O governo Lula (PT) é ruim de cumprir promessas, por isso o governo e prefeituras gaúchas receberam com ceticismo e desconfiança as juras para liberar dinheiro, em clima de comício eleitoral.
O vice-governador Gabriel Souza, a quem coube coordenar iniciativas de reconstrução de cidades do Vale Taquari, disse que até hoje, oito meses depois, o governo federal não construiu uma só unidade residencial do Minha Casa Minha Vida devastadas pelo ciclone de setembro. Zero, nadica de nada.
Lula chegou a anunciar a “liberação” de R$ 209 milhões para construir 857 casas no âmbito do “Minha Casa, Minha Vida Calamidades”. Lorota.
Foram 13 municípios devastados pelo ciclone de setembro, oito deles no Vale do Taquari. Pobres que perderam suas casas continuam sem teto.
Na ocasião em que contou a lorota da construção de casas, Lula também prometeu R$ 134 milhões para refazer pontes e trechos de estradas.
O vice Gabriel Sousa foi gentil: no Jornal Gente, da Rádio Bandeirantes e TV Bandnews, culpou a “legislação” pelo estelionato político de Lula.
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Diz essa nota aí de cima que foram 13 os municípios no Vale do Taquari devastados pelo ciclone de setembro.
O vice Geraldo Alckmin, que também ocupa o posto de ministro do Desenvolvimento e Indústria, Comércio e Serviço, finalmente conseguiu, na sexta (17) um despacho privado com Lula.
O primeiro do ano.
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Chega fico com pena do desprezado Xuxu.
Que é vice presidente!
E também ministro do gunverno luleiro.
Depois de muito esperar, finalmente conseguiu um despacho privado neste ano de 2024 com o titular.
Vejam o preparo para a cena do beijo, digno de Hollywood.
O fotógrafo orienta os figurantes, prepara a câmera e aponta para o ator.
Lula encena um beijo, depois outro.
No final, a expressão facial do populista Lula para o seu ‘cineasta’, diz tudo: “Ficou bom?”
Um teatro macabro.
O fotógrafo orienta os figurantes, prepara a câmera e aponta para o ator.
Lula encena um beijo, depois outro.
Um teatro macabro. pic.twitter.com/usDTTDxjdP
A catástrofe no Rio Grande do Sul deveria, em tese, mostrar que em momentos como esse disputas políticas e ideológicas pouco importam, afinal há milhares de pessoas necessitando de ajuda. Na prática, a esquerda infelizmente transformou uma tragédia em ações de marketing e propaganda política.
Claro que não foi com essa intenção, mas é incrível como a postagem de uma “jornalista” resumiu bem o que o Governo Federal está fazendo em meio à crise no RS: “Desconfie de quem diz estar fazendo o bem filmando sua própria suposta bondade o tempo inteirinho”. Não só estamos desconfiando, como está claro que, para os governistas, ajudar a população do sul do país está longe de ser o primeiro plano.
Com a mesma e velha história de um suposto combate às fake news, Paulo Pimenta pediu a investigação de postagens que teriam notícias falsas sobre ações no estado gaúcho, o que foi acatado pelo ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. Só não entenderam que, se para eles há dificuldades de interpretação sobre o que é mentira e o que é censura, para nós, não.
Usar esse pretexto para calar opiniões e constatações, simplesmente por não serem elogios ou palavras que os agradam, além de gravíssimo é uma vergonha, pois até em momentos de calamidade, os tiranos não deixam de lado a perseguição ideológica. Estamos em uma “democracia” em que o permitido, sendo verdade ou não, é o que agrada o ego de quem só quer elogios, mesmo não merecendo.
A estratégia lulista para levantar a narrativa de que o Estado está trabalhando muito é tão precária que nem mesmo os que vivem de bajular o atual presidente estão se arriscando a atravessar essa linha, pois ficou difícil defender o indefensável. Recentemente, enfim conseguiram elogiar os voluntários que estão fazendo um trabalho árduo, mas o incômodo que mostraram contra o “civil salva civil” não será esquecido.
No mundo paralelo do PT, forçar uma comoção exagerada, postar um vídeo sorrindo enquanto pessoas trabalham e posar para fotos em um avião com cestas básicas criteriosamente espalhadas em cada poltrona da aeronave – que não comporta 900 toneladas mas neste caso se resolve com uma errata – sinaliza algum tipo de virtude ou colabora com a boa imagem. Ainda não entenderam que o Brasil é enorme e não se restringe ao que pensam no Palácio do Planalto. Na verdade até entenderam, mas preferem continuar com o teatro humanitário e silenciar os que não aplaudem as cenas.
Lula continua perdido. A todo tempo precisa mencionar e reforçar sua crença em Deus para tentar enganar o público cristão e diante do que aconteceu no sul não foi diferente. Seu principal inimigo continua sendo ele próprio, já que mesmo que de forma efetiva a esquerda não represente classes específicas ou minorias, há a necessidade de seguir a cartilha e ao menos tentar mostrar o contrário.
O resultado disso foram falas como: “eu falei para a Janja no domingo que é impressionante. Eu não tinha noção que aqui tinha tanta gente negra. E ela me falou que são os mais pobres” ou “máquinas de lavar são muito importantes para as mulheres”; e a cereja do bolo em “quando vai fechar a porteira?”. Não gostou? Aceite, afinal nunca há preconceito ou ataques se o interlocutor é progressista. São apenas gafes. Intermináveis, porém somente gafes. Para quem acha que Paulo Pimenta nunca acerta, o fato dele preferir usar o celular enquanto seu chefe discursa serve para mostrar que há uma primeira vez.
Comparando os discursos que reconhecem e elogiam o voluntariado com aquele que diz que a “mãe Terra está limpando o sul”, como dito por uma assessora de um deputado do PSOL, não é difícil escolher qual defender, mesmo que tentem te convencer que a fala antidemocrática seja aquela que carrega verdades e não ódio contra os sulistas. Mesmo que não seja unanimidade, a grande maioria do Brasil reconhece quem de fato está reportando os acontecimentos e ajudando aqueles que necessitam, sem colocar a própria imagem em primeiro lugar. Não será a tirania nem o discurso encenado de emissoras com cada vez menos credibilidade que mudarão isso.
O presidente Lula e o ministro Paulo Pimenta durante evento em São Leopoldo (RS)
“Então, termina sendo o abrigo uma espécie de paraíso.” (Luiz Inácio Lula da Silva, mandatário brasileiro, em 15 de maio de 2024)
Em São Leopoldo, um dos municípios mais afetados pelas enchentes no Rio Grande do Sul, parece que o show da Madonna não terminou. Sim, tal como no evento-catarse na Praia de Copacabana, no qual pulularam tentativas kitsch de “arte” blasfema anticristã e propaganda esquerdista de DCE, recendeu a pornografia (só que política) o evento montado pelo regime lulopetista na cidade rio-grandense. Ali, como em tudo o mais promovido pelo PT, o que deveria ser uma reunião dedicada aos esforços de ajuda humanitária às vítimas da tragédia transformou-se em comício e ostentação teatral de virtudes inexistentes.
Quando da vitória do atual mandatário na heterodoxa eleição de 2022, lembro-me de ter publicado um singelo poema de desgosto. Intitulado “De bode”, e composto por versos alexandrinos (pelo que quero dizer versos de 12 sílabas métricas, bem entendido, sem qualquer referência a personagens de nossa República Democrática Popular e Lagosteira), o poema destacava uma característica do atual mandatário brasileiro, a saber: o seu dom de “barganhar” e “apoucar” tudo no que se envolve. Pois não é que o sujeito conseguiu apoucar e apequenar um evento que, no caso de qualquer líder político respeitável, seria marcado por demonstrações de grandeza, solidariedade e desinteressada compaixão? E, como o vício político é contagioso, diga-se que o rebaixamento promovido pelo líder transbordou necessariamente para os seus acólitos. Como no verso de Antonio Machado: “Cuán difícil es, quando todo baja, no bajar también”.
Pois muitos baixaram no indecente comício de São Leopoldo, evento-símbolo de uma série de posturas e medidas aviltantes tomadas por políticos, militantes e propagandistas de esquerda desde o início da tragédia. O sinal mais evidente desse rebaixamento geral foi o exibicionismo estatal e o ciúme satânico do governo em relação à caridade civil espontânea. Foi esse ciúme, por exemplo, que fez o líder do regime indicar para o cargo de ministro especial para a reconstrução do Rio Grande do Sul ninguém menos que Paulo Pimenta, antes ministro da propaganda e hoje governador rio-grandense de fato, uma vez que o timorato Eduardo Leite, auto-humilhado por sua própria ausência de virtudes, foi cassado sem oferecer resistência.
Sem qualquer feito digno de nota referente ao auxílio às vítimas das enchentes – e, a bem da verdade, sem qualquer feito digno de nota em geral, exceto o de disseminar teorias da conspiração como a da “fakeada” em Bolsonaro –, o sujeito foi premiado única e exclusivamente por sua obstinada dedicação a perseguir e censurar os críticos do regime, o que, por si só, basta para demonstrar a real preocupação lulopetista em relação à tragédia. A presença de uma tal criatura no evento, e sua promoção a “reconstrutor” do Rio Grande do Sul, foi um ato de escárnio com todos aqueles indivíduos e organizações que, diante da letargia paquidérmica e da ineficiência estatal, empenharam esforços heroicos para os primeiros socorros às vítimas. Pela postura tirânica do comissário Pimenta, fica claro que, em lugar de reconstruir o estado afetado, o que o governo quer reconstruir é a própria imagem, gravemente danificada aos olhos da sociedade. Esperando por um Plano Marshall, os gaúchos receberam o Plano Pepper.
A ostentação de generosidade e a afetação de empatia por parte do regime foram teatralizadas do início ao fim. E, dentre os muitos atores canastrões da peça, destaca-se a senhora Janja da Silva, uma espécie de ministra informal de propaganda e, segundo denúncia de uma ex-colaboracionista ressentida, comandante de uma verdadeira milícia digital pró-governo. Começando pelo sensacionalismo em torno do cavalo Caramelo, e culminando na inusitada foto do avião presidencial com kits de ajuda humanitária ocupando cada um dos assentos (numa clara subutilização do espaço), todas as iniciativas da primeira-dama visaram tão somente à autopromoção.
Diante de um tal teatro macabro – que contou com a animada presença de um cada vez mais militante e menos magistrado Luís Roberto Barroso –, não pude deixar de lembrar daquilo que, em O Caminho de Swann (primeiro volume de Em Busca do Tempo Perdido), Marcel Proust comenta sobre a bondade genuína:
“Quando tive mais tarde ocasião de encontrar, no curso da vida, em conventos, por exemplo, encarnações verdadeiramente santas da caridade ativa, tinham geralmente um ar alegre, positivo, indiferente e brusco de cirurgião apressado, essa fisionomia em que não se lê nenhuma comiseração, nenhum enternecimento diante da dor humana, nenhum temor de feri-la, e que é a fisionomia sem doçura, a fisionomia antipática e sublime da verdadeira bondade.”
Com uma evidente alusão bíblica, o trecho recorda a passagem dos Evangelhos na qual Jesus Cristo trata da autêntica caridade, também ela discreta, sem comiseração, sem doçura e, sobretudo, sem autopromoção:
“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte não tereis galardão junto de vosso Pai Celeste. Quando, pois, deres esmola, não toques trombetas diante de ti, como fazem os hipócritas, nas sinagogas e nas ruas, para serem glorificados pelos homens. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, ao dares a esmola, ignore a tua esquerda o que faz a tua direita, para que a tua esmola fique em segredo; e teu Pai, que vê em segredo, recompensar-te-á.” (Mt,6,1-4)
Nada podia ser mais distante do espetáculo grotesco de caridade estatal encenado em São Leopoldo, repleto de exibicionismo moral, pieguice, narcisismo, espalhafato, autocomiseração, roubo de méritos alheios e autopromoção às custas das vítimas. Aos promotores de uma tal pantomima, resta, mais uma vez, o recado dos Evangelhos: “Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície. Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade” (Mt,23,27-28).