorra instalada neste país.

É pena que não sobre nem  uns trocadinhos aqui pra essa gazeta escrota…

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O MEU IMPOSSÍVEL – Florbela Espanca

Minh’alma ardente é uma fogueira acesa,
É um brasido enorme a crepitar!
Ânsia de procurar sem encontrar
A chama onde queimar uma incerteza!

Tudo é vago e incompleto! E o que mais pesa
É nada ser perfeito. É deslumbrar
A noite tormentosa até cegar,
E tudo ser em vão! Deus, que tristeza!…

Aos meus irmãos na dor já disse tudo
E não me compreenderam!… Vão e mudo
Foi tudo o que entendi e o que pressinto…

Mas se eu pudesse a mágoa que em mim chora
Contar, não a chorava como agora,
Irmãos, não a sentia como a sinto!…

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEU VELHO E BOM AMIGO, MEU AMIGO BOM E VELHO

Encontrei um velho amigo – nem vou dizer o nome dele, que não via desde o século passado, e ele me confidenciou seu estado atual, como que desabafando. Ainda bem que comigo é completamente diferente. Meu único problema é ser mentiroso:

Da rede, levei três quedas
Acordei, rabo no chão
Na rua, duas topadas
Foi-se a unha do dedão
A pressão nos dezenove
Nem Captopril resolve
O bater do coração

Dor de dente, não mais tenho
Porque dentes já não há
Já deixei de comprar pente
Nada há pra pentear
Na farmácia, todo mês
Compro uns quatro pinci-nez
Que é pra poder enxergar

O joelho reclamando
A glicose disparada
O bucho num ronca-ronca
U’a peidaria danada
E o maior esquecimento
Um branco no pensamento
Sem se alembrar mais de nada

Saí com u’a novinha
Que a qualquer um satisfaz
Sabe tudo de carinho
Basta um ‘tiquinho’ de gás
Só que eu, na hora agá
Quando quis funcionar
Esqueci cumé que faz …

Inda bem que o intestino
Funciona bem danado
Todo dias às 8 horas
Obro muito, um bocado
Quando acordo às 8 e meia
A desgraceira é feia,
Eu já tô todo cagado…