FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

Aprecio muitíssimo, como cristão espiritista, análises consistentes e não piegas sobre Jesus de Nazaré, para mim o maior revolucionário de todas as eras humanas. E já reli duas vezes uma “entrevista” feita com Ele por um professor aposentado cearense da UFCE, especializado em reflexões ecumênicas. Que costuma dividir o Cristianismo em duas modalidades: o cristianismo de Jesus e o cristianismo dos cristãos, este último multifacetado por conflitos, interesses, propósitos, dogmas e práticas.

O livro citado acima: ENTREVISTAS COM JESUS: REFLEXÕES ECUMÊNICAS, José Pinheiro de Souza, Fortaleza, Imprensa Universitária, 2005, 364 p. O volume traz, em suas primeiras páginas, três reflexões balizadoras: “As religiões são aproximações diferentes da Verdade que é UMA” (Pietro Ubaldi); “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas duvidosas, a liberdade; em tudo, a caridade” (Santo Agostinho); e “Se houver alguma suspeita em sua mente de que apenas uma religião pode ser a verdadeira e todas as outras são falsas, você estará rejeitando a doutrina da fraternidade” (Mahatma Gandhi).

No livro do José Pinheiro de Souza, acima citado, ele explicita 400 perguntas a Jesus, obtendo respostas altamente esclarecedoras. Das questões formuladas, escolhi algumas mais significativas, proporcionando ao leitor JBF uma oportunidade de meditar sobre ela. Ei-las, com suas respectivas localizações:

P7 – É comum fazer-se na literatura religiosa, a distinção entre religião subjetiva e religião objetiva, isto é, “entre a religião como dimensão interior e a religião como instituição externa”. O Senhor concorda com essa distinção?

P51 – Será que todas as verdades religiosas foram realmente reveladas ou algumas não passam de invenções da imaginação humana?

P78 – É possível conciliar ciência com religião?

P97 – Quais são algumas das principais divergências de crenças religiosas no mundo que justificam o diálogo ecumênico e inter-religioso?

P147 – Quais são os principais desafios para o diálogo ecumênico entre luteranos e católicos?

P171 – Quando surgiu o fundamentalismo, e por que os fundamentalistas cristãos rejeitam a teologia liberal?

P187 – Qual a obra fundamental do protestantismo liberal para o estudo de Sua pessoa histórica, isto é do Jesus histórico?

P212 – Como o Senhor conceitua mito, mitologia e mitos cristãos?

P236 – O Deus de Paulo é o mesmo Deus que o Senhor pregou, ou é mais parecido com o Deus de Moisés? E o Jesus de Paulo é o mesmo Jesus que o Senhor vem declarando ser em nossas entrevistas?

P273 – Qual era a visão de Gandhi sobre ressurreições de mortos e outros milagres contra as leis da natureza supostamente realizados pelo Senhor?

P342 – Existem evidências em favor da reencarnação?

P383 – Por que os reencarnacionistas dizem que somente a reencarnação é compatível com a justiça divina?

A seleção de perguntas acima, extraídas do livro, de leitura oportuna numa época natalina, do pesquisador José Pinheiro de Souza, acredito que muito ampliará o querer de muitos em conhecer integralmente as “entrevistas” concedidas pelo Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador a um cristão espiritista cearense, que deve se encontrar muito orgulhoso pela inauguração, no Crato, de uma estátua de Nossa Senhora de Fátima maior que a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

Um comentário em “ENTREVISTANDO UM NAZARENO MUITO AMADO

  1. Caro Sr. Fernando, as respostas das questões formuladas estão nos evangelhos, bem como nos nas cartas no novo testamento. Tudo ali é muito claro.

    Não existe religião falsa ou verdadeira.

    Em Mateus 16:18,19 está escrito:

    “E eu digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la.
    Eu darei a você as chaves do Reino dos céus; o que você ligar na terra terá sido ligado nos céus, e o que você desligar na terra terá sido desligado nos céus”.

    Com esta frase, Cristo instituiu sua Igreja. Algumas divergências ditas cristãs vieram depois, mas como Jesus previu, as portas do inferno não prevaleceram.

    Cristo jamais falou em reencarnação, mesmo porque não há uma segunda chance para quem morreu, pois ao justo há a vida eterna, ao ímpio o castigo.

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