DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

DEU NO JORNAL

A LIBERDADE ECONÔMICA SOB ATAQUE NO BRASIL

Editorial Gazeta do Povo

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o presidente Lula no evento em que apresentaram projeto para regular o trabalho por aplicativos de transporte.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e o presidente Lula no evento em que apresentaram projeto para regular o trabalho por aplicativos de transporte

Quando um país tem um governo que abomina a liberdade econômica, preferindo o intervencionismo e a centralização, os resultados não tardam a aparecer. A edição de 2024 do Índice de Liberdade Econômica medido pelo think tank Heritage Foundation mostra bem esses efeitos. A pontuação brasileira, que considera o segundo semestre de 2022 (ainda no governo de Jair Bolsonaro) e o primeiro semestre de 2023 (já com Lula na Presidência), caiu 0,3 ponto em relação ao índice de 2023 e agora é de 53,2 pontos, em uma escala de 0 a 100. O Brasil até conseguiu subir três posições na lista, ocupando um ainda medíocre 124.º lugar entre 184 países, mas isso só ocorreu porque outras economias conseguiram cair ainda mais na pontuação.

A atual nota coloca o Brasil, pelo 18.º ano consecutivo, na lista dos países “majoritariamente não livres” economicamente, mas nem sempre foi assim na história do índice, que completa 30 anos agora. Por oito anos o país esteve entre os “moderadamente livres”, atingindo um pico de 63,4 pontos na edição de 2003 (correspondente, portanto, ao segundo semestre de 2001 e o primeiro semestre de 2002, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso); dali em diante, a liberdade econômica foi regredindo e, com um mergulho de 60,9 pontos na edição 2006 para 56,2 pontos no ano seguinte, o Brasil entrou no grupo onde se encontra até hoje, prova de que um trabalho de destruição só consegue ser revertido à custa de um enorme e prolongado esforço, já que o hiato liberal dos governos Michel Temer e Bolsonaro, de 2016 a 2022, não conseguiu devolver o Brasil aos patamares do início dos anos 2000 – a pandemia de Covid-19, ainda por cima, prejudicou qualquer tentativa de recuperação, já que as medidas econômicas adotadas para conter a disseminação do vírus levaram a uma regressão em escala global na liberdade econômica.

Entre os 12 quesitos avaliados pela Heritage Foundation, o Brasil melhorou em quatro, manteve a nota em um e piorou em sete, incluindo duas quedas muito abruptas, de cerca de 20 pontos, na edição de 2024 em comparação com 2023. No item “integridade do governo”, a nota caiu de 55,3 para 36,9; e, no quesito “gasto do governo”, passou de 55 para 34,9, a pior de toda a série história para o Brasil nesta área. Ainda que os responsáveis pelo índice não mergulhem em detalhes ao justificar suas notas, basta a descrição dos itens: “integridade do governo”, por exemplo, inclui a percepção de corrupção e a captura do Estado por elites e interesses privados – no caso brasileiro, melhor falar em interesses partidários, como bem demonstra o ataque à Lei das Estatais para acomodar apadrinhados políticos no comando e nos Conselhos de Administração de empresas públicas.

Já a atribuição de notas aos “gastos do governo”, explica a Heritage Foundation, é mais complexa, embora leve em consideração um princípio geral, o de que gasto excessivo “se torna um fardo inescapável, à medida que o crescimento do setor público e de suas áreas de atuação leva inevitavelmente à alocação errada de recursos e perda de eficiência econômica”, tornando-se “um dos principais freios ao dinamismo econômico”. E o período coberto pelo índice viu a aprovação da PEC da Transição, bem como o fim do teto de gastos e sua substituição por um arcabouço que garante aumento de despesa pública acima da inflação, independentemente do desempenho da economia. Por outro lado, o enorme salto no item “saúde fiscal”, que passou de 2,7 pontos em 2023 para 30,9 pontos este ano, pode ser explicado pelo superávit primário de 2022, o primeiro após oito anos de rombo, e pela queda na dívida pública como porcentagem do PIB no período medido pela Heritage, heranças do governo anterior que Lula logo se encarregou de dilapidar.

As perspectivas para a liberdade econômica no Brasil, infelizmente, não são nada boas. O país é governado por um partido empenhado em aparelhar as instituições e colocar as empresas estatais a serviço da legenda. O presidente da República afirma abertamente que a economia nacional, incluindo as companhias privadas, tem de se submeter ao “pensamento de desenvolvimento do governo”, em vez de tomar as decisões de negócio que sejam mais interessantes para cada empresa. O Ministério do Trabalho está obcecado em hiper-regular o que for possível e em reverter avanços da reforma trabalhista de 2017. O intervencionismo exacerbado já espanta o dinheiro estrangeiro, seja no Investimento Direto no País, seja no mercado de capitais. Há razões para temer que no ano que vem, quando o Índice de Liberdade Econômica capturar um período de 12 meses transcorrido integralmente sob o atual governo, o quadro fique ainda mais feio.

DEU NO JORNAL

PETROBRAS CAINDO 11% NO PRE-MARKET EM NY

Leandro Ruschel

Recentemente, o presidente da empresa, senador petista Jean Paul Prates, afirmou que a empresa cortaria dividendos para investir na “transição verde”.

A entrevista foi precedida por operações atípicas no mercado de opções, que produziram um lucro de mais de R$ 30 milhões para quem as fez, levantando suspeitas de insider trading.

Também há uma investigação em curso sobre um contrato da Petrobras com uma empresa de fertilizantes que pode gerar R$ 500 milhões de prejuízo, segundo o TCU.

Os companheiros voltaram com fome!

É preciso lembrar que o principal acionista da Petrobras é o governo brasileiro.

Uma das âncoras fiscais do governo Bolsonaro foi a melhor administração das estatais, que produziram os melhores resultados da história, impactando positivamente as contas públicas.

Agora, os companheiros voltam ao modelo de uso de estatais como veículos de implementação de políticas públicas e de outros interesses do partido, que todo mundo sabe quais são…

O resultado foi imediato, houve uma piora sistemática nos lucros dessas empresas, algumas já virando para o vermelho, como os Correios.

Assim, o companheiro “Taxad” terá que aumentar ainda mais os impostos para fazer frente ao perfil gastador do descondenado Lula, criando uma espiral negativa na economia, e novamente uma pressão sobre os juros.

Isso tudo acontece enquanto a economia americana cresce forte e segura a situação global, contrabalanceando a crise chinesa. Mas esse cenário não será mantido para sempre; quando houver uma recessão global, o Brasil sofrerá uma porrada.

É uma questão de tempo. Não consigo entender o otimismo de certos “Faria Limers”. O cenário é muito ruim, e só não está pior porque o Congresso segurou parcialmente a mão gastadora de Lula.

Mas isso não é suficiente para impedir uma crise, assim que a economia global virar.

CARLOS EDUARDO SANTOS - CRÔNICAS CHEIAS DE GRAÇA

NEY MARANHÃO – UM PIONEIRO

Em dias de março de 1970 compareci ao Grande Hotel, no Recife, a fim de realizar uma entrevista com o Senador Ney de Albuquerque Maranhão, sobre o comércio Brasil-China. Ouvi daquele parlamentar uma descrição pormenorizada das vantagens de nosso país ter um vínculo mais aproximado com aquela nação.

Fazia ele uma cruzada por vários estados divulgando o tema. Tornara-se uma espécie de Bandeirante, no momento em que a partir dos anos 70, nossos países iniciaram relações diplomáticas, durante o Governo Geisel.

Após os flashes, o fotógrafo Diógenes Montenegro foi dispensado, e concluída uma parte principal do assunto, o Senador notou que eu apreciava a literatura e os conceitos filosofais daquele povo, oportunidade em que passamos bom tempo conversando sobre os modos de viver daquela tão antiga civilização e literatura em geral.

Depois de falar sobre Confúcio, o maior pensador chinês, que viveu 300 anos antes de Jesus Cristo, lembro-me que ele tirou do bolso um papel com anotações e me deu de lembrança. Dias depois que a reportagem foi publicada me passou um telegrama agradecendo.

E recordando aquele expressivo momento, publico alguns conceitos que ele me passou: Lembre-se de cavar o poço bem antes de sentir sede; Procure acender uma vela em vez de amaldiçoar a escuridão.

Mas isso era na China tradicional e não nos tempos atuais em que muita coisa ali ficou revirada, em termos de comportamentos, tal a influência da civilização ocidental e devastadoras ações políticas que sob o chicote de tiranos alteraram milenares conceitos.

Tudo muito bonitinho estaria hoje se os gestores da China estivessem obedecendo as regrinhas básicas, mantendo as antigas tradições. Todavia, após os impérios vieram as ditaduras e aquele povo, em sua maioria, mudou seus rumos de vida e seu jeito de ser, ocidentalizando-se e desejando ser a maior potência mundial.

Meu entrevistado naquele dia, entretanto, se concentrou em defender com grande entusiasmo, a aproximação do comércio entre as duas nações, considerando que o crescimento da população chinesa viria dar oportunidade à pecuária e à agricultura brasileira.

Hoje, nosso país registra excelentes laços diplomáticos e o panorama de amizade entre os povos se iniciou sendo historicamente caracterizado por operações comerciais em diversas áreas.

A China se tornou o principal parceiro comercial do Brasil e nós somos importante fornecedor de commodities para aquele país. Nessa história me orgulho de haver contribuído com pequeníssima participação, exercendo o papel de jornalista.

Ney Maranhão foi um visionário por desenvolver um magnífico trabalho de aproximação comercial entre a China e o Brasil, há mais de 50 anos.

Era um pernambucano autêntico; inclusive na maneira de calçar e vestir. Mesmo em oportunidades de reuniões formais no Senado Federal não dispensava seus ternos de linho branco e as alpercatas de couro.

Ficou conhecido como um dos pioneiros na defesa constante do estreitamento das relações diplomáticas e o estímulo ao comércio entre as duas nações.

Foi um político de fibra. Marcou sua passagem como homem público de grande valor, durante tantas legislaturas que exerceu. Em 1993, como Senador, foi agraciado pelo Presidente Itamar Franco com a Ordem do Mérito Militar, no grau de Comendador.

Faleceu no Recife aos 11 de abril de 2016, com 88 anos de idade. Pernambuco lhe tributou honras após o falecimento, denominando um trecho da BR 232, que liga o interior à cidade de Moreno, seu torrão natal, com o nome de Rodovia Senador Ney Maranhão, por proposta do Deputado Eriberto Medeiros.

Meu entrevistado foi cinco vezes Deputado Estadual, tendo presidido a Assembleia Legislativa de Pernambuco e assumido, interinamente, o Governo do Estado. Iniciou sua carreira política como Prefeito de Moreno, eleito em 1951. Em outubro de 1954 elegeu-se deputado federal. Integrou também a Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados.

Ney Maranhão será lembrado como um homem público valente, autêntico, destemido, idealista leal e será lembrado por preservar suas raízes. Foi, de fato, um pioneiro nas relações comerciais Brasil-China.

PENINHA - DICA MUSICAL

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO JORNAL

UMA PARELHA DE LADRÕES BANÂNICOS

Ao anular sentenças da Lava Jato, a Justiça reduziu em 40 anos e seis meses as penas de Sérgio Cabral, aquele que confessou ser viciado em roubar dinheiro público.

Só falta ser descondenado, como outros ladrões.

* * *

Ao ler essa nota aí de cima, na qual está escrita a palavra “descondenado”, me lembrei de um vídeo de algum tempo atrás.

Vamos relembrar:

DEU NO X

DEU NO X