ALEXANDRE GARCIA

A SEMANA EM QUE A LÍNGUA DE LULA VIROU NOTÍCIA (DE NOVO)

Alexandre Garcia comenta as recentes falas polêmicos do presidente Lula e analisa o que vem pela frente na política de Brasília

O presidente Lula foi a São Paulo para visitar duas pessoas que são idosas e já doentes. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) e o americano, casado com brasileira, Noam Chomsky, com 95 anos. Ele é linguista. Imagina um encontro de Lula com um linguista, numa semana em que a língua de Lula virou notícia.

Não tem como a gente não recordar esses vários episódios. O primeiro é com o presidente dizendo que está feliz com o ministro Juscelino Filho, que está indiciado por corrupção pela Polícia Federal. Lula não seguiu o bom exemplo do então presidente Itamar Franco com seu ministro-chefe do Gabinete Civil, Henrique Hargreaves. Na época, Hargreaves sofreu uma acusação, saiu do governo, comprovou inocência e voltou para o governo. Ficaram de cabeça erguida o ministro Hargreaves e o presidente Itamar.

O presidente Lula, com essa atitude, deixa tudo. O ministro não pode ficar no cargo debaixo de uma suspeita. E não é suspeita, é indiciação já.

Outra notícia é a da declaração de Lula sobre o leilão do arroz. Ele disse que o leilão foi anulado porque tinha falcatrua, mas não explicou para ninguém se está investigando a falcatrua, quem são os suspeitos, quem são as pessoas envolvidas.

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Briga com o Rio Grande do Sul

E mais, aumentou a briga com o Rio Grande do Sul, dizendo que vai financiar outras áreas produtoras de arroz, que não o Rio Grande do Sul, até que baixe o preço. Isso numa semana em que ele recebeu representantes da Federação do Arroz, a Fenarroz.
Resultado: o prefeito de Porto Alegre está dizendo que o governo não botou um centavo nos abrigos lá de Porto Alegre, dos desabrigados das enchentes.

Mais uma notícia, sobre a “língua” de Lula, é que ele declarou que a emenda das “blusinhas” foi um “jabuti”, quer dizer, alguém botou escondido… Que foi o próprio líder do PT, o senador Jacques Wagner.

Mais uma: o petista disse que a indústria automobilística não investia há 40 anos no Brasil. Gente, entre 2008 e 2010 ela investiu U$ 20 bilhões de dólares. Depois o presidente ainda disse que a indústria automobilística vendia 3,8 milhões de veículos quando deixou o governo, no segundo mandato, e quando voltou esse número era apenas 1,8 milhão. Na verdade estava vendendo 2,3 milhões depois de uma queda violenta no governo Dilma, isso depois de ainda passar pela pandemia.

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Corrupção na Petrobras

Lula também chegou a dizer, algunas dias atrás, que a Lava Jato foi feita para destruir a Petrobras. Não, quem destruiu a Petrobras foi a corrupção, principalmente de gente do PT, que foi presa, processada e descondenada. Só para a gente lembrar, só o gerente de engenharia, um mero gerente de engenharia da Petrobráas, o Pedro Barusco, devolveu R$ 182 milhões que estavam na Suíça em nome dele. Só para a gente ter ideia.

Outra coisa: ele culpa o presidente do Banco Central, fala dos “juros, juros e juros”, o Campos Neto, e isso e aquilo. No governo Lula 1, a média do juro real foi 19,4% ao ano. No governo Lula 2, 11,8%. No Banco Central independente, 7,9% o juro real. Isso foi publicado pelo Estado de São Paulo com base em levantamentos da Austin Rating.

Só para lembrar, no governo Bolsonaro teve um período de juros reais negativos, numa época que teve deflação por dois anos. A média do governo Bolsonaro foi de 0,6% de juros reais. Só para a gente imaginar essas coisas que muitas vezes ficam só na manchete favorável, e a gente tem que saber o que está acontecendo, e entender, afinal, qual é a realidade.

Mas, enfim, vai ser uma semana muito parada em Brasília, e eu até arrisco dizer que isso é bom – a Escola Austríaca, pelo menos, acha que quanto menos Estado, melhor. Na verdade, vai estar todo mundo em Lisboa. Presidente da Câmara, Presidente do Senado, deputados e senadores, vários ministros de Lula, vários ministros do Supremo. Lá no evento – mais um evento – do instituto do Gilmar Mendes. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) está associada também a esse evento. Eu realmente não sei como vai ter 288 palestrantes sobre temas jurídicos e globalização.

DEU NO X

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

COMENTÁRIO DO LEITOR

FUTEBOL NO BRASIL

Comentário sobre a postagem OFERTA, DEMANDA E FUTEBOL

João Francisco:

O Futebol aqui no Brasil ainda está muito longe de ser organizado como é nos EUA, porém melhorou muito em relação ao que era há 40 anos atrás, p. ex.

Numa breve comparação, lá nos EUA, todas as ligas são privadas e os participantes (chamam de franquias) também.

Aqui adotou-se um formato de clubes, sendo geridos por federações estaduais e federais; onde impera uma mistura com a política.

Mas vamos comparar o presente com o passado; o Pelé jogou quase toda a sua carreira no Santos e não pode ser vendido à Europa, pois era propriedade do Clube e não havia fim de contrato, que era renovado automaticamente.

Como resultado, o patrimônio do Edson Arantes do Nascimento, quando morreu, coisa de 100 mi de reais, é menor que menos de um ano de salário do Neymar. Pelé também jogava mais de 100 jogos por ano (domingo e quarta), muito mais que se joga hoje, 70 a 80 jogos no máximo.

Em relação a 30 anos atrás aqui no Brasil melhoraram os estádios, os CT’s, os salários médios, a idade de fim de carreira.

O ideal é compararmos o nosso gerenciamento do futebol com o da Europa e aí sim dá para ver que poderíamos melhorar. Só que já foi muito pior.

Ainda assim, quem que ganhou a última Copa? A Argentina, que está atualmente em situação muito pior que o Brasil.

Futebol é o único esporte que nem sempre (frise-se isso) o mais organizado, rico e forte ganha, daí a sua popularidade.

DEU NO JORNAL

O GRANDE TRUQUE

Roberto Motta

Violência no Brasil

O grande truque da esquerda e de seus associados para bloquear o endurecimento da lei penal brasileira é esterilizar o debate sobre crime e punição, retirando dele o componente moral. Tudo é reduzido a uma questão “técnica”, a ser discutida em juridiquês, usando os termos e o vocabulário estabelecidos pela esquerda.

Qualquer tentativa de trazer o aspecto moral do crime de volta ao debate – incluindo o fato de que o crime é resultado de uma escolha feita pelo criminoso – é respondida com todo o tipo de ofensas, agressões e ameaças.

Qualquer tentativa de alinhar a legislação com as expectativas morais da maioria da população – que deseja punição dura e, muitas vezes, definitiva para os criminosos – é respondida com argumentos de “inconstitucionalidade” ou classificada de violação dos direitos dos criminosos, inclusive por instituições de Estado cuja prioridade deveria ser a proteção dos direitos da população.

Alegar “inconstitucionalidade” para projetos de endurecimento da lei é recorrer a tecnicismos, sempre subjetivos, para evitar reflexão e debate sobre questões graves, com repercussões morais profundas. É óbvio que uma Constituição que impede medidas essenciais de combate ao crime precisa ser modificada. Ou será que a proteção dos “direitos” e “benefícios” para criminosos presos é cláusula pétrea?

Antes que o Brasil consiga debelar a guerra civil não declarada de nossas ruas, é preciso trazer de volta o aspecto moral do problema e rejeitar o uso de ideias e de um vocabulário criados para distorcer o debate antes que ele comece.

Um exemplo é o termo “letalidade policial”, cuidadosamente construído para produzir, de cara, a percepção de que a polícia é assassina. Por que não se fala em “letalidade criminal”? Por que não se fala em “letalidade jurídica” – as inúmeras mortes causadas por criminosos soltos pela legislação e por decisões judiciais, mas que deveriam estar presos?

Como é possível que o ecossistema de ONGs de “segurança pública” acuse o Brasil de encarceramento em massa quando 92% dos homicidas e 98% dos assaltantes sequer são identificados, quanto mais presos? Que “encarceramento” é esse no qual criminosos extremamente violentos, perversos e reincidentes cumprem apenas uma parte de suas penas efetivamente atrás das grades?

Por que as ONGs que mais atuam para influenciar a legislação penal e o debate público sobre segurança no Brasil, controlando o discurso da mídia e a produção da legislação penal, recebem doações de entidades estrangeiras como a Open Society Foundations, do bilionário esquerdista George Soros?

Uma dessas ONGs produz um relatório anual chamado de Atlas da Violência. Eu não entendo por que não chamam de Atlas do Crime. Quer dizer, entendo sim. Crime tem um culpado – o criminoso – que precisa ser punido. Violência é uma coisa genérica, espalhada por aí.

O Brasil vive uma guerra civil permanente – uma guerra na qual só um lado está armado. O grande truque da esquerda é tratar essa guerra, na qual morrem 40 mil brasileiros todos os anos, como se estivéssemos em um debate teórico em uma aula de um curso de Direito.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEUS BREVES CONTOS – 2

O Elefante

A passos pesados e lentos o elefante invadiu a loja de louças quebrando tudo à sua volta. No térreo não escapou uma xícara sequer. Porcelanas raras e taças de cristal nobre, expostas no primeiro andar, escaparam à fúria do animal. O dono da loja, mãos aos céus, agradeceu aos Deuses o fato de os elefantes não saberem subir escadas e serem grandes demais para caberem nos pequenos elevadores.

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Todos os Livros e a maioria dos Discos de autoria de XICO BIZERRA estão à disposição para compra através do email xicobizerra@gmail.com. Quem preferir, grande parte dos CDs está disponível nas plataformas digitais. 

Nossos CDs estão nas plataformas virtuais e, em formato físico, na Loja Passadisco do Recife.

PENINHA - DICA MUSICAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

UMA SAUDADE COM CHEIRO DE “SÃO JOÃO”
“SÃO JOÃO DISSE,
SÃO PEDRO CONFIRMOU
QUE VOCÊ FOSSE MINHA MADRINHA,
QUE JESUS CRISTO MANDOU.”

Sonho sempre com Nova-Cruz, e de ontem para hoje o meu sonho teve cheiro de SAUDADE, misturado com o cheiro do “SÃO JOÃO”.

Vi a Praça Barão do Rio Branco transformada num corredor iluminado.

São 18 horas. Já está na hora de acender a fogueira.

Meu pai ornamentava o terraço da nossa casa, com lanternas coloridas, enquanto minha mãe preparava a mesa com iguarias deliciosas, típicas dessa época do ano. Não faltavam canjica, pamonha, milho cozido e pé-de-moleque.

O maior destaque viria em seguida: O milho assado na fogueira de São João. Isso encantava minha alma de criança.

A notícia de que o fogo havia pegado e a fogueira estava acesa era recebida com alegria, por crianças e adultos. O cheiro de lenha queimada inundava o ar. A fumaça da fogueira fazia chorar. Mas eram lágrimas misturadas com sorrisos.

Lágrimas de felicidade.

A noite de São João era uma festa! E a alegria era contagiante.

Não havia energia elétrica em Nova-Cruz, e os balões eram permitidos, sem qualquer perigo.

Todos os corações estavam em festa.

Os fogos, bandeirinhas e lanternas coloridas completavam o cenário daquela noite iluminada, que representava o nascimento de São João Batista, primo de Jesus Cristo, o Salvador. Tempos depois, São João foi o responsável pelo Batismo de Jesus, no Rio Jordão.

A fogueira aquecia e iluminava a nossa alma. E o sereno era o bálsamo, que caía sobre as famílias reunidas em torno das fogueiras.

Era uma noite de magia, brincadeiras, adivinhações e outras crendices populares.

Hoje, ao recordar o antigo São João de Nova-Cruz, meus olhos ficam molhados de saudade… Saudade dessa terra abençoada, da antiga paz que reinava na cidade, e do meu porto seguro, Dona Lia e Seu Francisco, com a família toda reunida.

Feliz São João!

DEU NO X