PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Sebastião da Silva e Geraldo Amâncio glosando o mote:

Se eu pudesse comprava a mocidade
Nem que fosse pagando a prestação

* * *

Pinto do Monteiro glosando o mote:

O cavalo do vaqueiro
Nas quebradas do sertão.

Quebra galho de aroeira,
De jurema e jiquiri,
Rasga beiço e calumbí,
Mororó e quixabeira.
Quebra-faca e catingueira,
Urtiga braba e pinhão;
Pau-serrote e pau-caixão,
Baraúna e marmeleiro,
O cavalo do vaqueiro
Nas quebradas do sertão.

* * *

José Vicente da Paraíba glosando o mote

São frios, são glaciais,
Os ventos da solidão.

Quando se sente saudade
Duma pessoa querida,
Dá-se um vazio na vida
E dói esta soledade…
Ninguém suporta a metade
Da dor do meu coração,
Lembrando o aceno de mão
Do amor que não voltou mais…
São frios, são glaciais.
Os ventos da solidão.

* * *

Zé Adalberto glosando o mote:

Pra que tanta riqueza se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura.

Pra que casa cercada por muralha
Se a cova é cercada pelo pranto
Se pra Deus todos têm do mesmo tanto
Tanto faz a fortuna ou a migalha
Pra que roupa de marca se mortalha
Não requer estilista na costura
E o cadáver que a veste não procura
Nem saber se a costura ficou boa
Pra que tanta riqueza se a pessoa
Nada leva daqui pra sepultura.

* * *

Chico Nunes glosando o mote

A saudade é companheira
De quem não tem companhia.

Vivo em eterna agonia
Sem saber o resultado
Deus já me deu o atestado
Pra eu baixar à terra fria.
Em volta só vejo o mal
Deste meio social,
E espero sozinho o dia
De minha hora derradeira.
A saudade é companheira
De quem não tem companhia.

* * *

Léo Medeiros glosando o mote:

O sertão se acorda mais bonito
Com o aboio saudoso do vaqueiro.

De manhã no sertão que eu fui criado
De três horas pras quatro, papai ia
Caminhando com rumo a vacaria
Pra tirar o leitinho do seu gado;
O bezerro ficava enchiqueirado
Esperando a saída do leiteiro
Quando solto corria bem ligeiro
Pra mamar eu um úbere tão bendito
O sertão se acorda mais bonito
Com o aboio saudoso do vaqueiro.

O vaqueiro sujeito encarregado
Dos trabalhos diários da fazenda
Sai pra lida pensando em sua prenda
Vai soltando aboio apaixonado;
De gibão e perneira bem montado
No cavalo cortando o tabuleiro
Enfrentando terreno traiçoeiro
Seu valor, ninguém soma tenho dito:
O sertão se acorda mais bonito
Com o aboio saudoso do vaqueiro.

* * *

Jó Patriota glosando o mote:

Na frieza da gruta o Deus Menino
Teve o bafo de um boi por cobertor.

Num recanto afastado de Belém
Fora onde uma Virgem Imaculada
Deu a luz à pessoa mais sagrada
Que se chamou de Cristo, O Sumo Bem…
Nessa noite Maria um prazer tem
De rezar o rosário com fervor
Contemplando seu fruto, O Redentor
Santo Corpo Sacrário Pequenino
Na frieza da gruta o Deus Menino
Teve o bafo de um boi por cobertor.

Foi assim que o rebento de Maria
No silêncio da simples manjedoura
Teve a mãe como santa defensora
E seu pai adotivo como guia
Nessa pobre e humilde hospedaria
Estalagem pequena sem valor
Entre pedra, capim, garrancho e flor,
Diferente de um prédio bizantino
Na frieza da gruta o Deus Menino
Teve o bafo de um boi por cobertor.

DEU NO X

DEU NO X

DEU NO JORNAL

PRAGA DA PESADA

Em entrevista ao podcast do Diário do Poder divulgada nesta quinta-feira (21), o vice-líder da Oposição na Câmara, deputado Evair de Melo (PP-ES), comparou o presidente Lula (PT) a uma praga que mata a raiz da planta, na agricultura.

Para Melo, de família de cafeicultores, os ataques do petista ao agronegócio, desde a campanha de 2022, prejudicam o País:

“O presidente hoje é uma praga de solo. Ele está matando a raiz brasileira, está literalmente matando nossa galinha dos ovos de ouro”.

* * *

Comparar Lula a uma “praga de solo” é ofender a coitada da praga.

O Ladrão Descondenado é um praga bem pior.

Que vem assolando essa infeliz nação sem piedade, e com a cara mais lisa do mundo.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

LENDAS ALAGOANAS – LENDA DA BARONESA

Em um cemitério de Paris, numa lápide havia um epitáfio:

“DULCE FARNESI de SFORZA, Baroneza de Rosenville, fidalga italiana, descendente dos Doges de Veneza. Casada com o nobre francês Barão Julien de Rosenville, senhor do Castello de L’ Etoille. Morreu numa lagoa da região de Pernambuco em terras dos Brasis, 1511.”

Alfredo Brandão, escritor e pesquisador alagoano, procurou desvendar o fato, e numa viagem à Itália, pesquisou sobre a genealogia dos nobres italianos. Depois de exaustivas pesquisas conseguiu reconstituir a história.

* * *

“Numa festa em Veneza, o Barão de Rosenville conheceu Dulce. A moça desfilava em uma gôndola, fantasiada de rainha do Adriático. O barão apaixonou-se perdidamente pela beleza, meiguice e bondade da jovem. Nessa época, toda a Europa falava do descobrimento da terra de Santa Cruz. O barão casa-se com Dulce e resolve viajar para a terra recém-descoberta. Por dois anos, habitou no litoral de Pernambuco junto à enorme lagoa Manguaba (Alagoas fazia parte da Capitania de Pernambuco, na época). Ali mandou construir uma casa senhorial – um galpão de madeira em forma de castelo – e junto a este foi edificado um fortim de pedras. O Barão comercializava pau-brasil, fornecendo a madeira aos traficantes, seus conterrâneos, que atracavam a nau no porto dos franceses (hoje praia do Francês). O Barão gostava de caçar durante o dia. À noite, estudava as estrelas, enquanto Dulce bordava. Os marinheiros e os índios tocavam viola e dançavam ao ar livre.

A jovem Baronesa encantou-se com a região. Adorava a Lagoa Manguaba, os passeios de canoa, tudo lhe lembrava Veneza, sua terra natal. A moça era doce como seu nome indicava. Sempre a sorrir, alegre e esvoaçante, gostava de montar em seu cavalo, que trouxera da Bretanha, vestida de amazonas, cabelos esparsos ao vento. Ela lembrava assim uma ninfa dos bosques, uma aparição das florestas, uma iara das lagoas. Os indígenas caetés tornaram-se amigos dos franceses, principalmente do casal.

Um dia, Dulce resolveu improvisar uma festa aquática, idêntica às de Veneza. Convidou os indígenas caetés da região, que compareceram em suas canoas adornadas de flores silvestres. Julien não pôde assistir à festa, tendo que ir à nau de D. Rodrigo D’Acunã, que nesse dia seguia para a Europa com um carregamento de pau-brasil. Foi despedir-se de sua amada, maravilhando-se com o que viu: Dulce pronta para partir para a lagoa, com seu séquito de moças caetés, belíssima, fantasiada de rainha dos índios. Vestia uma túnica branca. Presa à cintura delgada havia uma tanga de penas de arara. Sobre a cabeça, um cocar de plumas alvas. Nas orelhas, dois muyrakitãs de pedras verdes. Um simulacro de tatuagem, com as cores do jenipapo e urucum, de pintinhas azuis e rosadas, o colo alvo e os braços nus. O Barão não resistiu, abraçou-a e beijou-a ali mesmo em frente a todos.

Quando o cortejo da rainha passava em frente à barra, o vento Nordeste soprou rijamente. A maré enchente arrastou as canoas para o meio da lagoa onde se espalhava o encantamento da planta cheia de flores. Súbito, todos gritaram. A canoa da Baronesa afundara e desaparecera no turbilhão das águas e das plantas.

Quando o Barão soube da tragédia, louco de dor, auxiliado pelos seus marinheiros e os indígenas caetés, procurou o corpo da Baronesa durante o resto da tarde e durante toda a noite. Pelo amanhecer, viram no meio da lagoa um ajuntamento de flores alvas, pintadas de roxo e azul, tal qual Dulce se tatuara. Os índios mergulharam e, logo depois, trouxeram à tona a sua Baronesa, morta, muito pálida, mas muito bela ainda. O Barão, em sua dor, regressou à Europa, onde enterrou o corpo da amada em Paris. Triste e solitário, terminou seus dias no castelo de L’ Etoille. Os índios caetés, a partir desse acontecimento, deram à flor o nome de baronesa.”

DEU NO X

COMENTÁRIO DO LEITOR

IMORALIDADE E HIPOCRISIA

Comentário sobre a postagem REPARA SÓ O QUE ELE FALOU

Pablo Lopes:

Sim, devem desculpas.

Mas jamais as pedirão: Lula e sua companheira de visitas íntimas não têm estatura moral para admitir erros.

Isso na hipótese de que foi um erro, o que divido muito.

Na verdade sempre souberam que os móveis estavam lá e só fingiram não saber para gastar dinheiro público sem licitação.

Ademais, se tivessem vergonha na cara, teriam informado que os móveis estavam no palácio assim que foram “encontardos” em setembro de 2023.

Contudo, foi necessário um furo de reportagem para que fosse divulgado.

O casal real é a pura definição da imoralidade e hipocrisia.

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

CAMÕES, 500 ANOS

Luís Vaz de Camões veio da pequena nobreza – assim se dizia, na época, dos nobres sem casas nem títulos em Portugal. Desde jovem, passava dias e noites pelas ruas entre pedintes, arruaceiros, prostitutas, desvalidos. Ou nas tabernas. E escrevendo versos, quando possível, às vezes em troca de gorjeta. Ou comida.

Era conhecido, pelas incontáveis rixas em que se metia, como Trinca-Fortes. Em uma delas, na noite da procissão de Corpus-Christi, golpeou com espada o pescoço de Gonçalo Borges, cárrego (responsável) dos arreios do rei. Acabou preso no tronco. Libertado por Carta Régia de Perdão, em 7 de março de 1553, teve que pagar quatro mil réis para caridade e foi obrigado a ir servir na Índia. Seria mudança definitiva, em sua vida. Um destino jamais sonhado por seus pais – Simão Vaz de Camões, capitão de nau; e Ana de Sá, dos Macedo de Santarém, doméstica.

Em torno dele, quase tudo é incerto. Sabe-se, dos serviços que prestou na armada portuguesa, que nasceu em Lisboa – ou Coimbra, ou Santarém, ou Alenquer. Talvez em 1523 ou, mais provavelmente, em 1524 (havendo ainda que sugira começos de 1525). Tendo a lei portuguesa 1540, de 02/02/1924, definido que teria sido em 05.02.1524, agora completando essa data 500 anos. Estudou em Coimbra, entre 1542 e 1545, com o tio dom Bento de Camões, prior do Convento de Santa Cruz. Até que voltou para Lisboa. Mas a carreira das armas, logo percebeu, era mesmo das poucas opções que lhe restavam.

Para cumprir aquela sentença de perdão embarcou pouco dias depois, em 24 de março, na poderosa armada do capitão-mor Fernão Álvares Cabral. Para Goa (Índia). Ali, naquele mundo para ele novo, sofreu todas as agruras. Em expedição a Ceuta, perdeu o olho direito numa batalha. Em 1558, naufragou na foz do rio Mekong – costa do Sião (hoje, Tailândia). Salvou-se despido, como todos os demais sobreviventes, tendo em uma das mãos os primeiros versos de seu Os Lusíadas. Nesse episódio teria morrido uma chinesa, a quem Camões deu o nome poético de Dinamene, e para quem depois escreveria uma série de poemas, entre eles o famoso Soneto 48:

Alma minha gentil, que te partiste
Tão cedo desta vida, descontente,
Repousa lá no Céu eternamente
E viva eu cá na terra sempre triste.

Se lá no assento etéreo, onde subsiste,
Memória desta vida se consente,
Não te esqueças daquele amor ardente
Que já nos olhos meus tão puro viste.

E se vires que pode merecer-te
Alguma cousa a dor que me ficou
Da mágoa, sem remédio, de perder-te,

Roga a Deus, que teus anos encurtou,
Que tão cedo de cá me leve a ver-te,
Quão cedo de meus olhos te levou.

Foi Provedor dos defuntos nas partes da China, desempenhando suas funções com não muita lisura, é de justiça reconhecer. E, vez por outra, frequentaria prisões. Por dívidas. Ou rixas. Como dizia o próprio Camões, “Erros meus, má fortuna, amor ardente/ Em minha perdição se conjuraram”. Mas, sobretudo, nunca parou de escrever.

Em 1570, afinal, estava novamente de volta a Lisboa. Com as carências financeiras de sempre. Segundo se conta, sobreviveu durante algum tempo graças ao fiel Jau, trazido das Molucas. Esse escravo esmolava, de noite, pedindo pão para seu mestre. Importante é que Os Lusíadas avançava. Sob o patrocínio de d. Manuel de Portugal, devotou-se então à sagração de seu país – naquela que é considerada, consensualmente, a mais bela epopéia do século XVI.

A edição princeps – assim se diz das primeiras edições de um livro – foi impressa na tipografia de António Gonçalves, em Lisboa, no ano de 1572. Com privilégio real de impressão por 10 anos e publicada com um benévolo (e corajoso) parecer censório de frei Bartolomeu Ferreira, sem data. Terá tido também licença da Mesa Inquisitorial – que, todavia, não foi impressa. O aparato paratextual é simples, 8.816 versos e 1.102 estrofes divididas em 10 cantos. Utilizando a divisão da divina Comédia, de Dante – que assim tem, como cantos, seus 100 livros. Há, hoje, cerca de 25 exemplares ainda existentes, em bibliotecas ou nas mãos de colecionadores. Talvez menos que 10 completos.

Até fins do século XIX, se acreditava ter havido duas edições princeps. Um mito devido a Manuel Faria e Souza – que (em 1639), ao comentar Os Lusíadas, confrontou dois volumes daquele mesmo ano de 1572; e verificou haver, neles, pequenas diferenças. Depois se comprovando terem sido bem mais que duas. Restando hoje assente que assim ocorreu pelo desejo de Camões, ou seu editor, em corrigir pequenas incorreções das impressões anteriores. Dando-se que, em alguns casos, foram sendo aproveitados conjuntos de páginas já impressas, antes, e não utilizadas. Fazendo-se, as correções, nas novas páginas impressas. Uma explicação que só se pode compreender pelos rudimentares sistemas de impressão daquela época.

Apesar de numerosos indicativos dessa edição princeps na comparação com as demais, e curiosamente, o que a identifica é um pelicano, à primeira página, com o bico virado para a esquerda do leitor. Além do pelicano, também um detalhe no terceiro verso da primeira estrofe, que começa por “E entre”; enquanto, nas versões corrigidas, começa por “Entre”. Essas edições de 1572 tornaram-se conhecidas, por isso, como “Ee” e “E”.

Camões tinha com ele, ao morrer, aquela que acabou tida como a primeira edição autêntica, deixada ao frei Joseph Índio, que o acompanhava num hospital de Lisboa. Esse volume é conhecido como Holland House – por ter estado em casa do general Lord Holland, em Londres, a partir de 1812 e por mais de cem anos.

Outra edição famosa, em Portugal, é a segunda ‒ conhecida como dos piscos. Surgida em 1584, dois anos após o fim do prazo do alvará que protegia a primeira (de 1572). Impressa pela tipografia Manuel de Lira, em Lisboa, e com licença do mesmo frei Bartolomeu Ferreira – responsável pela autorização da edição princeps. O nome jocoso dado à edição vem de uma citação, nos Lusíadas (Canto III, 65), sobre a “piscosa Cizimbra”. Sezimbra é uma vila portuguesa no distrito de Setúbal. Abundante em peixes, bom lembrar. Trata-se da primeira edição comentada de Os Lusíadas. Explicando a citação, o comentador, como referência aos pássaros que ali se juntam em passagem para a África, provavelmente se referindo ao Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus Rubecula).

Camões segue a trilha de outras epopéias do passado. Sobretudo a Eneida, de Virgílio; o que se vê até na comparação dos versos iniciais dos poemas: Canto as armas e o varão, Virgílio; e As armas e os Barões assinalados, Camões. Também a Ilíada e a Odisseia, de Homero. Bem como a divina Comédia, de Dante. Além de numerosas epopéias surgidas em Portugal, no mesmo século XVI de Os Lusíadas, mas antes dele – como as de André de Resende, Manuel da Costa ou José de Anchieta; e manuscritos que circularam, antes de 1572, como os de António Ferreira e Jerónimo Corte-Real.

Nele temos o passado, com a exaltação das conquistas em que o povo português foi muito além do Mar Tenebroso. O presente, com o lamento pelo abandono das terras africanas por Portugal – de Safim a Azanos, de Azila a Alcácer Cequer; sem contar a ameaça turca, conjurada só na batalha naval de Lepanto, em 7 de outubro de 1571. Mas é sobretudo a antevisão de um futuro grandioso, na linha da Utopia do Quinto Império.

“Para servir-vos, braço às armas feito; Para cantar-vos, mente às Musas dada” (Os Lusíadas, Canto X, 155). Pouco antes, em Desenganos, escreveu “Nascemos para morrer/ Morremos para ter vida/ Em ti morrendo”. Assim foi. Luís Vaz de Camões morreria em 10 de junho de 1580, pouco depois do desastre de Alcácer Quibir – em que desapareceu d. Sebastião, o Desejado, e Portugal passou a ter um rei espanhol. Foi enterrado na igreja de Santa Ana e seus restos acabaram transferidos, em 1894, ao mosteiro dos Jerônimos, onde repousam num túmulo esculpido em mármore bem na entrada. Consta que disse, ao morrer, “Ao menos morro com a pátria”.

DEU NO JORNAL

ALTERNATIVAS

“É a retratação ou a responsabilidade por calúnia e difamação. Lula decide”, deputada Rosana Valle (PL-SP) dá alternativas para o presidente após mentir sobre o “sumiço” de móveis do Alvorada.

* * *

Ou então é só ele tomar um porre de cachaça, arrotar e soltar um peido.

E ficar tudo do jeito que está.

Nada mais que isso.

Afinal, vivemos na Republiqueta Banânica.

DEU NO X