DEU NO X
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
O PEIXE – Patativa do Assaré
Tendo por berço o lago cristalino,
Folga o peixe, a nadar todo inocente,
Medo ou receio do porvir não sente,
Pois vive incauto do fatal destino.
Se na ponta de um fio longo e fino
A isca avista, ferra-a inconsciente,
Ficando o pobre peixe de repente,
Preso ao anzol do pescador ladino.
O camponês, também, do nosso Estado,
Ante a campanha eleitoral, coitado!
Daquele peixe tem a mesma sorte.
Antes do pleito, festa, riso e gosto,
Depois do pleito, imposto e mais imposto.
Pobre matuto do sertão do Norte!

Antônio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, Assaré-CE (1909-2002)
DEU NO JORNAL
COMPARAÇÃO
O PT já gastou 1,4 bilhão em publicidade este ano.
Esse valor é quatro vezes maior do que o gasto em todo o sistema prisional brasileiro.
* * *
Curiosa essa nota aí de cima…
Fala em gastos bilionários do PT e também em “sistema prisional” do Brasil.
Que comparação mais sem cabimento.
O partido luleiro num tem nada a ver com presos e prisões.
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
BOAVENTURA BONFIM-FORTALEZA-CE.
Caro editor Berto,
Para conhecimento dos agradáveis leitores fubânicos, envio-lhe detalhes da Festa de 100 anos de minha estimada sogra dona Raquel.
Dona Raquel é uma das mais bonitas mulheres que conheci ao longo de minha doce caminhada septuagenária de vida.
A beleza, no entanto, é apenas mais um dos atributos que Deus concedeu à Dona Raquel. Ela é elegante, educada, meiga, bondosa, uma verdadeira princesa do sertão cearense. Chega aos 100 anos de vida com muita galhardia, saúde e com a consciência tranquila de uma mulher que soube ser esposa e mãe amorosa.
Essa centenária hoje festejada pelas filhas, filhos, netos, bisnetos, genro, noras e demais parentes e amigos queridos; é, para meu gáudio, minha estimada sogra, porquanto mãe de minha amada esposa Edvanda, cujo discurso em homenagem à sua mãe encantou a todos.
Depois que Edvanda fala, ninguém se atreve a fazê-lo, justamente porque Edvanda é única, ímpar, exclusiva. Só existe uma Edvanda na vida. E nós temos a sorte de conviver com essa mulher portentosa, insubstituível, de valor inestimável e dotada de qualidades extraordinárias.
E como se fora pouco, ainda nasceu com o dom da oratória, é uma oradora nata.
É um privilégio conviver com Edvanda. Dona Raquel, sua mãe; portanto, minha sogra, costuma dizer: “A Edvanda tem defeitos, mas os defeitos dela são fracos”.
Deus a criou e guardou o molde em Segredo de Justiça. Por isso, a Edvanda é única.
E para completar o estado de felicidade, juntos compusemos, com a tinta indestrutível da Natureza, duas sublimes e belas poesias, Camila e Cibele.
R. Suas palavras são tocantes, comoventes, meu caro amigo e leitor.
Uma belíssima família.
Em nome de toda a comunidade fubânica, parabéns para a centenária Dona Raquel!!!
E vamos ver os vídeos que você nos mandou:
DEU NO JORNAL
INVESTIGAÇÕES DE CORRUPÇÃO
Deltan Dallagnol

PF aponta que Alessandro Stefanutto teria recebido propina, inclusive por meio de uma pizzaria, para viabilizar esquema
Pareceu até que estávamos nos tempos de ouro da Lava Jato: duas operações da Polícia Federal (PF) em dois dias seguidos. Na primeira operação, um esquema de desvios de dinheiro público no Ministério da Educação (MEC), chefiado pelo petista Camilo Santana, que tem como figura central a ex-nora de Lula; na segunda, a prisão do ex-presidente do INSS, nomeado por Lula, e o avanço das investigações contra deputados de vários partidos suspeitos de envolvimento no esquema.
Os dois casos — o do MEC e o do INSS — não são apenas episódios isolados. Eles revelam um mesmo padrão: o retorno do velho modo petista de governar, no qual as estruturas do Estado são loteadas entre partidos e políticos aliados, e a corrupção brota como consequência inevitável da promiscuidade política.
A primeira bomba estourou quando a PF deflagrou uma operação contra desvios de dinheiro público no MEC. O alvo era um esquema de fraudes em licitações envolvendo kits de robótica e livros escolares vendidos a preços superfaturados. A empresa Life Tecnologia Educacional fornecia os produtos, recebia pagamentos inflados e repassava o dinheiro a empresas de fachada.
O escândalo ganhou contornos explosivos quando a PF descobriu quem estava por trás das negociações políticas: segundo as investigações, seria a ex-nora de Lula, Carla Ariane Trindade, que foi casada com Marcos Cláudio e é acusada de atuar como lobista e intermediária entre a empresa e órgãos públicos. Nas investigações, ela aparece com as alcunhas de “Nora” e “Amiga de Paulínia” — nomes de disfarce típicos em esquemas de corrupção.
Mais: outro investigado é Kalil Bittar, ex-sócio de outro filho de Lula, Fábio Luís, com quem mantinha negócios. E o detalhe mais inacreditável ocorreu durante o cumprimento dos mandados. Quando a PF chegou à casa de Carla Ariane, às seis da manhã, encontrou ninguém menos que o próprio Marcos Cláudio, ex-marido de Carla Ariane e filho de Lula. A presença dele ali levanta perguntas inevitáveis: o que fazia naquele momento? Foi mera coincidência? Teria sido avisado antes da operação? Tentava proteger alguém, intimidar a PF ou destruir provas?
Qualquer hipótese é grave. E agora imagine se os personagens fossem outros: se a PF encontrasse o filho de Bolsonaro numa operação por desvio de dinheiro de um ministério do governo Bolsonaro. As manchetes tomariam os jornais, as emissoras fariam plantão 24 horas e o “escândalo da família” dominaria o noticiário por semanas. Mas, como o sobrenome é Lula, a reação da grande imprensa é o silêncio conveniente — aquele silêncio cúmplice de quem, com os bolsos cheios de patrocínios e os olhos embaçados pela ideologia, passa pano para a corrupção “do bem”.
Enquanto a lama da corrupção no MEC ainda respingava no governo, a segunda bomba estourou no dia seguinte, bem no coração da Previdência Social. A PF prendeu Alessandro Stefanutto, ex-presidente do INSS, indicado pelo ex-ministro Carlos Lupi, do PDT — o mesmo Lupi que Lula escolheu para comandar o Ministério da Previdência. O mesmo Lupi que havia sido afastado no governo Dilma por suspeita de corrupção.
Stefanutto é acusado de liberar descontos fraudulentos em aposentadorias de milhões de brasileiros, beneficiando associações e empresas suspeitas de desviar o dinheiro de aposentados humildes. Para isso, receberia uma mesada de até 250 mil reais por mês apenas por conta das fraudes comandadas pela CONAFER, a Confederação Nacional dos Agricultores, que teria recebido mais de 640 milhões de reais do esquema.
A estimativa inicial de prejuízo era de 6 bilhões de reais. Hoje, fala-se em até 90 bilhões — mais do que o dobro do total do prejuízo estimado na Petrobras durante a Lava Jato. Noventa bilhões retirados das mãos de quem trabalhou a vida inteira, confiou no sistema e hoje sofre para pagar o remédio no final do mês.
O esquema, segundo a investigação, só existia porque o INSS fechava os olhos. Mesmo depois de alertas formais sobre as fraudes, a cúpula da Previdência não fez nada. Agora, sabe-se que a chefia do INSS não apenas fechava os olhos, mas colocava a mão na botija. O próprio ex-presidente do órgão está atrás das grades. É impossível dissociar esse escândalo da cadeia de comando que o sustentava.
Stefanutto foi nomeado por Lupi, e Lupi foi nomeado por Lula. O fio da responsabilidade sobe direto até o Palácio do Planalto. A prisão do presidente do INSS coloca a investigação a dois passos de Lula. Um fator complicador para Lula e o governo é que o caso é conduzido pelo ministro André Mendonça, no Supremo Tribunal Federal (STF), um dos poucos ainda comprometidos com a Constituição e com o combate à corrupção.
O Brasil aguarda para ver se o governo agirá com transparência e afastará os envolvidos ou se tentará abafar o caso com o silêncio cúmplice que se tornou marca registrada do lulismo. Esses dois episódios revelam o mesmo DNA: aparelhamento, loteamento, favorecimento, propinas, desvios. Tudo fruto da impunidade — e essa Lula conhece bem.
O Estado é tratado como extensão do partido; os cargos, como moedas de troca; e a corrupção, uma consequência inevitável desse sistema, virou a regra do jogo. Foi assim na Petrobras, nos Correios, no BNDES — e agora, tudo indica, no INSS e no MEC. A diferença é que hoje há menos indignação pública e mais complacência institucional.
O governo que prometia ética devolveu o Brasil à velha normalidade do petismo: escândalos que sobem a rampa do Planalto e esperam pela impunidade, costumeiramente disponível para os amigos do rei. Enquanto crianças em escolas e aposentados são lesados, Lula se cala. Apenas o velho script de sempre: negar, culpar os outros e torcer para que o tempo enterre o assunto.
Mas há algo que o tempo não apaga: a verdade. E a verdade incômoda, a verdade grave, a verdade escandalosa, por vezes, incendeia o povo. E a verdade hoje é que o rastro da corrupção está cada vez mais próximo do presidente da República. Parece o roteiro de um filme a que já assistimos.
DEU NO X
SUJOU A ÁGUA…
WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO
TRIBUTO A BETO CAJÁ
Poeta Beto Cajá, um dos participantes do Movimento Quiosque da Poesia, em João Pessoa-PB
* * *
Está fazendo dois anos
Que Beto Cajá partiu.
Mote de Melchior SEZEFREDO Machado
Ser humano de primeira,
Parceiro e leal amigo,
Foi bom conviver contigo
Nesta vida passageira.
Guardo hoje na gibeira
A dor que o peito sentiu
Quando, enfim, você subiu
Transitando entre os dois planos…
Está fazendo dois anos
Que Beto Cajá partiu.
Melchior SEZEFREDO Machado
A lembrança bate forte
Daquele telefonema
Que em forma de poema
Veio do Rio Grande do Norte
Noticiando a morte
Logo meu peito sentiu
A minha pressão subiu
Mudou todos os meus planos!
Está fazendo dois anos
Que Beto Cajá partiu.
Poeta Nascimento
Cada dia que passou
A saudade só aumenta
Coração véi que aguenta
Ausência que ele deixou
Da parceria restou
Os bons papos que surgiu
A canção em desafio
Nos tornamos sempre manos
Está fazendo dois anos
Que Beto Cajá partiu.
Cabal Abrantes
Um menestrel da cultura,
Compunha, também cantava;
Corações ele alegrava
Com sua presença pura.
Tirava toda amargura,
Um outro igual não se viu;
Seu espírito evoluiu,
Hoje habita outros planos.
Está fazendo dois anos
Que Beto Cajá partiu.
Ronaldo Barbosa
Grande perda para nós…
Enlutou-se o violão,
Tomou posse a solidão
Com o seu mandato atroz.
Parece que a sua voz
De entre nós não saiu
E o meu peito sentiu
Incomensuráveis danos.
Está fazendo dois anos
Que Beto Cajá partiu.
Wellington Vicente
DEU NO JORNAL
NADA DE ESPANTO. TUDO DENTRO DA NORMALIDADE
FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS
ENTREVISTANDO UM NAZARENO MUITO AMADO
Aprecio muitíssimo, como cristão espiritista, análises consistentes e não piegas sobre Jesus de Nazaré, para mim o maior revolucionário de todas as eras humanas. E já reli duas vezes uma “entrevista” feita com Ele por um professor aposentado cearense da UFCE, especializado em reflexões ecumênicas. Que costuma dividir o Cristianismo em duas modalidades: o cristianismo de Jesus e o cristianismo dos cristãos, este último multifacetado por conflitos, interesses, propósitos, dogmas e práticas.
O livro citado acima: ENTREVISTAS COM JESUS: REFLEXÕES ECUMÊNICAS, José Pinheiro de Souza, Fortaleza, Imprensa Universitária, 2005, 364 p. O volume traz, em suas primeiras páginas, três reflexões balizadoras: “As religiões são aproximações diferentes da Verdade que é UMA” (Pietro Ubaldi); “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas duvidosas, a liberdade; em tudo, a caridade” (Santo Agostinho); e “Se houver alguma suspeita em sua mente de que apenas uma religião pode ser a verdadeira e todas as outras são falsas, você estará rejeitando a doutrina da fraternidade” (Mahatma Gandhi).
No livro do José Pinheiro de Souza, acima citado, ele explicita 400 perguntas a Jesus, obtendo respostas altamente esclarecedoras. Das questões formuladas, escolhi algumas mais significativas, proporcionando ao leitor JBF uma oportunidade de meditar sobre ela. Ei-las, com suas respectivas localizações:
P7 – É comum fazer-se na literatura religiosa, a distinção entre religião subjetiva e religião objetiva, isto é, “entre a religião como dimensão interior e a religião como instituição externa”. O Senhor concorda com essa distinção?
P51 – Será que todas as verdades religiosas foram realmente reveladas ou algumas não passam de invenções da imaginação humana?
P78 – É possível conciliar ciência com religião?
P97 – Quais são algumas das principais divergências de crenças religiosas no mundo que justificam o diálogo ecumênico e inter-religioso?
P147 – Quais são os principais desafios para o diálogo ecumênico entre luteranos e católicos?
P171 – Quando surgiu o fundamentalismo, e por que os fundamentalistas cristãos rejeitam a teologia liberal?
P187 – Qual a obra fundamental do protestantismo liberal para o estudo de Sua pessoa histórica, isto é do Jesus histórico?
P212 – Como o Senhor conceitua mito, mitologia e mitos cristãos?
P236 – O Deus de Paulo é o mesmo Deus que o Senhor pregou, ou é mais parecido com o Deus de Moisés? E o Jesus de Paulo é o mesmo Jesus que o Senhor vem declarando ser em nossas entrevistas?
P273 – Qual era a visão de Gandhi sobre ressurreições de mortos e outros milagres contra as leis da natureza supostamente realizados pelo Senhor?
P342 – Existem evidências em favor da reencarnação?
P383 – Por que os reencarnacionistas dizem que somente a reencarnação é compatível com a justiça divina?
A seleção de perguntas acima, extraídas do livro, de leitura oportuna numa época natalina, do pesquisador José Pinheiro de Souza, acredito que muito ampliará o querer de muitos em conhecer integralmente as “entrevistas” concedidas pelo Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador a um cristão espiritista cearense, que deve se encontrar muito orgulhoso pela inauguração, no Crato, de uma estátua de Nossa Senhora de Fátima maior que a do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.
DEU NO JORNAL
BOA PERGUNTA
Ataques e quebra-quebra de ongueiros e indígenas na COP30 de Belém, capital oficial do Brasil, vão render condenações a 17 anos por atentado às instituições democráticas e tentativa de abolição do estado de direito?
* * *
Pergunta cabível.
Será que veremos novas condenações de 17 anos???
Aguardemos.
