DEU NO X

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Sargento Max Wolff

Max Wolff Filho nasceu em 29/7/1/1911, em Rio Negro, PR. Militar integrante da FEB-Força Expedicionária Brasileira durante a II Guerra Mundial, que o reconheceu como o maior herói pelo seu desempenho em campo de batalha na região de Montese, Itália.

Filho de Etelvina e Max Wolff, teve os primeiros estudos em Rio Negro, conviveu com as tensões da Guerra do Contestado, a I Guerra Mundial e trabalhou desde criança em diversas atividades. Serviu ao Exército no 15º batalhão de Curitiba e combateu na Revolução de 1932, no Vale do Paraíba. Foi professor de educação física e defesa pessoal. Integrou a Polícia Militar do Rio de Janeiro, onde chegou 3º sargento e atuou como Comandante da Polícia de Vigilância.

Aos 33 anos, apresentou-se voluntariamente para lutar na II Guerra Mundial, quando ingressou na 1ª Cia. do 11º Regimento de Infantaria, em São João Del Rey, MG. Na FEB, ocupou o posto de 3º Sargento e, devido a sua coragem e modo de procedimento, passou a ser admirado pelos colegas, bem como por seus superiores no V Exército de Campanha. Participou de todas as ações de seu Batalhão no ataque ao Monte Castelo, levando munição à frente de batalha e retornando com feridos e mortos.

Numa destas batalhas, foi designado para resgatar o corpo do Capitão João Teixeira Bueno, auxiliar do General Zenóbio da Costa. Era uma missão difícil, mas o Sargento não titubeou: “Coronel, por favor, diga ao general que, desde o escurecer, este padioleiro e eu estamos indo e voltando às posições inimigas para trazer os nossos companheiros feridos. Faremos isto até que a luz do dia nos impeça de fazer. Se numa dessas viagens, encontrarmos o corpo do Capitão Bueno, nós o traremos também”. Não encontrou o corpo do capitão Bueno que, apenas ferido, havia sido resgatado por outro soldado, mas ainda lhe foi possível salvar muitas outras vidas.

Em 12/4/1945 seu pelotão de choque avançou nos planos concebidos para a conquista de Montese. Em dado momento, achando que os inimigos recuaram, avançou em direção ao topo da elevação. Enquanto isso, os inimigos deixaram que o pelotão se aproximasse até quando não podiam mais errar, Uma rajada de balas atingiu o sargento no peito. Ao cair recebeu mais tiros junto com seu pelotão, dando fim ao embate, restando alguns poucos soldados salvos do confronto.

Mais tarde, Montese foi conquistada e seu nome ficou gravado na mente dos companheiros como herói. Foi agraciado pelo Exército com 4 medalhas: de Campanha; Sangue do Brasil; Bronze Star (americana) e Cruz de Combate de 1ª Classe. Seus restos mortais jazem no Monumento aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no Rio de Janeiro e recebeu o epiteto de “Rei dos Patrulheiros”. A Escola de Sargento das Armas (ESA), em Três Corações, MG, leva seu nome e o tem patrono, ergueu um monumento ao seu pelotão, com os soldados em tamanho natural dispostos no jardim da Escola.

Em 2010, foi criada a medalha Sargento Max Wolff Filho, pelo Decreto nº 7118. A medalha é uma condecoração do Exército Brasileiro conferida a subtenentes e sargentos em reconhecimento à dedicação e interesse pelo aprimoramento profissional que tenham se destacado no seu desempenho profissional, evidenciando características e atitudes inerentes ao Sargento Max Wolff Filho. Em São Paulo, uma Escola Municipal de Educação Infantil (EMEI), no Jardim Belém, recebeu seu nome; em Curitiba o 20º Batalhão de Infantaria Blindado passou a ser denominado “Batalhão Sargento Max Wolff Filho”

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS DE FINAL DE ANO

1. Você sabia que Isaac Asimov (1920-1992) estimou em 530.000 o número de planetas na nossa galáxia com civilização tecnológica? E sabia também, segundo cientistas da Escola de Astronomia da Austrália, que há mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praias da Terra? Com tais números, em 2026 sonhe sempre com os pés bem plantados no chão, boca limpa e bunda bem lavada.

2. Diante de algumas jumentalidades posturais de parte da esquerda brasileira, buscando confrontar-se sempre com as merdalidades grosseiras praticadas pelo atual Congresso, para as eleições de 2026, uma consistente reconstrução de ideários, táticas e estratégias de campanha, propiciando um mais acentuado apoio das comunidades do país, defenestrados os ideários sectários dos extremos.

3. Os pensamentos vigorosos de um gigante da Física, Stephen Hawking, deveriam ser lidos e debatidos por todos aqueles de cucas afiadas que se estão preparando para amanhãs brasileiros de estudos astronômicos. Uma leitura mais que ótima: Breves respostas para grandes questões, Stephen Hawking, Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018, 256 p. Vale a pena uma leitura reflexiva, amplamente rabiscativa.

4. Parabenizo a Prefeitura da Cidade do Recife pela organização das festividades de final de 2025. Sem atropelos, está cumprindo todas as etapas agendadas previamente.

5. Os programas esportivos de TV devem escolher: ou serem informativos e sensatamente bem estruturados, ou serem humorísticos, repletos de anedotas e piadinhas de nula criatividade.

6. Em Brasília, tem um malandrão na Saúde, que pôs em seu Curriculum Vitae ser especialista em neuromarketing. Muita improvisação curricular! Tem até alguém que já declarou a ele que o pior vírus era o vírus-de-bruço, para o qual não há vacina, só seringa de ponta grossa. Tal especialista deve ter sido contaminado pela egolatria desde rapazote.

7. Finalmente, desejo a todos os leitores do JBF, um noticiário sempre arretado de muito ótimo, um 2026 eleitoral sem feminicídios, sem desmatamentos, sem agressões climáticas, com um Congresso Nacional consciente de seus deveres para com os amanhãs brasileiros, eleito por um eleitorado não manada, nunca alienado, tampouco hedonista, que respeita seus títulos eleitorais como se fossem pilastras férreas de suas próprias honras.

Feliz 2026 para gregos e troianos de todas as regiões, religiões, gêneros e etnias, todos brasileiros de quatro costados!!

PENINHA - DICA MUSICAL

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO