LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
DEU NO JORNAL
BLINDAGEM
O governo armou operação para blindar a ministra Marina Silva (Meio Ambiente) em razão do fogo que incinera parte do país e sua reputação.
Entrevistas só com imprensa amiga e olhe lá.
Ou na TV estatal.
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O melhor modo de blindar Marina é mandá-la pro espaço.
Naquela mesma cesta onde foi colocado seu irmão gêmeo, o ET.
Lá em cima o fogo não pega ela de modo algum!
DEU NO X
DATENA CHEGANDO PRO DEBATE
DEU NO X
EM BREVE
A PALAVRA DO EDITOR
DE OLHO NO BENTIVI
ALEXANDRE GARCIA
PRESIDENTE QUER DIVIDIR RESPONSABILIDADE PELAS QUEIMADAS

Incêndio no Parque Nacional de Brasília, no dia 4 de setembro
Nesta quarta o presidente da República promove uma reunião com os presidentes do Supremo, da Câmara, do Senado, do Tribunal de Contas da União, e com o procurador-geral da República. O assunto é fogo: é o recorde de incêndios no Brasil. Há 21 anos o presidente tomou posse e nomeou Marina Silva ministra do Meio Ambiente para cuidar das florestas e prevenir que pegassem fogo. Não houve nenhuma prevenção, ou não teríamos agora um recorde nacional e histórico de incêndios na Amazônia, no Pantanal etc.
Agora eu pergunto. Lula fala em combater o fogo. Mas de quem é a responsabilidade? O Poder Judiciário tem bombeiro? Não, a não ser aqueles próprios das sedes dos tribunais. O Legislativo tem bombeiro? Só aquele pessoal especializado da segurança. O TCU tem? Não tem. A PGR idem. Bombeiro é com o Poder Executivo, municipal, estadual e federal. Essa reunião é para quê, dividir a responsabilidade? Mas a responsabilidade é do Executivo.
E não é só combater incêndio. Os animaizinhos, os filhotes já morreram, os ovos e os ninhos já foram destruídos, as árvores já foram queimadas. Tem de prevenir. Eu vi Marina Silva falando que o governo vem trabalhando com “medidas muito bem pensadas”. Ela foi ministra de Lula em 2003, e ainda estão pensando?
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Na nova guerra digital até o velho pager vira uma bomba
Vocês viram as novas guerras desse mundo? Guerra com drones, guerra a distância, guerra digital. Guerra digital pode desligar serviços de água, luz, telefone de um país; desligam tudo que funciona, postos de combustível, por exemplo, e o país para. Agora apareceu mais uma. Vocês lembram do bip, ou pager, que as pessoas usavam nos anos 80, principalmente, para serem convocadas? Quem estava de plantão andava com aquele bip, que foi superado pelo celular, muito mais prático. Mas o pager não pode ser rastreado como o celular, e por isso os membros do Hezbollah, que ataca Israel a partir do sul do Líbano, estavam todos usando pagers. E de repente eles explodiram, 3 mil aparelhos. Nove pessoas foram mortas, 2,8 mil ficaram feridas, inclusive o embaixador do Irã. Estão acusando Israel, que não deu um pio.
Na guerra digital até isso é possível. Não se pode rastrear um aparelho, mas pode-se fazer uma interferência de modo que o mecanismo exploda. Imaginem só o quanto se fica vulnerável a um ataque. Somos do tempo da pistola, do revólver, do fuzil, e outros estão usando uma guerra silenciosa de apertar botões. É a evolução. Será que o Brasil está preparado para se defender disso? Existe o Forte Rondon, em Brasília, que é um centro de defesa cibernética, mas parece que para eleições, por exemplo – lá na Venezuela se descobriu que Maduro tentava fraudar, e todo mundo já sabe –, aqui só ficamos na desconfiança por causa desse nosso atraso na percepção dessas grandes novidades digitais. Estamos sempre correndo atrás por falta de avanço científico.
DEU NO JORNAL
NADA DE NOVO
A imprensa brasileira fez vergonha novamente ao noticiar o atentado a Donald Trump.
Relativizou outra vez o crime, temendo que o republicano fosse beneficiado eleitoralmente, reduzindo-o a “aparente” ou “possível tentativa”, mesmo com o criminoso preso e o FBI confirmando o ato.
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A imprensa banânica fazendo vergonha não é novidade alguma.
Nada de novo.
Age conforme o esperado.
A militância de redação segue cumprindo seu papel.
DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!
A REVOADA DAS POMBAS
Vi a pomba bater asas
Esvaziando o terreiro
Era só um passarinho
Buscando novo roteiro
Pomba-de-arribação
Bem comum lá no sertão
No ir e vir corriqueiro.
Quando pousou na vivenda
Já era tempo de estio
Entretanto fez seu ninho
Acabei com seu fastio
Cuidada com bom xerém
Ela sentia-se bem
Arrulhava a cada cio.
Vi a rola satisfeita
Sempre renovando o ninho
E dava graças a Deus
Por tê-la em meu caminho
Mas tudo acabou em nada
Pois a rola desalmada
Sumiu em um torvelinho.
E foi-se a pomba vadia
Foi-se a Burguesa também
Por rolas eu não lamento
Umas vão e outras vem
E foi-se a pomba terceira
Não será a derradeira
Que meu alçapão detém.
Outro dia eu avistei
A vadia em meu quintal.
A Burguesa toda prosa
Vi pousando em meu varal
Mas quem hoje me fascina
É uma pomba-divina
Conhecida por trocal.
PENINHA - DICA MUSICAL
SCORPIONS
ALEXANDRE GARCIA
PACIÊNCIA NO FIM

Lula observa o Manto Tupinambá, no Museu Nacional, no Rio
O presidente Lula parece estar com a paciência no fim. A reação dele ante as críticas da líder indígena Yacuy Tupinanbá não foi, digamos, de um cavalheiro ante uma senhora idosa e de respeito. Não é para menos. Ele acumula frustrações próprias e frustrações de seu povo eleitor. Queixou-se de contar com apenas 70 deputados e nove senadores (com isso tem de pagar pedágio para o voto passar – e o Centrão é o principal cliente). Além disso, é vítima da própria propaganda. Criou expectativas – na campanha e no governo – que não pode cumprir. E o resultado é a frustração dessas expectativas, nos eleitores que lhe deram voto e naqueles líderes estrangeiros que o aplaudem.
A agenda ambiental e a da fome ficam em primeiro lugar na frustração. O próprio governo anuncia que há 33 milhões de famintos no Brasil, o que significa fracasso de fome zero em mais de 15 anos de governo petista. E o fogo na Amazônia, no Pantanal e pelo Brasil inteiro derruba toda argumentação de um ambientalismo de propaganda e pouca ação preventiva. Quanto à agenda de direitos humanos, não é a mão boba do ministro que põe tudo a perder; é a falta de ação para proteger brasileiros perseguidos e injustiçados, na Amazônia e em Brasília. Nenhuma palavra sobre colonos assentados pelo Incra e depois enxotados pela polícia, perdendo tudo e sem ter onde viver. Nenhuma palavra sobre os injustiçados que só se manifestaram e nada quebraram, e são condenados como se fossem homicidas reincidentes.
Na proximidade das eleições, penso que o eleitor paulistano esteja também com a paciência se esgotando. Aliás, o eleitor já avisou muitas vezes que já não aguenta ter de votar no menos pior. O eleitor já escolheu o rinoceronte Cacareco, o macaco Tião, o palhaço Tiririca e alguns similares, para mostrar aos partidos com quem se parecem os candidatos que figuram nas listas partidárias. Os partidos querem gente popular para gerar voto, sem saber das qualidades de político e administrador dessas pessoas. Apenas porque brilham no futebol, nos palcos, na tevê, nas redes sociais, viram candidatos, sem o menor conhecimento do que vão fazer como prefeitos ou vereadores, além de jogar cadeiras no adversário.
Isso não é de agora, e é por isso que a nossa política é tão pouco eficaz nas melhorias para os municípios, estados e país. Os resultados são pífios ou negativos. E, quando alguém mostra serviço, é apagado como um intruso no mecanismo. A cultura, como foi ouvido de um vereador, é enriquecer no cargo – esse o objetivo primeiro, enquanto vai mantendo a enganação. Há quem participe, como eleitor, dessa enganação, e tudo vai se ajeitando, com favores mútuos do clientelismo, temperado com os impostos de todos.




