Declaro publicamente uma admiração minha muito forte por um sacerdote que colaborou durante longos anos com Dom Hélder Câmara, o saudoso Arcebispo Metropolitano de Olinda e Recife. Seu nome? EDUARDO HOORNAERT, nascido na Bélgica em 1930 e que vive, desde 1958, no Brasil. Formado em Línguas Clássicas e História Antiga pela Universidade de Lovaina (Bélgica), ensinou durante trinta anos História do Cristianismo em Institutos Teológicos Católicos de João Pessoa, Recife e Fortaleza.
Desde 2011 publica escritos relacionados à história do cristianismo através do seu blog http://eduardohoonaert.blogspot.com, muito bem aceitos nas áreas cristãs dos quatro cantos do Brasil. No ano passado, lançou um livro muito oportuno para os períodos pascoalinos que se aproximam: JESUS DE NAZAR[E: UMA RADIOGRAFIA PARA ALÉM DOS EVANGELHOS, Eduardo Hoornaert, São Paulo, Editora Recriar, 2025, 164 p. Um livro escrito sob o lema Pensar Diferente, uma característica sua sempre a serviço do Senhor Jesus, nosso Irmão Libertador.
Logo na introdução Para Iniciar uma Radiografia, o notável teólogo explicita as três imagens que caracterizam o Nazareno: o modo comparativo ou metafórico, típico das cartas paulinas e do Evangelho de João, o modo narrativo ou mitológico, característico dos Evangelhos Sinótico, e o modelo histórico ou racional, que aparece esporadicamente nos Evangelhos.
Para um aprimoramento do leitor das suas posturas religiosas, páginas complementares muito oportunas para todos os não ruminantes: AS 21 HABILIDADES DA INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL: O PRÓXIMO PASSO ALÉM DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL, Cindy Wiggleworth, São Paulo, Editora Cultrix, 2023, 268 p. Páginas que ratificam integralmente uma afirmação do consagrado filósofo espiritualista francês Henri Bergson (1859-1941): “Existir é mudar, mudar é amadurecer, amadurecer é continuar criando a si mesmo infinitamente.”
Para a Semana Santa que se aproxima, percebamo-nos todos portadores de uma transcendentalidade sempre insuficiente, a carecer de leituras alicerçais que nos faça cada vez mais próximos da Luz Divina.
O meu amigo João Silvino da Conceição, companheiro de muitas caminhadas reflexivas, costuma dizer que “sabendo bem interpretar o que se lê, jamais se perderá ao entardecer”. E as duas leituras acima muito ampliarão as binoculizações daqueles que se comportam como uma permanente metamorfose ambulante, a la Raul Seixas, o sempre enaltecido menestrel brasileiro.
Excelente tudo isso: as dicas valiosa de leitura, o ensinamento de João Silvino da Conceição ao dizer que “sabendo bem interpretar o que se lê, jamais se perderá ao entardecer”, e a recomendação de se comportar “como uma permanente metamorfose ambulante, a la Raul Seixas”.
Valeu, professor!