O cara atropelou e arrastou a ex-namorada por quilômetros, ela amputou as 2 pernas e está na UTI. Mas ao ser preso, ELE é tratado como uma vítima. Parabéns, apresento a vocês a audiência
de custódia! Esse é o Brasil da Esquerda… pic.twitter.com/pGgIIUbX1S
Ouvi estas palavras, ó gentes de Santa Cruz, e testemunhai a última podridão que sobe das entranhas de Brasília. De fato, levantou-se entre os Príncipes Togados um velho homem, cujo nome é Gilmar, e este tomou para si a pá e a terra, tornando-se o Coveiro do Brasil.
Com as suas mãos, ele não lavrou um campo, mas cavou a sepultura das vossas esperanças. Ai dos que destroem o único caminho de volta! Pois o Príncipe Gilmar, sentado em seu trono de poder vitalício, levantou o seu decreto em forma de liminar e, pela voz do Solidariedade, o seu fiel aliado, decretou a Morte da Lei do Impeachment.
Eis o trabalho do Coveiro:
Primeiro, ele enterrou a voz do povo. O direito de todo cidadão denunciar perante o Senado, o Monte da Acusação, foi suspenso e lançado à cova. A chave do Grande Processo foi entregue a um só homem, o Procurador-Geral, estabelecendo uma autoproteção que clama aos céus. A justiça externa foi sufocada, e eis que uma Casta de Ungidos será protegida para todo o sempre.
Segundo, ele enterrou a chance do julgamento. O quórum para que uma denúncia avance não é mais a simples contagem da maioria. O Coveiro ordenou que se exija agora a montanha intransponível de dois terços dos Senadores para que o processo respire. A partir de seu decreto, a chance de um juiz ser levado ao banco dos réus está sepultada sob a pesada rocha do consenso.
Terceiro, ele enterrou a responsabilidade. O mérito da decisão judicial, mesmo que carregado de iniquidade e arrogância, foi declarado sagrado e intocável. O Coveiro garantiu que a “conduta incompatível com a honra e o decoro” jamais poderá ser interpretada à luz da Lei, selando a imunidade pela toga.
E, quando a primeira porta da responsabilidade é fechada e a primeira pedra é lançada sobre o túmulo da Lei, as trevas se espalham.
Vede, então, ó povo de Santa Cruz, a Segunda Iniquidade, a abominação que é a prova do trabalho bem-sucedido do Coveiro. O Príncipe Toffoli levantou-se no caso do Banco Master. Vorcaro, o banqueiro que corrompeu e quebrou, que devastou os fundos do Órfão e da Viúva, viu sua causa transferida para o Tribunal, sob o pretexto de um nome de deputado.
E o que fez Toffoli? Ele usou a impunidade gestada por seu colega para esconder a verdade. Decretou o Sigilo Máximo, tornando a ação uma Caixa-Preta impenetrável. Os laços entre o banqueiro e os juízes — os patrocínios, os escritórios das esposas e filhos — foram cobertos pela escuridão do Judiciário. A Virtude foi amordaçada, e o Vício ocupou seu lugar, como sói acontecer nesta capital amaldiçoada.
Assim, Gilmar, com seu decreto, erigiu o muro da impunidade, e Toffoli, ao esconder o caso Master, demonstrou que o muro funciona.
O Salmista bradou: “Todas as tuas vagas e as tuas torrentes passaram sobre mim!” E, de fato, a vaga da injustiça e a torrente da autoproteção varreram o nosso chão.
O ofício de Coveiro se cumpriu: o castigo dos poderosos está morto e enterrado sob o peso da caneta suprema. E o Brasil jaz em cova esplêndida, sem o direito de reclamar.
Cidadãos de Santa Cruz, eis que vos dizem os Príncipes Togados: “Pagai vossos impostos e calai a boca.”
Gilmar Mendes legislou, como é recorrente no Supremo Tribunal Federal, para anular prerrogativa prevista em lei havia 75 anos, proibindo cidadão de pedir impeachment de ministros da Corte, inclusive o dele próprio.
A decisão monocrática cria uma situação bizarra: impedido de representar contra ministros nomeados, o cidadão pode fazê-lo contra presidente da República, eleito.
A blindagem indignou até o presidente do Senado, engavetador de dezenas de pedidos, sempre dócil em relação ao STF.
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A nota aí de cima fala em “situação bizarra”.
Que nada!
Tá tudo dentro dos conformes.
Na republiqueta banânica dos dias atuais, isso é normal, normal, normal.
Dias Toffoli: anulações em série na Lava Jato e sigilo sobre caso do Banco Master
Li, em um jornal, uma mensagem de leitor afirmando, sobre o caso Master, que “ou se pune com rigor ou se normaliza a corrupção”. Fiquei admirado com a desinformação, ou a ingenuidade, do leitor. Ele não sabe que já se normalizou a corrupção neste país? No Brasil as pessoas fizeram delação – Antônio Palocci fez, Marcelo Odebrecht fez, Alberto Youssef fez, todas delações importantíssimas –, e o que acontece?
Na quarta-feira o ministro Dias Toffoli, que já anulou multas da JBS, mandou fazer busca e apreensão na 13.ª Vara Federal de Curitiba para apurar supostos abusos do ex-juiz e hoje senador Sergio Moro contra os doleiros. É o que está acontecendo: as pessoas confessaram, devolveram o que roubaram da Petrobras, e daí? Pessoas foram condenadas por três instâncias, uns dez juízes no total, e depois o processo é anulado por razões burocráticas. Nunca se anula um processo quando ele já está no fim. “Está na vara errada”, dizem, mas se está no fim nem se mexe mais, porque foi seguido todo o processo e foi tudo confirmado na segunda e até na terceira instância. Que nada, anula-se tudo.
No caso Master, o ministro Dias Toffoli impôs sigilo absoluto. Em geral, o sigilo existe para ações de Direito de Família, questões de divórcio, briga entre casal, o sigilo serve para não constranger a família. Tem isso no caso Master? E o leitor está achando que ainda não se normalizou a corrupção por aqui…
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Presidente da Alerj preso avisou colega na véspera de operação policial contra ele
Agora mesmo, lá no Rio de Janeiro, foi preso o presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar. Em setembro, quando avisaram-no de que o deputado TH Joias seria preso no dia seguinte, Bacellar ligou para o colega para preveni-lo; então, o deputado chamou um caminhão de mudanças para levar as provas. TH Joias está indiciado por intermediar a venda de armas para o Comando Vermelho. Não é pouca coisa.
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Gilmar Mendes mudou a lei para dificultar impeachment de ministros do STF
O ministro do STF Gilmar Mendes deu uma liminar para a Associação de Magistrados Brasileiros mudando as regras para impeachment de ministros do Supremo. Foi uma coisa encomendada, porque a maior parte dos magistrados não tem nada a ver com isso. O preceito constitucional diz que é o Senado Federal que processa e julga ministros do Supremo, e o objetivo foi atacar a origem para impedir que isso aconteça. Qual é a origem? A Lei 1.079/50, que diz que qualquer cidadão pode tomar a iniciativa de denunciar ministro do STF para o Senado; a denúncia pode ser aceita por maioria simples de senadores, e a condenação ocorre com maioria de dois terços, como diz a Constituição.
Gilmar aceitou o pedido da AMB e mudou tudo. Agora, só o procurador-geral da República pode oferecer denúncia; a aceitação não exige mais maioria simples, tem de ser dois terços; não se pode tirar um terço do salário se a denúncia foi aceita. Coisas assim, mudando a lei. Mas juiz não pode fazer isso. O juiz pode dizer “isso é inconstitucional”, mas não pode colocar outra redação no lugar. Quem faz outra redação, diante da inconstitucionalidade da anterior, é o Poder Legislativo, como diz o nome.
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Santa Catarina continua dando exemplo para o Brasil
Falei no meu canal que 25 anos atrás Gustavo Kuerten, o catarinense Guga, se tornou número 1 do mundo no tênis. E lembrei que Santa Catarina é um estado que está dando exemplos. Em Chapecó, em Florianópolis, o morador de rua, o viciado, é acolhido para fazer tratamento e depois recebe oferta de emprego. Se não quiser nem um nem outro, volta para a sua cidade, onde poderá ser acolhido pelos vizinhos, pelos amigos, pela família, de onde ele se desviou. Uma iniciativa exemplar das prefeituras e que está dando certo.