DEU NO JORNAL

BESTEIRA

Ao ver déficit nominal bater os R$ 380 bilhões, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembra que o Brasil não vive uma pandemia, mas diz que o País “tem uma quadrilha gastando igual aloprado”.

Aí é dureza!

* * *

Linguarudo.

Difamador, esse Eduardo.

Um déficit de R$ 380 bilhões é uma besteira, uma minxaria.

Faz até bem pro país, segundo o pessoal que fez o L.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

CONVERSA DE TAXISTA

Peguei um taxi no centro da cidade cumprimentei o motorista e dei-lhe o destino: orla de Jatiúca. Nesse mesmo momento, em frente, uma jovem atravessava a faixa de pedestre quando de repente o forte o Vento Nordeste levantou a saía da moça mostrando um belo traseiro apertado por uma minúscula calcinha vermelhe, as mãos da jovem ocupadas com sacolas, não teve como baixar a saia continuando a exposição de seu belo corpo para os sortudos que olhavam. Ao abrir o sinal, o taxista engatou a primeira e partiu Ele sorriu, satisfeito da vida, olhou-me de soslaio e comentou.

– O senhor viu que coisa linda? Há quem não goste disso. Sou casado, sustento minha família com esse taxi, mas tenho esse vício por mulher, gosto de dar uma voltinha por fora quando aparece oportunidade, entendeu Doutor?

Afirmei que entendia. O taxista continuou falando entrando na praia da Avenida da Paz.

– Maceió é a única capital que tem praia no centro da cidade. Não parou mais de falar, conhecia a velhaca política alagoana, foi citando os conhecidos até chegarmos à praia da Pajuçara, quando o taxi parou numa faixa de pedestre em frente a um luxuoso hotel. Nesse momento atravessaram três turistas andando devagar, vestidas em saída de praia, tecido fino e transparente mostrando os pequenos biquínis que mal cobriam as partes pudentes. Foi o pretexto para o taxista continuar a apologia à mulher.

– Olha aí que coisa mais linda, essas mulheres com o andar macio, sem pressa, ficam desfilando para o mundo, elas sabem que homem gosta de olhar. É um espetáculo e eu quero viver muito tempo para apreciar. A gente não come, mas olha, Doutor.

Deu uma risada de sua própria piada. E não parou de falar.

– Vou contar uma história, o senhor não vai acreditar. Na temporada em janeiro eu peguei no hotel duas paulistas bonitas feito a gota serena, levei-as à praia do Francês. Providenciei sombrinha, cadeiras, elas ficaram encantadas, pediram cerveja ao garçom, tomaram banho de mar, andaram na praia, retornaram à mesa, enchendo a cara com cerveja e caipirinha, eu só espiando e esperando ao longe. Já tarde resolveram almoçar na barraca, me convidaram. Comi uma boa moqueca de peixe, sem beber, é claro. Eu percebi que as duas estavam meio bêbadas, cantavam e conversavam. Só retornamos a Maceió anoitecendo. As paulistas começaram a conversar sacanagem, perguntavam-me coisas, se eu gostava, eu respondia tudo, meio encabulado no começo da conversa. Ao passar por um motel na beira da estrada, uma delas mandou eu para o carro. Imediatamente freie e estacionei no acostamento. Uma delas se achegou por trás de mim, convidou-me para uma “menage atroá”. Eu topei mesmo sem saber o que era “menage atroá”. Doutor nunca tinha visto tanta sem-vergonhice na minha vida, as mulheres fumaram maconha. Passamos duas horas no motel, aprendi tudo que é safadeza na minha idade. No final, elas pagaram a conta. Levei-as ao hotel em que estavam hospedadas na praia da Ponta Verde. Ao despedir-me, ofereci meus préstimos para o dia seguinte, levá-las a qualquer praia que quisessem. Elas me agradeceram, viajariam na madrugada, estavam numa excursão. Quando voltassem a Maceió, me procurariam. Entreguei-lhes meu cartão. Deram beijinhos, pagaram-me a conta com uma boa gorjeta.

O taxista só parou de falar quando chegamos ao meu prédio, ele ainda tinha outras história para contar. Agradeci, paguei. Fiquei pensando. Na outra encarnação quem sabe se terei a sorte em ser motorista de taxi em Maceió.

DEU NO JORNAL

TOFFOLI, A LAVA JATO E A COERÊNCIA NO ERRO

Editorial Gazeta do Povo

O ministro Dias Toffoli, durante sessão da Segunda Turma do STF em 21 de maio de 2024.

Do ministro Dias Toffoli, do STF, não se pode dizer que não seja um magistrado coerente. A coerência, no entanto, deixa de ser uma virtude e de merecer elogio quando se volta para o erro, e não mais para o bom, o justo ou o verdadeiro. Pois a última decisão monocrática de Toffoli no âmbito da Operação Lava Jato é exatamente uma demonstração dessa coerência que se transformou em obstinação no erro – erro, sim, mesmo na hipótese de ele crer que está fazendo o que é certo. Na terça-feira, dia 21, o ministro livrou o empreiteiro Marcelo Odebrecht de todos os processos e investigações que havia contra ele, e que agora se tornam nulos. A pessoa física Odebrecht se junta, agora, à pessoa jurídica que levava seu nome e agora se chama Novonor, já beneficiada também por Toffoli com a anulação de multas e todos os atos ligados aos acordos de leniência firmados pela empresa.

Uma decisão que podemos chamar de “coerente” com a prática recente do ministro, porque repete todos os absurdos que Toffoli, o ex-advogado do PT indicado ao STF por Lula em 2009, vem cometendo em seu esforço para reescrever a história da Lava Jato. Equívocos que começam pelo próprio fato de pesar sobre este ministro uma suspeição que é, no mínimo, de caráter moral, isso se não existir também do ponto de vista legal. Afinal, Toffoli apareceu na colaboração premiada de Marcelo Odebrecht, identificado como o “amigo do amigo de meu pai” – os três personagens que compõem o apelido seriam, respectivamente, Toffoli, Lula e Emílio Odebrecht, pai de Marcelo. Suspeições, no entanto, certamente não estão na ordem do dia para quem já chegou a anular uma multa milionária de outra empresa, a J&F, que tem entre seus advogados a própria esposa de Toffoli.

Toffoli também insiste no erro ao embasar sua decisão nos supostos diálogos que compuseram o circo midiático da Vaza Jato. Mesmo aceitando que a prova obtida ilegalmente possa ser usada em um processo quando beneficia o réu, há razões de sobra para tais supostos diálogos serem irrelevantes do ponto de vista jurídico, a começar pelo fato de sua autenticidade jamais ter sido comprovada, mesmo após perícias da Polícia Federal; e de, mesmo no caso de o conteúdo ser verdadeiro, não haver ali indícios de irregularidade, muito menos de conluio. Importa, aqui, recordar o que, em 2019, afirmou o então corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, ao arquivar uma reclamação contra Deltan Dallagnol. “Não se identifica articulação para combinar argumentos, conteúdo de peças ou antecipação de juízo ou resultado”, afirmou ele à época – e o Conselho Nacional do Ministério Público, é bom lembrar, jamais foi um órgão simpático a Dallagnol, muito pelo contrário.

Por fim, o ministro ainda agride o bom senso e a lógica ao manter os benefícios concedidos a Marcelo Odebrecht em seu acordo de delação premiada, assim como mantivera os da Novonor quando anulou as multas ligadas ao acordo de leniência firmado com o MPF. Acaba-se o ônus, restando apenas o bônus – que, ninguém ignora, foi o real motivo que levou tanto o indivíduo Marcelo Odebrecht quanto sua empreiteira a colaborar com a Justiça em vez de seguir negando tudo e enfrentar os tribunais em busca da absolvição, confiando na enorme expertise de sua equipe de advogados. Pois Toffoli também voltou a insistir na estapafúrdia teoria da “coação”, que, como já afirmamos neste espaço, exige um nível de “suspensão da descrença” que não se pede nem mesmo aos fãs de filmes de ficção científica ou leitores de obras de realismo fantástico.

Toffoli insiste em transformar a Lava Jato em uma enorme conspiração entre magistrados e membros do Ministério Público com objetivos políticos – alijar a esquerda do poder e alavancar futuras pretensões eleitorais dos agentes da lei – que, para serem atingidos, exigiriam uma série de ações ilegais que violariam o devido processo legal. O que o ministro do STF faz é a inversão pura e simples da realidade. Pois houve, de fato, conluio: entre o PT, seus partidos aliados e empreiteiras amigas. Tal conluio tinha, sim, objetivos políticos – perpetuar o projeto político petista, alijando seus adversários de qualquer chance razoável de chegar ao poder. E, para que o objetivo fosse atingido, foram cometidos inúmeros crimes de corrupção, pilhando as estatais – tudo devidamente comprovado e confessado. Mas Toffoli quer fazer um país inteiro crer que tudo isso jamais aconteceu.

A tentativa de impor uma realidade paralela em que os bandidos são vítimas inocentes, e os responsáveis por investigar e punir os corruptos é que são os bandidos, não pode prosperar. Certamente não prosperará entre os brasileiros que não tenham diante de si antolhos ideológicos que os impeçam de ver a verdade, mas isso não basta. O plenário do Supremo ainda não avaliou nenhuma das decisões de Dias Toffoli, apesar dos recursos já apresentados à corte pela Procuradoria-Geral da República. Cabe aos demais ministros decidir se freiam o revisionismo negacionista de seu colega ou se aderem a ele.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

LIÇÃO PARA OS BRASILEIROS

Comentário sobre a postagem A ECONOMIA VAI MAL, MAS PARA HADDAD A CULPA É DOS “RUÍDOS”

Roque Nunes:

Ainda que seja uma tragédia, com centenas de mortos e desaparecidos, famílias destroçadas, empresas destruídas, empregos desfeitos, esperança indo embora com as lamacentas águas, as enchentes do Rio Grande do Sul ensinaram uma lição para todos nós brasileiros.

E, de coração espero que essa lição tenha sido aprendida e que fique marcada para sempre em nossos corações: O povo não precisa do Estado.

As águas provaram que o povo brasileiro não precisa do Estado, de suas artimanhas, de sua presença que mais atrapalha do que ajuda.

Não precisa cair mais na lorota que imposto cobrado é para prestar bons serviços.

O Estado tem nos tirado, na mão grande, o sustento, a riqueza, a prosperidade para nos devolver nada.

O Estado apenas entrega burocracia, intimidação, censura, lentidão, serviços péssimos, politicagem.

Espero que essa lição seja aprendida não apenas pelos gaúchos, mas por todos os brasileiros.

Está na hora do povo do Brasil se livrar do Estado se quiser se reerguer e prosperar.

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

i OLÉ !

Milei vai à Espanha, fala verdades e abala o mundo politicamente correto dos canalhas.

Isso é só o começo.

Trump vem aí e, se Deus quiser, o Bolsonaro também voltará.

O mundo precisa que os Homens e Mulheres de coragem, voltem.

Pedro Sanchez é o primeiro-ministro da Espanha.

DEU NO X

DEU NO JORNAL

QUE FASE…

Em declínio no campo internacional por suas ligações às ditaduras mais abjetas, o governo brasileiro concedeu, tipo vapt-vupt, o agrément de Fulvia Castro Matus, embaixadora do ditador da Nicarágua em Brasília.

* * *

“Declínio no campo internacional”.

A expressão que abre esta noticia resume tudo com perfeição.

O mundo inteiro tá vendo a merda em que o gunverno lulo-petralha nos meteu.

E ainda teremos muitos desastres pela frente.

Aguardem que vai piorar.