A ficha aparentemente ainda não caiu para Dona Carmen…
Em Banânia, Dona Carmen, os manés – de ambos os sexos, e até quem não se definiu – não são indicados aos cargos, quaisquer que sejam, por suas qualidades técnicas e morais, e tampouco são arrebanhados (gostei do termo!) na Mensa Society.
Tem só que pertencer à tribo da ocasião.
Em sistemas assim, maçãs podres aparecem aos magotes e degeneram o cesto onde aterrissam.
Aparentemente o STF foi alvo, por assim dizer, de algumas maçãnzinhas já não tão saudáveis…
Como novamente diria um gringo: Suck it!
Ou em bom e polido português: aguente firme e se conforme…
Tentei fingir de morto, mas um pedido do editor não se recusa. Não quero fazer ilações, mas em se tratando dessa turma….
Bem, quanto ao pedido em si, se trata de algo excepcional, uma vez que a PF não possui legitimidade para tal, uma vez que não é parte.
Contudo, não pode deixar de se manifestar, uma vez que, caso haja alguma condenação, o futuro réu ou o MP podem alegar suspeição e anularem o processo.
A decisão de afastamento deveria ser tomada pelo próprio Toffoli, mas com isso não vai acontecer, deve ser tomada pelo presidente Fachim.
Caso seja declarada, Toffoli se afasta do caso e ele é redistribuído para outro ministro, por meio de sorteio, para prosseguimento.
Agora as ilações:
Penso que Toffoli insiste em permanecer na relatoria a fim de manter certas verdades em segredo.
Além disso, ele sabe que é suspeito, mas quer continuar justamente para, após as condenações, deixar as defesas alegarem tal suspeição para a anulação dos processos.
A posição do Brasil não é surpresa: a presidência da república é ocupada por condenado por corrupção; juízes de todas as instâncias vivem enrolados em caso os mais cabeludos, o que garante a impunidade geral.
Por outras palavras, não adianta o acobertamento da imprensa, os discursos enchedores de linguiça dos político ou a hermenêutica torta da justiça.
Há um tipo de degradação que não faz barulho. Ela não explode, não quebra vitrines, não derruba prédios. Ela acontece quando quem ocupa o topo do Estado fala sem medir o peso das próprias palavras. Instituições não são brinquedos retóricos.
Forças armadas, diplomacia, ciência, educação — tudo isso existe para funcionar apesar dos governos, não para servir de palco a bravatas, ressentimentos ou frases de efeito.
Quando um presidente expõe o próprio país ao ridículo, não está sendo “autêntico”. Está sendo imprudente. Quando diminui publicamente estruturas nacionais, não está sendo “crítico”.
Está sendo irresponsável.
Existe uma diferença abissal entre crítica séria e autodepreciação institucional.
A primeira fortalece. A segunda humilha — e humilha sempre quem não pode responder: servidores, militares, técnicos, diplomatas, cidadãos comuns.
O constrangimento estampado no rosto de quem estava ao lado não é detalhe. É o sinal mais honesto de que algo foi ultrapassado. Porque o corpo reage antes do discurso, e o silêncio constrangido é a última linha de defesa quando o decoro já foi violado.
Países não se governam com piadas mal colocadas, nem com comparações infantis.
Estado não é mesa de bar. Geopolítica não é meme. E liderança não é licença para falar qualquer coisa sem consequência. Essa lama institucional não cai do céu.
Ela é produzida, frase por frase, gesto por gesto, até que o excepcional vire rotina e o absurdo vire “estilo”.
E talvez o mais triste seja isso: não é o ataque externo que mais fragiliza um país — é quando quem deveria sustentar o edifício resolve chutar os próprios pilares.
Isso é o esgoto institucional disfarçado de sinceridade.
Eu não sou evangélico, porém eu acho que entendi a mensagem.
Quando o Boquirroto fala em 90% está exagerando um pouco, pois é o mesmo que dizer que de cada 10 evangélicos, 9 recebem algum recurso governamental.
Mas o pior não está nesta mentira estatística e sim onde o Pilantra quer chegar: se uma pessoa recebe recursos do Governo, ela deve ser grata a este e votar em quem o representa.
Eu, por exemplo, sou aposentado, portanto recebo recursos do governo, minha aposentadoria.
Para o PT pouco importa que eu tenha contribuído para isso e que “o governo” não pertença a eles.