PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A CAVALGADA – Raimundo Correia

A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…

E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…

E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha…

Raimundo da Mota de Azevedo Correia, São Luís-MA (1859-1911)

DEU NO JORNAL

O VIZINHO LIVROU-SE DO DEMÔNIO

A vitória do conservador Rodrigo Paz na Bolívia deve representar “exemplo para o Brasil”, na avaliação do senador Jorge Seif (PL-SC).

O país vizinho foi governado pela esquerda por mais de duas décadas.

* * *

Me veio uma dúvida…

Alguém aí sabe dizer qual é o órgão que administra as eleições e cuida das urnas na Bolívia?

Voto eletrônico ou de papel?

Se alguém souber, me arresponda, por favor.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

OS MANÉS E A “EXCEPCIONAL URGÊNCIA” ABORTIVA DO BARROSO

Danilo de Almeida Martins

Barroso encerra a carreira com “malandragem jurídica”: ignora regras do STF e acelera voto para liberar o aborto. No fim, mané é quem crê na lei

Olá, mané! É com você mesmo que estamos falando! Você, leitor, o verdadeiro mané. Mas… calma! Não é só você, nosso leitor, que merece ser qualificado assim. Nós também somos. Nós e, certamente, todos os outros colunistas, editores e jornalistas que trabalham na Gazeta, o padeiro da esquina, o borracheiro, o advogado, o eletricista, o médico, o engenheiro… Todos, completamente, manés.

O mané, como todos nós sabemos (até porque somos), é o oposto do malandro. O malandro, como sempre bem retratado em nossas músicas, é aquele que consegue suas coisas com jeitinho, que não liga muito para regras certinhas e sempre se dá bem — ao contrário do pobre mané que, por ser mané, conforme dizia Bezerra da Silva, tem dois direitos: “tomar tapa e não dizer nada”.

Já o malandro é diferente. É esperto, não se submete muito bem às normas, e sua forma de agir encontra até mudança comportamental, diferenciando-se de acordo com o momento. Se antes o malandro era aquele do morro, sambista, que portava lâmina, Chico Buarque nos ensina que houve uma mudança de perfil: o malandro aposentou a navalha, exerce cargos, tem retrato na coluna social, “com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal”.

Vejam que o malandro referenciado em nossas músicas não necessariamente pratica algo ilícito. Ele apenas é esperto, sabe se valer dos meandros legais e se sobressai em meio aos demais — os inocentes manés.

Na última sexta-feira, 17, tivemos um caso emblemático sobre essa relação entre esperteza e inocência. Nosso agora ex-ministro Luís Roberto Barroso revelou toda a habilidade que aprendeu nos sambas de sua infância no Rio de Janeiro e deu azo àquilo que parece ter sido um grande sonho em sua vida, agora realizado: proferiu votos em três ADPFs que buscam facilitar a prática do aborto em nosso país — as ADPFs 442, 989 e 1207.

As liminares das duas últimas, graças a Deus, caíram durante a madrugada deste sábado e, por isso, agora, neste momento, vamos nos concentrar na malandragem procedimental que possibilitou a emissão de seu voto na ADPF 442, ação que descriminaliza o aborto até a 12ª semana de gestação.

Como todos sabem, em 2023 essa ação foi objeto de um único voto no ambiente virtual do STF, proferido pela ex-ministra Rosa Weber. Na época, o então ministro Barroso pediu o “destaque” do caso, encaminhando o julgamento para o plenário físico. Ou seja, se antes a ação começou a ser julgada virtualmente (com os ministros proferindo seus votos pela internet), com o “destaque” de Barroso o julgamento passou a ser presencial — aquele que é filmado pela TV Justiça, onde os ministros debatem entre si os fundamentos de suas decisões.

O motivo pelo qual existe esse tal pedido de “destaque” é que há algumas questões que merecem o debate presencial entre os ministros, devido à sua complexidade. Aborto, evidentemente, é um desses casos.

Então, para que fique claro para nós, manés: o processo estava para ser julgado fisicamente e, na sexta-feira — último dia do ministro Barroso no STF — ele, malandramente, pediu para a ação novamente passar para o virtual, retirando o “destaque” sob a justificativa de que haveria uma “excepcional urgência”, já que estava se aposentando.

Esperto? Sim! Podia? Não! Malandro? Demais!

De fato, sem corrermos o risco de atribuir o sentido pejorativo do termo ao nobre ministro, podemos afirmar que ele foi malandro ao usar artifícios que não foram ilícitos (na medida em que não descumpriu uma lei em sentido estrito), pois apenas deixou de observar um regramento previsto em uma resolução do STF — mais especificamente, a de nº 642, de 14 de junho de 2019.

Nessa resolução — em particular, em seu artigo 4º — há expressa proibição de que um processo com pedido de “destaque” seja julgado no ambiente virtual, e o pedido para que uma ação vá para o plenário virtual é atribuição exclusiva do ministro relator. No entanto, nosso ex-ministro ignorou esses fatos e levou novamente o julgamento da ação para o espaço virtual. Bacana, né?

Outro ponto que merece críticas é a justificativa de que haveria uma “excepcional urgência”.

Ou seja, malandramente, ele deixou de observar essas simples regras procedimentais, usando uma justificativa mequetrefe, e fez o que sempre sonhou: deixou sua marca na liberação do aborto no país — desejo que o ministro nunca escondeu de ninguém.

No fim, a realidade da vida reproduz as divertidas letras das músicas de Bezerra da Silva: “malandro é malandro, mané é mané”.

Uma pena que, neste embate, quem morre é aquele pobre infeliz que não teve a chance nem de virar mané, nem malandro: nossos bebês.

DEU NO X

ALEXANDRE GARCIA

O SETOR AGRÍCOLA ESTÁ ENTRANDO EM DESESPERO

agricultor preocupado

Agricultores estão sem compradores para sua produção

As pessoas que plantam para colher e ter algum resultado estão desesperadas. Vi vários depoimentos emocionados de plantadores jogando mamão já maduro no chão, mostrando as mangueiras cheias de mangas e sem comprador. Vi um sujeito jogando arroz na frente de uma agência do Banco do Brasil, no Paraná. Recebo as notícias tristes de 25 agricultores que estavam com contas a pagar no Rio Grande do Sul, e preferiram sair desta vida. Há um desespero na atividade mais importante desse país, que traz divisas e que nos permite importar. É muito séria a situação.

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Por que tanta gente não quer enfrentar a CPMI do INSS?

A base governista está fazendo de tudo para bloquear a CPI mista que procura investigar o mais gigantesco e cruel crime contra idosos – e que também envolvia crianças, que foram usadas, criança que nem existia, gente que já havia morrido. E todos vão para a CPMI do INSS com um habeas corpus na mão. Que tipo de confissão é essa? Se a pessoa é inocente, vai lá para contar tudo o que sabe e, assim, ajudar a Justiça – ou, neste caso, a CPMI – a pegar os verdadeiros bandidos.

Onyx Lorenzoni, quando foi ministro da Previdência, criou barreiras. A cada três meses, a pessoa tinha de confirmar a permissão de recolhimento no seu contracheque de aposentadoria ou pensão. Entrou o governo Lula, e o controle desapareceu. Será que é isso que estão querendo blindar, esconder? Há coisas grandes aí, ou pessoas importantes que querem e precisam ser protegidas, e que não podem chegar à CPMI. Ninguém quer ajudar a CPMI, parece que todos têm medo de falar e de contar a verdade.

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Uma heroína enfrentou o fogo para salvar parentes

Queria fazer um registro do que aconteceu em Cascavel (PR), onde houve um incêndio e uma advogada, Juliane Vieira, 28 anos, foi uma heroína, saindo no 13.º andar e ficando em pé sobre uma caixa de ar-condicionado para salvar a mãe e um primo de 4 anos, que estavam em um apartamento em chamas. Ela está com praticamente dois terços do corpo queimados, em estado gravíssimo, num hospital em Londrina (PR), assim como a mãe e a criança. São gestos que merecem o reconhecimento de todos nós. O parentesco, os laços de família, são fortes, mas também há essa doação em arriscar a própria vida para salvar outras pessoas. Um sargento do Corpo de Bombeiros também foi queimado, e outro bombeiro queimou as mãos.

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Barroso gastou seu último dia de ministro do Supremo para promover o aborto

Luís Roberto Barroso passou seu último dia no STF, todos sabem, votando a favor do aborto. Mas ele também havia deixado uma liminar permitindo que enfermeiros fizessem aborto no caso de risco de vida para a mãe, no caso de anencefalia do feto, ou no caso de gravidez por violência sexual. Mas como entregar algo tão perigoso para a vida da gestante nas mãos de alguém que não fez Medicina? É maluquice, como também é maluquice, e vocês vão me desculpar, isso de chamar doula. E se houver uma emergência na casa da pessoa? Parto em casa, só se houver uma ambulância na porta, como já aconteceu de um artista que chamou uma doula, mas também colocou uma ambulância na frente de casa porque, se aparecer uma emergência como uma hemorragia, que exija sala de parto ou sala de cirurgia, resolve-se em questão de minutos.

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Só o Louvre recebe mais turistas que o Brasil inteiro

Os bandidos do assalto ao Louvre mostraram, ao fugir, que não estavam assim tão organizados, porque deixaram cair uma coroa cravejada de brilhantes ao escapar de moto. Mas o que eu queria destacar é que o Museu do Louvre, sozinho, recebe por ano mais turistas que o Brasil inteiro, mesmo com todas as nossas belezas naturais. É preciso ter vergonha na cara e investir em turismo com segurança, orientação, limpeza; do contrário, o país não atrairá turistas com dinheiro. Eles irão no máximo para Foz do Iguaçu, para o Rio Negro, para o Pantanal, mas não vão arriscar muito no litoral.

DEU NO JORNAL

QUINTUPLICOU !!!

O governo Lula (PT) já gastava, sem dó, R$ 1 milhão dos pagadores de impostos por dia com as viagens dos alegres ocupantes de cargos de confiança, mas depois ligou o botão do “exploda-se” e passou a torrar quase R$ 5 milhões, todo santo dia, em média, para bancar os passeios da turma.

O gasto médio anterior foi registrado nos primeiros 45 dias do ano, entre janeiro e fevereiro, mas, na sequência, de acordo com o Portal de Transparência, o governo petista meteu o pé na jaca com gosto.

A febre de viagens lulista coincide com a fabulosa oferta de opções da moderna tecnologia, como videoconferências, que dispendam viagens.

Entre março e este mês de outubro, média de despesas com diárias e passagens disparou de R$ 1 milhão para mais de R$ 4,8 milhões por dia.

O total não inclui gastos de Lula, Janja e as outras 45 autoridades que se aproveitam da regalia dos jatinhos da Força Aérea Brasileira.

No total, o governo torrou mais de R$ 1,4 bilhão com diárias e passagens desde janeiro até meados de outubro deste ano.

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A nota aí de cima, no primeiro parágrafo, diz que o governo luloso ligou o botão do “exploda-se”.

Eu acho que foi erro de digitação.

Na verdade, o bando  ligou mesmo foi o botão do “foda-se”.

E ainda tá pouco!

Se preparem que no ano que vem estes números irão crescer.

Serão multiplicados por 13.

Que alegria, que felicidade para nós outros, os pagadores de impostos, que ficamos se rindo-se o tempo todo com tanta fartura!!!

DEU NO X

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

SERGIO LEONE – O GÊNIO DO SPAGHETTI WESTERN

Henry Fonda, Claudia Cardinale, Sergio Leone, Charles Bronson e Jason Robars no set de filmagem da obra-prima Era Uma Vez no Oeste

Nascido em Roma, Itália, em 03 de janeiro de 1929 e encantado em Roma, Itália, em 30 de abril de 1989, Sergio Leone teve uma carreira curta, mas extremamente profícua, legando-nos uma filmografia invejável que, dentre outras qualidades, revelou grandes artistas, como o desconhecido ator americano Clint Eastwood e o maestro italiano Ennio Morricone, que devem sua vitoriosa carreira a Leone que, basicamente consolidou, sozinho, uma subcategoria cinematográfica batizada carinhosamente de spaghetti western.

Filho de Vincenzo Leone, um dos pioneiros do cinema e de Edvige Valcarenghi, atriz do cinema mudo, Sergio Leone nasceu no seio da Sétima Arte e ainda teve a oportunidade de estudar na escola, durante um tempo, com ninguém menos do que Ennio Morricone com quem faria uma inesquecível parceria. Assim, já com 18 anos, o futuro diretor de “Era Uma Vez no Oeste” começou a trabalhar com cinema, largando a faculdade de Direito e se tornando assistente do lendário Vittorio de Sica quando este filmava o clássico “Ladrões de Bicicletas”, em 1948. Melhor professor ele não poderia ter!

Sua carreira na Cinecittà, famoso estúdio italiano, lar de nomes como o do mestre Federico Fellini e então centro das atenções das produções audiovisuais épicas americanas, o levou a trabalhar em produções do gênero “espada e sandálias”, como “Quo Vadis” e “Ben-Hur,” tendo inclusive a oportunidade de escrever alguns roteiros menores. Em 1959, durante o final das filmagens de “Os Últimos Dias de Pompeia”, Mario Bonnard, o diretor, ficou doente e Sergio Leone teve a oportunidade, com trinta anos, de sentar na cadeira de diretor, apesar de nunca ter recebido créditos na tela pelo trabalho.

Em 1964 o genial diretor Sergio Leone transpôs o clássico de Akira Kurosawa, Yojimbo, para o oeste selvagem e lançou, com “Por Um Punhado de Dólares,” primeiro filme da consagrada Trilogia dos Dólares, os fundamentos do subgênero spaghetti western. Leone, na direção, Clint Eastwood, um ator americano na época de segunda e cuja popularidade devia-se apenas a um enlatado de TV, a série da CBS Rawhide, e a trilha de Ennio Morricone. Com Leone, o western spaghetti virou ópera, porque ele adorava os planos próximos, na cara dos atores. Para criar tensão, estendia a duração da cena e utilizava a música como personagem suspense.

Seu personagem marcante é o “Homem sem Nome”, nem de longe um herói. No geral, um caçador de recompensas. Foi assim que Clint Eastwood atravessou “Por Um Punhado de Dólares”, “Por Uns Dólares a Mais” e “Três Homens em Conflito”, virando astro consagrado. Em 1968, com a obra-prima “Era Uma Vez no Oeste”, Leone fez a súmula do seu spaghetti western.

Na década seguinte, em 1971, Sergio Leone dirigiu o filme mais político e violento de sua carreira e o menos compreendido pela crítica e público, situado na fase mais brutal da Revolução Mexicana: “Quando Explode a Vingança”, que ele queria apenas produzir, mas acabou dirigindo por se desentender com o então diretor Sam Peckinpah. Em seguida, ele partiu apenas para a carreira de produtor, ocasionalmente voltando à direção parcial, especificamente em duas direções não tendo seu nome creditado: “Meu Nome é Ninguém” e “Trinitty e Seus Companheiros.”

Somente treze anos depois de dirigir seu último filme completo, Sergio Leone encerraria sua carreira cinematográfica em 1984, com uma das melhores obras de gângster já produzida na história do cinema – “Era Uma Vez na América” – e isso depois de recusar a direção de nada menos do que “O Poderoso Chefão.” Acontece que “Era Uma Vez na América,” que originalmente tinha quatro horas de duração, foi selvagemente cortado pelo estúdio e, além disso, foi mal recebido pelo público. Isso deixou Leone desgostoso, o que acabou afastando-o de Hollywood.

Um ataque cardíaco, em 1989, levou esse genial diretor provavelmente para uma planície desértica, cercada de homens barbados de olhos azuis penetrantes, tipo o matador de ERA UMA VEZ NO OESTE, mulheres lindas, poeira e música de fundo com vozes e gaitas. Um lugar que certamente ele ajudou a criar e onde sempre se sentiu muito bem!

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O cineasta que ousou reinventar o faroeste americano na Itália e o pau da crítica arrogante

RODRIGO CONSTANTINO

SOCIALISMO CHEGA AO FIM NA BOLIVIA DEPOIS DE 20 ANOS

Rodrigo Paz eleições bolivia

Rodrigo Paz disputou o segundo turno contra o direitista Jorge Quiroga

Candidato mais votado no primeiro turno, Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), foi eleito presidente da Bolívia neste domingo (19). O nome dele foi confirmado após a apuração dos votos do segundo turno, inédito no país, pelas autoridades eleitorais. O vencedor obteve 54,5% dos votos.

Será a primeira vez desde 2006 (a única exceção foi o mandato interino de um ano de Jeanine Áñez, entre 2019 e 2020) que o partido Movimento ao Socialismo (MAS), ligado a Evo Morales, não estará no comando da Bolívia. O slogan de Paz é “capitalismo para todos”, plano que visa a formalização de pequenas empresas e a recuperação da confiança da população na economia.

“Devemos abrir a Bolívia ao mundo e recuperar um papel que perdemos geopolítica e economicamente nas últimas duas décadas”, afirmou, expressando sua gratidão pelas mensagens de felicitações enviadas por vários presidentes da região e pelo apoio expresso pelos Estados Unidos por meio do vice-secretário de Estado, Christopher Landau.

Aos poucos, o mapa da América Latina vai deixando de ser vermelho. Argentina, Paraguai, Bolívia, Peru e Equador já são países que conseguiram se livrar do socialismo, enquanto Chile, Uruguai, Brasil, Colômbia e Venezuela, em graus diferentes, seguem o modelo socialista do Foro de SP.

Os resultados desastrosos são visíveis nestes países, e só não há alternância de poder e derrota da esquerda radical pois esses governos ou apelam para o populismo irresponsável na compra de votos ou porque já não há mais democracia neles, como no caso escancarado da Venezuela.

O socialismo, por onde passa, deixa sempre um rastro de miséria e opressão. Já a direita consegue entregar bons resultados, ainda que seja necessário, no começo, fazer ajustes na economia, o que representa custos elevados muitas vezes. Mas basta ver a Argentina para comprovar como há uma alternativa, e como o caminho da liberdade é muito mais eficaz.

No Brasil, assim como aconteceu com a Bolívia, teremos a chance de virar o jogo em 2026, em que pese o estágio avançado de aparelhamento da esquerda. O TSE tem sido um jogador do lado esquerdista, não um árbitro imparcial. As urnas eletrônicas não gozam da confiança da população. Lula já começou a usar a máquina estatal para sua propaganda, que invade até novelas de Globo.

O jogo será bruto e desleal, mas talvez seja a última chance de reverter o quadro e impedir o destino venezuelano em nosso país. Isso vai exigir união de toda a direita e também pragmatismo para seduzir o centro. O foco deve ser tirar o PT do poder. Caso contrário, o petismo vai acabar de destruir de vez nosso país…