FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

UMA SÍNDROME XXI PERVERSA

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional crônico, reconhecido pela OMS, causado por estresse no trabalho desgastante e prolongado. Caracteriza-se por gigantesca exaustão físico-mental, despersonalização (distanciamento e cinismo) e baixa eficácia profissional, sendo crucial buscar ajuda psicológica e médica ao notar os primeiros sintomas.

Os principais sintomas e sinais da Síndrome de Burnout:

Exaustão Extrema: Sensação constante de esgotamento físico e mental.

Despersonalização: Distanciamento do trabalho, negativismo, cinismo e perda de sentido nas tarefas cotidianas.

Redução da Eficácia: Sentimento de ineficácia, incompetência e baixa realização profissional.

Sintomas Físicos: Dores de cabeça, distúrbios do sono, problemas gastrointestinais, alteração de apetite, fadiga crônica.

Isolamento Social: Afastamento de amigos e familiares, distanciamento das urnas de votação em anos eleitorais, permanente rancor contra tudo e ausência de manifestações amorosas para com os derredores familiares.

Causas e Fatores de Risco:

Carga de trabalho excessiva e prazos impossíveis de cumprimento.

Altos níveis de responsabilidade e competitividade, sem dimensão cognitiva.

Ambiente de trabalho tóxico ou sem suporte (bullying, falta de reconhecimento).

Perfeccionismo e cobrança pessoal elevada.

Falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Tratamento e Recuperação:

Apoio Profissional: Psicoterapia (psicólogo/psiquiatra) é fundamental para tratar o esgotamento.

Mudança no Trabalho: Afastamento temporário, readequação de funções ou mudança de área.

Estilo de Vida: Exercícios físicos regulares, boa alimentação e melhoria na qualidade do sono.

Rede de Apoio: Retomar hobbies, nova vida social e atividades de lazer, individuais e coletivas.

Medicação: Uso de antidepressivos ou ansiolíticos, sempre receitados por um médico.

Direitos do Trabalhador:

A Síndrome de Burnout é considerada uma doença ocupacional. O trabalhador tem direito a afastamento com atestado médico. Se o afastamento for superior a 15 dias é possível receber auxílio-doença pelo INSS. E estabilidade no emprego por até 12 meses após o retorno.

Ao notar os primeiros sinais em pessoas dos seus derredores profissionais, comunitários e familiares, deve-se acionar um médico ou psicólogo. A prevenção estabelece limites no trabalho e valorização do descanso.

Este texto está sendo explicitado neste Jornal, do notável Luiz Berto, um site sempre arretado de muito ótimo, por ser um ambiente muito visitado por gente inteligente, de mentes capazes de entender e socorrer os vitimados pela Síndrome de Burnout, uma síndrome perversa, talvez a mais perigosa da era contemporânea.

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BALIZAMENTOS PÓS FOLIA

1. Passadas as folias e estrepolias momescas, de voltas às aulas e aos preparativos pré pascoalinos, saibamos bem entender que a felicidade não é a mesma para todos, que amar significa entender mais intensamente, sem ilusões nem obsessões, sem mandos nem desmandos, que o saber é um processo cumulativo individualizado, oferecido pelo Maior de Tudo, o Criador do Homão da Galileia e de todos nós, cabendo a cada um potencializar os dons recebidos, sem obsessões consumistas, sem alucinações mentais e sexuais, como se a cabeça de baixo tivesse dominância.

2. Fiquemos sempre atentos a uma verdade histórica que impressiona mentes e corações: na última geração foram queimados mais recursos energéticos do que em todas as gerações anteriores, favorecendo a acumulação de bens para um cada vez menor número de privilegiados!

3. Um questionamento que se faz, hoje, nos quatro cantos do Brasil: A água é fonte de vida ou fonte de lucro? Busquemos sempre raciocinar criticamente cada vez mais, fortalecendo a CSNC – Cidadania Social Nacional Comunitária, antes que tudo seja tarde demais!

4. Estou plenamente convencido de que, no Brasil, os feminicídios somente se reduzirão a um mínimo com penas mais longas aplicadas e a castração física integral dos culpados. Para quem somente pensa da cintura para baixo, sejam extraídos integralmente os neurônios escrotais. Um CAC é uma pessoa que tem permissão para ter arma. Infelizmente, tem gente que também é CAC – Canalha, Assassino, Covarde. Para estes, cadeia longa e castração física integral.

5. Para quem deseja intensificar sua fé no Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador, livrando-se dos dogmas sobre Ele estabelecidos ao longo dos séculos, uma leitura pascoalina para lá de muito oportuna: JESUS NÃO FUNDOU UMA RELIGIÃO, Durval Checchinato, Belo Horizonte MG, Artesã Editora, 2023, 376 p. Páginas que explicitam uma análise criteriosa sobre dois atuais sinais do tempo (kairós): o retorno ao Jesus histórico e o retorno a uma Igreja emanada de Pentecostes. Leitura oportuna para mentes radicalmente voltadas para um regime de igual participação em comunidades refundadas sob a força do Espírito Santo.

6. Uma reflexão notável deveria balizar o atual ano eleitoral brasileiro: “A banalidade do mal consiste na incapacidade de pensar” (Hannah Arendt). Sempre acompanhada, se possível, de um mantra mais que indispensável: “Sem buscar erradicar o mal social, o votante sempre se sairá mal” (João Silvino da Conceição, nordestino sem rancor)

7. Que todo o Sistema Judiciário Brasileiro assimile radicalmente: A audiência é de Custódia, jamais de Misericórdia!

8. Ser humano metido a machista, que assassina companheira, merece cadeia longa, extração cirúrgica do pinto e dos bagos, com penas sem saidinhas nem reduções. Tampouco celas individuais.

9. Saibamos militar por uma Cidadania Integral de todos os brasileiros, nulificando os mais diferenciados analfabetismos: o profissional, o político, o social, o religioso, o familiar, o conjugal, o sindical, o condominial, o celularático, o moral, o acadêmico, o comunitário e o esportivo. Basta de manadas em nossos derredores!!!

10. Para os irmãos espiritualistas e espiritistas que se preparam para mais uma Semana Santa, uma leitura muito oportuna: a Exortação Apostólica DILEXI TI – SOBRE O AMOR PARA COM OS POBRES, do Papa Leão XIV, de 4 de outubro de 2025, à disposição na Livraria Vozes, Recife Pernambuco.

11. Para todos os 60+ dos quatro cantos do Brasil, uma recomendação: Envelheçam sem esmorecer, vivendo com dignidade e moderação, sem ansiedades nem obsessões, complementando-se através de leituras sementeiras, como metamorfoses ambulantes em evolução, iluminando cada vez mais a Criação do Senhor do Todo!

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UMA CARTA PREMIADA

Recentemente, no leste brasileiro, uma garota de 14 anos venceu um concurso de redação com o texto abaixo.

Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa mundial, o nosso Brasil chorar!

O que houve, meu Brasil Brasileiro? E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:

– Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo… Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heroico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.

Pensei… Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais…. Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei para a sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.

Uma carta que deveria ser amplamente lida e debatida em todo o Ensino Fundamental e Básico Brasileiro, potencializando uma Cidadania Nacional que merece ser mundialmente respeitada, promovendo a paz mundial e a justiça social entre todas as regiões.

Após a leitura da carta vitoriosa, tornei-me mais brasileiro, preparando-me mais densamente para exercer meu direito de voto nas eleições de outubro próximo, defenestrando do cenário político nacional os CCCs – Canalhas, Cretinos e Calhordas que amerdalham o ambiente decisório de um país que exigindo está ordem, segurança e progresso social para todos os seus recantos.

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GRANDEZAS E PENÚRIAS

Na sociedade brasileira atual, onde um individualismo perverso está asfixiando uma sadia convivialidade social, assusta muito demonstrar solidariedade, manifestar sensações fraternais, condoer-se com os menos favorecidos, ser ombro amigo. Melhor ser solidário à distância, sensibilizar-se com as crianças da Bósnia, horrorizar-se com os massacrados pelos israelitas em Gaza, sair em passeata em prol do cachorro Orelha ou protestar contra o atual quase ruminante Sistema Político Brasileiro.

A sociedade nossa foi edificada a partir do ego. Mas a sabedoria popular ensina que “quanto mais se verga o arco, mais longe voará a flecha, quebrando-se o arco se a curvatura for excessiva”. As promessas de vida fácil, com muito dinheiro posto em Bets, estão multiplicando os otários compulsivos masterizados, a compulsão deles bem mais elevada que o apenas racional. E se o idiotizado é honestamente advertido, o otário sente-se ressentido, como se o mundo inteirinho estivesse tentando destruir seu projeto de enriquecimento acelerado.

O florentino Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe, permanente fonte de consulta para pensantes de todos os calibres, dividiu os cérebros em três categorias: a dos que pensam por si mesmo, a dos que discernem a partir do entendimento dos outros e a dos que não entendem nada, nem a partir de si nem a partir dos outros. Na categoria última certamente se inscrevem os que perderam sua individualidade através de uma manada mórbida, os fins valendo todos os meios.

Na primeira das categorias de Maquiavel, sem qualquer dúvida se posicionou a figura sábia do mestre Harbans Lal Arora, serenamente a entender que “para se melhorar a situação presente, o melhor caminho é estar bem consciente de sua enorme dificuldade”. Possuindo a alegria de servir, Harbans era despido das pedanterias academicistas dos que costumam se idolatrar por ausência de discípulos. Harbans assimilava cotidianamente a imorredoura lição de Spinoza, explicitada na sua Ética: “A alegria é a passagem de um homem de uma perfeição menor para uma perfeição maior”.

Saibamos, apesar de todos os senões existenciais do momento, ser radicalmente humanizados, fiéis seguidores dos “mandamentos” abaixo:

1. Que a produção atenda às reais necessidades do povo, jamais servindo apenas às exigências do sistema econômico;

2. Que a relação entre as pessoas seja de colaboração, nunca de exploração;

3. Que o antagonismo obcecado dê vez à solidariedade persistente;

4. Que se empenhe pelo consumo adequado, nunca supérfluo;

5. Que as organizações sociais tenham por objetivo o bem-estar humano;

6. Que todos sejam, na vida social, participantes ativos, sempre de espíritos abertos.

Para ainda um início de ano, às vésperas de Momo, sempre esperando que a vaca tussa de modo mais generoso, recomendaria a leitura de dois textos que muito me impressionaram. O primeiro é Espelho do Ocidente – o nazismo e a civilização ocidental, Jéan-Louis Vullierme, RJ, Difel, 2019. 364 p. Onde se analisa, sob uma perspectiva incomum, as raízes do nazismo, muito mais amplas e profundas que o senso comum que postula que o fenômeno é produto de uma geração espontânea, fruto de mentes doentias alicerçadas numa ideologia antissemita. O livro é fruto de ampla pesquisa, resultado de uma preocupação que atualmente reina no mundo contemporâneo: uma inevitabilidade histórica que pode resultar em maldades já tidas como exclusas da história dos amanhãs.

A segunda leitura é complementar à primeira: A Coragem da Desesperança: crônicas de um ano em que agimos perigosamente, Slavoj Zizek, Rio de Janeiro, Zahar, 2019, 364 p. Um pensador de análises fecundantes, por vezes bastante inquietantes, sobre as luzes de um fim de túnel que nada mais é que o farol de um trem acelerado vindo em nossa direção. E só quando admitirmos que a situação é absolutamente irremediável e sem esperanças, as mudanças serão quiçá possíveis. Slavoj é considerado o filósofo mais perigoso do Ocidente, segundo o The Guadian. Leitura para os desbundamolizados éticos de nível superior.

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O VIRUS DA MEDIOCRIADADE

Em confronto gigantesco com o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia, dissemina-se pelos quatro cantos do Brasil, progressivamente, o vírus da mediocridade. Vitimando os mais diferenciados setores, de todas as classes sociais e rendas. Recentemente, quatro adolescentes, de pais incultos abastados, assassinaram a pauladas um cãozinho comunitário, revelando um nível de crueldade dinossáurico, típico de quem foi educado sob os balizamentos de uma Pedagogia da Mediocridade, que, “no mundo do capital, prega a missão de poder transformar gruas em cisnes, mascarando o caráter perverso do capitalismo, uma vez que, ela, na verdade, simplesmente cria estigmas, cristaliza ilusões, sistematiza e justifica a exclusão ao, através dos diplomas e dos currículos, dizer, enganosamente: quem é inteligente e quem não é, quem terá sucesso e quem não terá, quem será incluído e quem não será”, segundo análise feita por um pesquisador carioca, Cleberson Eduardo da Costa, em seu último livro, intitulado Pedagogia da Mediocridade: o Individualismo e a Meritocracia Sistematizados Como Valores da Escola, editado pela Atsoc Editions, Orlando, Flórida, USA, 2026, 228 p. Um livro que deveria ser amplamente assimilado por todos os atuais segmentos educacionais do país.

Sempre buscando disseminar uma consciência crítica comunitária, facilitando a identificação dos sinais da crescente mediocridade em diversas áreas, anteriormente quase isentas, explicito, abaixo, alguns já bem notórios:

Congresso Nacional – encharcado de parlamentares sem uma mínima noção de futuro, a grande maioria portadora de ideários minimamente éticos, isentos de uma nulificante solidariedade social.

Televisão – Novelas e eventos desprovidos de uma sadia convivialidade alavancadora, imbricando muitas vezes banalidades, bundalidades, falências morais, violências e machismos.

Futebol – predominância de dirigentes esportivos mentalmente incapazes de um mínimo planejamento estruturador.

Instituições religiosas – sem mínima densidade espiritual, meras arrecadadoras semanais das doações de manadas, que se postam sem fervor consistente em dias e horários estabelecidos.

Ensino Básico Fundamental – ministrado quase integralmente por entes nunca pensantes, geralmente de muito baixo nível cognitivo, sempre seguidores radicais de um “se deus quiser” e de um “deus quis” profundamente desvinculados do Criador do Todo e Sua Missão.

Em anos passados, um pesquisador mineiro estabelecia que o nível de mediocrização de um ambiente familiar estava sempre correlacionado positivamente com o número de livros não-escolares existentes na casa. Até hoje muitos ruminantes metidos a diplomados ainda imaginam que a aquisição de livros é despesa, jamais investimento, desacreditando integralmente na Parábola dos Talentos, e3xplicitada em Mateus 25, 14-30, que foca na responsabilidade, multiplicação dos dons recebidos e fidelidade na administração ética dos recursos aplicados.

Recomendaria a todos os professores de todos os grais de ensino do Brasil uma leitura densamente reflexiva da apologia A CAVERNA, de Platão, que retrata um ambiente repleto de ilusões, erros, ignorâncias, comodismos e materialismos, fatores que caracterizam a nossa contemporaneidade.

Saibamos sair da Caverna, percebendo-nos sempre uma metamorfose ambulante na caminhada para a Luz Divina, sem fingimentos, chiliques, violências, fakes news e patifarias.

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SOBRE DESCRENÇAS E FÉ

Percebe-se, atualmente, nos quatro cantos do mundo, uma descrença gigante nos amanhãs individuais, comunitários e planetários. Uma grande maioria da humanidade está vitimada por uma estupidificante baixa auto-estima, como se a atual nossa era de transição cósmica fosse brevemente findar, sem qualquer outra em processo de emersão. Por irracionalidade ou analfabetismo cultural, muitos ruminantes estão interpretando o Apocalipse do Novo Testamento como o fim de tudo, ultimando a existência na superfície terrestre.

No melancólico contexto XXI, a fé que cada um deveria possuir, no transcendental e na sua caminhada pessoal, profissional, familiar e comunitária, se está nulificando, potencializando ansiedades, depressões, angústias e auto-destruições, além de feminicídios crescentes.

Além disso, muitos ainda são descrentes por desconhecerem o que significa ter fé.

Segundo Allan Kardec, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 19, “a fé é a confiança na realização de algo, a certeza de alcançar um objetivo. Ela nos dá um tipo de lucidez que nos faz, em nosso pensamento, o resultado pelo qual estamos lutando e os meios para chegar lá, de modo que aquele que tem fé, caminha com segurança. … A fé sincera e verdadeira é sempre calma, ela dá a paciência que sabe esperar, porque, apoiando-se na inteligência e na compreensão das coisas, traz a certeza de chegar.”

Para a definição acima ser plenamente efetivada, alguns requisitos se tornam indispensáveis: inteligência, compreensão e lucidez. E este trio só se torna atuante quando devidamente ajustado a meios e objetivos, tudo sendo estabelecido com calma e equilíbio emocional.

O cotidiano mundial, na pós-modernidade, está muito desatento a uma constatação feita por Thomas Huxley (1825-1895), um biólogo e filósofo britânico que ficou conhecido como “O Buldogue de Darwin”, por ser o principal defensor público da teoria da evolução de Charles Darwin e um dos principais cientistas ingleses do século XIX. Ei-la: “O fundamento da moralidade é renunciar a fingir que se acredita naquilo que não comporta evidências, e a repetir proposições ininteligíveis sobre coisas que estão além das possibilidades do conhecimento.”

Infelizmente, no Brasil atual, por ausência de um conteúdo cognitivo pensante nos dois primeiros graus de ensino, agiganta-se quantitativamente uma categoria humana situada entre a faixa simiesca e o nível homo racionalis, classificada pelas pesquisas antropológicas modernas de chinfrinzé, definido como “animal quase racional, extremamente similar fisicamente ao homo sapiens, que se comporta em áreas civilizadas com uma mente mixada, coexistindo nela ideários nostálgicos, hábitos comportamentais aparentemente sadios e nulificada visão de futuro.”

Facilmente identificados, os chinfrinzés são arroteiros, comportando-se como civilizados, sendo caloteiros do erário público, de Master somente portando o nomr do lugar onde executam suas pilantragens, cuidadosamente preservadas por julgamentos toffolizados.

Somente através de uma Educação Básica, com forte conteúdo pedagógico pensante, se poderá retirar de inúmeros a condição de chinfrinzé.

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ATIVIDADES DE ANO NOVO

Depois do Dia dos Reis Magos, arrumações do gabinete de estudos revelam fatos, fotos, feitos e falas que pareciam fixados no baú do esquecimento, mas que saltam, agora, para o cotidiano existencial, exigindo novas análises memoriais, como se tudo fosse apenas uma simples questão de começo. Alguns ainda parecem ser de muita valia para os momentos que estamos vivenciando, com o emergente acordo Mercosul x União Europeis. E alguns ressaltam angústias antigas que persistem, de incômodas consequências para todos. Alguns ainda apontam para ontens sobreviventes, merecendo, abaixo, ser explicitados, a data não sendo mais relevante:

a. A maior tragédia do ser humano contemporâneo está na sua dominação pela força dos mitos, tornando-o sem uma soberana capacidade de discernir e discordar, indispensável no trato da coisa pública e dos procedimentos profissionais particulares. Compreensivelmente, muita gente está mitificando os seus dirigentes, para se arvorarem de primogênitos de deuses. Olvidando-se todos que. no palco da vida, há coisas, mil coisas, que custam bem pouco, mas acarretam efeitos extraordinários. Um telefonema, por exemplo. Um e-mail de agradecimentos. Ou um atendimento fraternalmente personalizado, quando o assunto merecer mais importância. Procedimentos que diferenciariam o agora de um passado majestático, , tecnocrático e pernóstico, até bem pouco tempo sofrido pelos que não portam de cabeça baixa.

b. Nada ameaça mais uma democracia que a gestão daqueles que desconhecem a tese fundamental: em toda democracia, as respostas são difíceis diante de uma demanda facilmente induzida. Nos casos estaduais, nada mais oportuna que uma análise despreconceituosa de todos, sem apegos a cargos e funções, deixando-se refletir diante da seriedade de propósitos dos parlamentares eleitos. Estratégias e táticas bem definidas e discutidas, contínua postura dialogal e um ver-melhor-o-derredor, bem poderiam constituir os balizamentos necessários para um a favor ou contra dos que legislam em prol do todo.

c. Nossa crise brasileira, que também se incorpora a uma crise mundial, é profunda, muito profunda. Prenúncio do fim de uma era, início de uma nova fase nacional, onde quase todo mundo está ainda despreparado para um assumir consequente. A ausência de uma profissionalidade efetivamente comprometida com a transformação do hoje está levando inúmeros despreparados a uma não conformação com o fortalecimento do setor político, gerando um outro componente naquele caldo cultural que carrega dupla tendência: uma, a de ser hipercrítica em relação a tudo aquilo que desagrada; a outra, a de ser subcrítica diante daquilo que concorda. E os hiper e os sub não estão ampliando a cidadania da Nação brasileira. Estão, sim, deixando os políticos sem proposições criativas, com uma frágil consciência acerca da própria máquina partidária. E plenos de um mandonismo inoportuno, detentor de poder decisório quase absoluto, que somente faz aumentar o número daqueles que consideram o absolutismo como caminho natural para o desenvolvimento nacional, única saída para garantir a lucratividade do Grande Capital.

d. A hora de reinventar-se chegou. Ultrapassar os obscurantismos técnicos, sociais, políticos, religiosos e culturais é prova maior de querer uma democracia cada vez mais solidificada. Caso contrário, outras situações poderão advir, com prejuízos para quase todo mundo. A la Venezuela, por exemplo.

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REESTRUTURAÇÃO DO ENSINO SUPERIOR BR

Creio que já tarda uma gigantesca reestruturação do atual 3º. Grau de Ensino brasileiro. É urgente a adoção de estratégias que reflitam novas demandas cognitivas, num contexto latino-americano cada vez mais dinâmico, mormente agora com a vigência do acordo do Mercosul com a União Europeia.

Somente por intermédio de um qualificado ensino superior, a Ciência, teórica e aplicada, desenvolverá sua missão primordial: consubstanciar uma maior solidariedade para com todo o seu derredor social, pela transmissão crítica das melhores maneiras de pescar, bem assimilada a dimensão do que seja parceria, revitalizando-se todas as faixas etárias e regiões.

O pensamento do professor Ronaldo Tavano Palaia, ex-diretor da Faculdade Trevisan, continua a se refletir como um alerta que se alastra pelos quatro pontos cardeais do país:

A sobrevivência das organizações na Nova Economia está incondicionalmente atrelada às habilidades fundamentais de seus colaboradores em todos os níveis hierárquicos, bem diferentes daquelas exigidas dos trabalhadores e dirigentes na Sociedade Industrial. Hoje, para que uma posição no mercado de trabalho da Nova Economia seja ocupada, é preciso dispor cada vez mais de capital intelectual, que não se traduz apenas pelo simples acúmulo de conhecimento, mas pela capacidade de identificar, obter, organizar e utilizar a informação necessária para alcançar os resultados pretendidos. (…) De todas as grandes organizações seculares, como o Exército e a Igreja, talvez a Universidade seja a mais conservadora em termos de valores e práticas. Neste momento, contudo, a sociedade precisa formar, em nível superior, talentos humanos com preparo adequado para a economia digital e com grande flexibilidade de adaptação a uma realidade econômica, social, cultural e tecnológica emergente.

Segundo aquele docente, estamos atravessando uma crise paradoxal: de um lado, um crescente analfabetismo funcional; de outro, um contingente cada vez maior de vagas em setores especializados, por ausência de mão-de-obra qualificada.

Na atualidade, uma Universidade que deseja se ver respeitada, deve ser possuidora de alguns Princípios Norteadores: Possuir elaboração própria; Saber melhor conjugar teoria com prática; Manter-se em contínua atualização, sem modismos pernósticos; Emular balizamentos emancipatórios; e Ampliar a qualificação formal e política de todos os seus setores técnico-científicos.

A Universidade deve ainda ser possuidora de um acurado instinto cognitivo de sobrevivência, nunca um amontoado de salas de aulas, onde impera uma caduca diferença entre aluno e professor, os primeiros sempre passivos, os segundos portadores de procedimentos apenas auleiros, sem sabor criativo, tampouco amor e contemporaneidade.

Se o diploma de nível superior se encontra em baixa, muito desgastado como reflexo do saber, o conhecimento multidisciplinar se torna cada vez mais uma exigência intelectual, inclusive para docentes. Com honestidade, verifica-se facilmente que a maioria dos nossos atuais docentes universitários não merece sequer ser diplomada. E que inúmeras escolas superiores são simples peças históricas, úteis apenas para se observar como foi a Universidade criada nos anos trinta do século passado.

Segundo o pesquisador Cláudio de Moura Castro, estamos ao limite do conserto fácil. Com a modernização econômica e a globalização cada vez mais acelerada, que sejam eliminadas as posturas meramente burocratizantes, as contemplações dos próprios umbigos e as pesquisas sobre quase-nada, que apenas favorecem os já parcos rendimentos mensais. Posto que, sem grandes saltos qualitativos, ficaremos num eterno ora-veja, vendo a banda passar, sem trombone nem clarins. Tocando apenas os bombos dos bobos.

Sem um Ensino Superior dinâmico, seguramente seremos vítimas de algumas consequências, entres as quais estratégias não implementadas corretamente; aquisições tecnológicas que não alcançam os efeitos esperados; uma estrutura organizacional lenta e dispendiosa; custos não sendo mantidos sob controle; e programas que não apresentam os resultados aguardados.

Tudo ampliando uma sempre crescente Cultura de Fingimento de 3º. Grau.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PESSOANAS PARA 2026

Aguardando 2026 no sempre ótimo Hotel Campestre de Aldeia, Pernambuco, na companhia da Sissa e de mais de uma dúzia de parentes muito queridos, reservei algumas horas para enviar, aos que me são leitores, citações relidas e extraídas de uma coletânea feita pelo notável pensador pernambucano José Paulo Cavalcanti Filho, colunista deste JBF e hoje merecidamente fazendo parte da Academia Brasileira de Letras. Citações que me proporcionaram novas análises múltiplas de como proceder em 2026, favorecendo a emersão de sadios balizamentos comportamentais.

O livro relido: FERNANDO PESSOA, O LIVRO DE CITAÇÕES, José Paulo Cavalcanti Filho, Rio de Janeiro, Editora Record, 2013, 255 p. Com uma Apresentação do JPCF extraordinariamente contemporânea, digna de quem é sempre merecedor de múltiplos aplausos da Inteligência Brasileira.

Desejando um 2026 cada vez mais muito arretado de ótimo para todos os latino-americanos, explicito, abaixo, algumas citações do poeta luso que se fazem muito oportunas para todos nós:

– “Minha ama é a sombra presente de uma presença passada.”

– “Sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.”

– “O amanhã pode ser apenas noite. Ou pode ser uma aurora.”

– “Amar é pensar. E cansar de estar só.”

– “Aprender exige um estudo profundo, uma aprendizagem de desaprender.”

– “Quanto mais eu abro as asas, mais sei que não sei voar.”

– “Quem se esquiva de travar um combate não é derrotado nele. Mas moralmente é derrotado porque não se bateu.”

– “Todo começo é involuntário. Deus é o agente.”

– “A fama de ser atencioso e cortês vale mais que uma estampilha. É uma publicidade barata.”

– “Grande é a poesia, a bondade e as danças. Mas o melhor do mundo são as crianças.”

– “Eu tenho Deus em mim.”

– “Senhor, dá-me alma para te servir e alma para te amar. Dá-me vista para te ver sempre no céu e na terra, ouvidos para te ouvir no vento e no mar, e mãos para trabalhar em teu nome.”

– “Não sejamos sínteses, sejamos somas: a síntese é com Deus.”

– “Senhor, já que a dor é nossa e a fraqueza que ela tem, dá-nos ao menos a força de a não mostrar a ninguém.”

– “Não se deve falar demais. Quando falo demais começo a separar-me de mim e a ouvir-me falar.”

– “O herói é um homem como todos, a quem coube por sorte o auxílio divino.”

– “Todo hoje tem um amanhã.”

– “Fôssemos nós como deveríamos ser e não haveria em nós necessidade de ilusão.”

– “O homem superior difere do homem inferior, e dos animais irmãos deste, pela simples qualidade da ironia.”

– “A ironia é o primeiro indício de que a consciência se tornou consciente.”

– “Não julgues ninguém, porque não vês os motivos, mas sim os atos.”

– “O navegante de coração sombrio sabe que há lares felizes porque não são dele.”

– “Deus quer, o homem sonha, a alma nasce.”

Que em 2026, saibamos ler mais, racionar mais para viver melhor, sempre mais fraternos, conscientes, comunitários, nunca deixando de ser uma cotidiana metamorfose ambulante.

Feliz 2026!!!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PITACOS DE FINAL DE ANO

1. Você sabia que Isaac Asimov (1920-1992) estimou em 530.000 o número de planetas na nossa galáxia com civilização tecnológica? E sabia também, segundo cientistas da Escola de Astronomia da Austrália, que há mais estrelas no Universo do que grãos de areia em todos os desertos e praias da Terra? Com tais números, em 2026 sonhe sempre com os pés bem plantados no chão, boca limpa e bunda bem lavada.

2. Diante de algumas jumentalidades posturais de parte da esquerda brasileira, buscando confrontar-se sempre com as merdalidades grosseiras praticadas pelo atual Congresso, para as eleições de 2026, uma consistente reconstrução de ideários, táticas e estratégias de campanha, propiciando um mais acentuado apoio das comunidades do país, defenestrados os ideários sectários dos extremos.

3. Os pensamentos vigorosos de um gigante da Física, Stephen Hawking, deveriam ser lidos e debatidos por todos aqueles de cucas afiadas que se estão preparando para amanhãs brasileiros de estudos astronômicos. Uma leitura mais que ótima: Breves respostas para grandes questões, Stephen Hawking, Rio de Janeiro, Intrínseca, 2018, 256 p. Vale a pena uma leitura reflexiva, amplamente rabiscativa.

4. Parabenizo a Prefeitura da Cidade do Recife pela organização das festividades de final de 2025. Sem atropelos, está cumprindo todas as etapas agendadas previamente.

5. Os programas esportivos de TV devem escolher: ou serem informativos e sensatamente bem estruturados, ou serem humorísticos, repletos de anedotas e piadinhas de nula criatividade.

6. Em Brasília, tem um malandrão na Saúde, que pôs em seu Curriculum Vitae ser especialista em neuromarketing. Muita improvisação curricular! Tem até alguém que já declarou a ele que o pior vírus era o vírus-de-bruço, para o qual não há vacina, só seringa de ponta grossa. Tal especialista deve ter sido contaminado pela egolatria desde rapazote.

7. Finalmente, desejo a todos os leitores do JBF, um noticiário sempre arretado de muito ótimo, um 2026 eleitoral sem feminicídios, sem desmatamentos, sem agressões climáticas, com um Congresso Nacional consciente de seus deveres para com os amanhãs brasileiros, eleito por um eleitorado não manada, nunca alienado, tampouco hedonista, que respeita seus títulos eleitorais como se fossem pilastras férreas de suas próprias honras.

Feliz 2026 para gregos e troianos de todas as regiões, religiões, gêneros e etnias, todos brasileiros de quatro costados!!