Poeta Beto Cajá, um dos participantes do Movimento Quiosque da Poesia, em João Pessoa-PB
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Está fazendo dois anos Que Beto Cajá partiu.
Mote de Melchior SEZEFREDO Machado
Ser humano de primeira, Parceiro e leal amigo, Foi bom conviver contigo Nesta vida passageira. Guardo hoje na gibeira A dor que o peito sentiu Quando, enfim, você subiu Transitando entre os dois planos… Está fazendo dois anos Que Beto Cajá partiu.
Melchior SEZEFREDO Machado
A lembrança bate forte Daquele telefonema Que em forma de poema Veio do Rio Grande do Norte Noticiando a morte Logo meu peito sentiu A minha pressão subiu Mudou todos os meus planos! Está fazendo dois anos Que Beto Cajá partiu.
Poeta Nascimento
Cada dia que passou A saudade só aumenta Coração véi que aguenta Ausência que ele deixou Da parceria restou Os bons papos que surgiu A canção em desafio Nos tornamos sempre manos Está fazendo dois anos Que Beto Cajá partiu.
Cabal Abrantes
Um menestrel da cultura, Compunha, também cantava; Corações ele alegrava Com sua presença pura. Tirava toda amargura, Um outro igual não se viu; Seu espírito evoluiu, Hoje habita outros planos. Está fazendo dois anos Que Beto Cajá partiu.
Ronaldo Barbosa
Grande perda para nós… Enlutou-se o violão, Tomou posse a solidão Com o seu mandato atroz. Parece que a sua voz De entre nós não saiu E o meu peito sentiu Incomensuráveis danos. Está fazendo dois anos Que Beto Cajá partiu.
Aprecio muitíssimo, como cristão espiritista, análises consistentes e não piegas sobre Jesus de Nazaré, para mim o maior revolucionário de todas as eras humanas. E já reli duas vezes uma “entrevista” feita com Ele por um professor aposentado cearense da UFCE, especializado em reflexões ecumênicas. Que costuma dividir o Cristianismo em duas modalidades: o cristianismo de Jesus e o cristianismo dos cristãos, este último multifacetado por conflitos, interesses, propósitos, dogmas e práticas.
O livro citado acima: ENTREVISTAS COM JESUS: REFLEXÕES ECUMÊNICAS, José Pinheiro de Souza, Fortaleza, Imprensa Universitária, 2005, 364 p. O volume traz, em suas primeiras páginas, três reflexões balizadoras: “As religiões são aproximações diferentes da Verdade que é UMA” (Pietro Ubaldi); “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas duvidosas, a liberdade; em tudo, a caridade” (Santo Agostinho); e “Se houver alguma suspeita em sua mente de que apenas uma religião pode ser a verdadeira e todas as outras são falsas, você estará rejeitando a doutrina da fraternidade” (Mahatma Gandhi).
No livro do José Pinheiro de Souza, acima citado, ele explicita 400 perguntas a Jesus, obtendo respostas altamente esclarecedoras. Das questões formuladas, escolhi algumas mais significativas, proporcionando ao leitor JBF uma oportunidade de meditar sobre ela. Ei-las, com suas respectivas localizações:
P7 – É comum fazer-se na literatura religiosa, a distinção entre religião subjetiva e religião objetiva, isto é, “entre a religião como dimensão interior e a religião como instituição externa”. O Senhor concorda com essa distinção?
P51 – Será que todas as verdades religiosas foram realmente reveladas ou algumas não passam de invenções da imaginação humana?
P78 – É possível conciliar ciência com religião?
P97 – Quais são algumas das principais divergências de crenças religiosas no mundo que justificam o diálogo ecumênico e inter-religioso?
P147 – Quais são os principais desafios para o diálogo ecumênico entre luteranos e católicos?
P171 – Quando surgiu o fundamentalismo, e por que os fundamentalistas cristãos rejeitam a teologia liberal?
P187 – Qual a obra fundamental do protestantismo liberal para o estudo de Sua pessoa histórica, isto é do Jesus histórico?
P212 – Como o Senhor conceitua mito, mitologia e mitos cristãos?
P236 – O Deus de Paulo é o mesmo Deus que o Senhor pregou, ou é mais parecido com o Deus de Moisés? E o Jesus de Paulo é o mesmo Jesus que o Senhor vem declarando ser em nossas entrevistas?
P273 – Qual era a visão de Gandhi sobre ressurreições de mortos e outros milagres contra as leis da natureza supostamente realizados pelo Senhor?
P342 – Existem evidências em favor da reencarnação?
P383 – Por que os reencarnacionistas dizem que somente a reencarnação é compatível com a justiça divina?
A seleção de perguntas acima, extraídas do livro, de leitura oportuna numa época natalina, do pesquisador José Pinheiro de Souza, acredito que muito ampliará o querer de muitos em conhecer integralmente as “entrevistas” concedidas pelo Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador a um cristão espiritista cearense, que deve se encontrar muito orgulhoso pela inauguração, no Crato, de uma estátua de Nossa Senhora de Fátima maior que a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
Ataques e quebra-quebra de ongueiros e indígenas na COP30 de Belém, capital oficial do Brasil, vão render condenações a 17 anos por atentado às instituições democráticas e tentativa de abolição do estado de direito?
Impressão de cédulas de real na Casa da Moeda do Brasil
A moeda (ou dinheiro) é um instrumento inventado pela humanidade para permitir as trocas indiretas de mercadorias e serviços. Entende-se por troca indireta o comércio entre duas ou mais pessoas físicas ou jurídicas em que uma das partes entrega um serviço ou um bem material à outra parte, e recebe em troca um valor monetário em forma de uma cédula de papel ou depósito bancário a seu favor. A razão de ser assim é que a parte que entrega a mercadoria ou serviço não quer receber em troca outra mercadoria ou serviço que a outra parte tem para lhe dar. Dessa forma, o recebimento em papel-moeda ou crédito em conta bancária permite à parte que entregou (vendeu) seu produto usar o valor monetário recebido para adquirir mercadorias ou serviços de terceiras partes não envolvidas na operação original.
Visto esse aspecto sobre o funcionamento do mercado de trocas de bens materiais e serviços, não é difícil concluir que o volume de moeda circulante em uma sociedade deve estar de acordo com o volume de transações comerciais e financeiras (compras, vendas, empréstimos, aluguéis etc.) feitas pelos habitantes dessa sociedade. Por sua vez, uma sociedade composta de pessoas, empresas e governos somente consegue transacionar entre seus membros um volume total de transações determinado pelo tamanho de seu produto (bens e serviços), tecnicamente chamado de Produto Interno Bruto (PIB). Em dizer popular, nenhuma sociedade transaciona bens e serviços que ela não produz ou importa. Mesmo as operações de doações e transferências ao governo estão limitadas ao tamanho do PIB do país, posto que este também limita o volume de operações em forma de donativos, empréstimos, aluguéis ou qualquer cessão onerosa.
O PIB, portanto, é o determinante principal do volume de transações econômicas realizadas no país, mas o valor total dessas transações expresso na moeda nacional requer outro elemento: os preços pelos quais as unidades de mercadorias (produtos físicos) e serviços são negociados. É a partir da combinação de todos esses elementos que o país define quanto de moeda manual e moeda escritural deve circular no sistema econômico. Nesse sistema, o papel do governo (representado por prefeituras, governos estaduais e governo federal) adquire relevante expressão em função de seu enorme tamanho no quadro geral.
Para entender e contabilizar o funcionamento de um país, o mundo adota um modelo baseado em quatro entidades econômicas: pessoas, empresas, governo e resto do mundo. Considerando que, do volume total produzido pelo país expresso pelo PIB, a fração entregue ao governo em forma de tributação chega a 34% do PIB no caso do Brasil, a forma como o governo gasta a montanha de dinheiro da tributação define o comportamento dos preços (inflação), a composição dos gastos (consumo e investimento) e a taxa de juros (em função de o governo gastar mais ou menos que o valor que arrecada).
Fica claro, assim, que o comportamento econômico do governo termina por influenciar a inflação, os juros e os bens e serviços que serão produzidos anualmente. Uma entidade que arrecada de forma impositiva 34% do PIB, e tem o poder de escolher como gastar tudo isso, é uma entidade com o poder de determinar o que o sistema irá produzir e para onde a produção nacional caminhará (se na direção do crescimento ou da retração). Ademais, se essa entidade chamada governo gastar mais do que arrecada, ela altera radicalmente todo o funcionamento do sistema produtivo, a composição das transações, as taxas de juros e onde será alocada a poupança, que é a parte da renda nacional não gasta por seus detentores (pessoas e empresas).
Outro aspecto a destacar é que o volume de empréstimos feitos a pessoas, empresas e governos que queiram investir e realizar gastos além de suas possibilidades de caixa será limitado pelo total da poupança nacional. Porém, tudo se altera quando o governo gasta mais do que arrecada e cria déficits sem obedecer a critérios técnicos de limite de endividamento e capacidade de pagamento. Sempre que o governo age assim, gastando mais do que arrecada, duas doenças surgem no organismo econômico: juros altos e inflação alta. Como o governo é a única entidade econômica que tem o poder de fabricar dinheiro sem lastro na produção nacional, tem sido constante que os governos emitam dinheiro para pagar seus déficits acima de limites toleráveis e suportáveis pela estrutura econômica do país. O resultado dessa prática é sempre o mesmo: elevação das taxas de juros e aumento das taxas de inflação.
Ao gastar mais do que arrecada e gerar déficits públicos, o governo dispõe de três saídas para cobrir seus furos de caixa: aumentar impostos, tomar dinheiro emprestado ou emitir moeda. Em um país no qual a carga tributária já é exagerada e desestimula a criação de negócios e os investimentos, as duas opções restantes – fazer mais dívida pública e emitir moeda – constituem as opções viáveis, mesmo sendo receita para o baixo crescimento e mesmo recessão. Todos os países que usaram tais soluções constantemente, ao longo de anos, foram afetados por juros altos e inflação crescente, cujo efeito foi reduzir o crescimento e até mesmo gerar recessão.
A história tem demonstrado que, quando a dívida pública atinge níveis elevados, os governos são tentados a apelar para a emissão monetária para cobrir seus déficits, principalmente porque, além de ser impopular, o aumento de impostos tem limite. A emissão de moeda a taxas superiores às taxas de aumento do PIB sempre foi receita de recessão, crise e aumento da pobreza. O Brasil, há tempos, está viciado em déficits fiscais, aumento de tributos, aumento da dívida pública e expansão monetária sem lastro no aumento da produção. Se isso continuar, as consequências virão, e o tratamento exigirá sacrifício.
Miguel Arraes de Alencar nasceu em 15/12/1916, em Araripe, CE. Advogado, economista e político, foi deputado estadual e federal, secretário de estado, prefeito de Recife, teve três mandatos como governador de Pernambuco e presidiu o Partido Socialista Brasileiro no período 1999-2005.
Filho de Maria Benigna Arraes de Alencar e José Almino Alencar, concluiu o curso secundário no Colégio Diocesano, em 1932. No ano seguinte ingressou no curso de Direito da Faculdade Nacional no Rio de Janeiro e concluiu na Faculdade de Direito do Recife, em 1937. Passou a trabalhar no IAA-Instituto do Açúcar e do Álcool, onde fez carreira até 1943 no cargo de delegado regional. Aí manteve contato com o presidente do IAA Barbosa Lima Sobrinho, que em 1947, quando tornou-se governador de Pernambuco, levou-o à vida pública no cargo de Secretário da Fazenda. Em 1950 foi candidato a deputado estadual, ficando na suplência e pouco depois assumiu o cargo. Em 1954, disputou de novo o cargo e foi eleito ocupando a liderança na oposição ao governo Cordeiro de Farias.
Em 1959, no governo Cid Sampaio, retornou à Secretaria da Fazenda e no ano seguinte foi eleito prefeito do Recife, apoiado pela Frente Popular. Em sua gestão foi criado o MCP-Movimento de Cultura Popular, com investimento em massa na cultura e na educação. Mobilizou artistas e entidades, realizando uma cruzada pela melhoria dos serviços públicos básicos. Em um ano abriu vagas nas escolas para 10 mil crianças, onde o déficit chegava a 100 mil. Em 1961 ficou viúvo de Célia de Souza Leão, com quem teve 8 filhos. Em seguida casou-se com Maria Madalena Fiúza, tendo mais 2 filhos. Em 1962 foi eleito governador de Pernambuco. Em sua gestão foi assinado o “Acordo do Campo”, visando a implantação de relações mais justas entre os canavieiros e usineiros. No ano seguinte foi lançado pré-candidato à presidente da República por várias lideranças do País, propondo um programa nacionalista e correção das desigualdades sociais.
Em abril de 1964, foi deposto do Governo pela ditadura militar instaurada pelo Golpe de Estado. Ficou preso por um ano na Ilha de Fernando de Noronha; seguiu para o Rio de Janeiro; pediu asilo na Embaixada da Argélia, onde ficou 14 anos ao lado da família, em Argel. Ficou conhecido em todo o mundo como político progressista que ajudou os movimentos de independência das colônias portuguesas na África e apoio na estruturação destas jovens nações.
No Tribunal Internacional Bertrand Russell, em 1974, denunciou a ditadura militar no Brasil, responsabilizando-a pela prisão, tortura e morte de muitos dos opositores e ampliação das condições de desigualdade social da população. Com a anistia, em 1979, retornou ao Brasil e foi recebido no Recife por cerca de 50 mil pessoas carregando-o no ombro e retomou sua vida política no PMDB-Partido do Movimento Democrático Brasileiro. Diversas faixas traziam a inscrição “Arraes taí”.
Foi eleito deputado federal, em 1982, com a maior votação do estado e em 1986 foi eleito governador de Pernambuco pela 2ª vez. No ano seguinte foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem do infante Dom Henrique de Portugal. Como governador, teve como foco corrigir as desigualdades sociais e iniciou o mais ambicioso programa de eletrificação rural no Estado. Implantou o sistema de microcrédito dirigido aos camponeses e periféricos, e dizia: “Nas regiões miseráveis do interior e da periferia do Recife, modernidade é um bico de luz aceso e uma torneira pingando água”. Ao mesmo tempo, criou a 2ª secretaria de Ciência e Tecnologia do País e a 2ª Fundação de Amparo à Pesquisa. Mobilizou esforços em favor da implantação de uma refinaria de petróleo no Estado e, em 1996, promoveu negociações com o governo da Venezuela, visando uma parceria binacional para viabilizar a planta de refino petrolífero no Estado.
Em 1990 foi eleito, novamente, deputado federal pelo PSB-Partido Socialista Brasileiro com a maior votação proporcional do País. Em 1994, foi eleito governador pela 3ª vez e ampliou o programa de eletrificação rural com a meta de implantar a rede de eletricidade em 150 mil domicílios rurais. Em 1998 perdeu a reeleição para o 4º mandato de governador e em seguida elegeu-se mais uma vez para a Câmara dos Deputados. Trata-se de um político popular, no trato com as pessoas. De certo modo era até sisudo e de poucas palavras. Seu estilo chegou a propiciar-lhe a alcunha de “Oráculo do Nordeste”, devido a concisão de seus pronunciamentos.
Para comprovar sua aversão ao populismo, traduziu para o português o livro A mistificação das massas pela propaganda política, de Serge Tchakhotine, publicado pela Editora Civilização Brasileira em 1967. O livro foi censurado na França em 1939, queimado pelos nazistas em 1940 e reeditado em 1950. Hoje é um livro raro, que bem poderia ter sua edição em português reeditada. Além desta tradução, deixou mais de 10 livros publicados, com desataque para: A nova face da ditadura brasileira. Lisboa: Seara Nova, 1974; Le Brésil: Le peuple et le pouvoir. Paris: François Maspéro, 1970; O jogo do poder no Brasil. 2. ed. rev. São Paulo: Alfa-Ômega, 1982.
Faleceu em 13/8/2005 e deixou um considerável legado que pode ser avaliado no acervo do Instituto Miguel Arraes, criado em 2008 em Recife, que não se destina a ser uma espécie de museu do seu patrono. Foi concebido como “uma instituição sem fins lucrativos, atuante nas linhas e princípios defendidos por ele”. Em 2006 foi lançado o livro Arraes, de Teresa Rozowykwiat, a primeira biografia autorizada publicada pela CEPE-Companhia Editora de Pernambuco. Em fevereiro de 2016, Arraes foi homenageado no carnaval do Rio de Janeiro, pela Escola de Samba Unidos de Vila Isabel.
Espero que vc se anime também em comemorar o aniversário da celebridade.
Outro assunto:
Pra mim a Chupicleide é a Julie Huard.
Abraços.
R. Vocês são muito cheios de presepadas!
Como pretexto pra tomar umas cachaças, inventam de comemorar o aniversário de um poste, celebrado ontem , 14 de novembro, conforme a foto que você mandou.
Vôte!!!
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Quanto à cantora Julie Huard, Chupicleide disse que se acha muito mais bonita do que ela!!!