O bate-e-volta que Lula fez ao Uruguai, em 30 de junho, apesar de rápido, deixou arrasadora fatura para o pagador de impostos. Como toda viagem do petista, esta também foi marcada pelo esbanjamento do dinheiro público.
Lula chegou a Assunção, capital uruguaia, às 10h10 e, às 13h45, se mandou de volta para Brasília.
Foram 3 horas e 35 minutos que custaram, até agora, R$ 208.759,14, conforme apurado pela coluna.
Só com hospedagem, a fatura passou dos R$ 83 mil. Tem ainda a fatura das salas de reuniões, com cafezinho, por mais de R$ 70,1 mil.
Lula não dispensa os belos carrões para zanzar por aí durante os giros mundo afora. No Uruguai, a frota para o petista contou com 28 carros.
Os carrões para Lula desfilar em solo uruguaio seguiram o padrão de opulência de toda viagem do petista, a fatura: R$ 55.559,48
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Nada fora do regulamento lulo-petralha.
Tudo nos conformes.
O esbanjanjamento absurdo do suado dinheiro do contribuinte, faz parte da rotina do descondenado.
Eu nunca enxerguei o campo de futebol apenas como um retângulo de grama. Sempre o vi como o cenário esportivo sagrado onde certos destinos e almas humanas se encontram. Porque compreendi naquele Sarriá de 1982 que existem jogadores correndo em busca da bola, e existe aquele guerreiro silencioso que corre ao encontro da sua própria lenda pessoal.
Hoje eu tive o privilégio de ver um desses entrar em campo, carregando nos olhos a certeza dos que já cruzaram desertos emocionais.
Errou. Mas não se abateu. Como os gigantes jamais se abatem.
E quando o cansaço abraçou suas pernas, deixando-as pesadas, e parte da torcida calou na arquibancada, algo invisível o sustentou.
Não era o preparo físico de um jovem. Era uma força antiga, ancestral, um pacto com o próprio coração.
Eu digo que ele joga com a intensidade de quem sabe que a vida é curta demais para se entregar antes do apito final.
Os outros podem aceitar o placar adverso. Ele não. Para ele, cada queda em campo é apenas o prelúdio de um recomeço mais honroso. Até mais bonito. Ele cai e se levanta com a elegância de quem entende as suas próprias fragilidades, mas recusa-se a ser domado por elas. Há uma poesia quase dolorosa na sua teimosia: os músculos clamam por trégua, os adversários tentam lhe cercar, às vezes lhe caçam, mas a sua alma permanece livre, correndo em direção ao infinito dos minutos finais.
Ele não joga para ser apenas um vencedor. Ele joga para se manter fiel à sua verdade.
Hoje, quando o universo inteiro quis conspirar contra o seu time, ele fechou os olhos por um segundo, parecendo escutar o chamado do seu guerreiro interior, e continuou. Simplesmente continuou. Porque ele sabe que o pior fracasso não é perder a partida, mas sim deixar de lutar enquanto ainda houver um sopro de ar no peito, ou deixar o coração desprovido de uma palavra gigante composta pela combinação de apenas três letras: garra!
Há uma criança guerreira em seu espírito, que hoje me fez enxergar o campo de futebol como uma extraordinária universidade. Da vida.
Boquiaberto de admiração e grato a Deus por vê-lo nos ensinar sobre força, transformando os mistérios das chuteiras e o suor do cansaço, no ouro puro da persistência.
Lembro de um fato (eu estava presente no Maracanã) de uma provocação durante o jogo que o Rivelino fez a um jogador.
No final, o adversário foi atrás do Rivelino que fazia ziguezagues até entrar no vestiário. Hoje alguns arrotam podre.
Também vi, o então treinador do Atlético/MG, Yustrich, metido a machão, se obrar de medo e o pior não aconteceu por que a turma do deixa disso se intrometeu: Ayrton Vieira de Morais apitava o jogo Flamengo x Atlético. Yustrich xingava a todo momento.
De repente Airton (apelidado de Sansão) parou o jogo, botou o apito no bolso e partiu para cima do valentão Yustrich.
A dois metros do túnel a turma impediu a surra que o Yustrich levaria.
Mas, o mais afrescalhado dos dias atuais, é quando os ânimos estão acirrados entre dois jogadores, o árbitro corre para apartar.
Lembro de Sebastião Rufino, então na Federação Pernambucana: deixava os dois se engalfinharem.
Lula inaugurou adutora sem água no Rio Grande do Norte
Não há no esquerdismo nenhum apego à realidade. A verdade, para quem está nessa, deve ser mesmo relativa. Como a democracia do Lula. Não é à toa que o comunismo tem base em mentiras, que Ludwig von Mises, há muitos anos, apontou com precisão. Mas o desafio permanece, é diário, à medida que gente como Lula não sente o menor pudor em mentir descaradamente. Há poucos dias, ele disse que “o Brasil vive seu melhor momento econômico”… E o petista não ficou nem ruborizado, mesmo que os números e o sofrimento do povo e dos empresários o desmintam.
Provavelmente, ele se referia a si próprio. Em discurso recente, Lula disse o seguinte: “Nós, que somos pobres, gostamos de coisa boa”… E a pergunta inescapável é: Lula é pobre? Tendo declarado patrimônio de quase R$ 8 milhões, ele está entre a minoria mais rica do Brasil. Se pudéssemos considerar o patrimônio dos filhos, da família dele, dos tantos amigos generosos que tem, talvez saltasse para a turma do bilhão… E outro problema dos grandes é que o ocupante do Palácio do Planalto usa o dinheiro dos pagadores de impostos como se fosse seu.
Ninguém mais tem condições de sustentar uma máquina perversa como a montada pelo governo do PT. As “bondades” eleitorais de Lula este ano comprometem ainda mais a economia do país. São R$ 403 bilhões que cada um de nós vai ter de pagar… E os pobres podem até gostar de coisa boa, mas estão endividados, quebrados, assim como a classe média, assim como o país. Não tem como dar certo. E o Brasil inteiro fica refém dessa covardia que é transformar o orçamento federal em ferramenta para gerar popularidade em ano de eleição.
Nas duas últimas semanas, em campanha corrida, Lula teve 19 compromissos em sete estados. Tudo permeado pela mentira deslavada. Ele “inaugurou” o canteiro de obras da ponte que vai ligar a capital baiana à Ilha de Itaparica. E não teve vergonha de dizer: “Finalmente, saiu a ponte Itaparica”… Lula também “inaugurou” o túnel de irrigação Major Sales, no interior do Rio Grande do Norte, sem uma única gota d’água. Ele tinha pressa em fazer sua propaganda enganosa, já que a lei proíbe entregas oficiais nos três meses que antecedem o primeiro turno das eleições. E o que Lula acha disso? Uma “papagaiada desgraçada”.
A definição do petista poderia ser empregada para classificar o editorial da Folha de S.Paulo do último domingo. Era um “alerta” sobre como “o populismo de direita se tornou endemia”. Era um texto confuso, que misturou um pouco de tudo, das eleições municipais brasileiras em 2016 ao pleito nacional de 2018, coronavírus, eleições nos Estados Unidos e na Europa. O editorial falou em políticos “encastelados, distantes da vida do cidadão mediano, demagogos”… Falou em “rapapés, regabofes, regalias”, em “egoísmo e autoproteção”, em “narizes empinados”, numa gente com “motoristas e jatinhos particulares”… Servia direitinho ao Lula e à sua turma, mas a eleição está logo ali; não tem por que jogar contra.
Na segunda-feira, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) iniciou audiência pública para debater a possível aplicação de duas tarifas diferentes aos produtos brasileiros importados pelos norte-americanos. Uma delas, de 25% e aplicada apenas ao Brasil, seria motivada por questões ambientais, falta de combate à pirataria e à corrupção, tarifas preferenciais a outros países como México e Índia, e a fúria censora do Supremo Tribunal Federal; a outra, de 12,5%, não atinge apenas o Brasil, mas dezenas de outros países que não estariam combatendo devidamente o trabalho escravo. Políticos, diplomatas e representantes do setor produtivo brasileiro estão participando dos debates, na tentativa de convencer Donald Trump a desistir desse novo tarifaço.
Trump sabe – ou deveria saber – o quanto o primeiro tarifaço, imposto no ano passado e derrubado pela Suprema Corte em fevereiro de 2026, custou a ele em termos de popularidade, já que o consumidor norte-americano passou a pagar mais por produtos importados de outros países, ou que dependiam de insumos estrangeiros. A inflação resultante prejudicou as perspectivas para o Partido Republicano nas eleições de meio de mandato, as midterms, previstas para novembro – hoje, os republicanos controlam as duas casas do Congresso; se perderem a maioria em uma delas, os dois anos restantes de mandato se tornarão mais difíceis para Trump. Não à toa o tarifaço original foi criticado inclusive por renomados pensadores conservadores, como o economista Thomas Sowell.
Que algumas entidades norte-americanas, preocupadas com a concorrência de produtos brasileiros, tenham defendido as tarifas era algo esperado. No entanto, outras associações e empresas norte-americanas apontaram o óbvio: “na prática, a tarifa se tornará um novo imposto sobre o consumidor americano”, nas palavras de Mark Bitting, da Gehring Montgomery, que distribui cera de carnaúba para indústrias dos EUA. O setor produtivo brasileiro, o Itamaraty e outros representantes brasileiros ouvidos nas audiências acrescentaram outros argumentos, como a ausência de déficit comercial dos EUA em seu comércio com o Brasil, a falta de lógica em punir um setor produtivo inteiro pelos abusos de algumas autoridades, e os programas de fiscalização contra o trabalho escravo.
Nesta terça-feira, um dos participantes da audiência foi o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro. Se dias antes da audiência ele havia sido muito infeliz em sua sugestão de adiar por 180 dias a aplicação das tarifas (ou seja, admitindo o prejuízo ao exportador brasileiro, mas submetendo-o a um cálculo meramente eleitoral), em sua fala desta terça-feira ele não falou em adiamento, mas em suspensão. No entanto, ele insistiu no cálculo político, argumentando que Lula exploraria as tarifas em benefício próprio – o que não deixa de ser verdade, mas é algo de menor relevância diante do enorme prejuízo que o exportador brasileiro terá caso as duas tarifas sejam implantadas: a CNI calcula que elas atingiriam 4,2 mil produtos, que respondem por quase R$ 15 bilhões em exportações brasileiras para os EUA.
Reverter o novo tarifaço não é tarefa simples: do lado de lá, um presidente disposto a reafirmar seu poder de taxar – ainda que isso prejudique o consumidor de seu país; do lado de cá, um presidente pródigo em bravatas, que reage com infantilidade às medidas do norte-americano e coloca gasolina na fogueira para se beneficiar politicamente do caos. Há muita gente sensata no meio, nas áreas técnicas dos governos e nos setores econômicos afetados pelas tarifas, mas em última análise tudo vai acabar dependendo dos mandatários – mais do norte-americano que do brasileiro. Que os mais equilibrados tenham sucesso na tentativa de persuadir os mais impulsivos.