DEU NO JORNAL

OFENSA

Com primarismo constrangedor, Lula disse no 1º de Maio que, “em nome do emprego”, não haverá desoneração da folha.

Nem se dá conta de que a medida extinguirá centenas de milhares de postos de trabalho.

* * *

Essa nota aí de cima é uma grande ofensa.

Quando fala do “primarismo” de Lula, ofende quem tem o Curso Primário.

O redator foi infeliz.

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LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO X

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LULA NÃO TEVE PÚBLICO, MAS A ROUANET E O CRIME ELEITORAL ESTAVAM LÁ

Nikolas Ferreira

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no 1º de maio.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante evento no 1º de maio

No último dia 1 de maio, Dia dos Trabalhadores, Lula mostrou novamente que a preocupação do seu governo com os trabalhadores – assim como a democracia defendida por ele – também é relativa.

Em um evento sem público (o que era totalmente previsível), mas com R$ 250 mil via Lei Rouanet e patrocínio estatal, o grande destaque do evento, além da pouca adesão, foi o crime eleitoral do petista pedindo votos antecipadamente para o “sem teto, mas com jatinho”, Guilherme Boulos.

Que o atual presidente não tem apoio expressivo nas ruas é fato, e não somente ele como os companheiros sabem disso. Nesse caso em específico, o próprio Lula admitiu o fracasso do ato, justificando que a convocação havia sido mal feita.

Se um showmício com vários artistas, financiado com dinheiro público, e contando com a ilustre presença de quem a esquerda afirma ser bastante popular, precisa de mais incentivo para convencer os apoiadores, o que mais seria necessário?

Em 2020 postei um vídeo em que participei de uma manifestação esquerdista que contou com o famoso pão com mortadela e suco de caixinha para os manifestantes. Pelo visto o dinheiro que está sendo cortado da saúde e da educação também está faltando para o lanche, mas claro, nas emendas que são distribuídas aos montes para o Congresso em troca de apoio nunca falta.

Curioso como quem tanto criticava o tal orçamento secreto, durante a campanha, agora quebra recordes em repasses para se sustentar.

Hoje, além da relação entre eles já não ser mais a mesma, a grande maioria da população não só rejeita ser representada por centrais sindicais como segue sendo contra a contribuição sindical obrigatória, extinta em 2017, e que o atual governo quer o retorno com uma cobrança três vezes maior que a anterior. Exemplo recente disso é que durante as manifestações dos motoristas de aplicativo contra o PLP 12/2024, que regulamenta a profissão, haviam diversas frases contra os sindicatos, um recado claro de que não aceitarão serem representados por quem quer prejudicá-los por pura politicagem.

Em relação ao desrespeito às regras eleitorais – transmitido por um canal público governamental – apresentarei Lula e Boulos ao Ministério Público de São Paulo por campanha antecipada, condutas vedadas e improbidade administrativa.

Por muito menos políticos de direita vêm sendo multados, inclusive eu. Essa parcialidade tem sido destacada até pela velha mídia, que de vez em quando dá alguns sinais de que, no meio de um emaranhado de assessoria, para os políticos de estimação, ainda há um fio de jornalismo verdadeiro em casos específicos, pelo menos partindo de alguns jornais. Se algo além da simples ordem de remoção do conteúdo será aplicada eu não sei, mas a minha parte novamente será feita.

Que sigam culpando o clima, a convocação mal planejada dos aliados, as coordenadas geográficas, o café sem açúcar, a alta incidência de raios ultravioleta e por aí vai. Somente na mente progressista o governo tem sido impecável e isento de qualquer erro. Claro que o aumento de impostos, a farra das emendas, o avanço das queimadas, a explosão dos casos de dengue, e a série de falas infelizes, não afetam em nada a queda de popularidade do homem que falava em unir o país, mas que vive de atacar seus opositores, e fica chateado quando é chamado de ladrão.

Os mesmos que ironizavam a direita quando qualquer coisa relacionada ao comunismo era dito, afirmando não existir tal ideologia no Brasil – mesmo sendo defendida abertamente por adeptos da tirania – agora criam uma fantasia em que as redes sociais, dominadas pela “extrema direita” em uma articulação mundial, são as verdadeiras vilãs. Quando na realidade são somente o reflexo do falhanço da esquerda em diversos países. Já que fazer um mandato eficiente e democrático não é comum para os socialistas, resta calar os opositores para fingir que está tudo bem.

DEU NO JORNAL

ESTÁ NO GOVERNO CERTO

A inesgotável capacidade do ministro Luiz Marinho (Trabalho) de dizer bobagens garantiu a ele o troféu “Idiotice da Semana” com a lorota de que o MST põe comida na mesa do brasileiro e não o agronegócio, que alimenta mais de 1,5 bilhão em todo o mundo.

Uma das figuras mais atrasadas do atual governo, Marinho demonstra dificuldade de entender o papel da tecnologia na geração de oportunidades de trabalho, como Uber, e propôs projeto desastroso de “regulamentação” dos aplicativos.

O atraso do ministro do Trabalho é motivo de piada até entre petistas de São Bernardo (SP), base eleitoral que o tem derrotado a cada eleição.

Agora, Marinho quer regulamentar a inteligência artificial, sem fazer ideia do que se trata.

O senador Ciro Nogueira (PP-PI) tem ideia melhor.

“Deviam regulamentar a burrice artificial, que usa o artifício da regulamentação a favor do atraso e contra o Brasil”, disse Ciro Nogueira.

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É phoda!

É pra arrombar a tabaca de Xolinha.

Mas, enfim, ele é ministro do guverno lulo-petrálhico.

Então tem mesmo que atuar, falar e agir nesse nível de idiotice que ele usa escancaradamente.

Resumindo: foi muito bem escolhido e está no governo certo.

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O RIO GRANDE DO SUL PEDE SOCORRO

Marcel van Hattem

Corpo de Bombeiros trabalha no resgate e ajuda a moradores no Rio Grande do Sul.

Corpo de Bombeiros trabalha no resgate e ajuda a moradores no Rio Grande do Sul

As enchentes que estão atingindo boa parte do Rio Grande do Sul são dramáticas. Mesmo com tantos outros temas graves na política brasileira, nada é mais prioritário hoje no Brasil do que o auxílio ao meu estado. Já são dezenas de mortos, incontáveis desaparecidos, e muita gente aguardando resgate no meio do mato ou no telhado de suas casas circundadas pela água. A situação é absolutamente delicada e calamitosa. Não à toa, este artigo da Gazeta que publico sempre nas quartas-feiras só está saindo agora, sexta-feira: antes disso, mangas arregaçadas, estive auxiliando na linha de frente. E terminando de escrevê-lo, voltarei ao front.

Mais uma vez, menos de um ano após termos visto algo semelhante ocorrer em noventa municípios do Rio Grande do Sul em setembro passado, quando mais de 50 pessoas perderam a vida, voltamos a acompanhar imagens estarrecedoras de cidades inteiras submersas. São famílias perdendo tudo o que tem e autoridades buscando apoio onde podem para lidar com o caos. É um pesadelo que atinge a economia, a saúde e os empregos. Desta vez, já são mais de 130 municípios listados no rastro da destruição.

Muitas dessas cidades ainda se recuperavam das enchentes por que passaram, especialmente aqueles situados no Vale do Taquari. Acompanhei o drama da reconstrução e busquei ajudar de todas as formas possíveis. Via emendas parlamentares individuais, indiquei verbas que ainda não haviam sido executadas pelos beneficiários originais para serem realocadas dadas as novas necessidades. Foram, então, mais de R$1,5 milhão enviados pelo meu mandato para sanar tantos problemas. É pouco perto do tamanho do prejuízo – mas foi tudo o que estava ao meu alcance fazer com as verbas de que dispunha.

É indizível a sensação de tristeza ao ver tudo acontecendo novamente e de forma ainda mais arrebatadora depois de iniciada a reconstrução da tragédia anterior. As chuvas ainda não cessaram e a previsão é de que os níveis dos rios sigam aumentando até sábado. Lamentar, porém, é natural, mas não podemos esmorecer, pois há vidas em jogo.

Como presidente da Comissão Externa Sobre Danos Causados Pelas Enchentes no RS, proposta por mim e instalada na Câmara dos Deputados para propor soluções para que novas enchentes não ocorram ou sejam amenizadas, reforço que continuaremos acompanhando e apoiando as demais autoridades, especialmente do Executivo estadual e federal, para que cumpram seu trabalho da melhor forma.

Aproveito a oportunidade para pedir a todos os leitores da Gazeta que ajudem da forma que puderem. O Banco de Alimentos de Porto Alegre está recolhendo doações por meio do pix: 04580781000191 (CNPJ).

Orem! As orações são indispensáveis nesse momento, tanto para que Deus console aos que perderam amigos e familiares, como para que dê forças ao povo gaúcho para enfrentar tamanho desastre agora e possa recuperar-se do baque depois. A reconstrução será longa e precisará de muito apoio e motivação.

Deixo toda a minha solidariedade ao meu Rio Grande do Sul e agradeço a cada mensagem e gesto de solidariedade e apoio que estamos recebendo. Vamos vencer esses desafios – e trabalhar pela prevenção de desastres futuros nessas trágicas proporções.

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