DEU NO JORNAL

ISOLAMENTO

O mapa político da América do Sul passa por reorganização histórica rumo à direita, com impactos para o Brasil. As vitórias de Keiko Fujimori (Peru) e de Abelardo de la Espriella (Colômbia) consolidam novo arranjo regional, suplantando a dominância de governos de esquerda.

O movimento se soma à consagração de governantes conservadores já instalados em países como Argentina, Paraguai e, mais recentemente, Chile.

No cenário ideológico do subcontinente, o azul representando a direita avança e expõe antigos bastiões vermelhos da esquerda como Uruguai e o Brasil de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As exceções que restam ficam ao norte, como a ditadura venezuelana, Suriname e as Guianas.

O Brasil, que ainda decidirá neste ano se continua vermelho ou se muda para o azul na fotografia regional, já parece sofrer de um isolamento político crescente, em razão de posturas do governo petista.

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A nota aí de cima termina dizendo que o Brasil petralha já sofre “um isolamento político crescente”.

Isto é um fato que está evidente, escancarado.

Vamos lutar pra essa situação absurda seja resolvida em outubro próximo.

Que a contagem dos votos seja feita de maneira clara e correta.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A PALAVRA DO EDITOR

DEU NO JORNAL

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

CARNE E UNHA

Jaques Wagner pode não ser flor que se cheire, como se diz na oposição, mas ele jamais seria desleal a Lula.

O senador nada faria sem ordem ou concordância de Lula.

São mais de 45 anos de intimidade.

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Os dois são irmãos solidários.

Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito.

Uma parelha petralha perfeita.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

UM BEIJO – Olavo Bilac

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior…Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!

Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.

Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?

Sinto-te o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto…

Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac, Rio de Janeiro-RJ, (1865-1918)

COMENTÁRIO DO LEITOR

ALEXANDRE GARCIA

O “MINISTÉRIO DA VERDADE”

Uma questão muito grave está voltando a se desenhar na Justiça Eleitoral. Nós tivemos aquele escândalo denunciado pelo Eduardo Tagliaferro, sobre aquela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação, o “Ministério da Verdade” dentro do Tribunal Superior Eleitoral. O TSE foi feito para contar votos em eleição, tanto que nos outros países nem existe Justiça Eleitoral, é uma secretaria administrativa que conta os votos. Tagliaferro está lá na Itália, e certamente nenhum tribunal italiano permitirá que ele seja extraditado para o Brasil, pois tudo o que Corte Suprema de Cassação disse sobre o caso de Carla Zambelli vale muito mais para Tagliaferro, que trabalhava sob as ordens de Alexandre de Moraes. Sendo assim, não pode haver pedido de extradição por parte de Moraes, nem ele poderia ser julgado por Moraes, nem Moraes poderia ser o relator, nem Moraes poderia pedir investigação. Só aqui no Brasil que existe algo assim.

O jornal O Estado de S. Paulo, em um dos seus editoriais de segunda-feira, termina dizendo:

“Há (…) uma questão institucional particularmente sensível. O enfrentamento da desinformação não pode servir de justificativa para que a Justiça Eleitoral acumule funções cada vez mais amplas de supervisão do debate público. Democracias maduras sabem que boas intenções não bastam para justificar a expansão contínua dos mecanismos de vigilância. Toda estrutura criada para enfrentar ameaças reais tende, com o tempo, a reivindicar novas atribuições, novos instrumentos e novos alvos. O TSE foi criado para organizar eleições, não para patrulhar o debate público. Se a democracia exige vigilância contra abusos, exige também vigilância contra o crescimento excessivo do poder daqueles encarregados de combatê-los. Afinal, uma pergunta continua tão atual quanto necessária: quem vigiará os vigilantes?”

Nós já vimos o que aconteceu lá dentro do TSE, e isso deveria levar à extinção dessa assessoria especial. A censura foi abolida ainda no governo Geisel, em 1979, já faz décadas. A Constituição é muito clara: ela garante a liberdade de expressão, vedado o anonimato. Uma ex-presidente do Supremo havia dito que “cala a boca já morreu”. Temos de considerar tudo isso, porque faltam quase 100 dias para a eleição de 4 de outubro, e está na hora de pensarmos sobre a liberdade de expressão durante a campanha eleitoral.

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Nossa gasolina virou “combustível tipo gasolina”

Nesta quarta-feira seu carro a gasolina será condenado a ter que beber quase um terço de etanol, de “não gasolina”; hoje já são 30%, a proporção subirá para 32%. O automóvel vai piorar seu desempenho e vai exigir mais manutenção. E nós aceitamos, embora não sejamos consultados por um governo que não nos respeita, já que o máximo possível que se poderia misturar seria 11%. Mais que isso, o motor a gasolina começa a apresentar problemas. É inaceitável.

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Uma correção sobre o que Trump realmente disse sobre Lula

Quero fazer uma correção. Ontem, eu me referi a uma qualidade que Donald Trump atribuiu a Lula, mas que foi mal traduzida e eu acabei entrando na má tradução feita por todo mundo. Trump não disse “volátil”, ele disse “volúvel”; voluble, não volatile. Há uma pequena diferença. Volátil é aquela qualidade da água ou do álcool, que têm alta volatilidade. Volúvel é aquele que muda de ideia toda hora. Lula, por exemplo, conversando com a diretora-geral do FMI e com o chanceler alemão, disse que nunca foi esquerdista. Isso é volubilidade, é ser volúvel. Não sei por que Lula disse isso, mas estava dizendo uma coisa que não é. Eles vão achar que ele também é volúvel, já mudou, mas no dia seguinte ele volta a ser esquerdista, embora diga que nunca foi. E diz, desde o primeiro mandato, que vai resolver a fome no Brasil. São características dele. Queria fazer essa correção, que ninguém fez até agora, ao que parece. Agradeço ao meu amigo Reginaldo Vasconcelos, brilhante advogado e companheiro de Academia Cearense de Letras e Jornalismo.