Para um presidente tão falante, chama atenção o medo, não a estratégia.
Medo quase infantil, incontrolável, de Lula (PT) diante de Donald Trump.
Relatos de pessoas próximas revelam um presidente que, há poucas semanas, fez de tudo para evitar o encontro na Casa Branca, após o Itamaraty adiar a visita da primeira semana de março.
Quando a agenda de 7 de maio virou incontornável, ele impôs veto à imprensa. Não queria testemunhas, tinha medo de ser humilhado por Trump, como Zelenski.
Meio sem querer, assumiu o monopólio da informação para confirmar, negar ou inventar, controlando a narrativa sobre fatos do Salão Oval.
Outro medo seria Trump usar o combate ao terror para reproduzir em Brasília o que fez a Maduro, levado pela orelha à prisão em Nova York.
A diplomacia brasileira, que já foi tão elogiada, hoje serve ao presidente que tem mais medo de Trump do que as facções criminosas têm da lei.
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O descondenado não quis a imprensa presente no encontro com Trumpão.
Uma pena: o JBF ia mandar a secretária Chupicleide pros Zisteites pra fazer a cobertura, mas teve que desistir diante desta imposição do falastrão que gunverna nossa republiqueta.
Já o medo de ser arrastado pela orelha, como aconteceu com Maduro, conforme diz a nota aí de cima, deixou nosso grande istadista com as calças obradas, segundo informaram fontes fuxicatórios do Planalto.
O ‘tutor’ do Pet que mora no 23° Andar do meu prédio se indispôs comigo apenas por que reclamei que o seu animalzinho – um Pitbull de corpanzil aproximado ao de um jumento, fez seu ‘cocozinho’ bem na calçada em frente à entrada do Edifício e ele, seu guardião, o tal vizinho, deixou lá a titica produzida por seu tutorado, grave ameaça aos sapatos de algum desprevenido.
A propósito, me disseram – e só soube porque me contaram, não vou atrás dessa praga hoje existente – que um ‘influencer’ publicou em suas redes que ações como a minha, interpretada como desrespeito aos animais, pode vir a se constituir crime se deletadas ao Gabinete de Defesa e Proteção dos Animais. Ser processado por desrespeito a um inofensivo cachorro é minha última aspíração. Ante o risco, pedi desculpas ao vizinho, e alisei carinhosamente a ‘cabecinha’ de seu dog como forma de prevenção a eventual e feroz mordida. E passei a ter mais cuidado com as calçadas em que piso.
Por falar em ‘influencers’, são tantos hoje em dia, tratando de banalidades diversas e com milhões de seguidores, que fico tonto. Eles influenciam o quê? No meu tempo, meu pai e meu avô eram meus fiéis influenciadores, estes sim, me ensinando o caminho do bem, de ser bom, do respeito e outras virtudes que guardo até hoje. Os atuais vão de propaganda de cosméticos à venda de imóveis ou automóveis. Alguns até ‘trabalham’ em lavanderias financeiras para ‘masterizar’ suas riquezas.
Como diz uma amiga querida, eles provocam profundas modificações no comportamento social, e se encarregam de reduzir a importância do que é importante, engordando suas contas bancárias ao tempo em que esvaziam a cabeça de nossas crianças e jovens ao ocupá-las mentalmente com assuntos sem nenhum conteúdo, quando não induzindo-os a processos viciantes como jogos e apostas.
Pois é: eu sou do tempo em que professoras eram mestras e não simplesmente ‘tias’; do tempo em que treinadores de futebol eram técnicos e não ‘professores’ ou ‘mister’. Do tempo em que cachorros e gatos eram apenas cachorros e gatos. Só existem ‘influencers’ porque existem ‘idioters’. E eu, que sei que nada sei – como pensava um ‘influencer’ grego, fico na minha escolhendo o que ler e o que ver. Talvez um dia eu me arrependa de não ter dado ouvidos ao Gil do Vigor ou a Virginia do Vini, sabedorias plenas a espalhar ao mundo um imenso saber …
Triste ter que reconhecer que meu tempo passou … Melhor cuidar da publicação do livro que estou pensando. Acho que um e-book. Os influenciadores, certamente, não o lerão. E não me farão nenhuma falta.
Correios devem lançar novo PDV, já que o anterior não atingiu nem um terço do objetivo
Como uma das principais apostas dos Correios para estancar a sangria que aflige a estatal desde que Lula subiu a rampa do Palácio do Planalto não funcionou, a empresa está planejando – quem poderia imaginar? – repetir a dose. O plano de demissão voluntária (PDV) lançado em 2026 só atingiu cerca de um terço da meta: eram 10 mil desligamentos esperados, mas quase 3,2 mil funcionários pediram as contas. Por isso, a empresa já planeja uma nova rodada de PDV, ainda sem data de lançamento e que pretende reduzir o inchadíssimo quadro da estatal em mais 5 mil empregados, dos quase 80 mil que estão hoje nos Correios. Não vai funcionar, garante o presidente do Sindicato dos Correios no Rio de Janeiro, Marcos Sant’Aguida.
A situação da estatal é desesperadora. O prejuízo em 2025 foi de R$ 8,5 bilhões, mais que o triplo do rombo do ano anterior – e o resultado de 2026 pode ser ainda pior, pois o Tesouro Nacional estima déficit de R$ 9,1 bilhões. A receita bruta caiu 11,35% em 2025 na comparação com 2024. Um consórcio formado por Bradesco, Banco do Brasil, Caixa Itaú e Santander aceitou emprestar R$ 12 bilhões à estatal em 2025, mas reluta em colocar mais R$ 8 bilhões na empresa; enquanto isso, o aporte governamental de R$ 5 bilhões a R$ 8 bilhões, parte do acordo que viabilizou o empréstimo, ficará para 2027, como parte da “herança maldita” que Lula deixará para seu sucessor – ainda que esse sucessor seja ele mesmo, a depender dos resultados de outubro.
E não há garantia nenhuma de que esse dinheiro todo de fato seja capaz de reverter a trajetória dos Correios. A empresa, cuja eficiência já fez dela motivo de orgulho nacional, mostrou-se incapaz de competir em uma nova realidade em que plataformas de e-commerce adquirem frotas próprias para suas entregas, com outras empresas de logística também capazes de realizar melhor o trabalho que os Correios parecem ter desaprendido a fazer. Reverter a decadência exige muito mais que o valor levantado pela estatal junto ao setor bancário – valor esse que, muito provavelmente, será drenado pelas despesas do dia a dia em vez de servir para quaisquer investimentos necessários a uma virada de chave.
A privatização apareceria como a melhor solução em um caso desses, mas a janela de oportunidade para os Correios já se fechou. Quando a estatal ainda tinha lucro, ou prejuízos inferiores a R$ 1 bilhão, atrativos como uma capilaridade única no Brasil ainda serviriam para atrair interessados, e o Brasil poderia ter se inspirado em casos bem-sucedidos de outros países que privatizaram seus serviços postais sem abandonar a chamada “universalização” do atendimento; Jair Bolsonaro até tentou, colocando os Correios no programa de desestatização, mas a venda, aprovada pela Câmara, emperrou no Senado. Com a troca de governo, à medida que o estatismo, o inchaço e a ineficiência foram se alastrando, à atratividade diminuía na mesma velocidade. Hoje, é impensável que um investidor privado aceite pagar até mesmo um valor simbólico para assumir os Correios, diante do gigantismo do rombo e dos desafios.
O estatismo jurássico, a teimosia petista e o aparelhamento político transformaram os Correios em uma empresa inviável, que o próprio governo se recusa a ajudar, adiando seu aporte bilionário para o fim do prazo acertado – quando talvez seja tarde demais. A estatal se tornou o paciente cuja hemorragia não cessa, independentemente de quantas bolsas de sangue ele receba, até que um dia elas não sejam mais suficientes diante da gravidade do quadro, ou até o estoque simplesmente termine. Uma empresa que ainda tinha salvação, mesmo quando seu declínio já havia começado, caminha para um fim que seria evitável, caso as decisões sobre seu futuro não estivessem nas mãos de gente tão obtusa.
Deputados comemoram aprovação de PEC que acaba com escala 6×1 e reduz jornada de trabalho semanal
E lá vai o Brasil para o buraco de vez… É doído observar os absurdos que são implementados única e exclusivamente para a conquista de votos. Se nos afundamos sempre, em ano eleitoral invariavelmente aceleramos o passo para a consolidação da desgraça absoluta. E o Congresso caminha para aprovar a mudança na jornada e escala de trabalho, tentando ignorar as graves consequências disso para o país, de olho em benefícios imediatos para os políticos, para os candidatos mesquinhos, irresponsáveis e inconsequentes. As vantagens eleitorais obtidas agora por essa gente da politicagem vão certamente provocar um quadro de quebradeira de empresas – principalmente as pequenas e médias –, achatamento da renda, aumento do desemprego, da inflação, queda nas exportações e redução do PIB.
Precisamos trabalhar mais, e não menos. E não é a mudança na escala de trabalho que vai resolver o problema da baixa qualificação da mão de obra, da baixa produtividade, dos ganhos médios reduzidos dos trabalhadores. Tampouco teremos solução para a judicialização excessiva das relações trabalhistas. Seguimos amarrados à CLT, engendrada por Getúlio Vargas supostamente para “proteger os trabalhadores”, com inspiração na Carta del Lavoro, do fascista Mussolini. Rever as leis trabalhistas, com amplo debate, levando em conta as experiências já vividas, o mundo tecnológico em que estamos, isso não daria voto… Está decidido que fingir é melhor. Os politiqueiros juram que o Estado é o grande protetor dos trabalhadores, sempre tão indefesos, contra empresários diabólicos, exploradores da mão de obra, quase senhores de escravos.
Enquanto demonizar os empreendedores, o Brasil não terá a menor chance de dar certo. Sobre eles já recai uma burocracia gigantesca – licenças, normas, alvarás, portarias –, sobre eles recai um sistema tributário complexo e ganancioso. Ao empregador cada trabalhador custa bem mais do que ele paga de salário. E é o Estado que decide o que será feito do dinheiro tomado dos empresários com a suposta intenção de “amparar” os trabalhadores. E se grande parte disso fosse, de alguma forma, incorporada aos salários? E se, em vez de perder uma fração do pagamento, forçado a fazer uma poupança ruim como o FGTS, por exemplo, cada um pudesse decidir de que forma investir seu próprio dinheiro? Não, o Estado não permite. Ele acha mesmo que precisa atuar como tutor de uma massa de trabalhadores desprovidos de discernimento e conhecimento.
A Gazeta do Povo já apresentou alguns números assustadores sobre a mudança na jornada e escala de trabalho… No varejo, há previsão de retração de 12,2% na riqueza gerada pelo setor. A manutenção dos salários, com uma jornada menor, vai gerar um aumento de custo em torno de 22%. Em vez de aumentar a oferta de emprego, há um cálculo de que haverá, de cara, um corte de 640 mil postos com carteira assinada… Os empregados mais antigos e caros devem ser substituídos pelos mais jovens e dispostos a ganhar menos. No turismo, que tem demanda concentrada em fins de semana e feriados, os custos operacionais também aumentarão muito. Haverá pressão inflacionária sobre diárias de hotéis, pacotes turísticos, passagens aéreas, restaurantes… E o Brasil, que recebe bem menos turistas do que poderia e deveria, continuará perdendo para outros destinos internacionais. No setor de transporte de carga, a folha de pagamento ficará 18% mais cara, mas ninguém atrás de voto quer olhar para o mundo real.
Não sou especialista no assunto, mas tenho o mínimo de informação para saber que mais desastre está por vir. Se Paulo Guedes tentou dar ao Brasil a liberdade econômica de que o país tanto precisa, caímos outra vez na historinha de que estão garantindo “qualidade de vida” aos trabalhadores, quando, na verdade, o que se celebra de novo é o atraso. Os votos que virão com medida tão populista e devastadora serão mais um empurrão para a desgraça total, a perpetuação de um modelo que não se sustenta. É nítido que a quantidade de gente que acredita num Estado protetor, tutor, educador não nos permitirá tão cedo a redenção. Cabe a cada um de nós, mesmo que com pouco alcance, nas nossas esferas particulares, alertar incansavelmente que o Estado não é a solução dos problemas do país, muito pelo contrário. É, sim, o Leviatã que provoca o surgimento da maior parte deles.
O governo do presidente Lula (PT) é contra a designação das facções PCC e CV como terroristas pelos EUA
Talvez você sinta uma desesperança e um desapontamento quando fala de política. Nós, brasileiros, passamos do desinteresse total a uma vontade de tomar as rédeas da situação nos últimos anos. As pessoas falam de política e tentam se informar como nunca. Exatamente porque sabem mais se sentem mais enganadas, têm a comprovação do que antes era intuição.
Dá a impressão de que, toda vez que o povo consegue mexer em algo nas estruturas, as velhas raposas da política se reorganizam. Ocorre o expurgo de quem incomoda o poder estabelecido, o absurdo se normaliza, as coisas seguem iguais. Os políticos são hábeis em criar discussões artificiais para distrair do que realmente interessa, o fato de que não resolvem os problemas do povo e não enfrentam as consequências disso.
As pessoas ávidas por informação política e ter alguma mudança acabam enredadas. Não por culpa delas, mas porque o sistema é injusto. Os políticos conhecem a política, vivem disso, são profissionais em moldar e conduzir debates. O cidadão precisa encaixar sua participação política nos afazeres diários, tendo uma vida cada vez mais difícil.
Nesse cenário é fácil ceder a paixões e soluções simplistas. Acreditar que há anjo que nos salve ou demônio invencível. A salvação é que a realidade se impõe. Não é se, é quando. Parece que esse tempo chegou.
Fôssemos listar os problemas a resolver e injustiças a corrigir no Brasil, jamais acabaríamos. Mas tem algo que já explodiu porque toca a vida cotidiana de todos os cidadãos brasileiros: a criminalidade organizada.
Neste século, as organizações criminosas saíram dos presídios e ganharam o país. Se diz que controlam mais de ¼ do território brasileiro. A estética e a cultura do crime são naturalizadas pela mídia e por influencers. Mas os efeitos na vida do cidadão comum são impossíveis de naturalizar.
Segundo pesquisa Ipsos de março deste ano, a criminalidade é a principal preocupação de metade dos brasileiros. Não é pouco. Pense no tanto de problemas que temos. O peso do crime está sobre a vida de todas as famílias. Até agora, essa era uma discussão tangencial nas eleições. Um detalhe apenas. Sinalização de virtude, moralidade e demonização estavam no centro. Corrupção, como sempre, faz parte da pauta.
A ação da campanha de Flávio Bolsonaro junto ao governo Trump pode ter mudado a janela de discussão definitivamente. Os EUA declararam PCC e CV como organizações terroristas. A questão é que Lula reagiu imediatamente contra. Alega questões de soberania, incorpora o vocabulário de direita para tentar falar que os outros são traidores da pátria. Não vai colar. São conceitos abstratos e as pessoas querem respostas para medos diários e reais.
Estamos falando de um povo que não pode sair com celular na rua, da prática familiar de verificar o tempo todo onde cada um está com medo da ação dos criminosos. Isso sem falar nos verdadeiros absurdos violentos e de domínio de território que martirizam diariamente milhões de cidadãos.
Qual a resposta para isso?
A direita diz agora que é a ajuda de Trump e uma postura linha dura, como aquela contra terroristas, para enfrentar esses criminosos. Lula diz que essa não é a solução mas também não aponta qual seria.
Quando o PT chegou ao poder, as organizações criminosas já existiam, mas eram marginais, muito ligadas ao universo carcerário. Cinco governos petistas depois, são potências mundiais, presentes em vários países, parasitando nossas instituições e com um poder que parece impossível de deter.
O que Lula prometerá fazer? O mesmo que o PT fez em 5 governos? O governo alega que combate o crime organizado, que fez novas leis, que tem forças-tarefa. No entanto, o crime só cresceu durante o século petista no poder.
Outro ponto é a postura ideológica da esquerda, que tende a tratar criminoso como vítima da sociedade. O presidente Lula já chegou a dizer textualmente que os traficantes são vítimas dos usuários. Fala frequentemente sobre roubo de celular, algo que atormenta o cidadão, como se fosse uma brincadeira.
Não sabemos ainda quais serão os efeitos reais da atitude de Trump. Quais as consequências práticas de declarar PCC e CV terroristas? Quanto tempo levará para que o Brasil sinta as consequências disso no dia-a-dia? Só o tempo dirá.
O que sabemos é que a mudança no debate chegou. Não há problema maior em um país que o sequestro de todo o Estado por bandidos. E todos os candidatos têm o dever de dar respostas concretas. Ao longo da campanha veremos quem realmente tem interesse nisso.
Esta gazeta escrota chega a este 31 maio com tudo pago, em ordem e em dia.
O competente Bartolomeu Silva, que nos dá assistência técnica, já recebeu seu pagamento.
E Chupicleide, secretária de redação, está relinchando de alegria com o salário depositado em sua conta.
Isso graças às doações dos nosso leitores, uma patota generosa que mantém essa gazeta escrota avuando pelos ares, atualizada diariamente e publicando tudo quanto é tipo de fuxico e de coisas que acontecem nesta nossa republiqueta banânica.
Um xêro carinhoso pra todos vocês!!!
Um excelente domingo para esta maravilhosa comunidade fubânica!!!
E para embelezar o nosso dia, vamos fechar a postagem com a valsa Contos dos Bosques de Viena, uma comovente homenagem de Johann Strauss II à sua belíssima cidade natal.