FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

AVALIANDO ONTENS E HOJES PERNICIOSOS

Lamentavelmente, o nosso sistema educacional ainda não avaliou o espantoso crescimento do analfabetismo funcional nos quatro cantos do país, favorecendo a multiplicação de manadas eleitorais apenas ruminantes que só beneficiam uma elite quase nada pensante, nada solidária, hedonista em sua grande maioria, que não sabe binoculizar um ambiente futuro social-democrático capaz de lhe proporcionar maiores lucratividades, também promovendo uma distribuição de renda mais equilibrada e justa.

Infelizmente, a grande maioria das classes mais bem situadas na pirâmide financeira está apenas atentando para ganhos mais lucrativos, práticas individualistas contempladoras dos próprios umbigos, manifestando sempre um comportamento religioso hipócrita, quilômetros distanciados das camadas menos favorecidas.

Para uma juventude pré-universitária, de camadas sociais as mais diversas, recomendo duas leituras estruturadoras que muito auxiliarão no fortalecimento de um agir crítico-construtivo em prol de um Brasil mais humanamente desenvolvido, sem negativismos nem sectarismos, com um sistema partidário pensante, advindo de eleições democráticas praticadas por um eleitorado nunca servil nem alienado, consciente de ser um grupo dotado de imensas percepções sociais e morais.

A primeira recomendação é um significativo trabalho de um docente de Ciências Humanas, especialista em análises contemporâneas da vida social: PENSO, LOGO INSISTO: RESPOSTAS PARA PERGUNTAS QUE EU NEM SABIA QUE TINHA, Márcio Krauss, São Paulo, Editora Planeta do Brasil, 2023, 272 p. Segundo Alexandre Coimbra Amaral, analista cultural, “o que é mais notório neste livro de Márcio Krause é que ele transforma cada ideia fundamental dos autores e autoras em perguntas úteis para a vida de quem o lê.” Umas das perguntas contidas no livro: “Em algum momento da vida a gente se sente realizado? Ou o lance é ir conquistando e perdendo coisas, vendo pessoas chegando e partindo?”

A segunda recomendação se baseia rm uma análise feita por um talento nordestino, potiguar de nascimento, ex-presidente do IPEA: A ELITE DO ATRASO: DA ESCRAVIDÃO À ASCENSÃO DA EXTREMA DIREITA, Jessé Souza, Rio de Janeiro, Editora Civilização Brasileira, 2025, 251 p. Páginas que analisam realisticamente a escravidão brasileira e como estão constituídas as classes sociais no Brasil contemporâneo, com seus conflitos e a persistência antipopular das nossas elites financeiras, convivendo com uma classe média sem muita visão construtiva, sem reestruturação evolucionária do seu nível comportamental. Uma análise de excelente nível interpretativo, favorecendo uma mais ampla compreensão dos atuais moralismos patrimonialistas, a violência que vitima os quatro cantos do país, a classe média, com suas fobias e obsessões, além das suas atuais práticas corruptoras, hoje invadindo até os mais diferenciados setores públicos, aqui incluindo o que se classificou de Lava-Jato. Páginas bem documentadas, fruto de quarenta anos de leituras e pesquisas, que procuram reinterpretar o Brasil, potencializando um planejamento social-democrático dos amanhãs nacionais que se desejam humanos, soberanos, evolucionários e amplamente comunitários.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A UM LIVRO – Florbela Espanca

No silêncio de cinzas do meu Ser
Agita-se uma sombra de cipreste,
Sombra roubada ao livro que ando a ler,
A esse livro de mágoas que me deste.

Estranho livro aquele que escreveste,
Artista da saudade e do sofrer!
Estranho livro aquele em que puseste
Tudo o que eu sinto, sem poder dizer!

Leio-o, e folheio, assim, toda a minh’alma!
O livro que me deste é meu, e salma
As orações que choro e rio e canto! …

Poeta igual a mim, ai que me dera
Dizer o que tu dizes! … Quem soubera
Velar a minha Dor desse teu manto! …

Florbela Espanca, Vila Viçosa, Portugal (1894-1930)

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

A ÚLTIMA

Em seu melhor estilo ‘sem noção’, Lula fez declaração condescendente com traficantes de drogas, considerando-os “vítimas dos usuários”, durante coletiva na Indonésia, país que mantém uma das legislações antidrogas mais severas do mundo.

A lei local prevê pena de morte por fuzilamento para tráfico, produção, importação ou exportação de drogas.

Com base nessa legislação, dois brasileiros já foram condenados e executados, e um terceiro enfrenta atualmente o risco de pena capital.

Naquele país, desrespeitado pelas declarações do presidente brasileiro, “tolerância zero” contra drogas é aplicável a indonésios e estrangeiros.

* * *

O prisidenteiro defendendo traficantes num país onde eles são fuzilados…

Isso é cagado e cuspido a cara da republiqueta banânica dos dias de hoje.

A expressão “sem noção”, se referindo às declarações do Descondenado, são uma definição perfeita do palavreado que ele excreta ininterruptamente.

Cada vez que abre a boca, enche o mundo de tolôtes.

É um fedor arretado!

DEU NO X

DEU NO JORNAL

GASTANÇA MILIONÁRIA

Em apenas nove meses, a conta dos cartões de pagamento do governo Lula (PT), os “cartões corporativos”, já passou de R$ 77,2 milhões.

Dados do Portal da Transparência apontam que apenas os onze cartões da Presidência da República torraram mais de R$ 4,8 milhões este ano.

Já os 924 cartões corporativos registrados no Ministério do Planejamento, por exemplo, gastaram cerca de R$ 7 milhões no mesmo período.

Uma conta de R$ 24,5 mil foi paga mês passado com um dos cartões do Gabinete de Segurança Institucional de Lula. Sem detalhes.

Os detalhes de todas as despesas dos cartões da Presidência de Lula são protegidos por sigilo. Detalhes só para outros órgãos.

Funcionário de agência do IBGE em Tefé (AM), Tassio Souza realizou 272 saques de até R$ 1.000 entre janeiro e setembro. Total: R$ 263.860.

* * *

E quem paga a conta?

Hein?

Pois é.

Você acertou, prezado leitor.

E se prepare pra pagarmos mais até o final do ano.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

OS NETOS DE PEDRO ERNESTO

Em 17 de junho de 1962 o Brasil tornou-se Bicampeão Mundial de Futebol derrotando a Tchecoslováquia por 3 x 1 no Chile. Nesse mesmo dia, nasceu o primeiro filho homem de Pedro Ernesto. O comerciante tomou um porre homérico e deu-lhe o nome de Amarildo, homenageando o grande jogador da Copa 1962. Afinal nasceu um homem, depois de duas meninas. Amarildo foi crescendo e deu preocupação ao pai, era um menino diferente. Não gostava de futebol, nem das brincadeiras de meninos na Praça do Centenário, onde moravam numa bela casa. Pedro Ernesto proprietário de dois supermercados, trabalhador, dava conforto e educação para a família. Mas, tinha um desgosto, Amarildo não gostar de futebol e de outras brincadeiras masculinas.

Na verdade Pedro Ernesto tinha um pavor que o filho fosse “viado”, ficava triste com essa possibilidade. Adolescente, Amarildo andava de bicicleta pelas ruas do Farol com os amigos, contudo, era um rapaz bem comportado, falava pouco, não se gabava de namoradas e mulheres. Até que um dia Pedro Ernesto chegou em casa depois do trabalho e encontrou Laurinha, sua esposa, chorando. Quando ela contou que havia flagrado Luzia, a empregada, transando no quartinho dos fundos com seu jovem filho, Amarildo, Pedro Ernesto deu um pulo de alegria, disse para mulher que deixasse de besteira e foi comemorar com amigos no botequim da esquina, ganhou alma nova. O fantasma da “viadagem” do filho que o atormentava há anos, desapareceu

Amarildo cresceu, sem fazer alarde era um “come quieto”. Não tinha namoradinha, gostava era de perambular, conquistando as jovens empregadinhas que vinham do interior atrás de melhorar de vida.

Ainda era estudante na Faculdade de Economia quando foi ajudar seu pai na administração dos Supermercados. Tornou-se um excelente comerciante. Pedro Ernesto tinha maior orgulho do filho. Certo dia, Amarildo encontrou-se com Fátima, uma colega da Faculdade, saiu com a amiga algumas vezes, até que veio a notícia, ela estava grávida. Fátima era divorciada com um filho, não quis casar. Nasceu o Amarildinho, Pedro Ernesto ficou orgulhoso com o primeiro neto. Amarildo fazia visitas esporádicas ao filho, aproveitava dormia com a amiga, sempre discreto, aquilo só interessava a ele.

Até que conheceu Elizabeth, bela jovem, estagiária no escritório do advogado da empresa. Com um ano de namoro e muita paixão, ela engravidou. Elizabeth outra mãe solteira, mas com toda assistência financeira e sexual do pai. Maior orgulho de Pedro Ernesto era falar de seus dois netos. Ele gostava também de se gabar que havia ganho dinheiro à custa de seu trabalho honesto, nunca havia feito negociatas com políticos e cofres públicos. Amarildo solteirão, continuou com dois vícios: correr pela manhã e, vez em quando, sair com uma jovem, era um irresistível mulherengo, sem alarde, discreto.

Quando o Pedro Ernesto completou 80 anos, Dona Laurinha preparou uma festa com a família e amigos mais íntimos. Dona Laurinha quis fazer uma surpresa e conseguiu levar todos os netos para o aniversário. A família homenageou Pedro Ernesto. Estavam reunidos quatro filhos de Amarildo. Pedro Ernesto com maior orgulho dos netos. Fátima apareceu acompanhada do filho, Amarildinho, e uma jovem em vestido simplório. Quando Pedro Ernesto fez um discurso à família, falou do orgulho que tinha dos quatro netos.

Foi quando Fátima interrompeu.

– Quatro não, são cinco, tem um menino no bucho dessa jovem, minha empregada, ela afirma que o filho é de Amarildo. Peço fazer DNA quando a criança nascer para confirmar a paternidade. Esclareço que essa jovem é empregada doméstica, dorme em minha casa.

Pedro Ernesto ficou alegre. Meio bêbado repetia, feliz, para todos convidados: São cinco netos. Cinco netos. Posso morrer tranquilo. Viva Amarildo!!!!!!!