Eles censuraram esse vídeo na campanha de 2022 e não contém nenhuma mentira.
O que vocês acham!? pic.twitter.com/KGdp5UAGFB— Bruna Schneider 🇧🇷 🇮🇱 (@BrunaSchneide) May 24, 2024
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Comentário sobre a postagem NÃO FAÇAM MAIS O “L”
Magnovaldo Santos:
Meu velho pai (que encontre alívio e paz nas dobras do santo manto do Senhor) dizia algo que ficou na minha mente desde então:
“Para cada vigarista que nasce já têm quatro otários esperando”.
Para cada Lula que aparece já têm dezenas de professores… opa, digo de otários, esperando.
Acharam que esse cafajeste estava preocupado com eles?
Ledo engano.
Só se aproveitou desses descerebrados.
Querem alguma coisa?
Vão trabalhar de verdade, seus vagabundos.
Bolsonaro deu o maior reajuste para a categoria!!!
Chupem, felas de raparigas.
É o que lula molusco quer fazer no Brasil o que o narco traficante fez na Venezuela aqui não ladrão . pic.twitter.com/Mk8gGF33V2
— marcio pereira (@marciop13020550) May 23, 2024
Há colecionadores de borboletas, selos, discos etc. Também há colecionadores de heterônimos, com personalidades variadas, estilo literário próprio, e inúmeros intuitos.
O heterônimo é um conceito literário utilizado por um autor, para criar um personagem completamente diferente da sua própria pessoa e se esconder atrás dele.
É uma construção completa de uma personalidade, com características próprias.
Foi o poeta Fernando Pessoa, um dos maiores expoentes da literatura em língua portuguesa, quem criou o heterônimo.
É usado, quando o autor quer se esconder de si mesmo ou de outras pessoas.
Heterônimos e pseudônimo se confundem. Alceu de Amoroso Lima (1893 – 1983) usava o pseudônimo de Tristão de Ataíde. Mas não representava outro personagem.
Enquanto os pseudônimos são apenas a criação e utilização de um nome falso para assinar um trabalho ou obra artística, os chamados heterônimos são criações de nomes e personalidades inteiras.
Um grande compositor brasileiro, perseguido pela censura nos “anos de chumbo”, para não perder o direito de compor, usou o pseudônimo de Julinho de Adelaide, e a censura o deixou em paz.
Fernando António Nogueira Pessoa nasceu em Lisboa, no dia 13 de junho de 1888 e faleceu na mesma cidade, aos 47 anos, em 30 de novembro de 1935, vítima de complicações hepáticas. Pessoa foi um poeta, filósofo, dramaturgo, ensaísta, tradutor, publicitário, astrólogo, inventor, empresário, correspondente comercial, crítico literário e comentarista político português. Fernando Pessoa é o mais universal poeta português.
Criou mais de setenta heterônimos, ou seja, autores fictícios, com características próprias.
Os heterônimos mais conhecidos de Fernando Pessoa são: Alberto Caeiro, Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Bernardo Soares. Cada heterônimo desses tem um estilo próprio e uma ideologia diferente, que refletem o projeto artístico e a personalidade rara de Pessoa, poeta inigualável.
Cada heterônimo possui uma voz própria, com suas próprias ideias, opiniões e visão de mundo. Essa diferenciação é fundamental para que o autor possa explorar diferentes perspectivas e estilos literários em suas obras.
Além dos heterônimos criados por Fernando Pessoa, existem diversos outros exemplos de autores que utilizaram esse conceito em suas obras. Um dos mais conhecidos é o escritor argentino Jorge Luis Borges, que criou diversos heterônimos ao longo de sua carreira. Outro exemplo é o poeta brasileiro Manuel Bandeira, que utilizou o heterônimo de “Mário de Andrade” para assinar algumas de suas obras.
Os heterônimos desempenham um papel fundamental na literatura, pois permitem que os autores explorem diferentes perspectivas e estilos literários.
Ao criar um personagem completamente diferente do seu próprio, o autor pode experimentar novas formas de expressão e abordar temas de maneira diferente. Além disso, os heterônimos também podem ser utilizados como uma forma de escapismo, permitindo que o autor se distancie de sua própria identidade e explore outros aspectos de sua personalidade.
A criação de um heterônimo envolve um processo complexo, no qual o autor precisa desenvolver uma personalidade completa, com características próprias, e estilo de escrita. Para criar um heterônimo, o autor precisa pensar em todos os aspectos da personalidade do personagem, como sua história de vida, suas opiniões, seus gostos e até mesmo suas manias. Além disso, o autor também precisa desenvolver um estilo de escrita único para o heterônimo, de forma a diferenciá-lo de sua própria escrita.
Embora mais usados pelos autores do passado, o heterônimo pode ser encontrado na literatura atual. Alguns autores ainda utilizam heterônimos para explorar diferentes estilos literários e perspectivas em suas obras. Além disso, os heterônimos também são utilizados em outras áreas artísticas, como a música e o cinema, onde artistas criam personagens fictícias para se expressarem de maneiras diferentes.
A utilização de heterônimos na literatura não está isenta de críticas e controvérsias. Alguns críticos argumentam que a criação de heterônimos pode ser vista como uma forma de enganar as pessoas, pois o autor está criando outro autor fictício para assinar suas obras. Além disso, também há quem argumente que a utilização de heterônimos pode ser uma forma de escapismo, na qual o autor foge de sua própria identidade e seu estilo literário.
Há quem considere o uso de heterônimos uma fuga da própria personalidade. É como se o escritor se escondesse na pele de outra pessoa, com um nome fictício, por insegurança ou deboche. É tentar se esconder de si mesmo e ludibriar a boa fé das pessoas.
Os heterônimos são uma ferramenta poderosa utilizada por autores para explorar diferentes perspectivas e estilos literários em suas obras. Ao criar uma personalidade completa, com características próprias, biografia e estilo de escrita, o autor pode experimentar novas formas de expressão e abordar temas de maneiras diferentes. A utilização de heterônimos pode gerar controvérsias, e é inegável o impacto que eles têm na literatura.
Lisboa. Frei Luis Ponce de Léon era, desde 1561, catedrático de Teologia na Universidade de Salamanca (Espanha) ‒ famosa inclusive por ter como símbolo, a partir do bestiário medieval, uma rã. Processado em Auto de Fé, pela Inquisição espanhola, foi retirado a meio da classe; e permaneceu preso, em Valladolid (capital da comunidade autônoma de Castilla y León), de março de 1572 a dezembro de 1576. Mas acabou, no fim, declarado inocente. Em seu primeiro dia de volta ao ofício de professor, e como prova de prestígio, todas as figuras ilustres da universidade estavam presentes para ouvi-lo. Mas o dito frei, em vez de protestos ou lamentos, apenas sorriu, falou “Como estava dizendo na última aula…”, e seguiu na lição interrompida.
Mais tarde, ficaria Salamanca marcada por outro episódio; quando em 12/10/1936, na Guerra Civil Espanhola, o general falangista (José) Milán-Astray gritou, numa de suas salas, “Viva la muerte”; com protestos, imediatos e fortes, do reitor perpétuo da universidade, Miguel de Unamuno. Em vez de silenciar, como recomendariam todas as regras do bom-senso (Baltazar Gracián y Morales até escreveu livro sobre isso, A arte da prudência), reagiu, porque “permanecer calado equivale a mentir”. E acabou nas masmorras, mas essa é outra história. Voltando à citação inicial, ela tem sobretudo o papel de marcar a sagração da palavra. Reconhecendo ser o que fica de importante, na vida ‒ ela e seu irmão inseparável, o exemplo. Indicando caminhos.
Essa introdução, maior talvez do que deveria, tem apenas o sentido de anunciar que já está no prelo, pela editora Paradoxum, o primeiro livro de Samuel Hulak no campo da literatura, Na contramão e outros contos.
Se ficar só nele (quase um pecado), não seria caso isolado. Walt Whitman escreveu um único livro, na sua existência, Leaves of grass (Folha de relva). A cada nova edição ia alterando, acrescentado ou suprimindo poemas. A primeira (de 1855), com 91 páginas, apenas tinha 12; a segunda 32, com o famoso Salut au monde (O take my hand, Walt Whitman), que inicialmente seria Poem of salutation; a nona e última, 293. Além de uma Death Bed Edition, de 1892, a impressão definitiva. O mesmo com Cesário Verde; dando-se que, no seu caso, foi até sem querer, por tratar-se de outra edição póstuma ‒ O livro de Cesário Verde, produzido por mulher e filha, reunindo tudo que deixou.
Margareth Mitchell escreveu Gone with the wind (E o vento levou), ficou rica e, desgraçadamente (para ela), logo morreu atropelada por um taxi. Enquanto Emily (uma das irmãs) Brontë mereceu glória breve com O morro dos ventos uivantes; logo sucumbindo, num tempo em que ainda não havia estreptomicina, a uma tuberculose devastadora (o mesmo mal que vitimou as outras filhas escritoras, Anne e Charlotte, do Reverendo Brontë).
Manuel Antônio de Almeida, amigo de Machado de Assis, começa Memória de um sargento de milícias dizendo “Era no tempo do rei”. Mas seu tempo era curto pois, em seguida, morreu afogado no naufrágio do Hermes; e, também ele, ficou neste primeiro livro. Enquanto Augusto dos Anjos nos deixou depois de EU. Ao mandar os originais para a tipografia (sem registros de editora, por ser uma edição doméstica), rasgou a mão com faca e, usando seu sangue, escreveu o título. Assim diz a lenda. Razão pela qual, até hoje, suas edições tem capa clara e título em vermelho. Cor de Sangue. E se foi cedo, aos 30 anos, pena. Tudo isso apenas para dizer que, espero, Samuel não precise usar seu precioso sangue para escrever título nenhum (até por ser, o deste livro, bem maior que as duas letras de EU). Nem faça parte dessa relação de autores com um livro único.
Também cumpre lembrar que o autor escreve esse livro tarde, com 86 anos. Mais uma vez não é caso isolado. Só para ficar na literatura brasileira, antes dele já Pedro (da Silva) Nava escreveu seu primeiro grande livro de memórias, Baú de ossos, com 69. Médico, nos deixou uma obra monumental em sete livros. E mais não foram porque recebeu um telefonema misterioso (até hoje não se sabe de quem) e, com 81 anos, deu um tiro na cabeça. Já Cora Coralina (Anna Lins de Guimarães Peixoto Bretas), apesar de escrever poemas esparços desde a adolescência, decidiu publicar seu primeiro livro, Poemas dos becos de Goiás e histórias mais, com 76 anos. Doceira, pessoa simples e morando longe dos grandes centros, retratou como ninguém a vida nos interiores de nosso Brasil popular e profundo em nove livros. E morreu com 95 anos, de pneumonia. Muitos outros escritores também lhes seguem.
Para ficar só num caso lembro dona Maria Lia Cavalcanti que lançou seu primeiro e único livro, Recordar é viver, com 92 anos, em textos muito bem escritos sobre as memórias da família. Um dia, para nossa mãe, escrevi esses versos
Me diga dona
Maria Lia
Luar da noite
Flor do meu dia
Se brilha ainda
A luz infinda
Que eu perseguia.
E hoje sei que viverá para sempre, majestosa e tocada pela eternidade, essa luz que não cessará de brilhar em nossos corações.
Saramago pergunta, no início da apresentação que escreveu para um livro de Sábat (Anônimo transparente), “Que retrato de si mesmo pintaria Fernando Pessoa?”. Lembro dessa passagem para fazer a mesma pergunta, com Samuel Hulak no papel do poeta português. Certo já de que sua resposta, qualquer que seja, iria surpreender. Posto ter dito autor o dom de construir, de forma invulgar e competente, suas histórias.
Mas quem é mesmo Samuel Hulak?, eis a questão. Em poucas linhas, trata-se de médico especialista em Psiquiatria. Atuou nos palcos (com prêmio de melhor ator) e foi diretor do Teatro do Estudante Israelita, além de participar em peças das televisões. Sem esquecer, ainda é compositor de músicas sinfônicas interpretadas por diversas orquestras. Uma vida, com certeza, incomum. E, antes desse livro de agora, escreveu artigos científicos, publicados em revistas especializadas; e, mais, Elementos da Psicoterapia (1976); Entrevista, mitos, métodos e modelos (1986); e um capítulo (VI) no livro Psicossomática hoje (1992), editado por Júlio de Melo Filho, só livros técnicos.
“E de repente, mais de repente”, assim Pessoa diz em sua monumental Ode marítima (quase o mesmo que Vinícius de Moraes escreveu depois, no seu Soneto da separação, “E de repente, não mais que de repente”), de repente, pois, Samuel decidiu escrever contos. O que é surpreendente, dado seu tardio começo na atividade literária. Alguém que jamais escrevera nada parecido, antes, por que o fez agora? Mistério. Embora mistério maior, aquele que poucos poderiam esperar, é a qualidade (muito) superior dos seus textos.
O escritor Theóphile Gautier foi ver As meninas, de Velasquez. Passou horas contemplando cada detalhe da tela e, no fim, perguntou “Mas onde está o quadro?”. Uso essa metáfora, que ouvi do escritor português António Lobo Nunes, apenas para perguntar, depois de ler esse Na contramão e outros contos, “Mas onde está o livro?” Melhor resposta seria dizer que está em cada pequeno roteiro do autor. Nas tramas. No inesperado. Mas prefiro recorrer a Érico Veríssimo (em Todos nós somos um mistério), “Na minha opinião, existem dois tipos de viajantes: os que viajam para fugir e os que viajam para buscar”.
Samuel faz parte do último grupo. E escreveu esse livro com certeza só para provar, a si mesmo, que tem o dom especial de contar histórias. “A identidade é uma trajetória”, dizia Michel Foucault (Vigiar e punir). E essa identidade nele, a partir de agora, é ser reconhecido como um grande escritor. Enorme. Estelar. Para mim, o maior contista do Brasil.
Ao ver déficit nominal bater os R$ 380 bilhões, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) lembra que o Brasil não vive uma pandemia, mas diz que o País “tem uma quadrilha gastando igual aloprado”.
Aí é dureza!
* * *
Linguarudo.
Difamador, esse Eduardo.
Um déficit de R$ 380 bilhões é uma besteira, uma minxaria.
Faz até bem pro país, segundo o pessoal que fez o L.
Peguei um taxi no centro da cidade cumprimentei o motorista e dei-lhe o destino: orla de Jatiúca. Nesse mesmo momento, em frente, uma jovem atravessava a faixa de pedestre quando de repente o forte o Vento Nordeste levantou a saía da moça mostrando um belo traseiro apertado por uma minúscula calcinha vermelhe, as mãos da jovem ocupadas com sacolas, não teve como baixar a saia continuando a exposição de seu belo corpo para os sortudos que olhavam. Ao abrir o sinal, o taxista engatou a primeira e partiu Ele sorriu, satisfeito da vida, olhou-me de soslaio e comentou.
– O senhor viu que coisa linda? Há quem não goste disso. Sou casado, sustento minha família com esse taxi, mas tenho esse vício por mulher, gosto de dar uma voltinha por fora quando aparece oportunidade, entendeu Doutor?
Afirmei que entendia. O taxista continuou falando entrando na praia da Avenida da Paz.
– Maceió é a única capital que tem praia no centro da cidade. Não parou mais de falar, conhecia a velhaca política alagoana, foi citando os conhecidos até chegarmos à praia da Pajuçara, quando o taxi parou numa faixa de pedestre em frente a um luxuoso hotel. Nesse momento atravessaram três turistas andando devagar, vestidas em saída de praia, tecido fino e transparente mostrando os pequenos biquínis que mal cobriam as partes pudentes. Foi o pretexto para o taxista continuar a apologia à mulher.
– Olha aí que coisa mais linda, essas mulheres com o andar macio, sem pressa, ficam desfilando para o mundo, elas sabem que homem gosta de olhar. É um espetáculo e eu quero viver muito tempo para apreciar. A gente não come, mas olha, Doutor.
Deu uma risada de sua própria piada. E não parou de falar.
– Vou contar uma história, o senhor não vai acreditar. Na temporada em janeiro eu peguei no hotel duas paulistas bonitas feito a gota serena, levei-as à praia do Francês. Providenciei sombrinha, cadeiras, elas ficaram encantadas, pediram cerveja ao garçom, tomaram banho de mar, andaram na praia, retornaram à mesa, enchendo a cara com cerveja e caipirinha, eu só espiando e esperando ao longe. Já tarde resolveram almoçar na barraca, me convidaram. Comi uma boa moqueca de peixe, sem beber, é claro. Eu percebi que as duas estavam meio bêbadas, cantavam e conversavam. Só retornamos a Maceió anoitecendo. As paulistas começaram a conversar sacanagem, perguntavam-me coisas, se eu gostava, eu respondia tudo, meio encabulado no começo da conversa. Ao passar por um motel na beira da estrada, uma delas mandou eu para o carro. Imediatamente freie e estacionei no acostamento. Uma delas se achegou por trás de mim, convidou-me para uma “menage atroá”. Eu topei mesmo sem saber o que era “menage atroá”. Doutor nunca tinha visto tanta sem-vergonhice na minha vida, as mulheres fumaram maconha. Passamos duas horas no motel, aprendi tudo que é safadeza na minha idade. No final, elas pagaram a conta. Levei-as ao hotel em que estavam hospedadas na praia da Ponta Verde. Ao despedir-me, ofereci meus préstimos para o dia seguinte, levá-las a qualquer praia que quisessem. Elas me agradeceram, viajariam na madrugada, estavam numa excursão. Quando voltassem a Maceió, me procurariam. Entreguei-lhes meu cartão. Deram beijinhos, pagaram-me a conta com uma boa gorjeta.
O taxista só parou de falar quando chegamos ao meu prédio, ele ainda tinha outras história para contar. Agradeci, paguei. Fiquei pensando. Na outra encarnação quem sabe se terei a sorte em ser motorista de taxi em Maceió.