DEU NO JORNAL

NO ALVO

“O governo está para o agro como o carrapato está para o boi: só parasita e machuca. Outra coincidência é que o carrapato também não tem cérebro”.

Afirmação do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS).

* * *

Resumo perfeito sobre este assunto.

Tá tudo dito, tá dito tudo.

Nada a acrescentar.

DEU NO X

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

UM BRIGADEIRO DE VERDADE

Marechal do Ar Eduardo Gomes

Seguindo a rota das inclinações políticas de meu pai, posso refletir sobre aquele Ontem, quando havia homens de valor se apresentando para exercer atividades políticas, através do voto. Pessoas em que se votava, cientes de que trabalhariam pela pátria com honradez e competência.

Quando eu já havia atingido a juventude, fui com meu velho ao Aeroporto Internacional do Ibura, no Recife, receber o Major-brigadeiro Eduardo Gomes, militar de indiscutível qualificação administrativa e moral, ex-comandante do II COMAR, um dos fundadores do Correio Aéreo Nacional e líder da UDN – União Democrática Nacional.

O Brigadeiro, como se tornou mais conhecido, fora duas vezes Ministro da Aeronáutica, na era Vargas e retornava a Pernambuco em campanha política, pois se candidatara à Presidência da República.

Sua campanha no Sul teve um toque de classe. Senhoras da alta sociedade carioca, esposas dos seus eleitores, criaram um tipo de docinho para vender e amealhar fundos, a fim de suportar as despesas de propaganda.

Brigadeiro, o docinho famoso

Naqueles anos as campanhas eram custeadas pelos próprios eleitores.

Como era uma novidade, passaram tais guloseimas a serem conhecidas com o nome de “Brigadeiro”, marca que permanece até os nossos dias, sendo indispensáveis em festinhas infantis.

O entusiasmo por Eduardo Gomes era tão significativo que, sendo Pernambuco um dos estados que mais vibração despertava, aqui se juntaram vários coronéis da antiga “Guarda Nacional” – os célebres mandachuvas latifundiários do Agreste e do Sertão – em sua maioria bem aquinhoados, que apoiaram a iniciativa.

Antes da chegada do avião de carreira, o Coronel Veremundo Soares e vários correligionários se juntaram diante de uma automóvel marca Chevrolet, novíssimo, e tiraram fotografias.

Ao pisar novamente no solo do Recife, onde havia trabalhado por vários anos, foi saudado com entusiasmado discurso de Veremundo, ofertando-lhe o veículo para a campanha.

Depois do breve discurso em que agradeceu discretamente, deu ordens para que após a campanha se mandasse pintar o carro e integrá-lo ao COMAR.

Três meses depois o Diário de Pernambuco publicou reportagem com uma foto, mostrando o “Cheba” da cor de “burro quando foge”, devidamente emplacado com chapa branca, indicativa de patrimônio nacional.

Brigadeiro manda incorporar Chevrolet ao patrimônio da Aeronáutica.

Eduardo Gomes, que anos mais tarde foi promovido a Marechal do Ar, não venceu a eleição, mas deixou um exemplo de moralidade. Em 1975 recebeu a Medalha São Silvestre, único militar latino-americano condecorado pelo Vaticano. Com sua morte, muitos anos depois, tornou-se Patrono da Aeronáutica.

De fato, hoje não se faz mais Brigadeiros como antigamente: um Brigadeiro de verdade!

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

A PALAVRA DO EDITOR

CHEGOU O MÊS DO SÃO JOÃO

Nesta bonita sexta-feira, dia 7 de junho, uma especial saudação para os nossos queridos leitores, junto com os votos de um excelente final de semana!

E um agradecimento para os fubânicos que fizeram suas doações nos últimos dias, nos ajudando a manter esta gazeta escrota nos ares, com a competente assessoria técnica da empresa Bartolomeu Silva.

Além de pagar o salário da inxirida secretária Chupicleide, claro!

Um grande abraço para Violante Pimentel, Luiz Francisco, Esdras Serrano, José Claudino, Luis Antonio Mezetti, Samuel Levi, A.J.S e Mario do Couto

Estamos no mês de São João e o nordeste, daqui uns dias, começa a pegar fogo, com fogueira em tudo quanto é canto.

Artistas e conjuntos de forró pé-de-serra estão com as agendas lotadas.

É antológica a disputa entre as cidades de Campina Grande, na Paraíba, e Caruaru, em Pernambuco, na disputa do título de “O Melhor São João do Mundo”!!!

E já que falei em Caruaru, denominada a Capital do Forró, vou fechar a postagem com um vídeo excelente, uma obra-prima da música nordestina, a composição A Feira de Caruaru, da autoria de Onildo Almeida.

Uma música que foi gravada nos anos 50 por Luiz Gonzaga.

No vídeo aparecerem vários grandes nomes daqui da Nação Nordestina interpretando esta magnífica canção.

Entre os quais meus queridos amigos Santanna,  Irah Caldeira e Maciel Melo.

Um  detalhe especial: no vídeo um dos interprétes é o autor da música, o lendário Onildo Almeida que, em agosto próximo, completa 95 anos de vida bem vivida!

Vamos iluminar e alegrar a nossa sexta-feira!

DEU NO X

ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

ARROZ, AGRO E LULA

Junho, mês de foguetório e festas populares está sendo bem interessante em Pindorama, apesar dos prognósticos nada animadores para a indiada que por aqui mora. Enchente no sul do país, endividamento sem controle, ministro ateu indo ao Papa pedindo para ele ser o “ombudsman” do mundo, cacique chamando assassinato de brasileiros por terroristas de “falecimento”, ministro supremo mandando prender a quem ele não vai com as fuças, a GESTAPO, digo, Polícia Federal fazendo o que bem entende, e por aí vai.

Mas, o que me chamou a atenção foi a dita compra internacional de arroz, autorizada pelo Ladrão Descondenado, para, supostamente, abastecer o mercado interno, alegando que a falta do produto nacional vai encarecer o produto, como se este não estivesse já caro, pela carga tributária colocada na carcunda do cidadão. Mas, o que me assustou é o volume e a montanha de dinheiro reservada para isso.

Diz o chefe da quadrilha, digo, o presidente da república – assim mesmo em minúsculo para homenagear o atual estado das coisas -, que reservou sete BILHÕES de reais para comprar um milhão de toneladas de arroz no mercado internacional. Nessa ruma de número aí, há duas coisas que me preocupa. A primeira é relativa ao valor em si, e a segunda diz respeito às intenções de se fazer isso.

Sete bilhões de reais para um milhão de toneladas de arroz é muito dinheiro, mas muito dinheiro mesmo. A não ser que aí esteja uma logística medonha que sairá mais cara que o produto em si, afora o pungente cheiro de falcatrua que está embutido nisso. Afinal o governo vai comprar por 25 reais o pacote de cinco quilo e vender a 20 reais. Não faz o menor sentido econômico, ou mesmo matemático essa ação. No passado isso era chamado de “câmbio português”, em que a operação gerava prejuízo, em vez de lucro. Noves fora os agrados, a lubrificação dos contatos, as facilidades e agrados para agilizar o processo, já vimos essa novela antes e o final foi tudo, menos feliz.

Essa situação é a de menor impacto nessa confusão toda. O que eu percebo, e não sei se os demais caetés, potiguaras, tupis e guaranis de Pindorama perceberam é o que está por trás dessa manobra. Lula está seguindo à risca a cartilha stalinista reservada para o agronegócio. Cartilha essa que foi usada por Fidel Castro em Cuba, Mao Tsé-Tung na China, e mais recentemente a dupla diabólica Hugo Chavez e Nicolás Maduro na Venezuela.

Lula já disse que o agronegócio brasileiro é fascista – será que o analfabeto de Garanhuns sabe o que é fascismo? -, e, portanto, precisa ser combatido. E está combatendo com eficiência, amparado na desculpa de frear o preço do arroz nas gôndolas de supermercados para que o povão possa ter acesso ao produto.

Na Venezuela, a começar por Hugo Chaves, e depois pelo Maduro, a primeira coisa que fizeram foi desestabilizar a produção agrícola do país, causando a famosa “insegurança alimentar” nas cidades. As interferências de Chavez e Maduro na produção agrícola venezuelana, ainda que aquela não conseguisse suprir as demandas do país, acabaram por desorganizar o setor, fazendo o produtor deixar de plantar e colher, pois estavam tendo prejuízo. As compras internacionais de produtos do agro desorganizaram a produção. Logo depois o governo alegando “falta de patriotismo” daqueles produtores, “expropriaram”, – palavra bonita para roubo, ou esbulho possessório -, as propriedades, colocaram seus comparsas para administrar essas propriedades, e elas foram de vez destruídas.

O segundo passo foi a intervenção na rede de distribuição – atacadistas, atravessadores, supermercados, mercados e mercearias de esquinas -, alegando sonegação, especulação e interesses escusos para ganhar mais as custas da fome da população. Quando houve a destruição desse setor, criou-se as cadernetas de alimentação, a distribuição de comida, desde que as pessoas beneficiadas estivessem inscritas em programas governamentais e apoiassem as manifestações do governo, e também, apoiassem e votassem no governo em todas as situações. Qualquer tentativa de oposição por parte da população e esta era cortada de receber sua “cesta básica” doada pelo governo que, intencionalmente destruiu a produção agrícola do país.

Analisando o panorama com uma distância adequada, pode-se ver que o governo Lula está aplicando à risca esse manual de destruição do setor mais competitivo, eficiente e lucrativo nacional. Um setor que emprega milhões de brasileiros, produz e utiliza tecnologia de ponta, põe comida barata na mesa do brasileiro. Mas, alguém pode dizer que a comida está cara, nas gôndolas do mercado. Está sim. Mas, de quem é a responsabilidade? Basta a gente ler o cupom fiscal que o vendedor entrega para a gente, isso mesmo, aquela notinha amarelada, cheia de letras miúdas. E ver, lá, que, o total de impostos, contribuições, taxas e intervenções respondem por quase 56% do valor final do produto.

Gastando como se não houvesse amanhã, empregando gente desqualificada, incompetente, preguiçosa e burra, o governo Lula está, pelo menos nesse ponto, cumprindo exatamente o que disse que iria fazer: destruir as bases da economia nacional, acabar com o agronegócio e transformar o Brasil em uma nação de indigentes e esmoleres estatal, que, até para limpar o rabo, vai depender da boa vontade do governo para que este forneça papel higiênico, quando tiver algo que expelir, óbvio, já que a insegurança alimentar e a fome será uma constante na vida do país.

E pronto! O cenário para o domínio total do país estará concretizado. Não pensem que o que o Lula está fazendo é fruto de uma preocupação com a segurança alimentar do brasileiro. Sua meta é a destruição do setor produtivo, roubo de quem produz e a inclusão de toda a população em uma horda de indigentes e pedintes que devem viver às custas do Estado. Foi assim na União Soviética, foi assim em Cuba, foi assim na Venezuela, e será assim no Brasil.

O que me preocupa é que, mesmo havendo jornalistas sérios e críticos, ainda não levantaram essa lebre para que a população fique de olho e não se deixe levar pela lorota do governo e sua preocupação com o desabastecimento de alimento do país. Corremos um grande risco. Só não vê essa situação dois tipos de pessoas: os canalhas que apoiam esse minueto, e os idiotas úteis que entrarão, também, na fila de pedintes e mendigos estatais em um futuro bem próximo.

DEU NO X