DEU NO X
JESUS DE RITINHA DE MIÚDO
PASSADAS DO TEMPO
Vejo as pernas do tempo correndo apressadas
Não esperam por nada, nem cansam jamais,
São velozes, constantes, não correm p’ra trás,
Estão firmes, perfeitas, em suas passadas.
Maratonas eternas de muitas chegadas
Cada dia parece que até correm mais
Não se sabe ao certo os destinos finais
É chegando e partindo em outras largadas.
Do segundo seguinte também não se sabe
Ou aonde o tempo pretende chegar
Só sabemos que tudo possui seu favor.
Mas, bem antes que o tempo com o tempo acabe
Necessário se faz que possamos sonhar
E vivamos – sem pressa! – o bom do amor.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
ALICE MARIA BIANCHI – SOROCABA-SP
DEU NO JORNAL
É SÓ ALOURAR
Denúncia de “racismo” inaugura a bizarrice na Câmara de Municipal de Joinville.
O problema foi com as garrafas de café, etiquetadas com “preto amargo” e “preto doce”.
Virou queixa na Ouvidoria da Casa.
* * *
Simples de resolver: é só fazer um café branco!
Lourinho e transparente, de modo que se enxergue o fundo da xícara.
É phoda!!!
Quando a gente pensa que a babaquice chegou ao limite máximo, os tabacudos sempre arranjam um jeito de superar.
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
CANTIGA PARA NÃO MORRER – Ferreira Gullar
Quando você for se embora,
moça branca como a neve,
me leve.
Se acaso você não possa
me carregar pela mão,
menina branca de neve,
me leve no coração.
Se no coração não possa
por acaso me levar,
moça de sonho e de neve,
me leve no seu lembrar.
E se aí também não possa
por tanta coisa que leve
já viva em seu pensamento,
menina branca de neve,
me leve no esquecimento

José Ribamar Ferreira, o Ferreira Gullar, São Luís-MA, (1930-2016)
COMENTÁRIO DO LEITOR
CORREÇÃO
Comentário sobre a postagem MINHA QUERIDA DOUTORA E AMIGA
Peninha:
Aqui se faz necessária uma correção:
Dércio Marques não é o autor da música
“Disco voador” ele a regravou em seu Lp de 1983 “Fulejo”.
Esta música foi composta por Diogo Mulero, o Palmeira da dupla Palmeira e Biá, que em 1955 a gravaram em disco de 78 rotações.
A seguir, o vídeo com a versão original:
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
RETIRANTE
Este colunista à beira do Rio Madeira. Porto Velho, Rondônia
* * *
Minha maleta era um saco
Meu cadeado era um nó.
Mote de Marconiza
Quando saí do Sertão
Há muito tempo passado
Mamãe me deu como agrado
Um saco de algodão
Cheio de recordação
Do meu velho Cabrobó
A bênção da minha vó
Desviou-me do buraco
Minha maleta era um saco
Meu cadeado era um nó.
Trouxe meu velho pandeiro,
Uma peixeira, um anel,
Um folheto de Cordel,
Patuá de benzedeira,
O meu pião, a ponteira,
A carrapeta, o bozó,
Cachaça no mororó
Pra quando tivesse fraco
Minha maleta era um saco
Meu cadeado era um nó.
Trouxe a pedra de amolar,
A foto de Padim Ciço,
Reza de quebrar feitiço
(No caso de precisar).
Ainda pude lembrar
Dum disco de Matricó *
Um bilhete do xodó
Tinha também no bisaco
Minha maleta era um saco
Meu cadeado era um nó.
*PAULO MATRICÓ, poeta, cantor e compositor nordestino.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
MARCIA J. BRENTANO – CACHOEIRO DE ITAPEMIRIM-ES
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
Ô POVO MAL CRIADO!!!
DEU NO JORNAL
ARROMBOU!
Os brasileiros superam, neste domingo (28), a marca de R$ 2,9 trilhões em (muitos) impostos pagos ao governo, diz o Impostômetro.
Em média, o pagador de impostos bancou R$ 10,8 bilhões por dia, este ano.
* * *
Um domingo arrombativo.
Mais de 10 bilhões por dia neste ano de 2025.
Êita peste!!!
E sai tudo do bolso dos pagadores de impostos.
Coitada da cachorra Xolinha, mascote do JBF…
A bichinha ficou de tabaca arrombada com essa fantástica quantia.



