DEU NO X

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DEU NO JORNAL

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NA TERRA DOS FARAÓS

Impressionados com a agenda sem pé nem cabeça de Lula no Cairo, diplomatas ficaram com a impressão de que a viagem foi inventada para que o presidente levasse Janja para ver as pirâmides.

* * *

E tudo pago com a dinheiro público.

Mandamos mais duas pragas pro Egito com os nossos impostos.

Esbanjanja torrou do jeito que ela gosta.

Até os faraós se remexeram de raiva em seus majestosos túmulos.

“Lindinho esse boneco. Vamos levar de lembrança. Escondido na bolsa.”

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

A PREVISÃO

José Romeiro, um comerciante de Natal, gostava muito de música e era um pesquisador nato da música antiga, especialmente da “modinha”. Também sabia dedilhar um violão, e gostava de se acompanhar cantando. Indiscutivelmente, tinha cultura musical e fazia questão de dizer. Não esperava elogios. Ele mesmo elogiava a si próprio, pois gostava de propagar as suas boas qualidades. Chegou a publicar uma coletânea de modinhas, focalizando antigos compositores do cenário musical brasileiro. Não tinha formação acadêmica, mas era metido a sabichão.

Desprovido de qualquer modéstia, dizia, abertamente, que se considerava o homem mais inteligente de Natal. Mesmo sendo um homem íntegro, essa sua vaidade o tornava extremamente antipático aos olhos das pessoas ligadas à intelectualidade da cidade. Isso também incomodava os seus próprios amigos.

Estavam se aproximando as festas de Natal e Ano Novo. Findava a década de 60 e iria começar a década de 70. As pessoas crédulas aguardavam, com ansiedade, as previsões dos videntes, sobre os acontecimentos que atingiriam a vida da cidade e do país, no novo ano.

Uma conhecida vidente de Natal, “Mãe Jacinta”, que morava no bairro das Rocas, fez suas previsões para o novo ano, e o principal jornal da cidade publicou a sua entrevista. Entre as previsões estava escrito que, logo no primeiro semestre, morreria em Natal um grande vulto, a maior cultura do Rio Grande do Norte, uma das figuras mais ilustres da cidade. A notícia publicada no jornal se espalhou. A repercussão foi grande, e virou assunto principal em todos os lugares da cidade, inclusive nas mesas de bar. A vidente deixou claro que o óbito do grande homem ocorreria em Natal mesmo.

Não deu outra coisa…José Romeiro tomou para si a previsão de “Mãe Jacinta”, e entrou em pânico. Antes que se cumprisse o agouro, preparou as malas e viajou, imediatamente, com a família, para o Rio de Janeiro. Só voltou a Natal no final do ano de 1970.

São e salvo!!!

DEU NO JORNAL

COVARDIA NORTE-AMERICANA

Editorial Gazeta do Povo

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, em foto de dezembro de 2023: EUA esperarão até abril para decidir se restabelecerão sanções ao setor de petróleo da Venezuela.

O conselheiro de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, em foto de dezembro de 2023: EUA esperarão até abril para decidir se restabelecerão sanções ao setor de petróleo da Venezuela

Ninguém que tenha os dois pés na realidade espera que as eleições presidenciais venezuelanas de 2024 sejam livres e justas. O ditador Nicolás Maduro já conseguiu que a principal candidata da oposição, María Corina Machado, permaneça impedida de concorrer, e agora o chavismo corre para realizar as eleições o mais cedo possível para resolver logo a questão. No entanto, mesmo que o ditador já tenha dado inúmeras demonstrações de que o acordo assinado em Barbados, em outubro do ano passado, era apenas uma de suas chicanas para ganhar tempo, os norte-americanos ainda hesitam em fazer o certo e não deixar que Maduro continue se beneficiando de contrapartidas oferecidas por algo que o caudilho bolivariano não entregou.

Nesta quarta-feira, o assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, afirmou que o governo norte-americano esperará até abril para decidir o que fazer. “Essa decisão dependerá do que o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, fizer até lá para cumprir seu compromisso de realizar eleições livres e justas este ano”, disse Sullivan, acrescentando que “as licenças que concedemos para o alívio das sanções expiram em abril. Nesse momento, veremos em que pé estamos com relação ao regime de Maduro e se ele está cumprindo seus compromissos, e então tomaremos nossas decisões sobre como proceder a partir daí”. Sullivan, na verdade, estava apenas repetindo o que o porta-voz do Departamento de Estado, Matthew Miller, havia dito no fim de janeiro ao afirmar que “o alívio para os setores de petróleo e gás da Venezuela será renovado em abril somente se os representantes de Maduro cumprirem seus compromissos”.

Este apego aos prazos não tem lógica alguma. Primeiro, porque Maduro já não merece nenhum voto de confiança: ele não fez nenhum movimento no sentido de permitir eleições livres e limpas, e em vez disso trabalha ativamente para sufocar a oposição, por meio de decisões de um Judiciário totalmente aparelhado. Segundo, porque os Estados Unidos até responderam à confirmação da inabilitação de María Corina, mas restabeleceram apenas as sanções sobre o setor de ouro. Ora, se a medida norte-americana é um reconhecimento de que Maduro não cumpriu sua parte do acordo, que sentido faria esperar até abril para retomar todas as sanções, deixando intacto até lá o setor de petróleo, muito mais importante para a economia venezuelana?

A confirmação do veto ao nome de María Corina como candidata legítima da oposição despertou reação em outros países – o Brasil de Lula, vergonhosamente, preferiu criticar a retomada parcial das sanções norte-americanas –, blocos e organizações internacionais. O Parlamento Europeu, por exemplo, prometeu não reconhecer o resultado da eleição caso María Corina não possa concorrer. No entanto, é preciso lembrar que a União Europeia (da qual o Parlamento Europeu é o braço legislativo) já abandonou os líderes democráticos venezuelanos uma vez: a UE chegou a reconhecer Juan Guaidó como presidente legítimo da Venezuela em 2019, mas retirou esse reconhecimento em 2021, após os deputados eleitos para a Assembleia Nacional em 2015 prorrogarem os próprios mandatos em resposta a uma eleição legislativa fraudulenta que teve “vitória” chavista.

Eis o drama da população venezuelana: desarmada e enfraquecida, ela depende da pressão internacional para que Maduro comece a agir em sentido contrário ao seu impulso de consolidar o próprio poder. As democracias do Ocidente, no entanto, agem com hesitação, enquanto as autocracias mundo afora não pensam duas vezes antes de ajudarem-se umas às outras, inclusive trabalhando para contornar sanções econômicas. Maduro já quebrou o acordo de Barbados, e cada dia em que a Casa Branca permita ao setor petrolífero venezuelano seguir fazendo negócios com os Estados Unidos é um dia em que a ditadura se fortalece. Nesse ritmo, os chavistas poderão descrever suas eleições da mesma forma como os russos se referiram ao próprio pleito presidencial, marcado para março: uma “burocracia cara” com vencedor pré-definido.