CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BOAVENTURA BONFIM – FORTALEZA-CE

Prezado Editor Berto:

Le pido que publique el texto a continuación en este periódico democrático.

¡Gracias!

LECCIONES BÁSICAS DE ESPAÑOL.

A mí me gusta mucho estudiar español, así que siempre estoy haciendo estudios comparativos entre estos dos idiomas, portugués y español. Hoy me resultó difícil encontrar una palabra para usar en portugués. Por eso, recordé una investigación que hice hace mucho tiempo sobre el uso de la tercera persona del plural, en el presente de indicativo y en el presente de subjuntivo del verbo ir, en portugués y español.

Tras mi investigación, he llegado a esta conclusión.

A mi juicio, nuestro portugués es más carente en vocablos que el español. Por ejemplo, cuando hablo la siguiente expresión, en el presente de subjuntivo de la lengua de Camões, yo digo: ESPERO QUE AS MENINAS VÃO. Sin embargo, la lengua de Cervantes tiene más riqueza de vocabulario porque yo digo así: ESPERO QUE LAS CHICAS VAYAN. Se percibe que en portugués el presente de subjuntivo es igual que el presente de indicativo (VÃO/VÃO). No obstante, en español el vocablo cambia (VAN/VAYAN).

Boaventura Bonfim.
Estudiante de Letras/Español de la Universidad Federal de Ceará.

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Alceu Amoroso Lima

Alceu Amoroso Lima nasceu em 11/12/1893, no Rio de Janeiro, RJ. Também conhecido como Tristão de Athaíde, pseudônimo adotado aos 26 anos, foi escritor, crítico literário, professor, advogado, jornalista, pensador e líder católico. Publicou dezenas de livros sobre os mais variados temas e teve uma profícua carreira intelectual.

Filho de Camila da Silva Amoroso Lima e Manuel José de Amoroso Lima. Aprendeu a ler em casa, com o prof. João Kopke, teve os primeiros estudos no Colégio Pedro II e formou-se advogado pela Faculdade Nacional de Direito, em 1913. Iniciou como crítico literário n’O Jornal, em 1919, e publicou seu primeiro livro em 1922: Afonso Arinos, um estudo crítico. Ainda jovem viajou pela Europa com seus pais e voltou à Paris, em 1913, para estudar no Collège de France.

Aí teve aulas com Henri Bergson e, segundo seu relato, teve uma grande transformação em suas ideias, passando do “evolucionismo spenceriano” ao evolucionismo criador de Bergson, a partir da primazia do espírito. De volta ao Brasil, teve uma breve experiência como diplomata, mas logo deixou a carreira para substituir o pai na direção da fábrica de tecidos Cometa. Em seguida, optou pela vida literária. O pseudônimo Tristão de Athayde, adotado em 1957, “o nome ficou […] e hoje quase é possível dizer que tem o mesmo curso do verdadeiro”, declarou.

Sob a influência de Chesterton, Maritain e Jackson de Figueiredo, foi convertido ao catolicismo e escreveu uma carta aberta à Sergio Buarque de Holanda – Adeus à disponibilidade -, em 1928, significando “a primazia do literário ao ideológico. Do primado da crítica estética à crítica filosófica”. A partir daí inicia no movimento católico leigo no Brasil com disposição: “ao converter-se, não me recolhi a um porto, mas parti para o alto mar”. Na década de 1930 teve intensa produção editorial e ingressou na ABL-Academia Brasileira de Letras, em 1935. Foi catedrático de literatura na Faculdade Nacional de Filosofia, um dos fundadores da PUC/RJ e ministrou cursos sobre civilização brasileira na França (Sorbonne) e nos EUA.

Por indicação de Dom Sebastião Leme, substituiu Jackson de Figueiredo na presidência do Centro Dom Vital e na direção da revista A Ordem. Por esta época alimentou simpatias com o Integralismo, com artigos na imprensa, mas pouco depois reconheceu o equívoco, a partir da obra de Jacques Maritain Humanismo integral (1936). Não era um adepto da militância política e menos ainda da partidária, mas participou ativamente da criação da LEC-Liga Eleitoral Católica, em 1934, por iniciativa de Dom Sebastião Leme, que lhe pediu para estudar o problema das novas posições da Igreja em face dos problemas sociais, então recolocados em exame de maneira bastante incisiva pela Encíclica Quadragésimo Anno, de 1931.

Em fins da década de 1940 viajou pela Argentina e Uruguai palestrando sobre a Democracia Cristã na América Latina, organizando o “Movimento de Montevidéu” Pouco antes havia participado da criação do PDC-Partido Democrata Cristão, em 1945, junto com Franco Montoro. Escritor prolífico, foi também editor na Editora Agir, que ajudou a fundar em 1944. Em 1950 foi convidado para o cargo de Diretor Cultural da União Pan-Americana e logo se tornou Secretario Geral da OEA, com sede em Washington. Sua adesão ao movimento social católico foi intensificada a partir do Concílio Vaticano II, convocado pelo Para João XXIII no período 1962-1965.

A adesão a corrente renovadora da Igreja causou-lhe algumas críticas, que foram respondidas: “Pelo fato de colocar-me entre os renovadores da Igreja, sou chamado de progressista e de inocente útil. Mas a verdade é que a Igreja, no decorrer dos últimos 50 anos, tem evoluído gradativamente no sentido daquilo que chamo de humanismo, isto é, de uma colocação do primado do bem comum, em que o indivíduo se subordina à coletividade e a coletividade, por sua vez, se subordina à pessoa, à liberdade e à justiça. É aí que considero possível um entendimento entre as duas correntes antagônicas”.

Em 1964, com o golpe militar, alinhou-se a Dom Hélder Câmara contra a ditadura e tornou-se um dos mais respeitáveis críticos do regime político implantado no País, através da imprensa. Em 1967 comentou um livro sobre tortura, do deputado Márcio Moreira Alves: “Entre nós a revolução de 64 recolocou a tortura política em evidência. Márcio teve o desassombro… de ir aos fatos, de ouvir as vítimas, de arrancar os véus que impediam ver através dos muros das penitenciárias. E só agora pôde revelá-los em livro, que a Censura oficial procurou impedir que se divulgasse”.

No inicio da década de 1970, mostrou-se favorável à Teologia da Libertação, liderada pelo frade franciscano Leonardo Boff: “Considero a chamada Teologia da Libertação… que ela representa para mim a verdadeira e mais positiva concepção do papel capital que a Igreja de hoje, fiel às suas tradições mais primitivas da era patrística, pode e deve representar neste momento crucial, em que se chocam as concepções mais puramente antagônicas do futuro da humanidade, entre o crepúsculo da burguesia e a aurora do proletariado, entre a crise do capitalismo e a crise do socialismo, em tão grande parte herdeiro dos próprios males do capitalismo.”

Faleceu em 14/8/1983, aos 90 anos e, na condição de oblato beneditino, foi velado no Mosteiro de São Bento. No mesmo ano, a Comissão de Justiça e Paz, de São Paulo, liderada por Dom Paulo Evaristo Arns, criou o “Prêmio Alceu Amoroso Lima”, concedido pela Universidade Candido Mendes juntamente com o Centro Alceu Amoroso Lima pela Liberdade. Deixou um legado de 78 livros publicados sobre os mais variados temas e pode ser melhor conhecido através do site alceuamorosolima.com.br.

A Universidade Cândido Mendes mantém o CAALL-Centro Alceu Amoroso Lima para a Liberdade, com o objetivo de manter e divulgar seu legado. Pouco antes de completar 90 anos, cuidou de suas memórias e organizou o livro Memorando dos 90: entrevistas e depoimentos, publicado pela editora Nova Fronteira, em 1984. Outro livro revelador – Cartas do pai: de Alceu Amoroso Lima para sua filha, Madre Maria Teresa – foi lançado em 2003 pelo IMS-Instituto Moreira Salles.

Clique aqui e veja entrevista histórica com Alceu Amoroso Lima

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

BOBAJADAS MERDÁLICAS

Se o que vou contar, notícias publicadas em jornal sulista de fino trato, acontecessem num dos estados nordestinos, seria motivo de muita chacota do sul-maravilha. Eis a síntese do fato primeiro: algumas quarentonas “emergentes” da elite paulista, às vezes classificada de influenciadoras diante das cafonices praticadas em nome de uma pseudomodernidade, estão se auto presenteando com flores, cartões e outdoors elogiosos, para despertar ciumadas dos maridos, namorados e enfiantes, numa estratégia de revalorização pessoal diante das relações estremecidas com os pobres coitados. Uma delas, mais porra-louca que as demais, andou pichando muros, enviando mensagens via Internet, deixando “recados” na secretária eletrônica do infeliz ricaço, até contratando vozes sensualmente másculas para indagarem viva voz sobre seus desejos mais íntimos e locais de preferência para uma transa legal.

Duas páginas adiante, em contraponto de mesmo calibre, um segundo fato: idiotão do leste, metido a empresário, 55 anos de idade, conta bancária com taludos reais e cavalheirismo de centavos, reproduz alto e bom som numa entrevista televisada, como se fosse o máximo, as razões de estar com uma nova companheira: “Um dia você acorda, olha para o lado e testemunha aquele monstro na sua cama. O monstro se espreguiça, boceja com a boca arreganhada e se levanta toda pesadona. Tive que inventar outra mulher para me livrar daquela. Não conseguia nem olhar mais para a cara feia da sujeita”.

Duas situações, uma masculina e outra feminina, reveladoras do atual nível de bostalidade cultural da classe granfa brasileira, que parece ter perdido o senso de ridículo, o respeito pela Vida, jogando na lata do lixo a bússola da serenidade comportamental para com os desafortunados, idosos e fisicamente alquebrados.

Numa sociedade hedonista, ávida em ser notícia de qualquer maneira, que se futiliza em pérfidos níveis de consumo, onde uma classe emergente procura tresloucadamente um “algo mais” para se promover e aparentar ter menos idade, não é tarefa difícil deparar-se com outras bobajadas dinossáuricas como as acima mencionadas.

Pouco importando as releituras e reciclagens necessárias para enfrentar com saudável criatividade as novas e dinâmicas realidades primeiromundistas, homens e mulheres disputam, mesmo com a atual tragédia gaúcha, o troféu Kimerda, classe ouro, pouco se lixando para os amanhãs trágicos que também advirão para todos eles.

Mais cedo ou mais tarde os truques mandarão as contas. E muitos dos que se imaginavam tampas-de-foguete perceberão logo o significado de um dos mais notáveis provérbios iídiches: “Para o verme num rabanete, o mundo inteiro é um rabanete”. E poderão, então, reiniciar-se socialmente, sempre atentos para o alerta do Luiz Berto, autor do engraçadíssimo e muito lúcido O Romance da Besta Fubana: “Pode-se perdoar tudo num ser humano, menos que não bote força para deixar de ser burro”.

Mas inúmeros outros, a grande maioria talvez, continuarão sobrevivendo como os dois exemplos acima, vegetando e ruminando pela vida afora, abanando orelhas e rabos, imaginando-se donos absolutas do pedaço, como se tudo eternamente ficasse, lindamente, nos devidos lugares por eles desejados.

Quem bem evita comportamentos bbbósticos, saberá defenestrar posicionamentos imbecilizantes, do tipo como usar cuecas e porta-seios por cima das calças e blusas.

PENINHA - DICA MUSICAL

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR

PEGANDO FOGO!

Chegou o período dos festejos juninos e o nordeste está pegando fogo!

Fogo de alegria, de música, de comida, de dança e de muita celebração.

O noticiário local tem se ocupado da venda de comidas típicas deste período, como o milho assado, o milho cozido, a pamonha e a canjica.

No Empório Tia Dulce, em Olinda, bolos regionais estão no cardápio. Foto: Mandy Oliver/Esp. DP.

Aqui no Recife a programação está intensa e neste final de semana os festejos vão tomar conta da cidade.

Os festivais de quadrilhas atraem um público enorme.

Assim como no resto do Brasil se deseja um “Feliz Natal”, aqui vai um Feliz São João para toda a comunidade fubânica!

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

DEU NO X

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA