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Embora leigo na área jurídica, tenho para mim que se o julgamento do presidente Bolsonaro não cruzou a tênue barreira que separa justiça de justiciamento, andou bem perto dessa aberração se considerarmos a absurda intensidade – com contornos de sadismo e desespero – exercida por um consórcio que aninhava sob suas asas indecorosas representantes de quase todos os segmentos sociais, indo desde autoridades jurídicas até entidades religiosas, passando por jornalistas, órgãos de imprensa, artistas, influenciadores mercenários, megas capitalistas, entre outros “notáveis”, na busca implacável da destruição física, política e moral de um ex-presidente da República.
A hipocrisia congênita se mostrou íntima dos esquerdistas do final dos tempos quando, próximos do orgasmo ideológico e sem deixar transparecer o menor sinal de constrangimento, em nome do amor celebraram o ódio e comemoram a condenação do “Boso” com o mesmo entusiasmo e empolgação que os presidiários festejaram a eleição de lula da silva como presidente do Brasil, naquele histórico 30 de outubro de 2022.
Se procurarmos analisar esse episódio sombrio da história política e jurídica brasileira com o espírito apaziguado e afastado da preferência política e/ou ideológica, não estaremos nos distanciando da verdade se chegarmos à conclusão de que nenhum dos julgadores que participaram do processo estava apto para decidir o futuro do acusado.
Era óbvia, pública e assumida a antipatia pessoal que os magistrados dedicavam ao réu sem deixar transparecer, em tempo algum, o menor sintoma de conflito de consciência; nem o mínimo do mínimo, sequer. Tinha entre eles quem só o odiava, outros que eram somente corporativistas. Tinha até quem, sem o menor vestígio de desconforto ético, o mantinha na categoria de inimigo.
Para surpresa de ninguém, o veredito foi a condenação unânime do ex-presidente.
O Brasil está quebrado e os destroços de sua democracia estilhaçada cuidadosamente despejados nas águas pútridas do pântano da indecência.
Triste Brasil. Tão rico, tão pobre!
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