PABLO LOPES - PEIXE NA ÁGUA

CARTA ABERTA AO MINISTRO

Às vezes a história se passa diante de nossos olhos e somente nos damos conta após a passagem do tempo. Quem já viveu o suficiente neste país pôde testemunhar golpes, reviravoltas políticas e todo tipo de escândalo; alguns de proporções bíblicas. Não faltaram momentos históricos. Acho que estamos vivendo um desses momentos.

Com a idade vem a experiência e, com ela, a desesperança, pois o Brasil é o locus ideal das oportunidades perdidas. Oportunidades de melhorar, de criar mecanismos de prevenção e de mostrar que a lei vale para todos. Será que vamos perder mais uma oportunidade?

Sim, é do banco Master que estou falando; escândalo que, combinado ao assalto às aposentadorias, constitui o maior caso de corrupção, ladroagem, cooptação e desfaçatez que já assistimos por aqui. Não tenho memória, nesses meus 60 anos, de algo mais purulento, no qual agentes financeiros, políticos e de todas as esferas da república se fundem num abraço insano.

Pois neste emaranhado de barbaridades, surgiu uma esperança – pequena, é verdade- mas esperança mesmo assim. A escolha, por sorteio, do ministro André Mendonça para a relatoria das investigações pode ser um daqueles fatos que acabam entrando para a história. Tenho certeza de que o ministro sabe disso, resta saber se ele assumirá o papel que a sorte lhe reservou.

Assim, decidi enviar uma carta aberta ao STF, por meio do e-mail da ouvidoria. Não tenho muita esperança de que isso chegue ao conhecimento do ministro, mas talvez sirva de registro para aquilo que acredito não ser o único a desejar.

Segue a carta:

“Excelentíssimo Ministro André Luiz Almeida Mendonça, eminente relator do INQ 5026

Foi sorte, excelência, ter vosso nome sorteado na loteria da distribuição para assumir a relatoria da momentosa investigação do escândalo do banco Master. Quando digo sorte, deixo transparecer um fio de esperança de que vossa atuação finalmente lance luz sobre as catacumbas onde agentes públicos e financeiros travavam as relações mais indecorosas de que temos notícias; isso em um país pródigo em relações indecorosas.

Talvez V.Exa. não encare tal escolha como sorte, ante as pressões imensas e decisões difíceis que lhe aguardam. Mas acredite, ministro, o destino lhe reservou um lugar na história e depende apenas do senhor como o ocupará.

Sim, agir contra interesses poderosos das mais altas esferas dos poderes da república, inclusive de vossa corte, pode ser assustador, mas entrar para a história do lado correto exige coragem e é justamente neste ponto que reside minha esperança. Esperança de que o senhor tenha a coragem necessária para estar à altura da tarefa à frente.

Julgar e decidir é estar sozinho, mas acredite ministro, o povo brasileiro, detentor máximo dos poderes de que o senhor está investido, estará a seu lado. Peço que não nos decepcione, como reiteradamente têm feito seus pares, sobretudo vosso antecessor nesta eminente relatoria.

Apenas lhe peço, e acredito não estar sozinho neste pedido, que ponha às claras tudo o quanto for descoberto neste profundo mar de lama. Não tema os nomes que surgirem na investigação, independentemente do espectro político a que pertençam ou do nível hierárquico que possuam. Coragem, ministro, isso é o que esperamos. E não se esqueça, a história que passa diante dos nossos olhos será conduzida por vossas mãos. Conduza-a bem.”

Respeitosamente,

Pablo Lopes – OAB/SP 417.632

DEU NO X

DEU NO JORNAL

IDEOLOGIA DE GÊNERO SE TORNOU O TABU INQUESTIONÁVEL DE NOSSA ÉPOCA

Editorial Gazeta do Povo

O dano causado à liberdade de expressão pela decisão do STF que equiparou a homofobia ao racismo foi tanto que não apenas se criou um tabu quanto à crítica a comportamentos – algo sem precedentes em qualquer democracia –, mas também o debate acadêmico sobre questões de gênero está severamente prejudicado. Um processo contra uma estudante de Veterinária, por causa de um vídeo publicado há pouco mais de cinco anos, está entrando em sua fase final na primeira instância.

Em novembro de 2020, Isadora de Aquino publicou um vídeo com declarações da professora Bronwyn Winter, da Universidade de Sydney (Austrália), e especialista em questões envolvendo gênero e sexualidade. No vídeo, a professora afirma que “uma pessoa que se identifica como transgênera mantém seu DNA de nascimento. Nenhuma cirurgia, hormônio sintético ou troca de roupa vai mudar esse fato. Reconhecer isso não é essencialismo. O que é essencialista é a presunção de que o sexo de alguma forma tem alguma conexão direta com o gênero”. A estudante, então, acrescentou algumas observações pessoais, com uma crítica à forma como alguns militantes transgênero se referem às feministas – grupo no qual Isadora de Aquino se inclui.

Uma observação de caráter científico-filosófico, portanto, foi o estopim para que Erika Hilton (Psol-SP) se ofendesse e procurasse o Ministério Público Federal, que por sua vez considerou que o vídeo configurava crime previsto na Lei Antirracismo (7.716/1989) e levou o caso à Justiça. O caso ganhou repercussão internacional, sendo citado no norte-americano The Wall Street Journal. Embora a estudante já tenha advogados constituídos, a Alliance Defending Freedom (ADF) ofereceu cooperação jurídica – a entidade já atuou em vários casos importantes, como o do confeiteiro Jack Phillips, processado após se recusar a fazer um bolo personalizado para a celebração de uma união homoafetiva – a Suprema Corte dos Estados Unidos lhe deu razão em 2018.

O que a ação contra Isadora de Aquino (e qualquer outro processo semelhante) pretende é blindar totalmente o debate público – incluindo o debate acadêmico – em benefício de uma única concepção, aquela defendida pela chamada “ideologia de gênero”. Quando não se pode mais nem sequer afirmar uma obviedade – por exemplo, que uma pessoa transgênero mantém no DNA os cromossomos sexuais com que nasceu, diferentes daqueles do gênero com que se identifica –, está criado um tabu que veda o embate de posições legítimas em uma discussão das mais fundamentais, a respeito da própria natureza da pessoa humana. As teorias de gênero não estão acima de qualquer contestação; devem passar pelo mesmo escrutínio ao qual são submetidas todas as outras ideias. Desde que não se incite nenhum tipo de violência ou preconceito contra pessoas transgênero (e Isadora de Aquino não propôs nada semelhante), ideias como a da professora Winter podem e devem ter livre circulação.

Ao menos há um precedente que pode resolver o caso da estudante em favor da liberdade de expressão. Outra feminista, Isabella Cêpa, havia publicado o mesmo vídeo de Bronwyn Winter, além de ter afirmado que “a mulher mais votada é homem” – referência às eleições municipais de 2020 em São Paulo, quando Hilton conseguiu uma cadeira na Câmara de Vereadores. Naquela ocasião, entretanto, o MP não viu transfobia e o juiz de primeira instância arquivou a ação. Hilton, então, foi ao Supremo contestar a decisão da Justiça, mas o ministro relator, Gilmar Mendes, negou o pedido. Em uma violação bizarra do princípio do non bis in idem, entretanto, o MP da Paraíba pediu, e o Tribunal Regional Federal da 5.ª Região aceitou, a abertura de novo processo contra Isabella Cêpa pelas mesmíssimas publicações – a feminista está em um país europeu não divulgado, e desde meados de 2025 é oficialmente reconhecida como refugiada política.

A verdade é que, independente do que tenha decidido Gilmar Mendes no caso de Isabella Cêpa, não há absolutamente nada hoje que possa impedir promotores e juízes militantes – aos quais falta a capacidade ou a vontade de diferenciar corretamente uma incitação ao preconceito de um debate lícito – de causar enormes transtornos a qualquer pessoa que ouse questionar as “ideias permitidas” sobre temas de orientação ou identidade sexual ou de gênero. Ainda que no fim acabem inocentadas, essas pessoas serão submetidas a todo tipo de pressão, perdendo tempo e dinheiro para se defender de acusações infundadas de homofobia ou transfobia, quando na verdade estão apenas interessadas em travar discussões que nenhuma democracia digna do nome haveria de coibir.

PENINHA - DICA MUSICAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARTA MARISA PESSOA – UBERLÂNDIA-MG

SUS em colapso 🚨

Falta até frasco de urina!

Enquanto para dona JANJA a diária em hotel na Coreia do Sulmé de R$ 7.400,00.

E milhões para escola de samba, estouro de bilhões no cartão corporativo, 100 anos de sigilo absoluto.

Esse governo é desastre total!

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

PARÓQUIAS MINADAS

Comentário sobre a postagem FALA, SENHOR PADRE!

Tota de Dona Biga:

As paróquias nordestinas, bem como outras do ABC paulista estão minadas pela Teologia da Libertação.

Quem é Católico irá compreender.

Pregam uma fé horizontal, vazia de transcendentalidade e eivada do mais puro marxismo.

O sacerdote do quilate deste que proferiu estas sábias palavras é alguém “fora da curva” e com certeza sofrerá alguma retaliação por parte de outros que não dão a mínima para a salvação das almas.

Raras exceções, hoje o sacerdote deixou de ser “cura de almas” para ser militante político de esquerda.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

DEU NO JORNAL

GASTANÇA ESBANJANJEIRA

Os gastos do governo Lula (PT) apenas com cartões de pagamento, os famosos cartões corporativos atingiram o maior nível da História, em 2025: R$ 94,3 milhões.

Quase tudo protegido por sigilo.

* * *

Vamos repetir o que diz essa nota aí de cima:

Em 2025 o bando lulo-petralha atingiu o maior nível de gastos da História desta republiqueta banânica!!!

Segundo apurou o Departamento de Fuxicos do JBF, 90% foi gasto com a compra de cachaça e papel higiênico.

É merda que só a porra!!!