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A FRAUDE CONTRA TRUMP E A OPERAÇÃO-ABAFA

Guilherme Fiuza

Trump disse que processará a BBC “em algo entre US$ 1 bilhão e US$ 5 bilhões”: “Mudaram as palavras que saíram da minha boca”

O escândalo da BBC não escandalizou a opinião pública. Nos dias de hoje, escândalos não necessariamente escandalizam mais — se é que ainda existe opinião pública. Talvez estejamos mais para uma confederação de nichos, ou uma constelação de bolhas, ou como se queira chamar essa fragmentação do que um dia já se chamou de senso comum.

Um ex-conselheiro da emissora inglesa admitiu a fraude cometida contra Donald Trump. Seu depoimento foi publicado pelo jornal The Telegraph e a BBC não desmentiu — até porque a manipulação do discurso do então candidato à Casa Branca é facilmente constatável. Em documentário veiculado às vésperas da eleição americana do ano passado, a tradicional TV britânica mistura falas isoladas de Trump para forjar outro significado ao que ele disse.

Como diria Roger Waters (na época em que compunha contra a repressão), foi mais um tijolo na parede da farsa. A imprensa quase inteira trabalhou para disseminar a tese de que Trump comandou a invasão ao Capitólio em janeiro de 2021. Jamais surgiu prova de que isso tivesse acontecido, mas quem precisa de provas nos dias de hoje? Basta a versão. A BBC só tentou solidificar um pouco essa versão — com uma adulteração grave que deveria estar dominando o noticiário até hoje.

Mas foi como se a BBC tivesse escrito “cachorro” com x: um erro primário, e vida que segue. A Folha de S. Paulo noticiou no fim de semana: “Como erro em edição de discurso de Trump paralisou a emissora BBC”. Errar é humano; chamar fraude de erro é sobre-humano. Já O Estado de S. Paulo, em editorial, escreveu: “O perigo do jornalismo militante”.

Veículos como Globonews, Valor Econômico, G1, a própria BBC e outros fizeram bem pior nos dias que se seguiram à confissão de manipulação publicada pelo Telegraph. A escolha editorial foi atacar justamente a vítima da manipulação. Despejaram uma sucessão de manchetes contra Trump, mirando em diversos assuntos (menos o da montagem fraudulenta da BBC, claro). A coisa foi tão impressionante que é o caso de citar aqui, pelo menos em parte, essa artilharia:

“Trump estava ciente dos crimes sexuais de Epstein, revelam e-mails” (Valor Econômico).

“Trump não quer guerra na Venezuela, mas sim desestabilizar o governo de Nicolás Maduro para que ele caia por pressões internas de opositores” (Globonews).

“Trump é atingido por escândalo que ele próprio trouxe à tona” (G1).

“Imagens mostraram Donald Trump com os olhos fechados durante um evento na Casa Branca, gerando críticas de parlamentares democratas. A equipe do presidente negou que ele estivesse dormindo” (Globonews).

“Epstein disse que Trump ‘passou horas’ com uma de suas vítimas, diz e-mail divulgado pela oposição” (BBC News Brasil).

“O prefeito de Londres, Sadiq Khan, afirmou que líderes mundiais reunidos na COP30 precisam ouvir as demandas de autoridades locais e regionais. Ele diz que não teme Donald Trump, que nega a existência de uma crise climática” (Globonews).

“‘Sou o único capaz de derrubar Trump’, disse Epstein em e-mail” (G1).

Este é só um pequeno extrato da avalanche de matérias contra Trump que vieram na sequência da publicação do Caso BBC. Se você observar as redes sociais de alguns desses veículos, verá que eles se deram ao trabalho até de redigir chamadas novas para matérias já postadas — aumentando com jeitinho o volume da artilharia.

Poderiam ter economizado esforços concentrando a mensagem em um único post: “Não queremos falar da fraude da BBC contra Donald Trump. Não queremos que o público perceba o serviço sujo da imprensa para tentar difamar um político legitimamente eleito. Precisamos tentar esconder a propaganda enganosa que inventa ataques inexistentes à democracia”.

Fica a sugestão aos colegas para a próxima campanha difamatória. É de graça.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

COMENTÁRIO DO LEITOR

COP 30

Comentário sobre a postagem CACHORRADA

José Alves Ferreira:

Infelizmente, o evento foi feito como tudo é feito por aqui… meio no improviso, sem planejamento e sem respeitar o próprio meio ambiente que falavam tanto em defender.

Como sempre na esperança de que maquiando um pouco a senhora de 80 anos parecesse ter 20… algo assim.

Não funcionou, mesmo com a mídia amiga/comprada enaltecendo e fingindo não saber dos problemas acontecendo.

Pobre povo do lugar, obrigado a ter sua rotina atrapalhada e sem qualquer beneficio presente ou futuro.

Daqui a pouco começam a pipocar os escândalos e roubos ao erário.

Mas, será apenas mais um na conta desse presidente e partido que finge governar o país.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

ALEXANDRE GARCIA

QUEM FOGE DA CPMI DO INSS PERDE A CHANCE DE PROVAR SUA INOCÊNCIA

CPMI do INSS rejeitou a convocação de Frei Chico

CPMI do INSS rejeitou a convocação de Frei Chico

A Advocacia-Geral da União entrou na Justiça Federal com 13 ações para que o Estado brasileiro, a União, consiga recuperar o que já gastou para restituir aos aposentados e pensionistas os valores roubados por uma máfia cruel, que se aproveitou da idade avançada deles para roubar um pouquinho de cada um e, ao roubar de muitos, acabou roubando muito: R$ 6 bilhões.

Entre os sindicatos e associações que teriam de ressarcir o Estado está o – olhem o nome! – Sindicato Nacional de Aposentados, Pensionistas e Idosos, cujo vice-presidente é o irmão de Lula, Frei Chico. Provavelmente o puseram lá para ganhar prestígio, para atrair atenções do governo federal. Não adiantou muito. A AGU está pedindo bloqueio de R$ 3 bilhões, que, segundo os cálculos, seria o que só essa entidade desviou. Queriam chamar Frei Chico para depor na CPMI, os governistas o blindaram e ele perdeu a chance de demonstrar que não tem nada a ver com isso. Cada vez que uma pessoa chega com habeas corpus ou com atestado médico, como tem acontecido, ou não aparece para depor, está perdendo a oportunidade de provar inocência.

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Moraes não se importa em julgar caso que lhe diz respeito diretamente

Caso parecido foi levantado pelo jurista Ives Gandra Martins, que comentou o quiproquó envolvendo Eduardo Tagliaferro. Encontraram no telefone dele essas conversas nada republicanas, por exemplo pedindo que ele usasse a imaginação e inventasse provas contra a revista Oeste. Ives Gandra sugere que o ministro Alexandre de Moraes esclareça isso, para mostrar que ele não tem nada a ver com o caso. No entanto, mesmo sendo parte interessada, Moraes (bem como os outros colegas de turma) aceitou a denúncia contra Tagliaferro por vazamento de dados sigilosos.

Ora, o vazamento não foi obra dele; o telefone de Tagliaferro estava em poder da polícia, que pegou o aparelho por causa de um caso de violência doméstica, um assunto totalmente diferente. O telefone é o pessoal dele, não era o telefone funcional, e as mensagens foram enviadas para ele. Além de tudo, o artigo 37 da Constituição diz que, no serviço público, a característica é a publicidade: tudo tem de ser público, para o povo conhecer, para saber como estão agindo os seus servidores.

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Diante de genocídio de cristãos na Nigéria, EUA agem e Brasil se cala

O Brasil é um país eminentemente cristão. Sejam católicos, evangélicos, enfim, a maioria é cristã. E os cristãos estão sendo vítimas de um genocídio na Nigéria: só neste ano, 7 mil cristãos foram mortos. Nesta segunda-feira, entraram na paróquia de Santo Estêvão, mataram o irmão de um padre e sequestraram outro. Na terça, um monge beneditino me contava que viu imagens: os terroristas põem cristãos vivos dentro de caixões que fecham e enterram. Tudo isso despertou o presidente Donald Trump, dos EUA, que publicou uma mensagem em seus perfis de mídias sociais, avisando o governo da Nigéria: ou eles tomam providências imediatas contra o Boko Haram e o Estado Islâmico, que estão matando cristãos, ou os EUA irão lá fazer o serviço e acabar com eles, para que parem de matar cristãos.

Estranho é o Brasil, que, sendo um país cristão, não envia por meio de seu presidente nenhuma palavra instando o governo da Nigéria a tomar providências policiais para proteger os cristãos. Estranho também é que não venha nenhuma palavra de outros países africanos que veem isso acontecer no seu continente – e não acontece apenas na Nigéria.

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