DEU NO X

XICO COM X, BIZERRA COM I

ANO NOVO

Neste ano que está acabando e nos outros que estão por vir, junto todas as utopias e almejo:

– que o horizonte corra para trás tantos passos quantos eu der para a frente, de forma que eu nunca pare de caminhar;

– que todos os Generais aprendam a ficar quietos e se tornem apenas soldados, sem aspirações outras que não a de servir à Pátria;

– que haja boas injeções em dose suficiente para vacinar todos os homens maus, tornando-os do bem;

– que a Pasárgada de Bandeira e o Altemburgo de Guilherme sejam cidades vizinhas uma da outra e bem próximas a mim e se pareçam com o Brasil que sonho;

– que eu tenha a elegância e a sabedoria necessárias para poder discordar do meu vizinho sem prejuízo do respeito e amizade que deve permear a relação entre os homens;

– que tenhamos todos um 2026 bom, solidário e fraterno, dias felizes com sobra de abraços para todos.

– aos meus amigos desejo um ano vovo repleto de Paz e Harmonia. Aos que de mim não gostam, continuem sem gostar. Ainda assim, a eles também desejo um venturoso ano.

Xico Bizerra, com o beneplácito de Dulce Maria, Mariana, Clécio, João Paulo, Renata, Bernardo, Vinícius e Leonardo.

DEU NO JORNAL

ECONOMIA BRASILEIRA

Editorial Gazeta do Povo

A economia brasileira é pequena comparada ao tamanho de sua população, e, pelas condições estruturais da economia nacional e das precariedades na educação, ciência, tecnologia e inovações, fica frustrada a esperança de elevação substancial na renda por habitante nas próximas duas ou três décadas

O principal desafio socioeconômico que se impõe ao governo e à sociedade brasileira é ser capaz de transformar as riquezas naturais do país em bens materiais e serviços suficientes para suprimir a miséria, reduzir a pobreza e gerar renda por habitante capaz de eliminar a condição de país atrasado, subdesenvolvido e contaminado por longa lista de problemas sociais e baixa qualidade média de bem-estar social.

Tendo à disposição uma área territorial extensa, a maior reserva absoluta de água doce do mundo e, também, a maior reserva de água limpa per capita, além da abundância de recursos naturais variados, o Brasil não tem sido capaz de se aproximar do conjunto dos países desenvolvidos, composto pelos 30 países de maior renda por habitante entre as 193 nações filiadas à Organização das Nações Unidas (ONU).

É comum que imprensa e governo, com certo grau de euforia, anunciem que o Brasil está entre as maiores economias do mundo – a última projeção coloca o país na 11ª colocação. E a informação é, de fato, verdadeira quando se considera apenas o produto total no ano, sem contar o tamanho da população. Mas, quando essa variável entra na conta, a economia brasileira já não parece tão pujante. Dados recentes, ainda carentes de revisão, informam que o PIB do Brasil é de US$ 2,2 trilhões/ano para uma população de 212 milhões de habitantes; isso resulta em um PIB por habitante de US$ 10,4 mil dólares. Nos Estados Unidos, esses mesmos dados indicam um PIB de US$ 29 trilhões para uma população de 340 milhões de habitantes, o que dá US$ 85,3 mil dólares de PIB per capita ao ano.

Quando se divide o PIB pelo total de habitantes, o Brasil fica em torno da 65ª posição, a depender do momento em que a medida é compilada. Veja-se o caso da Dinamarca: o país europeu tem um PIB de US$ 465 bilhões, o que indica uma economia pequena, em 41º lugar entre os maiores PIBs do mundo. Mas, com população próxima de 6 milhões de habitantes, a renda por habitante no país é de US$ 77,6 mil, o que dá à Dinamarca o nono lugar no ranking do desenvolvimento econômico pelo critério da fração da renda nacional para cada habitante do país.

Esses dados são suficientes para confirmar que a economia brasileira pode ser grande em termos absolutos, mas pequena em termos relativos, estando muito distante das economias desenvolvidas. Para agravar essa realidade, surge uma séria limitação: ao examinar a taxa de crescimento do PIB acima da taxa de aumento da população necessária para melhorar o grau de desenvolvimento, descobre-se que o Brasil tem um freio representado pela falta de expressão mundial no avanço da pesquisa científica, no acréscimo de conhecimento e no inventário de desenvolvimento tecnológico e inovações compatíveis com a velocidade dos avanços dos países desenvolvidos nesses mesmos campos.

Entre os freios que emperram o crescimento brasileiro, destaca-se a baixa produtividade dos impostos. Com carga tributária de 34% do PIB, que faz o setor estatal ser gestor de mais de um terço do PIB, a forma como o governo (União, estados e municípios) direciona o gasto público é contaminada pelo inchaço da máquina estatal, baixa eficiência e elevada corrupção, fazendo com que os bens e serviços que resultam dos 34% da renda nacional gerenciada pelo governo sejam poucos e de baixa qualidade. A relação numérica entre os valores monetários do gasto público e os produtos e benefícios que dele resultam dá um índice baixo e atende pelo nome de baixa produtividade do imposto.

A junção de todos esses elementos indica não apenas que a economia brasileira é pequena comparada ao tamanho de sua população, mas também que, pelas condições estruturais da economia nacional e das precariedades na educação, ciência, tecnologia e inovações, fica frustrada a esperança de elevação substancial na renda por habitante nas próximas duas ou três décadas. Ressalve-se a agravante altamente negativa da eterna instabilidade política, a insegurança jurídica, o defeituoso corpo de leis, a instabilidade dos regulamentos, a tortuosa e pesada carga tributária, a incompletude da reforma tributária, a imprevisibilidade das regras do jogo econômico e, atualmente, a crise política e judicial que se arrasta há pelo menos seis anos, sem que seja possível prever quando e como vai terminar.

Além desses problemas mencionados, que por si são suficientes para explicar por que o Brasil tem insuficientes investimentos em infraestrutura como proporção do PIB e taxa de crescimento baixa, uma característica pouco divulgada e que dificulta o desempenho econômico é o predomínio das ações reativas sobre o volume de ações ativas, especialmente no âmbito da economia do sistema estatal. As ações ativas são aquelas que constroem algo novo capaz de aumentar o potencial produtivo do país e elevar a taxa de aumento do PIB, a exemplo da expansão da infraestrutura e soluções novas, como inventar um novo produto, descobrir uma nova tecnologia, melhorar a qualidade do produto nacional, elevar a produtividade/hora do trabalho e elevar a capacidade científica de criar, inventar e inovar.

Por sua vez, as ações reativas são aquelas executadas para reagir diante de eventos que afetam a sociedade decorrentes de males e problemas criados pelas deficiências econômicas, políticas, jurídicas e de gestão dos negócios públicos. A simples observação da deteriorada situação política e do funcionamento das instituições públicas revela a enorme parcela da vida social e do esforço nacional despendida para enfrentar problemas criados artificialmente pelo mau funcionamento da democracia política e do aparato estatal no âmbito da União, estados e municípios, marcados por ineficiência, desperdício e corrupção.

A economia brasileira sempre teve baixa inserção internacional; o comércio exterior do país é muito pequeno e está em torno de 1,1% do total de comércio entre as nações, além de, em períodos recentes, ter havido fuga de capitais estrangeiros que deixam o país por razões de segurança. Tudo isso impede o país de crescer a taxas robustas e mantém a economia brasileira em patamar pequeno, pobre e com enormes carências sociais.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

TRÊS ATOS MACABROS DA “IMPRENSA”

Luís Ernesto Lacombe

A “imprensa” que transformou Alexandre de Moraes na “muralha em defesa da democracia”, num super-herói, de repente resolveu, ela própria, se transformar, mas não se endireitar… Nos últimos sete anos, esses “jornalistas” endossaram todas as ilegalidades, todos os arbítrios e abusos praticados pelo ministro. Fingiram que a democracia podia ser salva por medidas tirânicas. Permitiram criminosamente que ministros do STF, especialmente Moraes, ignorassem, interpretassem de maneira muito própria ou mesmo inventassem leis. Estava tudo bem. Jair Bolsonaro era o “ditador”, o “fascista”, o “nazista”, o “genocida” que precisava ser parado. Contra ele valia tudo.

A perseguição a Bolsonaro, seus aliados e apoiadores foi implacável. E a “imprensa” abandonou as perguntas, o debate, abandonou os fatos, a busca da verdade. Ela e o STF tinham um inimigo em comum e muito entrosamento nas mais estapafúrdias narrativas para tentar destruí-lo. Foram os jornalistas cafajestes que formaram uma estrutura de suporte fundamental para que o Brasil e os brasileiros fossem feitos reféns dos interesses mais repugnantes, mais abjetos. Se o STF rasgou a Constituição, a imprensa aplaudiu. Mais do que isso, achou que devia também destruí-la, picotá-la, em vez de cumprir seu papel, em vez de contar as histórias mais relevantes da melhor maneira, com base no que deve conduzir qualquer pessoa, qualquer profissional: a honestidade.

Tantos e tantos crimes foram aceitos como redentores, nessa instrumentalização de tudo, mas o primeiro ato dos jornalistas canastrões chegou ao fim. Então, eles passaram a defender uma “autocontenção” do Supremo. Nesse segundo ato, os canalhas reconheceram os absurdos que foram praticados pelos ministros contra um grupo político, mas, ainda assim, continuaram aceitando todos eles. Como se fosse possível e perfeitamente compreensível agir criminosamente eventualmente, desde que movido por uma “boa causa”. O pedido foi resumido ao seguinte: “Agora que Bolsonaro foi derrotado, vamos voltar a cumprir as leis”.

O escândalo envolvendo o fraudulento Banco Master e o escritório de advocacia da família Moraes marca o terceiro ato macabro da imprensa que desistiu de ser imprensa… A letra fria das leis não foi capaz de nortear os “jornalistas” contra a tirania suprema. E agora muitos deles, de vários veículos, enxergam ilegalidades e imoralidades na atuação de Alexandre de Moraes em defesa do banco de Daniel Vorcaro, que mantinha suspeitíssimo contrato de R$ 129 milhões com o escritório chefiado por sua mulher e seus filhos… Que joguinho a “imprensa” está fazendo agora? O dinheiro que recebe do governo federal está servindo para que se crie uma “cortina de fumaça” para as suspeitas de envolvimento do filho de Lula com as fraudes no INSS? O objetivo é abrir vaga no Supremo para abrigar Rodrigo Pacheco, e não apenas o já indicado Jorge Messias? Derrubar Moraes faz parte do acordo com o governo Trump?

Os “jornalistas” que resolveram, enfim, cobrar explicações de Moraes e sempre fecharam os olhos para a perseguição e censura a colegas, a veículos de imprensa reclamam que estão sendo “atacados”… Juram que estão “cumprindo seu papel, que é fiscalizar todo mundo que tem posição de poder, que usa recurso público”. Agora, só agora… De repente, não mais do que de repente… E defendem a adoção de um código de conduta do Supremo, de “elementos basilares em termos de comportamento”… Como assim? A Constituição não é mais respeitada, e a solução é um código de conduta? Não, quem só agora está no encalço de Moraes não está sendo atacado, nem criticado. Essa é mesmo uma imprensa cretina, prostituta e vendida, uma imprensa que não é imprensa.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MÁRCIA MARIA BARBIERI – GUARULHOS-SP

Um banco é liquidado por conta de fraudes bilionárias em carteiras de crédito. A fraude passa a ser investigada no foro próprio.

Então, a Corte Suprema puxa para si o caso, coloca tudo em sigilo máximo e, agora, o que se fala é que, de investigação de fraude, vai virar anulação da liquidação e provável compra forçada da instituição por outro banco público.

Não é que o Brasil não seja um país sério, essa já é uma constatação muito antiga; a questão é que aqui a avacalhação não possui nenhum limite, e nesse processo nada tem nenhum efeito.

Constituição, Leis, Direito etc., tudo isso é mero “detalhe”.

A cada dia é uma nova Esculhambação Geral da República!

Mas a preocupação da classe política é com as eleições de 2026, para que todos permaneçam empregados, à custa de promessas para um eleitorado com QI de chimpanzé… (sem ofensa aos primatas).

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

A FEIRA DE SANTA CRUZ-RN

Vestido, bota e sapato,
Rolo de chita e tergal,
Tem peixeira mundial,
Tem porco, guiné e pato.
Inseticida pra rato,
Caçuá, canga e urús,
Destilando os seus lundus
Tem uma doida zangada;
Tem tudo e não falta nada
Na feira de Santa Cruz.

Hélio Crisanto

Cabra jogando bozó
Lá no oitão da igreja
Pitú antes da cerveja
Com caldo de mocotó
Poeta do Seridó
Declamando Zé da Luz
Bode guisado e cuscuz
Pra nutrir a matutada
Tem tudo e não falta nada
Na feira de Santa Cruz.

Wellington Vicente

COMENTÁRIO DO LEITOR

SANHA ARRECADATÓRIA

Comentário sobre a postagem PREPARE-SE: ANO NOVO!

Luiz Xavier de Lira:

Parabéns meu nobre Assuero.

Como sempre seus textos são a triste realidade que cada dia consome a esperança do brasileiro que tem um mínimo de sensibilidade e senso crítico.

Ainda labuto na iniciativa privada e a partir de janeiro será um Deus nos acuda, com a nova sanha arrecadatoria desse saco sem fundo que é o atual gestor e sua trupe.