DEU NO X
DEU NO JORNAL
GENTE BESTA
Membros da “Just Stop Oil” invadiram loja de carros em Hamburgo (Alemanha) para depredar veículos em protesto “anti-petróleo”.
O problema é que a concessionária era Tesla, de veículos 100% elétricos.
* * *
Como costumava dizer Seu Luiz, meu saudoso pai, gente besta e mato é o que mais tem nesse mundo.
Esse tal de Just Stop Oil é um exemplo perfeito de gente abestalhada.
É de lascar!
PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA
SONHO DE AMOR – Amadeu Amaral
Tudo isto há de passar, de certo, muito em breve…
Branca névoa sutil, ir-se-á quando o sol nasça;
branco sonho de amor, passará, como passa
pelas ondas em fúria uma garça de neve.
Passará dentro em pouco, imitando a fumaça
que se evola e se esvai nas curvas que descreve.
Fumaça de ilusão, força é que o vento a leve,
força é que o vento a leve, e disperse, e desfaça.
Que importa! Uma ilusão que nos alegra e afaga
há de ser sempre assim, no mar bravo da vida,
como a espuma que fulge e morre sobre a vaga.
Esta me há de fugir, esta que hoje me inflama!
E antes vê-la fugir como uma luz perdida
que possuí-la na mão como um pouco de lama…

Amadeu Ataliba Arruda Amaral Leite Penteado, Capivari-SP (1875-1929)
LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA
FOGO NO PARQUINHO
DEU NO JORNAL
A FONTE SECOU
O perfil oficial da Câmara dos Deputados voltou a publicar na rede social X (ex-Twitter), ignorando o bloqueio ordenado em 30 de agosto.
A Câmara já havia publicado post no dia 8 deste mês, um dia após o Sete de Setembro, assim como boa parte das instituições públicas, partidos, políticos etc., que seguiram com suas postagens.
O bloqueio fixou multa de R$ 50 mil para cada vez que algum brasileiro acessar a rede social.
Assim como parlamentares, a Câmara seguiu publicando notícias sobre as atividades do Legislativo.
* * *
A Câmara pode…
Enquanto isso, aqui nesta gazeta, deixamos de acessar o X.
Era de lá que pegávamos muitas notas e notícias para a seção Deu no Jornal e para a extinta seção Deu no X.
Agora, a fonte secou.
Paciência… a multa é da pesada…
Conto com a compreensão dos nossos fiéis leitores.
ALEXANDRE GARCIA
NÃO ENTREGA O QUE PROMETE E SE IRRITA COM COBRANÇAS

O presidente Lula na cerimônia de retorno do Manto Tupinambá ao Brasil, no Rio de Janeiro, em 12 de setembro
O presidente Lula está nervoso. Pudemos ver isso naquela explosão dele contra uma senhora idosa, Yakuy Tupinambá, na solenidade do retorno de um manto tupinambá. Ela reclamou do presidente, do Congresso, do Judiciário, e Lula explodiu. Não quis nem saber se era uma senhora, se era uma idosa, se estava entre indígenas, se havia uma liderança indígena à qual ele estava se referindo. O presidente tem bons motivos para estar nervoso. Todas as promessas, todas as agendas estão resultando em frustrações, porque eram só propaganda, só da boca para fora.
* * *
Do meio ambiente à economia, é um fracasso atrás do outro
A agenda ambiental, de defesa da Amazônia, do Pantanal, deixou os europeus impressionados, era a grande agenda, mas está aí o país pegando fogo. Se comparar com o governo anterior, muito criticado pela esquerda, o atual governo está queimando muito mais. A prova está no ar da maioria das capitais brasileiras. Na agenda indigenista, aí está a frustração traduzida pelas palavras da senhora Yakuy Tupinambá. Em toda parte vemos o aumento nas mortes, os assassinatos de indígenas, as 1.040 mortes de criancinhas de menos de 4 anos por coisas simples como desidratação e diarreia. E isso que há três ministérios para cuidar disso: o da Saúde, o dos Direitos Humanos e dos Povos Indígenas.
Os direitos humanos, aliás, que foram outra bandeira, tiveram o escândalo do ex-ministro. Mas o vexame não é o da mão boba, esse é talvez o menor. O maior vexame foi não proteger os povos amazônidas que estão sendo oprimidos, injustiçados. E, por falar em injustiça, temos os manifestantes do 8 de janeiro, em que a maciça maioria não teve nada a ver com quebra-quebra nas sedes dos poderes, mas é presa e condenada mesmo assim. Lula não deu uma palavra a respeito disso.
Por fim, a economia. A primeira frustração foi a da picanha. As pessoas realmente esperavam picanha, mas não conseguiram ainda combinar o salário com o preço da picanha. Ainda não deu certo, e a inflação está comendo. Aí vem também esse confisco, na verdade, de dinheiro que ficou nos bancos, quantias de menos de R$ 100 que são das pessoas menos abonadas, com menos renda.
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Sem programa decente, só resta a Lula comprar apoio político
Então a gente vê que a paciência do presidente está assim: qualquer gota já transborda. E ele se queixa de não ter poder porque não tem força política. Mas o que ele entende por “força política” é comprar político com emenda e dinheiro público, é fechar os olhos para ministros que estão gastando dinheiro demais, fazendo viagens demais, envolvidos em escândalos, porque ele depende de partidos políticos. Lula chega a minimizar o apoio dele, dizendo que tem só 70 deputados e nove senadores, Então, os autores de coisas como esse confisco estão no Centrão – na direita é que não estão. O Centrão é que está sendo fisiológico, obviamente, mais uma vez, para dar apoio ao presidente da República em coisas que não são benéficas para a nação.
DEU NO X
MOLE, MOLE…
DEU NO JORNAL
A DANÇA DAS CADEIRADAS
Paulo Briguet

Datena dá cadeirada em Pablo Marçal durante debate da TV Cultura, neste domingo (15)
“Inveja diabólica e ódio assassino são os únicos sentimentos na alma de um comunista, sempre camuflados sob uma retórica de belos ideais humanitários.” –Olavo de Carvalho
Vocês, meus sete leitores, em algum momento da vida devem ter participado de uma brincadeira conhecida como “dança das cadeiras”. O jogo consiste em colocar os participantes circulando ao som de uma música em torno de várias cadeiras, sendo que o número de assentos é menos um comparado ao número de participantes. Quando a música para de tocar, os participantes se sentam nas cadeiras; aquele que não conseguir se sentar sai do jogo e mais uma cadeira é retirada. Ao final, restam dois participantes e uma cadeira; o vencedor é o que conseguir se sentar nesta última.
Assim como todas as brincadeiras infantis, a dança das cadeiras faz referência simbólica a alguma realidade da vida humana. Se a cadeira é um símbolo universal do poder, o jogo das cadeiras representa a luta pelo poder. Uma eleição nada mais é do que uma dança que só terá um vencedor quando a música parar. Eis o sentido fundamental da nossa querida democracia.
Neste domingo (15), durante o debate na TV Cultura, Datena deu uma cadeirada em Pablo Marçal. Se a cadeira é o poder e a dança das cadeiras é a eleição, qual seria o sentido da cadeirada? Ora, resposta fácil: a cadeirada representa o poder desafiado, o poder sem limite algum.
Por vários anos, ele ameaçou ser candidato, mas desistiu na hora H. Agora entendemos o porquê de sua hesitação. Longe do ponto eletrônico e do ambiente controlado do estúdio, ele não passa de uma figura patética e gaguejante, um candidato que tem um nome a zerar na corrida eleitoral. Nada mais justo que ela tenha optado pelo PSDB, o partido que durante tanto tempo encenou o simulacro de democracia hoje mais conhecido como estratégia das tesouras, em que a esquerda finge brigar com a esquerda para garantir a implantação do programa socialista.
Logo depois da cadeirada, a grande mídia — com a honrosa exceção da Gazeta do Povo — saiu em defesa do agressor, alegando que Marçal havia ofendido a honra de Datena, chamando-o de covarde. Ouviu-se diversas vezes a famosa frase com conjunção adversativa:
— A agressão foi errada, mas…
Mas o quê? A agressão foi errada, mas o Marçal mereceu? Isso me fez lembrar os idiotas que culpam as mulheres vítimas de violência sexual por usarem roupas curtas.
Misericórdia! Todos os dias, desde que anunciou a intenção de participar da dança das cadeiras em 2018, Jair Bolsonaro era chamado de todos os nomes e acusado dos piores crimes. “Covarde” era um dos xingamentos mais suaves que a esquerda e sua assessoria de imprensa — a grande mídia — lhe dirigiam. Agora imaginem, só imaginem, se Bolsonaro houvesse fraturado a costela de um adversário esquerdista com uma cadeirada durante um debate eleitoral.
Entre os jornalistas presentes, poucos escondiam a sua satisfação com a cadeirada em Marçal, exceto o mediador, que entrou em pânico e soltou uma frase que me fez lembrar o saudoso Flávio Cavalcanti:
— Nossos comerciais, por favor!
Desde o início desta campanha, Pablo Marçal revelou o grande teatro armado em São Paulo e vem apresentando a disputa entre o invasor de propriedades e o prefeito que demitiu servidores não vacinados como uma reencenação do teatro das tesouras.
Goste-se ou não dele, Marçal levou a cadeirada por denunciar essa farsa. Quando ele exorcizou Boulos com a carteira de trabalho e chamou Tabata de “para-choque de comunista”, fez aquilo que a esquerda mais odeia: ser ridicularizada.
Parafraseando Vladimir Tismaneanu, podemos dizer que a esquerda nada mais é do que a organização política do ódio. A cadeirada em Marçal é a consequência desse ódio acumulado. A história ensina: quando os revolucionários se veem acuados, partem para o ataque direto, como se viu nas tentativas de assassinato de Jair Bolsonaro e Donald Trump.
Marçal, porém, não é a única vítima de cadeiradas no Brasil. Vale lembrar que o atual ocupante da Presidência foi tirado da cadeia para ser colocado na cadeira. Ser brasileiro é viver numa eterna dança das cadeiradas.
DEU NO X
DÁPENA
PENINHA - DICA MUSICAL



