JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

MORENA TROPICANA – EU QUERO SEU CALOR!

Mulher brasileira esbanja beleza

Morena Tropicana – Alceu Valença

Da manga rosa
Quero gosto e o sumo
Melão maduro, sapoti, juá
Jaboticaba, teu olhar noturno
Beijo travoso de umbu cajá

Pele macia
Ai! carne de caju!
Saliva doce, doce mel
Mel de uruçu

Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vem me desfrutar!
Linda morena
Fruta de vez temporana
Caldo de cana caiana
Vou te desfrutar!

Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai! Ai! Ioiô! Ioiô!
Morena Tropicana
Eu quero teu sabor
Ai! Ai! Ioiô! Ioiô!

Alguém já parou para pensar e apreciar a beleza da mulher brasileira, independente da sua proximidade com ela?

Pois, faça isso!

Faça isso e veja que, a ausência dos olhos azuis e transparentes é compensada pela tez da cor de jambo e emoldurada pelas curvas sempre mais perigosas que as curvas da estrada de Santos. Delineadas, definitivas, sem obstáculos, e como se tudo isso não bastasse, com versos poéticos escritos por Deus através da Natureza.

Na foto anexada para ilustração, observe atentamente o conjunto de perfeições que faz essa menina morena tropicana, e brasileira. Precisa de olhos azuis?

E a beleza escuda detalhe importante em se tratando de Brasil: é afrodescendente!

E alguém liga para isso?

Observe a boca dessa belezura com o lábio superior protegido por um buço apenas imaginável, mas perceptível quando a respiração nasal fica mais ofegante.

É linda!

É brasileira!

É tropicana!

A televisão tem sido o altar onde aparecem algumas mulheres quase santas – mas anjos, com certeza – como um desafio para quem tanto aprecia a beleza de dançar um tango, banhar nu num igarapé ou, simplesmente, apreciar e tentar vencer o desafio que é a beleza de Débora Nascimento.

Foi a Vênus Platinada quem nos apresentou a beleza agressivamente brasileira da Vênus Tropicana dos olhos levemente esverdeados.

As novelas globais de hoje não demonstram muitas preocupações com as qualidades interpretativas de atores e atrizes. O que interessa é a beleza fisionômica aliada a beleza física. O resto não conta muito.

E foi exatamente numa novela global que apareceu Débora Nascimento, hoje, com certeza, uma das mulheres mais bonitas do Brasil, enquanto a qualidade interpretativa fica em segundo plano. Sim, e de Sonia Braga, todos já esqueceram?

Esqueceram que ela um dia foi Gabriela e desfilava essência e cheiro de cravo e canela?

WELLINGTON VICENTE - GLOSAS AO VENTO

GLOSAS VIRTUAIS

Sou poeta prosador
Declamo por todo canto.

Mote de Raniery Abrantes

Gosto muito de uma prosa
Quando se fala em amor,
Como gosto de uma flor
Que muitos chamam de rosa.
Uma mulher carinhosa
Confesso, nem sei o tanto!
Com meus versos eu encanto
Me chamam conquistador.
Sou poeta prosador
Declamo por todo canto.

Poeta Nascimento

Não sou poeta de versos
Que se prendam ao papel…
Passarinho, sonho o céu
E os cantos mais diversos.
Partituras, sons imersos,
Me provocam desencanto…
Meus versos canto, portanto,
Sem cantá-los sinto dor:
Sou poeta prosador,
Declamo por todo canto.

Melchior SEZEFREDO Machado

Sou um matuto roceiro
Não sei andar na cidade
Mas com sensibilidade
Vejo além do meu terreiro.
A choupana é meu mosteiro,
Cantoria, o acalanto,
Minha devoção por Santo?
– Santo Antônio, com fervor!
Sou poeta prosador
Declamo por todo canto.

Wellington Vicente

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Leopoldo Nachbin

Leopoldo Nachbin nasceu em 7/1/1922, em Recife, PE. Professor, matemático e um dos fundadores do IMPA-Instituto de Matemática Pura e Aplicada e do CBPF-Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas. Ficou conhecido pela formulação do “Teorema de Nachbin”, usado para estabelecer um limite no crescimento de uma função analítica.

Filho de Léa Drechter Nachbin e Jacob Nachbin, uma família judaica, vinda da Europa em princípios do século XX. Ainda criança demonstrava interesse pela matemática e estudou num colégio onde foi amigo inseparável de Clarice Lispector. Mais tarde, quando já era escritora famosa, ela relembrou a antiga amizade numa crônica – As grandes punições – publicada no Jornal do Brasil em 1967 e dizia que ele era “um dos maiores matemáticos que hoje existem no mundo”.

No colégio foi aluno do prof. Luís Freire, conhecido estimulador de talentos, que o aconselhou a estudar no Rio de Janeiro, para onde se mudou aos 17 anos. A partir de 1940 e, simultaneamente com o curso de engenharia, frequentou como ouvinte o curso de matemática, pois não era permitido a matrícula em dois cursos ao mesmo tempo. Ainda aluno, tornou-se auxiliar de ensino no curso de cálculo infinitesimal, em 1941, e no mesmo ano publicou seu primeiro trabalho acadêmico, aos 19 anos, nos Anais da Academia Brasileira de Ciências. Em 1943 graduou-se em engenharia civil pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil.

Em 1947 foi contratado como professor da Faculdade Nacional de Filosofia e no ano seguinte prestou concurso de Livre Docência em Análise Matemática na mesma faculdade. Mais tarde tornou-se professor titular do CBPF-Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas e UFRJ-Universidade federal do Rio de Janeiro. Em 1948 foi estudar nos EUA, na Universidade de Chicago e manteve contatos com renomados matemáticos, como André Weil, Jean Dieudonné, Marshall Harvey Stone e Laurent Schwartz.

Na década de 1950 foi empossado na Academia Brasileira de Ciências. Lindolpho de Carvalho Dias, um dos primeiros diretores o considerava “excelente matemático, extremamente competente”. Fundou, também, a ELAM-Escola Latino-Americana de Matemática, em 1967. Foi o primeiro matemático a receber o prêmio Moinho Santista, em 1962 e primeiro brasileiro a palestrar no Congresso Internacional de Matemáticos, na Suécia, naquele ano.

Publicou 10 livros, a maior parte no exterior e centenas de artigos em revistas especializadas. Foi editor da prestigiada série “Mathematical Studies”, publicada pela editora North Holand. Suas contribuições situam-se nas áreas de Análise Funcional, Análise Harmônica, Topologia, Álgebras Topológicas, Teoria da Aproximação e Holomorfia em Dimensão Infinita. Segundo ele mesmo, seu trabalho mais importante é o estudo dos espaços Hewit-Nachbin.

Foi professor visitante e conferencista em renomadas instituições: Institut des Hautes Études Scientifiques (IHES), as Universidades de Paris VI, Chicago, Oxford, professor titular da University of Rochester e da Escola Normal Superior de Pisa. Em 1970, recebeu uma medalha honorífica da Universidade de Liege e, em 1973, recebeu o título de professor Honoris Causa da Universidade Federal de Pernambuco. Recebeu, em 1982, o Prêmio de Ciências Bernardo Houssay, da Organização dos Estados Americanos (OEA) e, nesse mesmo ano, por ocasião de seus 60 anos, foi homenageado com um simpósio internacional de matemática realizado na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

A UNICAMP-Universidade Estadual de Campinas concedeu-lhe o título de professor Honoris Causa em 17/8/1989. Faleceu ainda jovem aos 67 anos, em 3/4/1993, em plena atividade. Em agosto de 2014, a biblioteca do Instituto de Matemática da UFRJ passou a denominar-se “Biblioteca Professor Leopoldo Nachbin”.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA

Com as proximidades de mais um período pascal, o de 2024, inúmeras pessoas buscam conhecer melhor as mensagens deixadas pelo filho de Maria e José, Jesus (Joshua), por muitos historiadores considerado o maior revolucionário de toda a História do Mundo.

Para a gente amada do JBF, independente de suas crenças e credos religiosos, ouso apresentar, abaixo, alguns textos, escritos por notáveis, que buscam retratar a caminhada do Nazareno entre nós, enfrentando preconceitos e acusações até a sua morte no madeiro. Nossa intenção não é a de efetivar qualquer proselitismo, mas tão somente buscar ampliar, em muitos, o conhecimento sobre quem somente desejou promover uma fraternidade planetária, sem qualquer pretensão de instituir uma nova denominação religiosa, tampouco deixando dogmas escritos para os próximos tempos.

Citarei apenas alguns livros que muito ampliaram minhas ideias sobre Ele, filho de carpinteiro, de QI altíssimo e sabedoria plena, que soube expor suas convicções sem eruditismos cavilosos, tampouco ensejando comportamentos sectários, negativistas e separatistas, todo seu caminhar sendo vacina infinitamente potente contra preconceitos cavilosos, superioridade masculina sobre as mulheres, humilhações étnicas, desprezos pelos despossuídos, tudo refletido, no Sermão da Montanha, num brado imenso a favor de uma fé suprema no Pai Todo Poderoso de todos nós.

Eis as leituras que recomendo, sem hierarquização de qualquer tipo, apenas obedecida a ordem alfabética dos títulos:

A história de Jesus para quem tem pressa, Anthony Le Donne, Rio de Janeiro, Valentina, 2019, 208 p.

A religião de Jesus, o Judeu, Geza Vermes, Rio de Janeiro, Imago Editora, 1995, 228 p.

A última semana – um relato detalhado dos dias finais de Jesus, Marcus J. Borg e John Dominic Crossan, Rio de Janeiro, Editora Poket, 2010, 264 p.

Conhecendo Jesus: a Cristologia a serviço da promoção da vida, José Anchieta Lima Costa, São Paulo, Loyola, 2021, 1187 p.

Deus antes e depois de Jesus, Wesley Caldeira, Brasília, Editora FEB, 2021, 588 p.

Jesus de Nazaré – Uma narrativa da vida e das parábolas, Frederico G. Kremer, Brasília, FEB, 2016, 371 p.

Jesus para estressados, Thaís Zamba, Rio de Janeiro, Editora GodBooks, 2022, 128 p.

Jesus: Dicionário Histórico dos Evangelhos, Marie Françoise Baslez, Petrópolis RJ, Vozes, 2018, 198 p.

O Jesus Quântico: a ciência contida em seus ensinamentos – Marcelo Tezel, Votuporanga SP, Casa Editora Espírita Pierre Paul Didier, 2019, 574 p.

Desejando uma Feliz Páscoa para todos os leitores do JBF, uma Páscoa repleta de reflexões e comprometimentos para com um mundo mais fraternal e humanamente desenvolvido, onde todos possam ter vida e vida em abundância, inclusive na Ucrânia, Rússia, Israel e Faixa de Gaza. Todos apreendendo a significância do que está escrito em João 13, Novo Testamento.

E que saibamos, com intensa espiritualidade, o que proclamou o sempre aplaudido filósofo Immanuel Kant:

“Um dia, no futuro, provar-se-á, não posso dizer quando ou onde, que a alma humana já está, durante a vida terrena, numa comunicação ininterrupta com os que vivem já no outro mundo; que a alma humana pode agir sobre esses seres e receber, em troca, impressões deles sem ter consequê3ncia disso na personalidade comum.”

Boas leituras. Feliz Páscoa!!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO JORNAL

DEU NO X

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

SE ACHA UM DEUS

Comentário sobre a postagem PUXÃO DE ORELHA

Jesus de Ritinha de Miúdo:

Lula não tá nem aí para qualquer fala contra ele. De ninguém! Nem nesse e nem em qualquer outro assunto sério.

Lula é egocêntrico demais para sentir remorso, nunca admitirá que errou, pois não possui outro sentimento que não seja o de se achar superior a todo tipo de situação. Como uma divindade.

Ademais, mesmo que Lula tivesse de fato um pequeno resquício de consciência de que é humano e suscetível ao erro, ele sabe que qualquer tipo de ação que lhe for contrária no final dará em absolutamente nada.

No mínimo ele se reelegerá outra vez e pronto.

Afinal Lula não acha.

Ele tem certeza que é um deus.

E, para muitos, ele é.

DEU NO X