FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

O HOMÃO DAS CONVERGÊNCIAS ETERNAS

Neste Domingo da Ressurreição do Senhor Crucificado – eu acredito plenamente n’ELE – desejo a todos os leitores deste JBF sempre cada vez mais arretado e independente, um Domingo de Páscoa muito abençoado, onde todos os cantos do mundo militem fortemente por uma Convergência Fraternal Permanente, ode todos vivam em comunidade, ampliando uma solidariedade integral de todos para com todos, com democracia plena, justiça social e exemplar distribuição de renda, num clima emocional equilibrado, sem preconceitos entre povos, regiões, religiões, etnias, classes sociais e gêneros, onde todos possam ter uma vida plena, feliz e abundante, como o Crucificado sempre ensinou em sua caminha terrestre.

Para todos, desejo a adoção de uma CT – Convergência Temporal, segundo a Física Quântica, quando eventos aparentemente desconectados principiam a se alinhar para fazer emergir novos momentos históricos, evolucionários por derradeiro, sempre proporcionando um nível cultural cada vez mais elevado para todos.

Escolhi, neste Domingo de Páscoa, alguns balizamentos que muito poderão iluminar mentes e corações, potencializando militâncias diferenciadas das até então vivenciadas. Sinto-me integrado nos que, atualmente, desejam ser classificados como metamorfoses ambulantes, expressão usada pelo Raul Seixas, um menestrel que muito cutucou acocorados que teimavam em não ficar de pé, em busca das boas novas. A ordem deles não tem significância alguma e são direcionadas para gregos e troianos de todas as crenças e descrenças:

– Há um ditado que diz que “quando a mágoa entra pela porta da frente do coração, a felicidade sai pelas portas do fundo.” Desta Páscoa em diante, não mais busquemos rebater ofensas e fuxicos advindos de quem não sabe dialogar com racionalidade efetiva.

– Saibamos trabalhar com muito afinco, buscando aprender e apreender mais, sempre percebendo que o nosso tesouro maior é o que advém dos nossos atos sinceros e ações solidárias.

– Percebamos que todo envelhecimento advém da perda dos nossos ideais e esperanças. Juventude e velhice fazem parte de um estado de espírito, sabendo ser jovial nas idades avançadas, sem ranços nostálgicos nem tampouco odiosidades nost[algicas.

– Façamos sempre o melhor para com nossos derredores, sempre se tornando agradecidos pelos apoios recebidos, por menores que eles sejam. O imenso amor de Deus para com todos, crentes e agnósticos, nos faz integrantes dos Seus planos e diretrizes. Desejemos sempre o bem de todos, inclusive daqueles que demonstram antipatias por nós.

– Percebamo-nos sempre otimistas, mesmo diante de situações adversas. Há um ditado que diz “o bom humor faz sorrisos, os sorrisos fazem amigos e amigos valem mais que fortuna.”

– Procuremos ser felizes com o bem-estar de nossos derredores, aceitando sempre os situados em patamares superiores aos nossos. Lembreme-nos sempre: “quem tem luz própria, não precisa apagar a luz de ninguém.”

– Lembremo-nos que hoje é o dia mais importante da nossa vida. Não o sobrecarreguemos com lembranças amargas de ontens, nem com temores covardes de amanhãs.

E nesta Pascoa, libertemo-nos das opiniões deletérias dos outros, percebendo que nossos valores podem ser mensurados pelo que outras pessoas pensam de nós.

Para quem busca ampliar sua espiritualidade, um pequeno livro que muito esclarece e binoculiza: PARA ALÉM DO AMÉM: COMO SE PROTEGER DE PREGAÇÕES ABUSIVAS, Leonar Nascimento, São Paulo, Editora Labrador, 2025, 80 páginas. Textos que esclarecem e desmitificam malasfeias, soares e suas contas bancárias.

Uma Feliz Páscoa para todos nós, brasileiros de todas as convicções!! Entendendo sempre que “topada só bota pra frente”!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

PARA OS SEM RELIGIÃO

Neste Domingo de Ramos, para os que não possuem fé no Homão, envio algumas mensagens remetidas do Além para os povos de todos os cantos do mundo, mormente agora quando guerras genocidas são travadas, destruindo pessoas inocentes que apenas viviam em paz. Que algumas delas sirvam para a implantação de uma FUS – Fraternidade Universal Solidária, onde todos sejam um só no Criador do Todo. Ei-las:

1. Se você está sentindo o fim de um ciclo em um determinado lugar, não tenha medo do novo, não tenha medo de se reinventar. Você está divinamente amparado, pode confiar na intuição.

2. Tente não se comparar aos outros e nem aos que eles estão fazendo. As coisas vão acontecer e fluir para você na hora certa. Confie nisso. Você vai chegar lá em breve.

3. 3. Você tem uma alma incrível. Pare de se arrepender de ser uma pessoa boa. Quem quer que tenha passado pela sua vida precisava de sua luz naquele momento. Você permanece gentil e comprometido com seu próprio amor social. Não ouse duvidar do seu valor ou da beleza da sua verdade. Apenas continue brilhando como sempre faz.

Confesso, hoje, a minha felicidade em ter um montão de amigos judeus pelos quatro cantos do Brasil, alguns até do outro lado do Atlântico e uma meia dúzia nos Estados Unidos, sempre enviando notas e análises sobre as trumpalhadas de um emperucado que almeja uma dinastia presidencial, mesmo desprezando um clima democrático que se prepara para não decepcionar o ideário deixado pelo inesquecível Martin Luther King, aquele que pronunciou o muitas vezes por mim lido Eu Tive um Sonho.

E de todos os judeus, sem exceção, guardo uma característica, a de um humor inteligente, muitas vezes até voltado contra si mesmos. De um deles, o Jacozinho, folião que nem eu do carnavalesco Bloco da Saudade, quando tínhamos resistências musculares para os desfiles momescos, nunca mais esqueci. Ele sempre costumava repetir o que tinha lido num livro que me presenteou no ano anterior: “Se alguém te diz ‘és um burro’, não dês importância. Mas se duas pessoas te disserem a mesma coisa, atrela-te a uma carroça”.

Profissionalmente altamente qualificado na área tecnológica, Jacozinho possuía uma programação de leituras de textos humanísticos nacionais e estrangeiros, ostentando um sólido nível cultural, que o fazia indispensável em todas as reuniões sociais que participava.

Nós dois detestávamos hipócritas, fingidos, babaovistas, boçais, farofeiros e merdálicos, aqueles que nunca se imaginam inseridos nos interiores fétidos do mundo.

O último livro presenteado pelo Jacozinho foi Do Éden ao Divã: Humor Judaico, Companhia Das Letras, organizado por Moacyr Scliar, Patrícia Finzi e Eliahu Toker, contendo deliciosas historietas, pejadas de um humor notavelmente inteligente.

Para gregos e troianos, com ou crença, uma Semana Santa muito arretada de ótima!!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

O HOMÃO MUITO ALÉM DOS EVANGELHOS

Declaro publicamente uma admiração minha muito forte por um sacerdote que colaborou durante longos anos com Dom Hélder Câmara, o saudoso Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife. Seu nome? EDUARDO HOORNAERT, nascido na Bélgica em 1930 e que vive, desde 1958, no Brasil. Formado em Línguas Clássicas e História Antiga pela Universidade de Lovaina (Bélgica), ensinou durante trinta anos História do Cristianismo em Institutos Teológicos Católicos de João Pessoa, Recife e Fortaleza.Jesus de Nazaré - Eduardo Hoornaert

Desde 2011 publica escritos relacionados à história do cristianismo através do seu blog http://eduardohoonaert.blogspot.com, muito bem aceitos nas áreas cristãs dos quatro cantos do Brasil. No ano passado, lançou um livro muito oportuno para os períodos pascoalinos que se aproximam: JESUS DE NAZAR[E: UMA RADIOGRAFIA PARA ALÉM DOS EVANGELHOS, Eduardo Hoornaert, São Paulo, Editora Recriar, 2025, 164 p. Um livro escrito sob o lema Pensar Diferente, uma característica sua sempre a serviço do Senhor Jesus, nosso Irmão Libertador.

Logo na introdução Para Iniciar uma Radiografia, o notável teólogo explicita as três imagens que caracterizam o Nazareno: o modo comparativo ou metafórico, típico das cartas paulinas e do Evangelho de João, o modo narrativo ou mitológico, característico dos Evangelhos Sinótico, e o modelo histórico ou racional, que aparece esporadicamente nos Evangelhos.

Para um aprimoramento do leitor das suas posturas religiosas, páginas complementares muito oportunas para todos os não ruminantes: AS 21 HABILIDADES DA INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL: O PRÓXIMO PASSO ALÉM DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, Cindy Wiggleworth, São Paulo, Editora Cultrix, 2023, 268 p. Páginas que ratificam integralmente uma afirmação do consagrado filósofo espiritualista francês Henri Bergson (1859-1941): “Existir é mudar, mudar é amadurecer, amadurecer é continuar criando a si mesmo infinitamente.”

Para a Semana Santa que se aproxima, percebamo-nos todos portadores de uma transcendentalidade sempre insuficiente, a carecer de leituras alicerçais que nos faça cada vez mais próximos da Luz Divina.

O meu amigo João Silvino da Conceição, companheiro de muitas caminhadas reflexivas, costuma dizer que “sabendo bem interpretar o que se lê, jamais se perderá ao entardecer”. E as duas leituras acima muito ampliarão as binoculizações daqueles que se comportam como uma permanente metamorfose ambulante, a la Raul Seixas, o sempre enaltecido menestrel brasileiro.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

DESBOSTALIZAÇÕES NACIONAIS

Encareço a permissão dos leitores, para exprimir um conjunto de indignações pessoais sentidas num ano eleitoral, 2026, que poderá trilhar rumos mais venturosos para todos os brasileiros de bem, favorecendo a evolução de um eleitorado consciente e radicalmente solidário com o desenvolvimento social democrático do todo pátrio.

Quais seriam as mais urgentes desbostalizações do momento atual? Elenco as mais significativas do cenário:

1. Um novo Código de Processo Penal, com a redução da idade mínima criminal para 14 anos, com atualizações mais punitivas para crimes desconhecidos quando da instituição do atual Código, nos anos 40 do século passado.

2. Redução em 1/3 dos partidos políticos brasileiros, com mandatos de 4 anos e não reeleição para presidentes, governadores e prefeitos.

3. Instituição de 40 horas semanais de trabalhos para todos os setores públicos e privados brasileiros.

4. Pena de castração física integral e penas longas sem saidinhas nem benefícios para os efetivamente culpados de feminicídios, sejam civis ou militares, punindo-se também os derredores colaboradores.

5. Fortalecimento das bibliotecas públicas dos municípios com mais de 250 mil habitantes, com profissionais devidamente concursados, acervos atualizados e sistema computacional para e-books e cursos à distância.

6. Tributação das receitas de todas as denominações religiosas, através da Receita Federal, mediante Declarações Anuais do Imposto de Renda.

7. Exames Finais (tipo OAB) para todos os cursos de graduação, públicos e particulares.

8. Punições exemplares para invasores de terras indígenas e para os praticantes de mineração ilegal.

9. Recadastramento nacional do porte e uso de armas.

10. Proibição das loterias bets em todo território nacional.

11. Permissão de cassinos em estâncias turísticas, com ampla supervisão da Polícia e da Receita Federais, os ganhos sendo tributados em 40% na fonte.

12. Proibição de disputas esportivas com torcida única, potencializando a segurança dos estádios e derredores, com prisão preventiva dos torcedores arruaceiros e baderneiros.

13. Retorno obrigatório do ensino de Filosofia no Segundo Grau de Ensino e ao Ciclo Básico dos Cursos Superiores, favorecendo um Saber Pensar Empreendedor Humanístico.

14. Reurbanização das áreas de risco do Brasil, com ampla supervisão fiscalizatória do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura e do Ibama.

15. Instituição de um Cadastro Federal Criminal, integrado a estados e municípios, favorecendo a captura dos considerados foragidos.

E como um simples torcedor de um clube de futebol nordestino, venho crescentemente me decepcionando com o cada vez mais elevado NB – Nível de Bostalização do futebol regional, nos mais variados setores. Explicito alguns deles:

– Nível técnico-cultural mínimo dos dirigentes de clubes de futebol.
– Educabilidade quase nula dos atletas e técnicos participantes.
– Animalidades praticadas por torcidas organizadas.
– Narrações e comentários dos eventos esportivos amplamente analfabéticos.
– Entrevistas e respostas nada convincentes em programas esportivos.

O Brasil necessita eliminar seus atuais NFs – Níveis Fedênticos, favorecendo a emersão de um dinâmico Nível Civilizatório Humano XXI.

Que as urnas deste ano nos proporcionem múltiplas esperanças.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

UMA SÍNDROME XXI PERVERSA

A Síndrome de Burnout ou Síndrome do Esgotamento Profissional é um distúrbio emocional crônico, reconhecido pela OMS, causado por estresse no trabalho desgastante e prolongado. Caracteriza-se por gigantesca exaustão físico-mental, despersonalização (distanciamento e cinismo) e baixa eficácia profissional, sendo crucial buscar ajuda psicológica e médica ao notar os primeiros sintomas.

Os principais sintomas e sinais da Síndrome de Burnout:

Exaustão Extrema: Sensação constante de esgotamento físico e mental.

Despersonalização: Distanciamento do trabalho, negativismo, cinismo e perda de sentido nas tarefas cotidianas.

Redução da Eficácia: Sentimento de ineficácia, incompetência e baixa realização profissional.

Sintomas Físicos: Dores de cabeça, distúrbios do sono, problemas gastrointestinais, alteração de apetite, fadiga crônica.

Isolamento Social: Afastamento de amigos e familiares, distanciamento das urnas de votação em anos eleitorais, permanente rancor contra tudo e ausência de manifestações amorosas para com os derredores familiares.

Causas e Fatores de Risco:

Carga de trabalho excessiva e prazos impossíveis de cumprimento.

Altos níveis de responsabilidade e competitividade, sem dimensão cognitiva.

Ambiente de trabalho tóxico ou sem suporte (bullying, falta de reconhecimento).

Perfeccionismo e cobrança pessoal elevada.

Falta de equilíbrio entre vida profissional e pessoal.

Tratamento e Recuperação:

Apoio Profissional: Psicoterapia (psicólogo/psiquiatra) é fundamental para tratar o esgotamento.

Mudança no Trabalho: Afastamento temporário, readequação de funções ou mudança de área.

Estilo de Vida: Exercícios físicos regulares, boa alimentação e melhoria na qualidade do sono.

Rede de Apoio: Retomar hobbies, nova vida social e atividades de lazer, individuais e coletivas.

Medicação: Uso de antidepressivos ou ansiolíticos, sempre receitados por um médico.

Direitos do Trabalhador:

A Síndrome de Burnout é considerada uma doença ocupacional. O trabalhador tem direito a afastamento com atestado médico. Se o afastamento for superior a 15 dias é possível receber auxílio-doença pelo INSS. E estabilidade no emprego por até 12 meses após o retorno.

Ao notar os primeiros sinais em pessoas dos seus derredores profissionais, comunitários e familiares, deve-se acionar um médico ou psicólogo. A prevenção estabelece limites no trabalho e valorização do descanso.

Este texto está sendo explicitado neste Jornal, do notável Luiz Berto, um site sempre arretado de muito ótimo, por ser um ambiente muito visitado por gente inteligente, de mentes capazes de entender e socorrer os vitimados pela Síndrome de Burnout, uma síndrome perversa, talvez a mais perigosa da era contemporânea.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

BALIZAMENTOS PÓS FOLIA

1. Passadas as folias e estrepolias momescas, de voltas às aulas e aos preparativos pré pascoalinos, saibamos bem entender que a felicidade não é a mesma para todos, que amar significa entender mais intensamente, sem ilusões nem obsessões, sem mandos nem desmandos, que o saber é um processo cumulativo individualizado, oferecido pelo Maior de Tudo, o Criador do Homão da Galileia e de todos nós, cabendo a cada um potencializar os dons recebidos, sem obsessões consumistas, sem alucinações mentais e sexuais, como se a cabeça de baixo tivesse dominância.

2. Fiquemos sempre atentos a uma verdade histórica que impressiona mentes e corações: na última geração foram queimados mais recursos energéticos do que em todas as gerações anteriores, favorecendo a acumulação de bens para um cada vez menor número de privilegiados!

3. Um questionamento que se faz, hoje, nos quatro cantos do Brasil: A água é fonte de vida ou fonte de lucro? Busquemos sempre raciocinar criticamente cada vez mais, fortalecendo a CSNC – Cidadania Social Nacional Comunitária, antes que tudo seja tarde demais!

4. Estou plenamente convencido de que, no Brasil, os feminicídios somente se reduzirão a um mínimo com penas mais longas aplicadas e a castração física integral dos culpados. Para quem somente pensa da cintura para baixo, sejam extraídos integralmente os neurônios escrotais. Um CAC é uma pessoa que tem permissão para ter arma. Infelizmente, tem gente que também é CAC – Canalha, Assassino, Covarde. Para estes, cadeia longa e castração física integral.

5. Para quem deseja intensificar sua fé no Homão da Galileia, nosso Irmão Libertador, livrando-se dos dogmas sobre Ele estabelecidos ao longo dos séculos, uma leitura pascoalina para lá de muito oportuna: JESUS NÃO FUNDOU UMA RELIGIÃO, Durval Checchinato, Belo Horizonte MG, Artesã Editora, 2023, 376 p. Páginas que explicitam uma análise criteriosa sobre dois atuais sinais do tempo (kairós): o retorno ao Jesus histórico e o retorno a uma Igreja emanada de Pentecostes. Leitura oportuna para mentes radicalmente voltadas para um regime de igual participação em comunidades refundadas sob a força do Espírito Santo.

6. Uma reflexão notável deveria balizar o atual ano eleitoral brasileiro: “A banalidade do mal consiste na incapacidade de pensar” (Hannah Arendt). Sempre acompanhada, se possível, de um mantra mais que indispensável: “Sem buscar erradicar o mal social, o votante sempre se sairá mal” (João Silvino da Conceição, nordestino sem rancor)

7. Que todo o Sistema Judiciário Brasileiro assimile radicalmente: A audiência é de Custódia, jamais de Misericórdia!

8. Ser humano metido a machista, que assassina companheira, merece cadeia longa, extração cirúrgica do pinto e dos bagos, com penas sem saidinhas nem reduções. Tampouco celas individuais.

9. Saibamos militar por uma Cidadania Integral de todos os brasileiros, nulificando os mais diferenciados analfabetismos: o profissional, o político, o social, o religioso, o familiar, o conjugal, o sindical, o condominial, o celularático, o moral, o acadêmico, o comunitário e o esportivo. Basta de manadas em nossos derredores!!!

10. Para os irmãos espiritualistas e espiritistas que se preparam para mais uma Semana Santa, uma leitura muito oportuna: a Exortação Apostólica DILEXI TI – SOBRE O AMOR PARA COM OS POBRES, do Papa Leão XIV, de 4 de outubro de 2025, à disposição na Livraria Vozes, Recife Pernambuco.

11. Para todos os 60+ dos quatro cantos do Brasil, uma recomendação: Envelheçam sem esmorecer, vivendo com dignidade e moderação, sem ansiedades nem obsessões, complementando-se através de leituras sementeiras, como metamorfoses ambulantes em evolução, iluminando cada vez mais a Criação do Senhor do Todo!

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

UMA CARTA PREMIADA

Recentemente, no leste brasileiro, uma garota de 14 anos venceu um concurso de redação com o texto abaixo.

Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa mundial, o nosso Brasil chorar!

O que houve, meu Brasil Brasileiro? E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas:

– Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo… Antes, os meus bosques tinham mais flores e meu seio mais amores. Meu povo era heroico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado.

Pensei… Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais…. Quem nos devolverá a grandeza que a Pátria nos traz? Voltei para a sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido.

Uma carta que deveria ser amplamente lida e debatida em todo o Ensino Fundamental e Básico Brasileiro, potencializando uma Cidadania Nacional que merece ser mundialmente respeitada, promovendo a paz mundial e a justiça social entre todas as regiões.

Após a leitura da carta vitoriosa, tornei-me mais brasileiro, preparando-me mais densamente para exercer meu direito de voto nas eleições de outubro próximo, defenestrando do cenário político nacional os CCCs – Canalhas, Cretinos e Calhordas que amerdalham o ambiente decisório de um país que exigindo está ordem, segurança e progresso social para todos os seus recantos.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

GRANDEZAS E PENÚRIAS

Na sociedade brasileira atual, onde um individualismo perverso está asfixiando uma sadia convivialidade social, assusta muito demonstrar solidariedade, manifestar sensações fraternais, condoer-se com os menos favorecidos, ser ombro amigo. Melhor ser solidário à distância, sensibilizar-se com as crianças da Bósnia, horrorizar-se com os massacrados pelos israelitas em Gaza, sair em passeata em prol do cachorro Orelha ou protestar contra o atual quase ruminante Sistema Político Brasileiro.

A sociedade nossa foi edificada a partir do ego. Mas a sabedoria popular ensina que “quanto mais se verga o arco, mais longe voará a flecha, quebrando-se o arco se a curvatura for excessiva”. As promessas de vida fácil, com muito dinheiro posto em Bets, estão multiplicando os otários compulsivos masterizados, a compulsão deles bem mais elevada que o apenas racional. E se o idiotizado é honestamente advertido, o otário sente-se ressentido, como se o mundo inteirinho estivesse tentando destruir seu projeto de enriquecimento acelerado.

O florentino Nicolau Maquiavel, autor de O Príncipe, permanente fonte de consulta para pensantes de todos os calibres, dividiu os cérebros em três categorias: a dos que pensam por si mesmo, a dos que discernem a partir do entendimento dos outros e a dos que não entendem nada, nem a partir de si nem a partir dos outros. Na categoria última certamente se inscrevem os que perderam sua individualidade através de uma manada mórbida, os fins valendo todos os meios.

Na primeira das categorias de Maquiavel, sem qualquer dúvida se posicionou a figura sábia do mestre Harbans Lal Arora, serenamente a entender que “para se melhorar a situação presente, o melhor caminho é estar bem consciente de sua enorme dificuldade”. Possuindo a alegria de servir, Harbans era despido das pedanterias academicistas dos que costumam se idolatrar por ausência de discípulos. Harbans assimilava cotidianamente a imorredoura lição de Spinoza, explicitada na sua Ética: “A alegria é a passagem de um homem de uma perfeição menor para uma perfeição maior”.

Saibamos, apesar de todos os senões existenciais do momento, ser radicalmente humanizados, fiéis seguidores dos “mandamentos” abaixo:

1. Que a produção atenda às reais necessidades do povo, jamais servindo apenas às exigências do sistema econômico;

2. Que a relação entre as pessoas seja de colaboração, nunca de exploração;

3. Que o antagonismo obcecado dê vez à solidariedade persistente;

4. Que se empenhe pelo consumo adequado, nunca supérfluo;

5. Que as organizações sociais tenham por objetivo o bem-estar humano;

6. Que todos sejam, na vida social, participantes ativos, sempre de espíritos abertos.

Para ainda um início de ano, às vésperas de Momo, sempre esperando que a vaca tussa de modo mais generoso, recomendaria a leitura de dois textos que muito me impressionaram. O primeiro é Espelho do Ocidente – o nazismo e a civilização ocidental, Jéan-Louis Vullierme, RJ, Difel, 2019. 364 p. Onde se analisa, sob uma perspectiva incomum, as raízes do nazismo, muito mais amplas e profundas que o senso comum que postula que o fenômeno é produto de uma geração espontânea, fruto de mentes doentias alicerçadas numa ideologia antissemita. O livro é fruto de ampla pesquisa, resultado de uma preocupação que atualmente reina no mundo contemporâneo: uma inevitabilidade histórica que pode resultar em maldades já tidas como exclusas da história dos amanhãs.

A segunda leitura é complementar à primeira: A Coragem da Desesperança: crônicas de um ano em que agimos perigosamente, Slavoj Zizek, Rio de Janeiro, Zahar, 2019, 364 p. Um pensador de análises fecundantes, por vezes bastante inquietantes, sobre as luzes de um fim de túnel que nada mais é que o farol de um trem acelerado vindo em nossa direção. E só quando admitirmos que a situação é absolutamente irremediável e sem esperanças, as mudanças serão quiçá possíveis. Slavoj é considerado o filósofo mais perigoso do Ocidente, segundo o The Guadian. Leitura para os desbundamolizados éticos de nível superior.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

O VIRUS DA MEDIOCRIADADE

Em confronto gigantesco com o desenvolvimento da Ciência e da Tecnologia, dissemina-se pelos quatro cantos do Brasil, progressivamente, o vírus da mediocridade. Vitimando os mais diferenciados setores, de todas as classes sociais e rendas. Recentemente, quatro adolescentes, de pais incultos abastados, assassinaram a pauladas um cãozinho comunitário, revelando um nível de crueldade dinossáurico, típico de quem foi educado sob os balizamentos de uma Pedagogia da Mediocridade, que, “no mundo do capital, prega a missão de poder transformar gruas em cisnes, mascarando o caráter perverso do capitalismo, uma vez que, ela, na verdade, simplesmente cria estigmas, cristaliza ilusões, sistematiza e justifica a exclusão ao, através dos diplomas e dos currículos, dizer, enganosamente: quem é inteligente e quem não é, quem terá sucesso e quem não terá, quem será incluído e quem não será”, segundo análise feita por um pesquisador carioca, Cleberson Eduardo da Costa, em seu último livro, intitulado Pedagogia da Mediocridade: o Individualismo e a Meritocracia Sistematizados Como Valores da Escola, editado pela Atsoc Editions, Orlando, Flórida, USA, 2026, 228 p. Um livro que deveria ser amplamente assimilado por todos os atuais segmentos educacionais do país.

Sempre buscando disseminar uma consciência crítica comunitária, facilitando a identificação dos sinais da crescente mediocridade em diversas áreas, anteriormente quase isentas, explicito, abaixo, alguns já bem notórios:

Congresso Nacional – encharcado de parlamentares sem uma mínima noção de futuro, a grande maioria portadora de ideários minimamente éticos, isentos de uma nulificante solidariedade social.

Televisão – Novelas e eventos desprovidos de uma sadia convivialidade alavancadora, imbricando muitas vezes banalidades, bundalidades, falências morais, violências e machismos.

Futebol – predominância de dirigentes esportivos mentalmente incapazes de um mínimo planejamento estruturador.

Instituições religiosas – sem mínima densidade espiritual, meras arrecadadoras semanais das doações de manadas, que se postam sem fervor consistente em dias e horários estabelecidos.

Ensino Básico Fundamental – ministrado quase integralmente por entes nunca pensantes, geralmente de muito baixo nível cognitivo, sempre seguidores radicais de um “se deus quiser” e de um “deus quis” profundamente desvinculados do Criador do Todo e Sua Missão.

Em anos passados, um pesquisador mineiro estabelecia que o nível de mediocrização de um ambiente familiar estava sempre correlacionado positivamente com o número de livros não-escolares existentes na casa. Até hoje muitos ruminantes metidos a diplomados ainda imaginam que a aquisição de livros é despesa, jamais investimento, desacreditando integralmente na Parábola dos Talentos, e3xplicitada em Mateus 25, 14-30, que foca na responsabilidade, multiplicação dos dons recebidos e fidelidade na administração ética dos recursos aplicados.

Recomendaria a todos os professores de todos os grais de ensino do Brasil uma leitura densamente reflexiva da apologia A CAVERNA, de Platão, que retrata um ambiente repleto de ilusões, erros, ignorâncias, comodismos e materialismos, fatores que caracterizam a nossa contemporaneidade.

Saibamos sair da Caverna, percebendo-nos sempre uma metamorfose ambulante na caminhada para a Luz Divina, sem fingimentos, chiliques, violências, fakes news e patifarias.

FERNANDO ANTÔNIO GONÇALVES - SEM OXENTES NEM MAIS OU MENOS

SOBRE DESCRENÇAS E FÉ

Percebe-se, atualmente, nos quatro cantos do mundo, uma descrença gigante nos amanhãs individuais, comunitários e planetários. Uma grande maioria da humanidade está vitimada por uma estupidificante baixa auto-estima, como se a atual nossa era de transição cósmica fosse brevemente findar, sem qualquer outra em processo de emersão. Por irracionalidade ou analfabetismo cultural, muitos ruminantes estão interpretando o Apocalipse do Novo Testamento como o fim de tudo, ultimando a existência na superfície terrestre.

No melancólico contexto XXI, a fé que cada um deveria possuir, no transcendental e na sua caminhada pessoal, profissional, familiar e comunitária, se está nulificando, potencializando ansiedades, depressões, angústias e auto-destruições, além de feminicídios crescentes.

Além disso, muitos ainda são descrentes por desconhecerem o que significa ter fé.

Segundo Allan Kardec, no seu livro O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 19, “a fé é a confiança na realização de algo, a certeza de alcançar um objetivo. Ela nos dá um tipo de lucidez que nos faz, em nosso pensamento, o resultado pelo qual estamos lutando e os meios para chegar lá, de modo que aquele que tem fé, caminha com segurança. … A fé sincera e verdadeira é sempre calma, ela dá a paciência que sabe esperar, porque, apoiando-se na inteligência e na compreensão das coisas, traz a certeza de chegar.”

Para a definição acima ser plenamente efetivada, alguns requisitos se tornam indispensáveis: inteligência, compreensão e lucidez. E este trio só se torna atuante quando devidamente ajustado a meios e objetivos, tudo sendo estabelecido com calma e equilíbio emocional.

O cotidiano mundial, na pós-modernidade, está muito desatento a uma constatação feita por Thomas Huxley (1825-1895), um biólogo e filósofo britânico que ficou conhecido como “O Buldogue de Darwin”, por ser o principal defensor público da teoria da evolução de Charles Darwin e um dos principais cientistas ingleses do século XIX. Ei-la: “O fundamento da moralidade é renunciar a fingir que se acredita naquilo que não comporta evidências, e a repetir proposições ininteligíveis sobre coisas que estão além das possibilidades do conhecimento.”

Infelizmente, no Brasil atual, por ausência de um conteúdo cognitivo pensante nos dois primeiros graus de ensino, agiganta-se quantitativamente uma categoria humana situada entre a faixa simiesca e o nível homo racionalis, classificada pelas pesquisas antropológicas modernas de chinfrinzé, definido como “animal quase racional, extremamente similar fisicamente ao homo sapiens, que se comporta em áreas civilizadas com uma mente mixada, coexistindo nela ideários nostálgicos, hábitos comportamentais aparentemente sadios e nulificada visão de futuro.”

Facilmente identificados, os chinfrinzés são arroteiros, comportando-se como civilizados, sendo caloteiros do erário público, de Master somente portando o nomr do lugar onde executam suas pilantragens, cuidadosamente preservadas por julgamentos toffolizados.

Somente através de uma Educação Básica, com forte conteúdo pedagógico pensante, se poderá retirar de inúmeros a condição de chinfrinzé.