LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA
NACINHA – CUIABÁ-MT
DEU NO X
PEDIDO ATENDIDO DE IMEDIATO
DEU NO JORNAL
ABERTAMENTE. JÁ NEM FINGEM MAIS
DEU NO X
CARIDOSA MISSÃO
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
O CORNO FOFOQUEIRO
DEU NO JORNAL
É MUITO DINHEIRO!
A CPMI do INSS amanhã será imperdível:
Irão depor Virgílio Filho, ex-procurador do INSS, que teria recebido propina de R$ 11,9 milhões, e a esposa Thaisa Hoffmann, feliz proprietária de um Porsche híbrido de R$ 789 mil e que negociou apê em Balneário Camboriú por R$ 24 milhões.
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Vamos aos números:
Propina de quase 12 milhões, um Porsche de R$ 789 mil e um apartamento de R$ 24 milhões.
É pra arrombar!
São números que traduzem com exatidão a republiqueta banânica 2025.
DEU NO X
A FALA DO MINISTRO
Karina Michelin
O ministro Luiz Fux jogou uma bomba no plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 21 de outubro. Ao votar pela absolvição dos sete réus do “núcleo da desinformação”, ele admitiu que o tribunal cometeu injustiças nos julgamentos dos atos de 8 de janeiro de 2023 – e declarou que não pode mais sustentar as mesmas posições que tomou no calor da comoção nacional.
“Há mais coragem em ser justo parecendo ser injusto do que ser injusto para salvaguardar as aparências da Justiça”, disse, em tom de mea-culpa. Fux reconheceu que o STF agiu sob “urgência e paixão” e que “o tempo e a consciência já não permitem manter o mesmo entendimento”. Foi um discurso raro, quase uma confissão: um ministro do Supremo admitindo que o tribunal errou.
O voto rompeu com a linha do relator Alexandre de Moraes, que pediu a condenação dos acusados, e com a posição de Cristiano Zanin, que o acompanhou. Fux, isolado, disse que condutas desorganizadas e sem coordenação não configuram golpe de Estado – e que “atos preparatórios” não podem ser tratados como crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
O gesto de Fux foi um recado direto à própria Corte, que há meses é acusada de agir como tribunal político e de atropelar garantias constitucionais. “Não há demérito maior para o juiz do que pactuar com o próprio equívoco”, afirmou.
Horas antes, o ministro havia oficializado seu pedido de transferência para a 2ª Turma, grupo formado por Gilmar Mendes, Toffoli, Mendonça e Nunes Marques – justamente o bloco onde se travam os maiores embates políticos da Corte.
Ao romper com o discurso de punição exemplar e expor a manipulação da Justiça sob pretexto de “defesa da democracia”, Fux rompe de vez com o clima de unanimidade que sustentou a narrativa oficial do 8 de Janeiro.
No STF, ninguém muda de turma por acaso. E Fux acaba de mudar não só de turma – mudou de lado, de discurso e, talvez, de consciência.
O ministro Luiz Fux jogou uma bomba no plenário do Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, 21 de outubro. Ao votar pela absolvição dos sete réus do “núcleo da desinformação”, ele admitiu que o tribunal cometeu injustiças nos julgamentos dos atos de 8 de janeiro de 2023 – e… pic.twitter.com/x2cz6wWd5l
— Karina Michelin (@karinamichelin) October 21, 2025
ALEXANDRE GARCIA
CNBB DIZ AO PAÍS: SUPREMO NÃO TEM MANDATO PARA LEGISLAR

Da esquerda para a direita, dom João Justino de Medeiros Silva, primeiro vice-presidente; dom Ricardo Hoepers, secretário-geral; dom Jaime Spengler, presidente; e dom Paulo Jackson Nóbrega de Sousa, segundo vice-presidente da CNBB, em foto de 2024
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil acordou e divulgou uma nota relativa ao voto de despedida de Luís Roberto Barroso no STF, depois de 12 anos na corte. E que despedida, não? Em um país cuja maioria é cristã, quer a vida, tem costumes, princípios morais do Ocidente, rejeita a eutanásia, a eutanásia precoce, Barroso votou pelo aborto ao sair, aprovando um pedido do Psol. A CNBB criticou esse voto, que se juntou ao de uma outra ministra que saiu, Rosa Weber. Diz a nota da CNBB: “A vida humana deve ser protegida da concepção até a morte natural. A tentativa de ampliar hipóteses de aborto por via judicial fere o princípio da Constituição da separação de poderes. Quem pode discutir o assunto é o Congresso Nacional, onde há legítima representação do povo brasileiro”.
Ou seja, os bispos estão lembrando que o Supremo não tem representação do povo, não tem o mandato do povo, a procuração do povo, que é concedida pelo voto aos deputados e senadores, para modificar uma cláusula pétrea que está no artigo 5.º da Constituição e que protege o primeiro dos direitos, o direito à vida. Aliás, nem o Congresso tem esse poder: só uma Assembleia Nacional Constituinte eleita pelo povo para fazer uma nova Constituição, porque essa é uma cláusula pétrea. Como também é cláusula pétrea da lei natural – eu poderia falar em “lei divina”, mas não quero envolver religião. O direito à vida, desde a concepção, é lei natural. A CNBB lembra que o poder emana do povo, não dos ministros do Supremo. O STF não pode decidir pelo povo, como já fez várias vezes, um assunto que tem de ser decidido pelos representantes do povo. A CNBB percebeu isso; é a vez de a OAB e, quem sabe, o presidente do Senado acordarem também.
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Com Boulos no ministério, Lula quer radicalizar
O Psol, o partido que entrou com a ação para liberar o aborto, tem um ministro agora, próximo do presidente: é Guilherme Boulos, que vai trabalhar ao lado de Lula e está ao lado dele, viajando para a Indonésia; já deve até ter chegado a Jacarta. Está todo mundo assustado porque Lula pelo jeito vai voltar a irritar Trump, depois de ver que o norte-americano vai insistir nos 40% de tarifa até o Brasil voltar à Constituição, ao Estado de Direito, à liberdade de expressão, parar com perseguições políticas, parar com crimes de opinião e respeitar direitos humanos. Lula pode dizer que não tem nada a ver com isso? Mas ele tem tudo a ver com isso, pois jurou defender a Constituição.
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Fux se arrepende de condenações do 8 de janeiro
O voto de Luiz Fux na terça-feira foi uma exortação ao arrependimento, dirigida aos outros ministros da Primeira Turma. Foi o único voto absolvendo os sete réus do “núcleo 4” do “processo do golpe”, mas foi novamente um voto marcante, em que ele demostra arrependimento e confessa ter condenado mal aqueles por cuja condenação ele havia votado.
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Contrabandistas seguem levando embora o ouro do Brasil
Todos sabem que o ouro do Brasil está indo clandestinamente para a Venezuela, onde um turco e um chinês o revendem pelo mundo. A Polícia Rodoviária Federal pegou uma caminhonete levando 37 quilos de ouro em um posto de Água Boa, perto de Boa Vista, na BR-174; fez uma inspeção de rotina e achou escondidas 48 barras de ouro. Em agosto, foram apreendidos 103 quilos de ouro. Agora, em outubro, já haviam pego 20 barras de ouro, no valor de R$ 11 milhões. Esta nova apreensão soma R$ 28 milhões. Vai tudo para Roraima, porque de lá cruza a fronteira para a Venezuela. Se isso é o que pegam, imaginem o que passa.
DEU NO X


