PENINHA - DICA MUSICAL

TEMAS DE FAROESTE – 4

Quero homenagear, durante esta semana, o nosso colega Cícero Tavares, o formidável crítico de cinema desta nossa gazeta.

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1969 – Raindrops Keep Fallin’ on My Head – B. J. Thomas

Tema do filme “Butch Cassidy & the Sundance Kid” estrelado por Paul Newman, Robert Redford e Katherine Ross.

DEU NO JORNAL

DEU NO X

LAUDEIR ÂNGELO - A CACETADA DO DIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

ANIVERSÁRIO DE BÊ

Claro que fiquei feliz com a festinha de aniversário e a alegria de Bernardo, 11 anos.

Jogaram futebol, ele e seus amiguinhos do Santa Maria e do Santa Emília, no campinho do PSG.

Mas um episódio, em particular, me encheu de vaidade e orgulho.

No final, quando fui entregar medalhas e troféus dos participantes e anunciei a taça de goleiro para Bernardo, ele a recebeu e disse em meio aos colegas:

– Não, Vô, essa taça é pra Daniel. Hoje ele foi melhor do que eu.

E passou a premiação que o avô ‘babão’ lhe conferira às mãos do coleguinha.

Como se não bastasse a emoção do gesto, ao final de tudo, após o cantar de parabéns, o mesmo Daniel devolveu o troféu a Bernardo, dizendo-lhe:

– Bernardo, este é meu presente de aniversário para você.

Como são sábios e honestos esses meninos. Aprendamos com eles.

DEU NO JORNAL

VAI ESBANJANJAR NA RÚSSIA

Guilherme Boulos (Psol) que contava com um ativo Lula no segundo turno da eleição para prefeito de São Paulo, ficou a ver navios.

Semana que vem, reta final da campanha, o petista se manda para Rússia.

* * *

O Descondenado num bota a cara na rua de modo algum.

Se caga de medo.

Quando muito, aparece num navio, segurando uma imagem, e ouvindo as vaias de longe.

Quero ver ele fazer igual a esse sujeito inxirido fez ontem em Manaus.

Vejam:

DEU NO X

DEU NO X

O GOSTO AMARGO DA VOLTA DO X

Jocelaine Santos

rede social x

Faz pouco mais de uma semana que o X foi “autorizado” a voltar a funcionar no Brasil. Ficamos um mês na mesma situação das ditaduras onde o X é proibido – como na Venezuela, na Rússia ou na Coreia do Norte. Por aqui, tivemos até um gostinho a mais: quem tentasse burlar o bloqueio nacional por meio do uso de uma ferramenta de VPN ficou sujeito a pagar uma multa de R$ 50 mil, mesmo que fosse só para dar uma espiadinha no que o restante do mundo andava publicando na rede social.

Agora o X voltou – mas não como uma conquista da democracia, do respeito às liberdades ou ao Estado Democrático de Direito. Ao contrário, a volta do X vem com o gosto amargo do avanço do autoritarismo judicial, do achincalhamento da lei e – talvez pior que tudo – da indiferença da sociedade. Não há nada de normal na volta do X, assim como não é nada normal que a maioria das pessoas não seja capaz de entender a gravidade do que ocorreu.

Um mês atrás, o X foi bloqueado no Brasil por ter se recusado a se curvar diante de exigências absurdas de um ministro do STF. (Aqui, um pessoal que gosta de autoritarismo, como os pseudo-jornalistas que só sabem aplaudir os desmandos do STF vão chiar com aquele blá-blá-blá de sempre, dizendo que o problema foi o X não ter representante legal no país e que Musk queria “ferir a soberania nacional” – mas sabemos que não foi isso). E agora, após o primeiro turno das eleições, foi desbloqueado justamente porque se sujeitou às vontades do ministro supremo – que, aliás, inventou mil e um impedimentos para que o retorno da rede social demorasse ainda mais.

Nesse meio-tempo, o que mais se viu, salvo algumas manifestações de repúdio aqui e ali, foi uma inação preocupante. Imagine-se em um barco, junto de uma ou duas dezenas de pessoas, e, nesse barco, começam a surgir pequenos buracos, pelos quais a água invade lentamente. Pois bem, agora imagine que todos ao seu redor permanecem absolutamente indiferentes à água que continua a entrar no barco. E há alguns que vão além, divertindo-se com cada novo buraco que se abre no casco do barco, aplaudindo alegremente a água que entra – e, que, caso nada seja feito, fatalmente levará o barco e seus passageiros ao fundo do rio ou do mar.

É essa a sensação que se tem ao assistir ao silêncio e à conivência, especialmente daqueles que teriam a obrigação de zelar pela democracia (a real, fundamentada na Constituição, nas leis, na liberdade de expressão e pensamento, não a democracia de mentirinha), diante do bloqueio e agora desbloqueio do X no Brasil. A história do sapo sendo lentamente fervido, sem perceber o aumento gradativo da temperatura da água, parece ser mesmo verdade.

Exatamente esse silêncio, essa apatia e inação é o que permite que cada vez mais buracos sejam feitos na já tão maltratada democracia brasileira. É fato conhecido que todos os que flertam com o autoritarismo, seja onde for, adotam a censura como estratégia, reprimindo as vozes discordantes e criando crimes inexistentes, só para perseguir aqueles que insistem em reagir e se manifestar contra os avanços contra o Estado de Direito e as liberdades. O silêncio da população, das instituições e das lideranças é o melhor alimento para os desmandos dos tiranos.

DEU NO X

A PALAVRA DO EDITOR