ALEXANDRE GARCIA

BRASIL VAI PAGAR CARO POR ESCOLHER FAZER NEGÓCIOS COM A RÚSSIA

Rússia responde por mais da metade do diesel importado pelo Brasil

Mark Rutte, secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte, que vai da Turquia até a Islândia, fez um anúncio que deve criar um problemão para o diesel no Brasil. A Otan é um tratado de defesa que nasceu para se contrapor à União Soviética; a URSS acabou, mas a organização continua, agora de olho na Rússia. Rutte afirmou que, a menos que a Rússia acabe a guerra de agressão contra a Ucrânia, os países que fornecerem divisas para a Rússia, comprando dos russos e ajudando-os a bancar as armas que massacram ucranianos, serão taxados em 100% em todas as suas exportações.

O Brasil é dependente do diesel russo e, desde o governo Lula, a Rússia é o maior fornecedor de diesel para o Brasil. Foi assim em 2023, em 2024, e continua sendo este ano. A Rússia faz um preço bom para o Brasil, que paga bem, compra tudo dos russos e envia recursos para eles. Mais da metade do nosso diesel vem da Rússia, e vai para o tanque dos caminhões brasileiros que transportam mais de dois terços da carga nacional.

A Petrobras está com um problema danado, porque terá de encontrar outro fornecedor de diesel. Os 50% de Donald Trump, no fim das contas, eram fichinha, porque só 3% da produção da Petrobras era exportada para os Estados Unidos. Havia como encontrar outros compradores de produtos da Petrobras, como gás e petróleo. Mas o diesel que vem da Rússia garante um preço razoável na bomba para o caminhoneiro, para os ônibus e para todos aqueles que usam diesel, como as camionetas. Como é que a Petrobras vai encontrar quem forneça todo esse diesel para o Brasil no lugar da Rússia? Vejam o gigantesco problema que pode atingir os caminhoneiros, se não aparecer um fornecedor com preço parecido.

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Argentina está voando e aumenta importações vindas do Brasil

Já a Argentina vai muito bem, tão bem que está ajudando o Brasil. No primeiro semestre, as importações vindas do Brasil já passaram de US$ 9 bilhões, 55% a mais que no primeiro semestre do ano passado. A Argentina está enriquecendo e está comprando do Brasil, beneficiando os fornecedores brasileiros. Nós já somos o terceiro maior exportador para a Argentina, atrás do Chile, que está ali na fronteira, e dos Estados Unidos – que, aliás, estão fornecendo até material bélico para a Argentina.

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Esquerda faz reunião sobre “democracia” no Chile

Falando no Chile, Gabriel Boric está sendo o anfitrião de um encontro da esquerda, de que Lula está participando. As pesquisas lá no Chile mostram que ele está com reprovação de 62%. E os candidatos de direita, somados, dão muito mais que a candidata do Partido Comunista à sucessão de Boric na eleição do fim deste ano. Estão nesta reunião o primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, que é muito criticado na Espanha; o presidente Yamandú Orsi, do Uruguai; e o presidente Gustavo Petro, da Colômbia. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, foi convidada e não foi.

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Centenas de terroristas a caminho da América do Sul para “esfriarem”

Um diplomata da Embaixada da Argentina em Beirute, no Líbano, afirmou que 400 líderes do Hezbollah estão vindo para “esfriar” na América do Sul. Eles devem ir para a Colômbia, onde estão as Farc, para o Brasil e para a Argentina. Todos sabem que Foz do Iguaçu é uma espécie de “frigorífico” de terroristas, para onde eles vão com o objetivo de se tornarem esquecidos por uns cinco anos. Nesse período, não cometem nenhuma infração contra a lei brasileira, para não chamar atenção. Mas, a essa altura, deveria estar todo mundo de olho.

ALEXANDRE GARCIA

MANIFESTAÇÕES PRECISAM DE MOTIVO SIMPLES: PELA DEMOCRACIA

Fora, Moraes foi um dos motes do ato em Brasília

Ontem houve buzinaço, passeata e protesto em muitas cidades brasileiras, por dois motivos.

Primeiro, lamentando e reagindo à virtual prisão domiciliar de Bolsonaro – porque, afinal, ele tem que ficar em casa entre sete da noite e seis da manhã, e sábado e domingo, e está calado nas redes sociais. Não pode conversar nem com dois dos filhos dele. Não pode chegar perto de nenhuma embaixada. Parece medida cautelar de ex-marido que vai bater na mulher.

E o outro motivo foi festejar, como uma espécie de represália, a cassação do visto de Alexandre de Moraes e seus aliados, conforme o Departamento de Estado.

Eu acho que a manifestação que deveria haver seria uma com um motivo simples: não contra ninguém, nem a favor de ninguém, mas exigindo o cumprimento da Constituição – ou seja, a recuperação do devido processo legal, do amplo direito de defesa, do juiz natural, da inviolabilidade de parlamentares por quaisquer palavras, da vedação à censura, da liberdade de expressão, vedado o anonimato… Coisas que já estão na Constituição, mas não estão na prática.

Acho que deveria ser isso, a recuperação da democracia para este país que estamos perdendo. Daqui a pouco, quando a gente perceber, já será uma Venezuela, e a gente estará de boca calada por imposição.

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Taxação anunciada por Trump começará em dez dias

Faltam apenas dez dias para iniciar a taxação de exportações brasileiras para os Estados Unidos. A taxação vai ser lá, quando entrar. Não estão taxando nada aqui no Brasil, não é nenhuma invasão de soberania. Assim como suspender visto. Isso cabe ao dono da casa. Ele é o dono da porta de entrada.

Se você não quiser que alguém entre na sua casa, você fecha a porta para ele. E você não precisa dar explicação. Essa é uma decisão que os governos detêm.

Está lá escrito, na hora de pedir visto, que o governo tal se reserva o direito de cancelar o visto a qualquer momento, ou de não dar o visto, sem precisar dar explicação. Isso evita que a pessoa entre na Justiça para pedir que um juiz mande dar o visto.

Qual é a solução para quem exporta para os Estados Unidos? Tarcísio já começou sua solução, para defender o suco paulista, a carne paulista, o café paulista, os manufaturados paulistas, os aviões da Embraer, as frutas brasileiras… Ele pretende que os Estados Unidos topem uma negociação com os estados brasileiros, porque, afinal, nós somos uma república federativa.

E agora o Luiz Carlos Bon, que é presidente da Federação do Comércio do Rio Grande do Sul, deixou isso bem claro. Teve uma reunião com o cônsul americano, o governador Eduardo Leite e os empresários de lá, propondo negociações à parte, porque viram que o presidente Lula e o Itamaraty é que provocaram essa situação. Quem provocou essa situação não vai resolver: muito pelo contrário, só tem agravado essa situação cada vez que faz mais provocações ao presidente dos Estados Unidos. É uma saída inteligente, tomara que dê certo.

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“Não à anistia para o neto de quem nos deu anistia”

Vejam só que ironia: o neto do presidente que deu anistia ampla, geral e irrestrita para todos que no Brasil se envolveram na luta revolucionária armada ou guerra revolucionária urbana ou rural vira alvo de inquéritos, e o neto, as pessoas, os mesmos anistiados e os descendentes dos anistiados gritam “não à anistia” para o neto do presidente que deu anistia. Realmente é uma ironia.

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Israel ainda aguarda resposta do governo brasileiro sobre embaixador

Não é só a embaixada dos Estados Unidos que está sem embaixador no Brasil. Até o fim do mês pode ser que a embaixada de Israel fique sem embaixador também, porque acaba a missão do atual embaixador em 31 de julho, e o outro deveria estar aqui para entregar credenciais para o governo brasileiro.

O governo de Israel, em janeiro, encaminhou o pedido de agrément, que indica que alguém pode ser embaixador – o governo brasileiro diz que sim, e aí ele vem e apresenta as credenciais para o presidente da República. Só que, até agora, desde janeiro, o governo brasileiro não deu uma resposta para Israel sobre isso.

Hoje Lula está reunido com outros esquerdistas no Chile: com o presidente Gabriel Boric, do Chile, com o presidente Yamandú Orsi, do Uruguai, e com o Gustavo Petro, da Colômbia. Interessante que mandaram convite para a presidente do México, a Claudia Sheinbaum, e ela não confirmou. E vai vir também o chefe de governo espanhol, o Pedro Sánchez, que é um desastre na Espanha. Os espanhóis querem vê-lo longe.

Aliás, a última pesquisa da Colômbia diz que Petro vai ser substituído por um presidente de direita. O pessoal olha para a Argentina e vê a Argentina surfando na economia de Milei e vê que esquerda não dá.

ALEXANDRE GARCIA

TARIFAS

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou que está conduzindo uma investigação sobre a situação de produtos e marcas americanas no Brasil, incluindo questões relacionadas à propriedade intelectual e tarifas que estariam beneficiando produtos adquiridos por consumidores americanos. Embora não tenha mencionado diretamente o PIX, houve referência a pagamentos eletrônicos. Também citou o etanol — que, aliás, o Brasil exporta para os EUA.

E aí eu pensei: que ironia. A partir de 1º de agosto, teremos a tarifa do Trump, de 50%, e, ao mesmo tempo, uma tarifa do governo brasileiro sobre a gasolina com 30% de etanol. Alguém perguntou aos proprietários de automóveis o que acham disso? Já perguntaram às concessionárias e distribuidoras se os motores vão suportar bem essa mistura ou se isso trará problemas? Certamente o consumo de combustível aumentará e a autonomia dos carros será menor, com uma gasolina composta por 30% de álcool e apenas 70% de gasolina.

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Trump, Bolsonaro e o Congresso

Outro tema importante é a insistência de Trump ao falar sobre Bolsonaro e suposta perseguição. Esse é um assunto que só pode ser resolvido no Congresso. Há perseguição por parte do Supremo? Cabe ao Congresso — especialmente ao Senado — examinar isso. Mas, até agora, nada acontece.

Sabemos que existem apenas 32 votos no Senado com disposição para investigar se algum ministro do Supremo tem agido fora dos limites constitucionais. Vi aquela carta pública do ministro Barroso. Ele expõe, por exemplo, sua visão sobre o papel do Supremo. Diz que foi necessário um tribunal independente e atuante para evitar o colapso das instituições. Mas essa é, na verdade, uma função do Congresso Nacional, que tem uma missão essencialmente política.

E o que mais pensa ele sobre o Supremo? Segundo Barroso, a Corte tem cumprido com sucesso seus três principais papéis: assegurar o governo da maioria, preservar o Estado Democrático de Direito e proteger os direitos fundamentais. Ora, o artigo 102 da Constituição afirma que compete ao Supremo Tribunal Federal, primordialmente, a guarda da Constituição. Claro que isso inclui o devido processo legal, o juízo natural, o amplo direito de defesa, a inviolabilidade parlamentar, a vedação à censura e a liberdade de expressão. E é justamente sobre essas garantias que o debate atual se concentra. Espera-se que o Supremo defenda fielmente tudo o que está previsto na Constituição.

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Portugal

Outro assunto que queria compartilhar com vocês vem de Portugal. Muitos brasileiros têm se mudado para lá, trabalhando e formando família no país. Eu mesmo passo temporadas anuais em Portugal e observo de perto essa realidade. Em apenas 16 dias, o Parlamento português aprovou uma nova lei de imigração, agora aguardando sanção do presidente.

A lei tem dois pilares. Primeiro: quem estiver em Portugal e quiser trazer a família — pais, irmãos, cônjuge, filhos — terá de esperar dois anos e fazer o pedido a partir do país de origem. Segundo: haverá maior rigor na concessão de vistos de trabalho, priorizando profissões em demanda real no país e pessoas qualificadas.

Falo sobre isso porque sou testemunha dessa transformação. Há dez anos viajo com frequência a Portugal e percebo um declínio na limpeza urbana, na ordem pública e até na segurança. Essa deterioração não tem relação com brasileiros, mas com imigrantes de outras regiões e religiões que, em alguns casos, buscam impor seus costumes. Isso tem afetado fortemente a cultura portuguesa. Brasileiros, em geral, são bem recebidos quando respeitam a lei e os costumes locais.

Não sei se vocês ouviram na infância a expressão: “Em Roma, como os romanos”. Ou seja, se você vai viver em Roma, precisa respeitar os costumes romanos. O mesmo vale para Portugal. Essa nova lei certamente será sancionada, pois já foi aprovada. O partido Chega, que tem ganhado força e hoje é a segunda maior bancada, vem fazendo campanha pelo retorno da paz, da limpeza e da ordem às ruas das cidades portuguesas.

ALEXANDRE GARCIA

TRUMP ESTÁ FAZENDO MUITOS SE DAREM CONTA DO TAMANHO DO NOSSO ATRASO INDUSTRIAL

O presidente americano, Donald Trump

Tem muita gente preocupada neste país. Gente preocupada com a política — e isso envolve o Congresso Nacional, o Supremo Tribunal Federal e, claro, o presidente Lula também. Estão em jogo os julgamentos no Supremo, as decisões que o Congresso pode tomar — e, agora, o presidente Lula se dá conta de que não era uma “jabuticaba” a carta de Trump, reclamando da “caça às bruxas” e impondo o que ele, ontem, chamou de um excepcional 50% ao Brasil.

Trump está mexendo com outras tarifas: 25%, 30%, 35%, 15%… E o Brasil entrou no foco, especialmente pela perseguição a Bolsonaro, que ele considera um bom presidente. Ele fala nisso todos os dias. Eu digo, brincando: o Trump parece o Lula — fala no Bolsonaro todo dia. Mas, enfim…

Estamos sentindo agora a proximidade do 1º de agosto, data que Trump disse, ontem, que será um grande dia. Um marco para o início da reconstrução da indústria americana, que foi se esvaziando ao longo dos anos. A indústria dos EUA cresceu com base sólida — não foi um inchaço vazio. Foi um crescimento com sustentação econômica, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos foram os grandes produtores de material bélico, inclusive para ajudar a União Soviética a se defender.

Depois disso, os EUA começaram a transferir suas indústrias para fora, junto com seu capital — para a Ásia, para os tigres asiáticos — e foram perdendo sua base industrial. Os governos democratas não conseguiram conter esse processo. Trump, em seu primeiro mandato, percebeu isso. A reação que ele está tomando agora tem origem ali.

Porque não existe país que sobreviva sem uma base industrial sólida. Imagine o Brasil neste momento: tamanha é nossa dependência tecnológica, eletrônica e digital. Se os Estados Unidos desligarem alguns sistemas, como o GPS, por exemplo, o Brasil simplesmente para. São sistemas de toda ordem, satélites que estão aí em cima, dos quais dependemos completamente.

Não fomos capazes de desenvolver uma produção nuclear própria, nem consolidar uma indústria forte. Grande parte da nossa indústria ficou viciada em depender do governo, especialmente no que se refere à tecnologia. Lembro de assistir a lançamentos na Barreira do Inferno, depois transferidos para o Maranhão… Enquanto isso, Índia e Paquistão estão conquistando o espaço. A Índia, que estava muito atrás da gente, tinha acabado de deixar de ser colônia inglesa no fim dos anos 1940. Nós somos independentes desde 1822. Tivemos, inclusive, um rei europeu aqui — fomos sede de um reino. Recebemos biblioteca, jardim botânico, universidade, escola de medicina… Demos um salto.

Mas não sei o que aconteceu. Tivemos o Barão de Mauá, grande industrial, e depois começamos a encolher. Hoje, a única coisa que realmente nos orgulha na atividade econômica é o agro — a agropecuária — que avançou e se modernizou. É mais moderna que a do meio-oeste americano. Mas, agora, ela também vai ser atingida. Em toda parte, vemos os sinais e as preocupações.

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Investigação dos EUA

O Departamento de Comércio dos EUA vai abrir uma investigação, e a gente percebe como circulam livremente aqui produtos falsificados de marcas americanas. A livre concorrência, por aqui, não funciona muito bem. Ela não está enraizada na nossa cultura, muito menos a economia de mercado ou a economia liberal. Somos um país estatizante. Nossa política é estatizante. A ideologia da esquerda, então, nem se fala — também estatizante.

Aqui, o governo é mais importante que a nação. E isso é um dos maiores absurdos.

Fica esse recado para a gente pensar a respeito. Trump está sacudindo nossas cabeças, fazendo a gente refletir sobre que país é este — e que país queremos construir.

ALEXANDRE GARCIA

IOF

Enquanto Eduardo Bolsonaro briga com Tarcísio – ele acha que Tarcísio não devia tentar proteger a economia paulista da tarifa de Trump -, claro, os outros candidatos da direita devem estar satisfeitos e a esquerda mais ainda. Essa divisão…

Querem terminar até setembro o processo do golpe. Os americanos cada vez mais dizem que a democracia no Brasil está se deteriorando por causa do Supremo. Dessa isso foi dito num artigo do Wall Street Journal, publicado no domingo. Também houve uma nova declaração de Trump sobre Bolsonaro, defendendo Bolsonaro, falando em caça às bruxas.

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IOF

Houve também a tal conciliação que Moraes tinha convocado, uma conciliação sobre o IOF, entre o Poder Legislativo e o Poder Executivo, aí desponta o poder moderador que tinha o imperador Pedro II, e que agora é do Supremo. Só que não foi nenhum presidente desses poderes. Não foi Hugo Motta, presidente da Câmara, não foi Davi Alcolumbre, presidente do Senado, não foi Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República. Foram os advogados deles. E mais o advogado do PSOL, que foi o que, em nome do Poder Executivo, entrou com uma ação para não desgastar o PT, para não dizerem que é o PT que quer aumento de imposto. Não, é o PSOL que quer. O PSOL foi lá e se sacrificou. Então estava lá o PSOL, o advogado-geral da União, o advogado da Câmara, chefe de serviço jurídico da Câmara, chefe do jurídico do Senado. E não deu em nada. As duas partes disseram não volto atrás. Então, Moraes é que vai ter que decidir.

Eu já vi uma manifestação de Moraes neste processo, dizendo que o aumento de IOF feito por um decreto não é legal porque a natureza do IOF é outra, não é de arrecadação, é de controle, de moderação na política monetária, crédito. Então, para aumentar a arrecadação, para cobrar mais imposto tem que perguntar para o Congresso Nacional. Então o Congresso tem razão em ter baixado um decreto legislativo que anulou o decreto do Executivo. Acho que essa é que vai ser a decisão de Moraes, não tem outra com base no que ele já se manifestou.

Mas tudo isso faz a gente pensar numa coisa, né? Eu disse outro dia, o que é mais prejudicial à economia brasileira? É a alíquota de Trump ou os impostos do Estado brasileiro. Imposto, taxa, licença, burocracia, alvará, multa, tempo perdido e muito dinheiro perdido para conseguir pagar imposto. Esse dia 15, por exemplo, foi dia de pagar três impostos. O GPS, o imposto de renda recolhido na fonte, o Fundo de Garantia. Dia 20 vai ter mais imposto. Fim do mês mais imposto. Então, é assim.

Aí eu pergunto, além disso, se o imposto nacional é mais prejudicial que a tarifa de comércio exterior, só das exportações que vão para os Estados Unidos. Por quê? Porque, vejam só, outra questão. O governo fez uma campanha para lançar os pobres contra os ricos. Luta de classe. Isso é antidemocrático, isso é pregação do ódio, isso é fake news, tudo isso. Só que dessa vez não há reclamação. Mas, na verdade, não é isso que a gente tem. A gente tem o Estado querendo se impor à nação. É uma inversão, porque o Estado serve à nação. Portanto, a nação é o patrão. O Estado é o servidor. E o que a gente vê é que o Estado remunera mais, o Estado cobra mais imposto, o Estado oprime o cidadão. É decisão de quem vota na esquerda, cuja ideologia é o Estado é que controla, o Estado é que decide distribuir a riqueza. Não é diferente de quem vota em liberalismo econômico, que é todo poder ao povo, todo poder à nação. O povo é a origem. O Estado tem que é todo o poder ao povo, todo o poder à nação. O povo é a origem. O Estado tem que trabalhar para o povo enriquecer, com a sua própria atividade. Tem que liberar a atividade do povo, tirar as amarras, tirar a burocracia. Não é?

ALEXANDRE GARCIA

JABUTICABA NO CONGRESSO

As provocações de Lula ao presidente americano Donald Trump culminaram em retaliação econômica

Lula e Janja aproveitaram a manhã de domingo nos jardins do éden do Alvorada para debochar do presidente da maior democracia do mundo, maior economia do mundo, mais força bélica do mundo, Donald Trump. Lula, de abrigo, arrancou uma jaboticaba do tronco e estendeu-a como se estivesse oferecendo a Trump, com um sorriso troça: “Eu vou levar jabuticaba pra você, Trump. E você vai perceber que o cara que come jabuticaba pela manhã, não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática”. Janja postou a cena no seu Instagram e acrescentou: “Duas coisas genuinamente brasileiras: jabuticaba e presidente Lula!”

Pode ser que o inconsciente de Lula tenha revelado, nessa catarse jabuticabeira, que ele próprio não precisa de briga tarifária, precisa de muita união e de muita relação diplomática. Mas há controvérsias. Um bispo católico me disse que Lula poderia estar querendo esse resultado, para ter a mesma desculpa da ditadura cubana para o fracasso econômico, em que, por décadas, “a culpa é do bloqueio americano”- quando os anticastristas poderiam demonstrar que a culpa é do fim da ajuda da União Soviética. Lula poderia dizer agora que a culpa é da tarifa de importação do Trump – talvez isso alivie um pouco Bolsonaro, que vinha sendo o culpado do fim dos superávits do governo do capitão. Tem sentido a hipótese, pois Lula vem provocando os Estados Unidos desde que assumiu, ainda no governo Biden, a começar pelas belonaves iranianas no Rio. Quis tirar o dólar no BRICS e até desafiou Trump ao dizer que não tem medo de cara feia, frase que a gente usava no recreio do grupo escolar.

E a última foi essa da jabuticaba, um recado para o chefe de um outro Estado, sem passar pelo Itamaraty, que deve ter tido arrepios. E Lula dizendo que precisa de muita relação diplomática no mesmo dia em que o presidente de outro poder, o ministro Barroso, tornou pública uma carta em que começa alegando que o Itamaraty é que deveria ter reagido à carta de Trump, e a justificar a razão de o Judiciário agora se manifestar. Não deve ser fácil para diplomatas treinados em pragmatismo responsável, terem que manejar uma política externa ideológica e anti-ocidente, especialmente contra a maior potência do planeta.

Lula precisa, mesmo, de muita união. Sua popularidade cai até nos estados onde o Bolsa Família supera carteiras de trabalho assinadas. Trump o surpreende com tarifa de 50% sobre bens brasileiros exportados aos Estados Unidos, bem no meio de uma campanha que pretendia mostrar que imposto é bom, e que se deve aumentar o IOF, que incide sobre quem toma dinheiro emprestado ou tem cartão ou débito no banco. A propaganda tenta jogar pobres contra ricos, mas só quem vai ser atingido pela tarifa é quem é grande o suficiente para exportar para o mercado americano. Na verdade, o que Trump impõe a partir de agosto é uma sanção, incomodado que está pelo que chama de “caça às bruxas” do Supremo. E a forma de Lula resolver é começar algum dia comendo a jabuticaba da anistia com seus deputados e senadores no Congresso Nacional.

ALEXANDRE GARCIA

A PARTE MAIS IMPORTANTE DA CARTA DO MINISTRO

Eu ainda não comentei aqui a carta pública do presidente do Poder Judiciário, ministro Barroso, que é presidente de Supremo, e que foi publicada nos jornais. Eu não vi na maioria dos jornais aquilo que talvez seja o trecho mais importante da carta, que é uma queixa do ministro Barroso contra o Poder Executivo e o Itamaraty. É uma queixa e uma justificativa do por que ele fez essa carta, ante o silêncio do Itamaraty. Ele disse que cabia ao Executivo, particularmente à diplomacia e não ao Judiciário, conduzir as respostas imediatas no calor dos acontecimentos. Resposta à carta do Trump, que começa dizendo que está havendo perseguição, caça às bruxas, a Bolsonaro e aos seus seguidores, julgamentos falhos, fora do devido processo legal, etc.

Depois de citar ameaças à democracia, o ministro afirma que foi necessário um tribunal independente atuante para evitar o colapso das instituições. Esse é o princípio, é a ideologia que move o Supremo neste momento, para justificar a militância do Supremo. As ações penais, então, observariam estritamente o devido processo legal.

Confira, você que me lê, se é verdade. Com transparência, se houver provas, os culpados serão responsabilizados. Se não houver, serão absolvidos. Mas não é o que a gente tem visto em condenações referentes ao 8 de janeiro. Algumas têm foto lá dentro, mas, isso prova que usaram de violência, de arma para derrubar governo democrático? Ou será que foi destruição e vandalismo?

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Filme brasileiro

Bom, ontem o presidente da República foi ver um filme brasileiro, O Último Azul, que conta a história de uma idosa que tinha que sair da Amazônia, mas ela foi fazer o último passeio de barco. Eu acho que está muito atual um filme de 1959, que eu já vi várias vezes, chamado O Rato que Ruge, em que o Peter Sellers faz três papéis ao mesmo tempo. É um principado que não estava mais vendendo vinho para os Estados Unidos e aí ele teve a ideia de declarar guerra aos Estados Unidos.

Fizeram uma excursão punitiva, alugaram um barco velho, atravessaram o Atlântico, chegaram a Nova York e, por acaso, entraram na casa de um cientista que tinha descoberto uma bomba muito mais letal que a bomba atômica. Eles se apossaram dessa bomba e os estadunidenses se entregaram. E aí a princesa desse principado disse, você está louco? Era pra gente perder essa guerra e ganhar um plano Marshall. Mas aí terminou tudo bem, porque os americanos resolveram comprar de novo o vinho etc. Talvez o Lula tenha alguma inspiração se puder ver esse filme. Não sei se pela primeira vez, mas eu já vi umas três vezes.

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Juíza demitida

Eu queria encerrar lembrando a demissão de uma juíza, porque é da minha terra, de Cachoeira do Sul. Ela fazia copia e cola, fez em dois mil processos, por isso foi demitida. Ela disse que era para apressar a produção do Judiciário. Ela foi juíza por seis anos em Pernambuco, depois fez concurso no Rio Grande do Sul. De certo o salário era mais alto. Agora foi demitida a juíza Angélica, com 39 anos.

ALEXANDRE GARCIA

ESTÃO TODOS CURIOSOS

Bom dia! Muita curiosidade para saber o que o ministro André Mendonça, do Supremo, vai fazer com um mandado de segurança impetrado pelo advogado de Filipe Martins, Jeffrey Chiquini.

Acho que, com liminar, ele pede para suspender o processo, que está baseado em vícios. Entre os quais, ele disse que o próprio Supremo decidiu que esse processo todo — onde está incluído esse processo lá atrás —, assim que tivesse a denúncia, fosse encaminhado para o juiz natural.

Ou seja, todos aqueles que não têm prerrogativa de tribunal, de foro, vão para a primeira instância. E até agora, não foram.

Outra coisa: ele disse que ficou preso sem provas. E tem uma fraude para a lei americana gravíssima, de um documento público, que é a ficha de entrada de Filipe Martins — escrita Felipe, e não Filipe, como é certo — e com o número do passaporte antigo dele, que já estava vencido. Já não era mais válido, ele tinha perdido, aliás. Então, o que será que vai fazer o ministro André Mendonça?

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Lula provoca Trump com jabuticaba

Uma outra questão que se enquadra na política externa brasileira. Eu não sei como o Itamaraty reagiu a essa postagem de Janja, do Lula comendo jabuticaba e provocando, mais uma vez, Trump — dizendo que ia levar jabuticaba pra ele, que se chupar jabuticaba a pessoa não fica brigando.

O Itamaraty precisa resolver também aquela denúncia grave de espionagem sobre o Paraguai, na questão da renovação do acordo de Itaipu. Já faz três meses que o embaixador do Paraguai está em Assunção. O governo do Paraguai o chamou de volta para mostrar o desagrado, esperando que o Brasil peça desculpas e explique o que foi que houve na espionagem de um aliado, um parceiro, na maior hidrelétrica do mundo.

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Deputada do PT assassinada era vinculada a facção criminosa

Tem um outro caso da vereadora que foi morta no Rio Grande do Sul, em Formigueiro, a vereadora do PT, Elisane Rodrigues. Foi assassinada no dia 17 de junho. No dia seguinte, a primeira-dama Janja postou que foi um ato cruel, inadmissível, feminicídio, exige resposta firme e urgente.

Vereadora do PT. Aí começou o PT já a fazer campanha tipo Marielle. Agora a polícia descobriu, prendeu a mandante, prendeu o executor. A vereadora era contadora e tesoureira de uma facção criminosa, de narcotráfico naquela região. O filho dela confessou isso, está envolvido.

E aí eu fico pensando: como, já no primeiro dia, liminarmente, a priori, sem ter mais dados, já vão fazendo campanha de que foi um assassinato político? Como aconteceu com a Marielle lá no Rio de Janeiro.

Quantas vezes acusaram a família Bolsonaro? E não era nada disso, olha lá: um deputado e um integrante do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.

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Sapato custa mais de oito salários mínimos

Um amigo meu, de São Paulo — porque o pai dele usava esse sapato —, identificou o sapato que Lula calçava no dia de uma entrevista que deu no Alvorada, para a Globo. Ele me disse — o meu amigo me disse — que é um Church’s. Aí eu fui ver quanto custa esse sapato aqui no Brasil: R$ 12.721.

Dá mais de oito meses de salário mínimo. Mas digo aqui: quanto à opinião do meu amigo, não sei se era esse o sapato. Meu amigo disse. Talvez por isso a gente queira tanto ver o cartão corporativo lá do presidente.

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Ração envenenada mata 245 cavalos

E uma notícia triste, para todos nós que gostamos de animais e de cavalos: 245 cavalos já foram mortos, intoxicados pela ração que provavelmente continha uma forrageira, mas é preciso ter cuidado com ela, do gênero crotalária.

Parece que é aquela planta que atrai libélula, que mata a larva de mosquito do Aedes aegypti. Inclusive, um cavalo de R$ 12 milhões foi morto. Já está tudo registrado no Ministério da Agricultura.

A primeira denúncia foi em maio, e está comprovada. Já fizeram o exame da ração. Pegou, matou cavalos em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Alagoas. Está lá na Secretaria de Defesa Agropecuária.

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Por que não se faz levantamento de casos de trombose?

Aí uma perguntinha rápida: por que não fazem levantamento dos casos de trombose, hein? Por quê? Porque, provavelmente, os órgãos envolvidos nisso foram os mesmos que liberaram remédios, injeções que podem provocar trombose. Estariam se incriminando. Por que não fazem um levantamento? Porque cada vez mais a gente ouve isso nas redes sociais e há cada vez maior preocupação.

ALEXANDRE GARCIA

A CARTA DE TRUMP

Vamos voltar a alguns trechos da carta de Donald Trump pra Lula. O norte-americano mandou 100 cartas pra 100 países, e está esperando as respostas até 1.º de agosto, que é a data em que a tarifa começa a vigorar. Não sei se, no caso brasileiro, ele também está esperando até 1.º de agosto para aplicar a Lei Magnitsky. Depois de dizer que é uma vergonha internacional a perseguição a Bolsonaro, Trump afirma que “esse julgamento não deveria estar ocorrendo, é uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente”. Ou seja, ele está esperando um resultado em relação a esse caso.

Mais adiante, na parte econômica, ele diz: “se o senhor [Lula] abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos, e eliminar suas tarifas políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos talvez considerar um ajuste nesta carta”. Ele está fazendo uma proposta. E já avisou: “estou instruindo o representante do comércio dos Estados Unidos, Jameson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil”. Essa Seção 301 é de uma lei não muito antiga que investiga todas as ações que possam ser consideradas desleais para com os Estados Unidos no comércio internacional.

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Não há Senadores suficientes

Senado é a casa legislativa que pode julgar crimes de responsabilidade de ministros do Supremo

Muita gente culpa Rodrigo Pacheco e Davi Alcolumbre por não terem resolvido esse problema brasileiro a que Donald Trump se refere, o de um Supremo que não obedece à Constituição no que tange à liberdade de expressão, ao direito à ampla defesa, ao juiz natural. Dizem que, se os pedidos de impeachment de ministros do Supremo tivessem sido encaminhados, nada disso teria acontecido.

Mas todos sabem no Senado que um pedido de impeachment teria no máximo 32 votos dos 81 senadores. E seriam necessários metade mais um, 41 votos, para aprovar o parecer da comissão especial, e depois 54 votos para a cassação. A oposição não tem isso. Por isso a direita está fazendo uma campanha para que haja uma maciça eleição de senadores da oposição em 2026, quando dois terços do Senado serão renovados.

Pensando com a cabeça de Alcolumbre e Pacheco, suponho que eles não quisessem posar para a direita e colocar em pauta um pedido de impeachment sabendo que há no máximo 32 votos pela cassação, talvez nem isso. O presidente do Senado não vai conseguir nada, dará um tiro n’água e ainda receberá retaliação, por ter assuntos a serem resolvidos no Supremo. Talvez a explicação esteja aí.

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Enquanto Brasil é taxado, Argentina ganha tarifa zero

Com essas tarifas, Trump também está demonstrando a importância das alianças e das amizades continentais. A Argentina está com tudo: terá praticamente 80% de suas exportações para os Estados Unidos com taxa zero. Só não vão zerar o aço e alumínio, por causa da proteção à indústria americana.

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Marco Rubio envia mensagem de incentivo ao povo cubano

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, gravou uma mensagem para o povo cubano. Nesta sexta-feira, 11 de julho, fará quatro anos que o povo cubano saiu às ruas protestando contra a ditadura castrista. O ditador já não é um Castro, mas o regime é o castrismo, uma ditadura cruel. E Marco Rubio fez uma gravação, falando na qualidade de secretário de Estado, em nome de todos os cubanos que estão fora de Cuba – ele mesmo é filho de cubano –, dizendo que a resistência do povo em Cuba anima os cubanos e seus descendentes nos Estados Unidos a continuarem lutando pela liberdade.

ALEXANDRE GARCIA

IDEOLOGIA E CENSURA ESTÃO CUSTANDO MUITO CARO AO BRASIL

Vamos ver se o governo brasileiro, certamente através do Itamaraty, vai abandonar as declarações políticas furiosas e cheias de bravatas desta quarta-feira. Janja falou em “vira-latas”, o novo presidente do PT disse que Donald Trump é “o maior fascista do século 21”, tudo porque Trump impôs tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos. Sucos, café e carnes estão entre os principais produtos afetados. Mas o importante é o lado político disso, além do econômico.

Trump afirma que “esse julgamento [no STF, contra Jair Bolsonaro] não deveria estar ocorrendo. É uma caça às bruxas que deve acabar imediatamente”. Também criticou os “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e ao direito fundamental da liberdade de expressão dos americanos, como demonstrado recentemente pela suprema corte do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura secretas e ilegais a plataformas de mídia social dos Estados Unidos, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”. E diz que, por tudo isso, a partir de 1.º de agosto cobrará do Brasil uma tarifa de 50%.

Além disso, a embaixada e os consulados americanos divulgaram uma nota, deixando o assunto absolutamente oficial em nome dos Estados Unidos, afirmando que “a perseguição política contra Bolsonaro, sua família e seus apoiadores, é vergonhosa e desrespeita as tradições democráticas do Brasil. Estamos acompanhando de perto a situação”.

Isso é muito grave, e já perdemos até negócios por essa briga. O ministro da Defesa da Argentina foi aos Estados Unidos e recebeu, de mão beijada, um negócio de 100 blindados que a Argentina não vai comprar mais do Brasil, até porque o Brasil se atrasou nessa venda, o financiamento do BNDES não saiu, o governo acha que vender armas é feio, não sei mais o quê. São oportunidades que perdemos por causa da ideologia infiltrada na economia.

O chanceler Mauro Vieira, ministro de Relações Exteriores, disse que, no caso de os EUA aplicarem a Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, o Brasil vai “dar as costas e tocar para frente”. Mas o advogado-geral da União disse que já está tudo pronto para botar a República Federativa do Brasil no inquérito do Rumble, que corre na Justiça Federal da Flórida. A ação é Trump Media contra Alexandre de Moraes, mas o governo quer se meter.

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Câmara quer saber como a FAB foi resgatar corrupta condenada no Peru

A comissão de Relações Exteriores da Câmara está convocando o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, para explicar: se está faltando combustível para a Força Aérea Brasileira, como é que um avião da FAB foi a Lima, no Peru, para resgatar uma condenada, a ex-primeira-dama peruana, que recebeu dinheiro da Odebrecht? Ela foi trazida ao Brasil no dia em que estava sendo condenada; agora está em São Paulo, como refugiada, e a Câmara quer explicação sobre isso. Eu aproveitaria para perguntar o que Lewandowski estava fazendo em Portugal, se havia um congresso nacional de segurança pública aqui em Brasília. Até reclamaram que atrasou a entrada no avião por causa dele.

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Gilmarpalooza gerou milhões de euros em impostos para Lisboa. Por que não fizeram no Brasil?

O Correio Braziliense informou que esse evento do IDP de Gilmar Mendes movimentou a economia de Lisboa em 25 milhões de euros, equivalente a R$ 160 milhões. Eram 2,5 mil pessoas. 360 palestrantes e painelistas; foram usados 60 jatinhos particulares, além dos voos da TAP. Só em impostos Lisboa recolheu 5 milhões de euros, uns R$ 32 milhões. Se tudo isso tivesse acontecido aqui em Brasília, imaginem quanto imposto o governo ia arrecadar. Mas preferiram levar divisas para Portugal. Depois o povo se pergunta como é que a Indonésia e o Paquistão estão nos superando, como a Índia passou à nossa frente, como a China estava bem atrás de nós e já está longe à nossa frente. Será que somos masoquistas mesmo?