ALEXANDRE GARCIA

LULA COLECIONA ATRITOS COM VIZINHOS E DEIXA BRASIL ISOLADO

Lula afasta vizinhos e deixa Brasil diplomaticamente isolado

Lula afasta vizinhos e deixa Brasil diplomaticamente isolado

O embaixador argentino ontem saiu de Brasília rumo a Buenos Aires, onde vai ficar provavelmente até que se defina quem será o novo presidente do Brasil. Com o Lula parece que não está dando. O embaixador Daniel Raimundi, fora do mundo oficial, é muito querido aqui em Brasília.

Lá nos Estados Unidos, o Senado americano aprovou, por 51 a 47, Daniel Perez, filho de cubanos, para ser o embaixador aqui. O encarregado de negócios — que eu acho que foi para ser embaixador no Paraguai — era Escobar. Os Estados Unidos têm mandado para cá gente que fala espanhol, que fala uma língua latina e tem mais facilidade de se entender conosco. Lembro do meu querido amigo Diego Asêncio; ele e a Nancy, mulher dele, representaram o governo dos Estados Unidos aqui lá pelos anos 80, depois de ele ter sido refém durante muito tempo na Colômbia, num ataque dessas guerrilhas que agora o novo governo colombiano pretende dar um final.

Lembro que Lula não foi à posse do novo presidente da Colômbia e nem foi à posse da nova presidente do Peru. São vizinhos, fazem fronteira com o Brasil; não importa a cor político-ideológica. Agora está esse rompimento com a Argentina, em que temos uma relação com o nosso principal parceiro do Mercosul num nível mais baixo, o nível de encarregado de negócios. O embaixador brasileiro de lá, voltou para Brasília e, como eu mencionei, domingo o embaixador argentino foi para Buenos Aires.

Já tivemos uma briga com o Paraguai, e o Paraguai hoje está cada vez mais importante, recolhendo as empresas brasileiras. Aqui são centenas de empresas em RJ, que é a recuperação judicial; a situação está cada vez pior. O Armínio Fraga acha que está muito parecido com o governo Dilma. O Lula 1, 2, 3… Imagina.

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Cinto de segurança em ônibus

Uma outra questão que quero chamar atenção de novo: houve um acidente de ônibus aqui. Um ônibus foi atingido por um caminhão carregado de areia. Um ônibus que ia daqui do Distrito Federal para Uberlândia, se não me engano, e teve seis ou sete mortos.

As pessoas que ficaram protegidas e quase não ficaram feridas estavam de cinto. As que morreram não estavam de cinto. Para pensar nisso: não entre num ônibus sem cinto. O ônibus urbano não tem essa possibilidade, mas intermunicipal e interestadual, o cinto faz toda a diferença, faz muita diferença.

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Os ventos no Sul e o muro da penitenciária

E uma outra questão, que não é política: ventanias lá no Rio Grande do Sul. O Rio Grande do Sul está numa região intermediária entre o Polo e o Equador, está no meio do caminho. Ali é o entrechoque climático. E lá, os ventos chegaram a 90 km/h. Eu estava no Rio no dia da ventania de 105 km/h. Eu não só estava no Rio, como estava na rua; estava saindo de um barco e tendo que caminhar 800 metros até o hotel. Eu estava contra o vento e deu.

Mas o que eu queria contar é que um vento de 90 km/h derrubou a muralha de uma penitenciária regional em Pelotas. Aí eu fico pensando: alguém vai investigar quem foi a construtora, quem fiscalizou essa construção? É uma penitenciária. Se um sopro do lobo mau na casa dos três porquinhos derruba, na hora que algum CV ou PCC, ou seja lá o que for, descobrir que basta dar uma batida com um trator num muro desse e o muro cai, sai todo mundo de uma penitenciária. Foi construída com quê? Qual foi a mistura de cimento com areia, com brita? Foi na proporção certa? Meu Deus.

ALEXANDRE GARCIA

BRASIL DE LULA VOTA COM A DITADURA DA NICARÁGUA EM SESSÃO DA OEA

lula ortega oea

EUA pediram reunião de chanceleres de países da OEA para discutir ditadura na Nicarágua; Brasil foi contrário

A briga de Lula com Donald Trump por causa de embaixadores já está nos afetando. Daniel Perez é jovem, tem menos de 40 anos, é da Flórida, filho de imigrantes cubanos, entrou na política pelo Partido Republicano, foi eleito deputado estadual pela Flórida, teve uma grande votação e Trump o escolheu para ser o embaixador dos Estados Unidos no Brasil, um posto que estava vago. O Brasil faz corpo mole para conceder o acordo – chamado em francês de agrément –, e por causa disso Trump até tirou o visto da nossa embaixadora em Washington.

A briga é tanta que Lula agora confirma que é mesmo amigo de Daniel Ortega. Imagino os membros do TSE de 2022; devem estar com a cara no chão, porque proibiram, na campanha eleitoral, que se mencionasse a aliança entre Lula e Ortega. Mas a verdade é que os dois são amigos. Ortega e a mulher, Rosario Murillo, que é a copresidente (não é mais vice-presidente, é copresidente), declararam que não haverá mais eleição na Nicarágua enquanto houver a oposição por lá. Os EUA pediram a convocação de uma reunião de chanceleres dos países-membros da Organização dos Estados Americanos para examinar o caso. O Brasil rejeitou e foi voto vencido. Então, haverá essa reunião para deixar bem claro que há ditadura na Nicarágua, como já não soubéssemos.

A política externa brasileira está uma calamidade sob o comando de Celso Amorim (que é quem realmente manda, apesar de o chanceler ser Mauro Vieira). Quando Amorim era o ministro de Relações Exteriores, houve aquele caso do Manuel Zelaya, em Honduras, que foi abrigado na embaixada brasileira e a converteu em diretório político. Ele fazia o que queria: andava de chapelão dentro do prédio (é falta de educação usar chapéu em lugar fechado), botava os pés calçados com aquelas botas em cima da mesa… E ele nem perdeu o cargo por golpe: foi removido pelo Congresso e pela Suprema Corte. Mesmo assim, Celso Amorim o apoiou. A nossa política externa está um desastre. Pobre do Instituto Rio Branco, que ensina tão bem.

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Ministro do STJ que perdeu o cargo por abuso ganhava acima do teto, quem diria…

Já cansei de ler o inciso XI do artigo 37 da Constituição, que trata da remuneração no serviço público. E leio novamente: “a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empregos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de qualquer dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios, dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos, pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o subsídio mensal, em espécie, dos ministros do Supremo Tribunal Federal”. E qual é esse valor? R$ 46 mil. O Supremo já tem decisões que permitiram penduricalhos, mas a Constituição diz que o limite é R$ 46 mil, e pronto.

O ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça, esse que teria tentado agarrar uma moça de 18 anos por baixo d’água em Balneário Camboriú, ganhava mais de R$ 100 mil por mês até fevereiro, quando foi afastado por causa da denúncia. Passou a ganhar “só” R$ 29 mil. Agora, o STJ decidiu, por 24 votos a 4, que ele deve perder o cargo; não é mais juiz, nem aposentadoria compulsória terá. Ele provavelmente deve recorrer ao Supremo.

Buzzi é um que deixará de receber fortunas acima do teto, mas o problema permanece: é muito fácil dar salários de mais de R$ 46 mil com o suor de quem trabalha para pagar imposto. Ontem, na hora do almoço, ouvi um grupo grande dizer que “no Brasil uma maioria trabalha para sustentar uma minoria de vagabundos” – foi essa a palavra que usaram. É revoltante perceber que há uma nomenklatura, como havia na União Soviética, de seres especiais: uma casta superior que deveria ser de servidores, mas é de senhores. O Estado existe para servir a nação, e a nação são as pessoas, os cidadãos que trabalham, pagam impostos, nomeiam pelo voto os seus servidores, para que prestem bons serviços públicos de justiça, segurança pública, saúde, ensino, previdência.

ALEXANDRE GARCIA

PRESIDENTES QUE PARTEM PARA O BATE-BOCA DIFICULTAM SOLUÇÃO

lula embaixadora estados unidos

Lula criticou decisão de revogar visto de embaixadora do Brasil nos Estados Unidos

Quando chefes de Estado se xingam diretamente, isso agrava a situação e torna mais difícil chegar a uma solução. Por isso existem os departamentos de Estado e ministérios de Relações Exteriores. Lula continua batendo boca, e Donald Trump só usa a caneta. Agora, o brasileiro não resistiu a uma pergunta de um podcast ao qual ele deu entrevista, e disse que é uma atitude irresponsável do governo dos Estados Unidos de cancelar o visto da embaixadora do Brasil em Washington. Mas o Brasil está atrasando o agrément ao embaixador norte-americano indicado para vir para cá, tanto que quem está ocupando a embaixada aqui é o cônsul-geral de São Paulo.

Os países são parceiros. Os Estados Unidos foram um dos primeiros países a reconhecer a independência do Brasil; desde então, eles sempre foram aliados. O Brasil esteve presente na Primeira Guerra Mundial, com um corpo médico, e na Segunda Guerra Mundial, com 25 mil soldados e um grupo de aviação de caça. O Brasil, inclusive, reclama um lugar no Conselho de Segurança por causa disso. Como eu disse ontem, temos uma pausa no relacionamento diplomático dos dois países. Os Estados Unidos estão fazendo uma reforma gigantesca na embaixada aqui em Brasília; é uma indicação de que eles não pretendem sair do Brasil, romper relações, nada disso.

E o Brasil não está batendo boca só com os Estados Unidos. Lula andou falando em acordo comercial entre a Coreia do Sul e o Mercosul; mas como, se ele está brigando também com o Paraguai e com a Argentina? Javier Milei foi questionado sobre ter chamado o presidente brasileiro de “ladrão”, e ele respondeu: “Mas ele é ladrão, foi condenado três vezes”.

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Americanos que tiveram visto negado provavelmente não conseguiriam decifrar nossa urna eletrônica

No mesmo podcast, Lula disse que os Estados Unidos “mandaram dois jovens aqui” para “interferir e fiscalizar as urnas eletrônicas”. É impossível. Eles tinham data marcada para voltar: chegariam aqui em 27 de julho e iriam embora no dia 30; ficariam aqui três dias. O PSDB passou 100 dias tentando saber como foi a contagem dos votos entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, e não conseguiu nada; chegou à conclusão de que o sistema é inauditável. Acho que os americanos não descobririam nada; nem nós sabemos como é contado o nosso voto. Não conseguimos entender bytes, kilobytes, megabytes e algoritmos. E no fim os dois diplomatas ficaram sem o visto.

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Esperança de Lula é que o brasileiro não esteja acompanhando o noticiário

Como se já não bastasse o Lulinha, apareceu um ex-chefe de gabinete de Lula, apelidado de Marcola, cujas contas eram pagas pela Roberta Luchsinger, que é a lobista ligada ao “careca do INSS” para abrir portas. Tivemos também a operação contra a família do senador Weverton Rocha, vice-líder do governo. E antes disso houve o caso do Jaques Wagner. Lula deve estar torcendo para o eleitor brasileiro não acompanhar o noticiário…

ALEXANDRE GARCIA

ESTAR ENROSCADO EM ESCÂNDALO É REQUISITO PARA SER LÍDER DO GOVERNO LULA NO CONGRESSO?

weverton rocha operacao inss

Familiares de Weverton Rocha, vice-líder do governo no Senado, são investigados por fraude no INSS

Há uma investigação envolvendo o dinheiro do seu avô, da sua avó, do seu tio, da sua tia, que são aposentados ou pensionistas e tiveram valores descontados no contracheque. A fraude chegou a um total de R$ 6 bilhões. O senador Weverton Rocha (PDT-MA) está enroladíssimo. O ministro André Mendonça, que trata desse caso, autorizou busca, apreensão e quebra de sigilo de familiares dele: a mulher, Samya Rocha, teria recebido R$ 11 milhões e depois comprado uma casa de R$ 6 milhões no Lago Sul, aqui em Brasília; também entraram na investigação as irmãs Geyse e Shainess; e a filha, Anna. Outro alvo dos mandados é um advogado, Willer Tomaz de Souza, apontado como uma espécie de operador. São 11 pessoas no total. Diz a PF que eles usavam empresas, incluindo duas empresas de postos de combustíveis, para fazer a lavagem de dinheiro.

Weverton é vice-líder do governo no Senado. Será que é requisito? Primeiro foi Jaques Wagner, que era líder do governo Lula; agora, esse é vice-líder. Deve ser requisito para exercer o cargo. “Qual é a sua ficha?” “Ah, eu sou especialista nisso.” “Então vem para cá.” Que situação incrível esta em que estamos! Felizmente temos uma eleição aí na frente; é uma chance para tentarmos sair dessa.

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Brasília é uma homenagem atrás da outra

Aqui em Brasília há um tipo especial de perda de tempo, que são as homenagens. As pessoas gostam de se homenagear. Elas têm de trabalhar, têm de produzir, trabalhar para o povo, pelo povo e em nome do povo, porque são funcionários do povo, servidores do público, mas em vez disso ficam se festejando, fazendo festinha. Os romanos chamavam isso – desculpem o latim – de asinus asinum fricat, “um burro coça o outro”. Fricat deu “fricção” em português, e asinum todos sabem que dá “asno”.

No Supremo, por exemplo, toda hora é hora de homenagem. Alguém fez 20 anos de Supremo? Homenagem. A última foi ao ministro Zanin, que fez três anos de STF, e dá-lhe homenagem. Serão 11 homenagens por ano, todos os anos. Fora os aniversários. Eu nem falo do dinheiro do povo que é gasto nisso, mas do tempo perdido por um tribunal que se queixa do excesso de carga. Também porque deixou, infelizmente, de ser tribunal constitucional para ser tribunal de pequenas causas, grandes causas, com pessoas que não têm prerrogativa de foro, deveriam estar na primeira instância, mas vão para a jurisdição do Supremo, a última instância, e depois não têm mais a quem apelar, não sei se ao bispo ou a Deus.

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Brasil continua se aproximando das ditaduras e dando as costas ao Ocidente

O Brasil está cada vez se isolando mais no mundo ocidental, afastando-se da nossa civilização, da nossa cultura judaico-cristã. Estamos cada vez mais isolados. Lula passou uma hora conversando com Vladimir Putin nesta terça-feira (claro que com tradutor). Lula adora conversar com Xi Jinping, da China, e com o Irã, que ele protege de todas as formas. Adora o Hamas, Cuba, Nicolás Maduro, Hugo Chávez, Daniel Ortega. Outro dia mencionou o Foro de São Paulo, dizendo que ele veio para trazer democracia. Imaginem só: uma entidade criada por Lula, Evo Morales, Fidel Castro, Ortega e Chávez, veio para trazer democracia. É sensacional!

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Trump responde a negativa de vistos e agrément cancelando visto de embaixadora brasileira

Lula, ainda com raiva por causa da sobretaxa imposta por Donald Trump, negou visto a dois diplomatas americanos que ficariam no Brasil por três dias para observar liberdades de expressão e o sistema eleitoral. E o novo embaixador americano – que tem nome hispânico, Daniel Perez – não consegue receber o “de acordo” brasileiro, que na linguagem diplomática é o termo francês agrément. O que fez, então, Trump? Cancelou o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Viotti. Brasil e Estados Unidos estão em um momento de pausa nas suas relações.

ALEXANDRE GARCIA

O BRASIL ESTÁ CHEIO DE CÚMPLICES DAS MENTIRAS DE ANTHONY FAUCI

anthony fauciAnthony Fauci escondeu efeito colateral grave da vacina que tomou contra a Covid

Esse diário do médico Anthony Fauci teve um efeito explosivo. Ele escreveu tudo em um computador do trabalho, salvou em servidor do governo, e aí foi fácil para as investigações do Senado encontrarem o material. Fauci foi convocado, precisou ir à Comissão de Segurança e Assuntos Governamentais do Senado, ficou em silêncio o tempo todo, mas revelaram tudo o que estava no diário. O que me chamou atenção foi o fato – que ele escondeu, mas estava no diário – de o próprio Fauci ter tido uma trombose pulmonar depois de ter tomado a vacina contra a Covid. O que se diz por aí – eu até procurei, mas não encontrei comprovação – é que, só em 2021 e 2022, as mortes de atletas jovens equivaleram ao registrado nos 50 anos anteriores.

E temos ouvido um barulhento silêncio aqui no Brasil sobre tudo isso. Pelo jeito, muita gente sentiu que também é responsável pelas coisas que Fauci pregou e que não eram necessárias: máscara, distanciamento, isolamento. Aqui no Brasil a Constituição foi totalmente desrespeitada: direito de ir e vir, direito de reunião, liberdade de expressão, vedação à censura, tudo foi ignorado. As pessoas eram censuradas só por falar em certas coisas; eu falava o óbvio, daquilo que eu via. Minha mulher é médica e estava curando; nenhuma paciente dela foi hospitalizada com Covid porque havia (e há) cura, e cura barata. Mas era proibido falar no tratamento, e a Polícia Federal chegou a ir à casa de pesquisadores como Flávio Cadegiani e Ricardo Zimerman, fora tantos outros médicos e médicas que foram calados.

Enquanto isso, toda hora um certo programa de televisão mostra (ou mostrava, não sei mais, faz mais de 20 anos que eu não assisto a televisão) que “descobriram agora uma raiz na Amazônia que cura o câncer”. Era amplamente noticiado, e não havia problema nenhum. Na medicina existe o que se chama de uso off label de medicamentos, quando se descobre um uso que não estava na bula. A ciência é assim: experimenta-se; se não deu certo, esquece; se deu certo, usa-se para salvar vidas.

Depois de tudo o que aconteceu no Senado americano, os estados de Louisiana, Flórida e Alabama estão se unindo para processar Fauci. Mas em 19 de janeiro de 2025, um dia antes de sair da presidência, Joe Biden assinou um perdão amplo e incondicional a Fauci por sua atuação desde 2014 no Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas. E, como assessor de saúde do presidente dos Estados Unidos, recebeu um perdão sem que estivesse respondendo a nenhum inquérito. Não sei como a Justiça vai resolver isso.

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Ainda já juízes que sabem o que é imunidade parlamentar

Alexandre de Moraes perdeu uma causa judicial em São Paulo. A mulher dele, Viviane, e os filhos, componentes do escritório de advocacia que teve um contrato de R$ 129 milhões com o Daniel Vorcaro e o Banco Master, estavam processando o senador Alessandro Vieira, relator da CPI do Crime Organizado, pedindo indenização por danos morais. Ele havia dado uma entrevista no SBT na qual falava das ligações entre o Master e o PCC, além de algumas declarações sobre Moraes e Dias Toffoli. O juiz recusou. É óbvio: a Constituição, no artigo 53, diz que “deputados e senadores são invioláveis civil e penalmente por quaisquer palavras”. E Viviane Barci ainda terá de pagar R$ 2 mil em honorários advocatícios para o senador.

ALEXANDRE GARCIA

LULINHA É FILHO DO BOLSONARO?

Lula Lulinha

Lula diz acreditar na inocência de Lulinha, investigado pela PF, mas afirma que não usará o cargo para protegê-lo

Está dando o que falar a reação do presidente Lula em uma entrevista a um podcast quando lhe perguntaram sobre o Lulinha ser investigado. Ele disse: “Se ele errou, ele responderá como filho de qualquer pessoa”. Já “desfiliou” o filho. Não é mais filho do Lula se for investigado. Estão até fazendo a piada de que vão dizer que ele é filho do Bolsonaro. A situação se presta a esse tipo de brincadeira.

Não foi brincadeira o que se tentou fazer no Supremo. O pedido da Polícia Federal sobre a investigação de Lulinha por tráfico de influência no Ministério da Saúde iria direto para o ministro André Mendonça, que já está tratando dos casos do Lulinha. No entanto, entregaram o pedido para o presidente do Supremo, que estava viajando. O presidente em exercício era o vice, Alexandre de Moraes, que, em vez de mandar para o André, mandou para o sorteio. E o destino quis que fosse para o André Mendonça.

E já vem outra investigação da Polícia Federal sobre o Lulinha, desta vez envolvendo a Dataprev. Ele, que por algum motivo está na Espanha, no Ministério da Saúde fazia lobby para aquela história do cannabis. Já na Dataprev, tem a ver com os idosos da previdência que ficaram mais pobres.

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Jaques Wagner no caso Master

Outra investigação da Polícia Federal, também com o ministro André Mendonça, aponta 74 ligações entre o chefão do Master, Gilberto Lima, e Jaques Wagner. Eram acertos de viagens de avião, pedindo um avião bem discreto para ninguém saber e informando o prefixo da aeronave para irem à “Ilha da Paixão”. Depois, há agradecimentos e declarações como “nós amamos você”, da mulher de Jaques Wagner para Vorcaro. É uma grande afinidade.

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As queixas de Lula sobre o Alvorada

Outra do Lula: em entrevista a um grupo, ele se queixou do Palácio da Alvorada, dizendo que é ruim de morar. Eu ouvia isso do João Figueiredo, que não escondia de ninguém que aquilo lá era uma vitrine e que no quarto entrava o cheiro da cozinha. O Figueiredo acabou indo morar na Residência do Torto – que é a residência oficial de fim de semana do presidente da República, e não a Granja do Torto. É o tipo de imprecisão que jornalista desinformado passa para você.

Mas, enfim, o Lula, ao contrário, está se queixando de que a cozinha é muito longe, que a cerveja chega ao quarto quente e o cafezinho chega frio. Em véspera de eleição, é mais uma pérola. Todos os dias tem mais uma.

Ele também falou em São Paulo sobre o Foro de São Paulo, que foi criado por ele, pelo Chávez, pelo Ortega e pelo Fidel para a “democracia” na América Latina. Os regimes comunistas fazem isso. Costumavam chamar a Alemanha comunista de “República Democrática da Alemanha”. A gente tem que saber traduzir.

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O papel do jornalismo

Chega a época de eleição e faz-se de tudo para usar a falta de conhecimento do povo como massa de manobra. Aposta-se que o brasileiro esquece tudo em 15 dias: esquece que foi usado como massa de manobra no 8 de janeiro, esquece o Mensalão, o Petrolão… Talvez já tenham esquecido que 6 milhões de aposentados e pensionistas foram atingidos – o que é difícil de esquecer, porque pega muitas famílias. E agora há esse caso Master, que é inesquecível.

Eu fico me perguntando por qual razão 40 milhões de brasileiros que possuem moto e carro a gasolina começam a ser prejudicados com o aumento da adição de álcool na gasolina. Fico horrorizado quando vejo uma agência de notícias publicar: “Veja como proteger seu carro com 32% de etanol na gasolina”. Isso não é jornalismo. Não fazem reunião de pauta?

Jornalismo de verdade é apontar que vão diluir mais álcool na gasolina, prejudicando todo mundo, e tratar isso como um desrespeito à cidadania. O titular deveria ser: “Veja como defender sua cidadania do desrespeito por parte do governo”. É nisso que o jornalismo tem que trabalhar, e não ficar contra a sua audiência e a favor do Estado quando se comete uma adulteração de gasolina como essa – já que o máximo suportável seria 11%, e agora está em 32%.

ALEXANDRE GARCIA

AGORA SURGE A VERDADE: ANTHONY FAUCI ENGANOU O MUNDO TODO SOBRE O COVID

anthony fauci covid depoimento

Anthony Fauci durante depoimento no Senado dos Estados Unidos

Vejam como o tempo passa. Encheram-nos de mentiras, retiraram vídeos em que eu falava da ivermectina. Mas hoje estamos entendendo por que Joe Biden, antes de deixar o governo, brindou Anthony Fauci com uma anistia preventiva. Eu perguntei: “que crime ele cometeu para estar sendo anistiado antes?” Parece aquele filme em que se pegava o criminoso antes que ele cometesse o crime lá no futuro. Agora, em uma audiência no Senado dos Estados Unidos, Fauci ficou quieto o tempo todo, alegando a Quinta Emenda, o direito de ficar em silêncio para não se comprometer – também no Brasil a Constituição diz que ninguém pode produzir prova contra si mesmo.

Mas não adiantou: mostraram todas as informações que ele já tinha sobre a ivermectina ser eficaz contra a Covid, mas ele preferiu tocar a terapia genética e deixar as pessoas serem entubadas, hospitalizadas, quando não precisavam de nada disso. No Brasil tivemos todos esses papagaios do Fauci, inclusive no jornalismo, repetindo tudo o que ele dizia lá. Que vergonha! Pior ainda, porque disso resultou muita morte. Isso é imperdoável. É difícil de entender, porque não foi para salvar vidas; foi por cegueira política e ideológica, para atrapalhar o governo de então, que acabou passando pela pandemia. A tentativa era destruí-lo, mas o governo sobreviveu.

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Ministro da Fazenda faz comparações descabidas entre Brasil e Argentina

Por falta de informação, a maioria dos eleitores brasileiros acredita em números fantasiosos. O ministro da Fazenda – o mesmo que chamou Milei de “palhaço” – disse que a economia brasileira está melhor que a da Argentina. Vamos ver, então, o IDH: o Brasil está em 84.º lugar; a Argentina, em 47º. E o PIB: no ano passado, a Argentina cresceu o dobro do Brasil.

E o ministro soltou mais uma: disse que no ano que vem, se houver governo Lula (e ele tem certeza disso), não haverá déficit, Lula vai cortar gastos. Eu não sei que milagre é esse, que poder de transformação, porque Lula entrou e quase duplicou o número de ministérios, vem fazendo uma gastança incrível. E a dívida? Adolfo Sachsida calculou que, em junho, a dívida pública federal cresceu R$ 8 bilhões por dia. Ou seja, se o Estado brasileiro nos representa, ficamos devendo R$ 8 bilhões por dia a mais porque o governo não controla o gasto.

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Acabou o dinheiro para os consulados entregarem passaportes a brasileiros no exterior

O Itamaraty não tem verba para entregar passaporte nas embaixadas e consulados brasileiros no exterior. Este ano foram quase 189 mil passaportes entregues por consulados, mas mandaram dizer que o dinheiro acabou. Brasileiro que mora ou viaja ao exterior, e que perdeu o passaporte ou foi roubado, ou precisa renovar o documento, pode esquecer. Os passaportes são impressos pela Casa da Moeda, que dispõe de um avançado sistema de impressoras que evitam falsificação, como é com o papel-moeda. No Brasil, eles são preenchidos pela Polícia Federal; no exterior, pelos consulados. Mas agora o Brasil não tem verba para entregar passaportes fora do país.

ALEXANDRE GARCIA

CUBANOS LIDERAM PEDIDOS DE ASILO NO BRASIL

cuba pedidos asilo

Lixo em rua de Havana, capital de Cuba: cubanos deixam o país aos montes, e lideram pedidos de asilo no Brasil

Eu lembro muito bem do tempo em que a propaganda de esquerda no Brasil anunciava que o regime cubano era muito mais eficiente que o brasileiro, porque Cuba estava em situação muito melhor que o Brasil. Infelizmente e ironicamente, eu fui testemunha disso. Lembro que houve um tempo, antes de Fidel Castro, em que Cuba era a pérola do Caribe, com grande produção de açúcar e de charutos, mas principalmente como destino turístico que atraía gente do mundo inteiro, com cassinos elegantíssimos, orquestras fabulosas e grandes hotéis. Hoje está tudo em ruínas, parece um museu a céu aberto. Até os novos hotéis estão sentindo a atual situação.

Sob o regime de Fidel Castro, Cuba foi levando, com o dinheiro da União Soviética. Mas, quando a URSS acabou e a Rússia estava com outros problemas, o benfeitor se tornou o regime venezuelano, de Hugo Chávez e, depois, Nicolás Maduro, com petróleo de graça em troca de domínio político na Venezuela. Só que agora os bolivarianos não estão mais lá para ajudar. Nem mesmo o México, com presidente de esquerda, consegue fazer algo, porque Donald Trump disse que eles têm de escolher entre o comércio com os Estados Unidos ou com Cuba.

Então, Cuba está nas últimas. Eu lembro do tempo em que brasileiros de esquerda iam lá para fazer a colheita de cana, ajudar a revolução. Hoje é o contrário: os cubanos estão fugindo, para o Brasil e para outros países melhores. A Flórida, por exemplo, está cheia de cubanos: o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, é filho de cubanos. Eles vão para outros países, de preferência de língua espanhola, mas muitos escolhem o Brasil, tanto que eles lideram os pedidos de asilo por aqui. No primeiro semestre deste ano, de cada dez solicitações, seis eram de cubanos: 59,3%, ou 20.372 de um total de 34.346 pedidos. Em segundo lugar, muito atrás, vêm os venezuelanos; em terceiro, os da República Democrática do Congo. No ano passado inteiro, foram 41.919 pedidos só de cubanos, ou 55% do total.

Isso nos ajuda a ver o que aconteceu com a ditadura que o Brasil tentou ajudar naquele programa Mais Médicos, que não passava de venda de mão de obra escrava: os médicos ficavam com uma parte pequena do salário, o resto ia para o governo. E não foi só isso: o Brasil botou dinheiro no Porto de Mariel, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – reparem no nome: se é “nacional”, é para o Brasil. O dinheiro que deveria ter sido aplicado para o desenvolvimento social no Brasil foi parar em Cuba, no Porto de Mariel, que está sendo sancionado agora pelo governo americano.

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Imprudência mata quase 35 motociclistas todos os dias no Brasil

Imaginem só se eu dissesse que apenas hoje provavelmente morrerão 35 motociclistas ou motoqueiros no Brasil. Pois estamos chegando, sim, a essa média diária de mortes. O jornalismo diz que a causa é o aumento da frota, mas não. A frota está crescendo mesmo, chegando a quase 40 milhões, mas a verdadeira causa é a imprudência e a falta de conhecimento sobre como pilotar uma moto. Um veículo de duas rodas depende da força centrífuga dos pneus, que vai tender a mudar a rota; depende da inércia, se a moto para, se não para, se sai da trajetória ou não; e depende da gravidade, que é o equilíbrio. O motociclista precisa ter, no mínimo, a noção dessas leis físicas.

Mas não basta. Ele também não pode ter a imprudência de desrespeitar as regras de trânsito: passar pela direita, não ocupar o lugar de um carro, enfiar-se em qualquer lugar. Isso acaba gerando esse trágico número diário. A cada dia, quase 35 pessoas, iguais a todos nós, morrem no trânsito pilotando uma moto. Ela não tem a proteção que o carro oferece, não tem cinto de segurança, na moto o para-choque é a cabeça do condutor.

ALEXANDRE GARCIA

ASSESSOR APANHA NAS REDES POR FAZER O QUE TODO ASSESSOR FAZ

Michelle Bolsonaro

Assessor de Michelle Bolsonaro está sendo atacado nas redes por conversar com jornalista de site de esquerda

Muita gente que não faz a menor ideia do que seja uma assessoria de imprensa está derramando ódio e irracionalidade contra André Costa, assessor de Michelle Bolsonaro, depois que alguém publicou prints mostrando que ele estava conversando com um jornalista de um site visivelmente de esquerda e pró-PT.

Para começar, esse tipo de crítica é movida por falta de inteligência, porque não há nenhum lucro, nenhuma conquista, nenhuma adesão em falar só para os próprios, só para os mesmos, só para o público interno. Não faz sentido um jornalista ou assessor de imprensa dizer “eu só falo para os meus amigos”; assim não se conquista nenhum adversário. Se fosse assim, a assessoria nem precisaria existir, porque isso seria apenas manter o status quo e não ir além. Certamente é isso que Costa estava fazendo, é isso que eu faço: estar sempre de braços abertos. Quer vir para a verdade dos fatos, para a razão, para a racionalidade, para o amor à pátria? Seja bem-vindo! Quer destruir o país? Aí vou tentar convencê-lo a não destruir o país, porque o país somos nós.

Essa irracionalidade é movida por um certo dogma, um fanatismo, em que a pessoa não aceita as verdades alheias ou não aceita os fatos que contrariam sua maneira de ver o mundo; quem age assim não aprende nada, não cresce. Precisamos estar abertos às ideias. Costumo dizer que os aplausos não são tão produtivos quanto a crítica, porque a crítica nos faz pensar e os aplausos podem até nos enganar, fazendo-nos pensar que estamos certos, e assim continuaremos no erro.

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Lula provocou paraguaios de forma totalmente desnecessária

No Paraguai, a Guerra do Paraguai é chamada de “Guerra Guasu” – Guasu é “grande”, ou seja, é a “Grande Guerra”. O Paraguai foi arrasado. Lula mencionou em um discurso que o Brasil tem de se defender porque o Paraguai invadiu o Mato Grosso, invadiu o Uruguai, invadiu a Argentina – ele só se esqueceu de dizer que invadiu o Rio Grande do Sul também, lá em Uruguaiana. A afirmação provocou a ira dos paraguaios, porque eles se ressentem do fim da guerra; quando o Conde d’Eu – aliás, um francês – assumiu o comando, provocou uma matança desnecessária, algo que certamente o Duque de Caxias não teria feito.

A fala de Lula irritou os paraguaios no momento em que o Paraguai acolhe as empresas brasileiras cansadas de burocracia e de impostos que desestimulam a produção. Já há muitos anos, tem recebido agricultores e pecuaristas brasileiros. É um parceiro comercial, industrial, produtor de energia em Itaipu e que nos vende a energia que não usa. É um vizinho amigo, a quem nós deveríamos até prestar algumas reparações de guerra; uma delas seria a devolução de um canhão que está em um museu do Rio de Janeiro, e que eles querem de volta. O vice-presidente do Paraguai mencionou esse canhão agora, como resposta a essa declaração de Lula.

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Nossa política externa é conduzida na base da bravata e do insulto

O Brasil tem sido um desastre de política externa. Agora mesmo o Supremo respondeu diretamente com uma nota às declarações de Javier Milei sobre Alexandre de Moraes – quem deveria ter feito isso era o Itamaraty; o STF deveria se pronunciar apenas nos autos, embora venha falado fora dos autos há muito tempo, além de intimar diretamente empresas americanas como a Rumble e a Trump Media. É o que acontece quando a política brasileira é mal conduzida em todos os setores, quando ninguém quer desagradar o presidente: “sim, senhor presidente, vamos fazer errado porque o senhor quer”.

A política externa merece ser tratada com mais respeito, mas hoje estamos vendo presidentes que se ofendem verbalmente. É Lula xingando Trump, Trump xingando Lula, o ministro da Fazenda (um auxiliar do presidente da República!) se metendo e chamando Milei de “palhaço”… estou ouvindo coisas neste momento político brasileiro que eu nunca tinha ouvido na minha vida.

ALEXANDRE GARCIA

GUERRA NA UCRÂNIA

Estamos vendo coisas na guerra da Ucrânia que nunca tínhamos visto em uma guerra convencional, ou então que considerávamos extintas há um bom tempo. Vi um militar ucraniano dentro de um Yak-52 – um avião a hélice, dos tempos soviéticos – caçando e abatendo drones, com o cockpit aberto e atirando com seu fuzil. Isso é coisa da Primeira Guerra Mundial (que chamavam de Grande Guerra, antes de vir a Segunda Guerra Mundial), em que os ases franceses, alemães e, depois, ingleses voavam em biplanos e atiravam uns nos outros com fuzis, até que desenvolvessem um sistema em que a metralhadora ficava atrás da hélice, mas não a acertava com os tiros; antes disso, também colocavam a metralhadora sobre a asa superior. E agora voltaram a usar esse expediente para abater drones, que são uma arma muitíssimo eficaz nas guerras modernas, principalmente porque não envolve pessoas.

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Keiko Fujimori toma posse no Peru nesta terça

Nesta terça-feira Keiko Fujimori, filha do ex-presidente Alberto Fujimori, toma posse como presidente do Peru. Ela já anunciou que a sua política econômica será liberal, de mercado, com ênfase na iniciativa privada e no desenvolvimento. Com ela também ressurge o sistema bicameral, que tinha sido abolido: o Peru volta a ter Câmara e Senado. Há lugares em que o parlamento é unicameral; em Portugal, por exemplo, existe a Assembleia da República; o Senado parou de funcionar há 100 anos; se um dia for ressuscitado, o espaço será ocupado. Keiko Fujimori deve terminar uma obra do pai, que fez uma limpeza no Sendero Luminoso, naqueles grupos de extrema-esquerda revolucionários que queriam implantar o marxismo no Peru. Por isso ela ganhou a eleição. Javier Milei deve estar presente à posse.

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Débora

Temos mais uma interferência do ministro Alexandre de Moraes no caso da Débora do Batom. Ele está dando prazo para o Serviço de Administração Penitenciária de São Paulo explicar por que a tornozeleira dela volta e meia sai do ar. O sinal não chega. A defesa de Débora já informou que é defeito do equipamento; ela não está foragida, está em casa porque tem de cuidar dos dois filhos. Como vocês sabem, Débora foi condenada a 14 anos de prisão pelo horrível crime de usar um batom na estátua da deusa Têmis, a deusa da justiça, de granito, para escrever uma frase pronunciada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do STF, em Nova York, na rua, para um circunstante que fez uma pergunta para ele. O batom não estragou nada no granito, mas deu 14 anos de prisão.

O interessante nisso tudo é que, como todos sabemos, Débora não tem foro privilegiado no Supremo. O caso dela poderia estar em um juizado de pequenas causas, em que ela fosse condenada, por exemplo, a limpar a estátua ou pagar uma multa de uma cesta básica. Moraes é ministro de corte constitucional, não de tribunal de pequenas causas, nem da primeira instância; no entanto, ele age como um juiz de execuções criminais. Estou dizendo tudo isso animado pela visão da Suprema Corte da Itália, berço do Direito Romano, que estranhou tudo isso – só no Brasil é que já nos acostumamos, apesar de o artigo 5.º da Constituição afirmar que não pode haver tribunal de exceção.