A PALAVRA DO EDITOR

DEBATE

O vídeo que está a seguir foi postado no ano de 2020, aqui no JBF.

Um debete de altíssimo nível na Câmara de Vereadores de Natal, a bela capital do estado potiguar.

Um modelo que poderia ser adotado por todos os parlamentos nacionais, desde as edilidades municipais, passando pelas assembleias estaduais, até chegar nos poder legislativo federal.

Vejam que cena comovente:

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O NÃO DO AMOR

Uma caboca faceira
Esqueletou meu juizo
Pousou sem nenhum aviso
No corpo nu da paixão.

Uma fofinha malvada
Uma fofura morena
Uma almofada de pena
De sobre-cu de pavão.

Meu tangedor de viver
Ganhou um trote seguro
Escutando com apuro
A fala dessa mulher
Nem escura nem acesa
Água quebrada a frieza
Na fonte do bem-me-quer.

Contorniei as fronteiras
Do corpo da caboquinha
Que nem a fada madrinha
Com varinha de condão
Que mesmo dizendo NÃO
Só parecia que sim
Pois NÃO de amor é assim
Se engana com o coração.

Porque o NÃO do amor
Tem sentido diferente
Um NÃO  bem forte diz: NÃO!
Depois um NÃO displicente
Traz dez NÃOZINHOS manhosos
Pra bem juntinho da gente.

DEU NO JORNAL

NA CONTRAMÃO

Enquanto Lula (PT) segue na contramão da História, passando pano para terroristas, governos de toda a Europa, como os socialistas do Reino Unido e a França de Emmanuel Macron, declaram apoio a Israel e condenam os grupos Hamas e Hezbollah e os ataques do Irã.

* * *

Na contramão ele está desde que iniciou sua correira de demagogo.

Atropelando e provocando desastres.

Hoje em dia esse desmantelo é mais realçado em função do cargo que ganhou de presente e de tudo que excreta oralmente.

ALEXANDRE GARCIA

CENTRO CARTER ATESTA: MADURO PERDEU A ELEIÇÃO NA VENEZUELA

Jennie Lincoln, do Centro Carter, mostra uma das atas da eleição na Venezuela em reunião da OEA.

Jennie Lincoln, do Centro Carter, mostra uma das atas da eleição na Venezuela em reunião da OEA

Como vocês sabem, houve uma reunião em Barbados no ano passado e todos os presentes, incluindo o Brasil, assinaram um acordo sobre a eleição na Venezuela, dando uma chance a Nicolás Maduro para mostrar que a Venezuela é uma democracia e que o sistema eleitoral dele é transparente, melhor que o brasileiro. Aquele acordo incluía uma instituição, o Centro Carter, patrocinado pelo ex-presidente Jimmy Carter, que atuaria como observador. Pois na quarta-feira o Centro Carter entregou à Organização dos Estados Americanos as atas da eleição, os boletins de urna, apurados até o momento em que Maduro percebeu que estava perdendo feio e mandou interromper tudo. Mas àquela altura já era tarde, 83,5% das atas já eram conhecidas. Realmente, uma demonstração de transparência. A chefe da delegação que lá estava, Jennie Lincoln, mostrou que o embaixador Edmundo González estava com mais de 60% dos votos, e portanto ganhou a eleição.

Outro dia comentei um episódio muito estranho, em um canal de televisão que apoia Maduro. A Globovisión, de Caracas, estava entrevistando um professor de Direito Constitucional da principal universidade da Venezuela. O professor pegou o celular e perguntou ao apresentador: “Carlos, qual é o seu título de eleitor?” Achou o lugar onde ele votava e leu o resultado do boletim de urna da seção onde o apresentador votou: 94 votos para Maduro e 390 e tantos para González.

* * *

Deputado português ironiza linguagem neutra

Aqui no parlamento de Portugal, que se chama Assembleia da República, um deputado fez um discurso sobre a ideologia de gênero, sobre a educação nas escolas, mostrando que os países mais avançados estão banindo o celular das salas de aula para que as crianças voltem a folhear livros e aprender a escrever manualmente, porque isso estimula muitas funções: cerebrais, neurológicas, neurais e musculares. Depois, disse: “nosso amigo socialista aqui falou em ‘portugueses e portuguesas’. Por quê? Se somos todos portugueses. ‘Portugueses’ já é neutro. Não somos ‘portuguesos e portuguesas’”. E ele achou graça dessas bobagens que estão querendo fazer com a língua, e dessas coisas gravíssimas que estão fazendo com as crianças nas escolas, com a ideologia de gênero.

* * *

Descobriram um erro de mais de 100 anos na divisa entre Paraná e Santa Catarina

Um fazendeiro de Santa Catarina estava refazendo uma cerca com auxílio do GPS e descobriu algo inusitado. Ele já tinha recebido multa como se tivesse terras no Paraná, mas toda a propriedade dele estava mesmo em Santa Catarina. No fim, descobriram que 490 hectares de Santa Catarina estavam no mapa do Paraná. E as autoridades paranaenses cobrando impostos e multa sobre essa área. Houve uma medição em 1918 e 1919, mas sem os mesmos instrumentos de hoje; agora vão corrigir isso. O erro pegava o município de Garuva, em Santa Catarina, e Tijucas do Sul e Guaratuba, no Paraná.

DEU NO X

PENINHA - DICA MUSICAL

XICO COM X, BIZERRA COM I

COMENTÁRIO DO LEITOR

DEU NO JORNAL

AOS CIDADÕES E CIDADOAS DO PRANETA PRANETÁRIO

Guilherme Fiuza

Aos cidadões e cidadoas do praneta pranetário

A primeira-dama tem um alerta para os cidadões de todo o planeta. Ou melhor seria um chamado mais abrangente: cidadões e cidadoas. O alerta é simples e urgente: preservem a Amazônia antes que as queimadas mentais destruam por completo o idioma e demais regras da sociedade culta.

O salto da natureza para a cultura, grande conquista do homo-sapiens, hoje parece que não foi tão importante assim. As estruturas construídas pela consciência, que vinham servindo para colocar o homem acima dos seus instintos animais, podem ter sido uma grande epopeia cenográfica. Duvida? Então olha em volta. 

Os “cidadões” exortados pela primeira-dama da República Federativa dos Amigos do Rei já tinham sido conclamados anteriormente, outro dia mesmo, por uma representante da elite intelectual. Ou pelo menos aquilo que se considerava elite intelectual – universo no qual se poderia incluir os jornalistas. É bem verdade que o conceito de jornalista também mudou. Hoje fica difícil separar o que é jornalista, checador, distribuidor de panfleto, censor e dedo-duro. Mas uma figura de uma dessas categorias também fez menção, numa rede de TV aberta, aos cidadões brasileiros. O nome da emissora era “Cultura”. Viu como as suas referências estão defasadas?

Talvez “cidadões” seja uma forma culta e evoluída de retirar a masculinidade tóxica do termo. Por que não? Se tem gente lendo e interpretando as leis como lhe dá na telha, por que não podemos aqui fazer a nossa própria sentença sobre a semântica? Ou cemântica? Se a palavra se sente melhor com c do que com s, quem sou eu para contrariá-la? Basta de preconceito. 

Fica combinado assim: o salto da natureza para a cultura foi um mal-entendido. O homem precisa reaver seus instintos naturais. Quer meter a mão na propriedade alheia? Vai fundo. Quer corromper a linguagem para parecer descolado e enganar uns trouxas? Não se reprima. Quer chamar censura de defesa da democracia? A casa é sua. Global citizens do mundo inteiro: liberou geral.

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA