A PALAVRA DO EDITOR

DISCRIMINAÇÃO

Hoje cedo, quando abri minha agenda-calendário, tava lá escrito:

Dia da Consciência Negra.

Isso é discriminação racial pra com nós outros, os branquelos, os louros, os galêgos.

Vamos lutar pra ter também o Dia da Consciência Branca!

Vou falar com Trump pra ele nos ajudar nessa campanha.

Aliás, essa discriminação apareceu na primeira carteira de identidade que tirei, quando incorporei pra sevir ao Exército, há quase seis décadas.

Tá lá minha cor: Parda.

Que absurdo!!!

Chamar de pardo um branquelão feito eu.

Minha pele é tão clarinha que chega brilha.

Bem como tá lá escrito sobre o meu cabelo: Crespos e Pretos.

Ou seja, me botaram de cabelo pixaim.

Logo eu, que sou um louro de cabelos lisos, tão branco que chego a fazer inveja ao Trump!!!

Já me xingaram até de “urso” numa discussão durante um jogo de voleibol.

Vamos nos únir, nós os branquelos, pra lutar contra essa discriminação absurda!

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SABADOU

Chegou o sábado!

E terminou a primeira quinzena deste mês novembro de 2025.

Como o tempo passa ligeiro.

É vapt, vupt!

Nossa fogosa secretária Chupicleide já avisou que hoje vai relar o bucho num forró que rola no Bar da Burra Cega, um recanto animadíssimo, localizado no Beco da Tapa, aqui no Recife.

Um xêro nordestino pra todos vocês, meus amores!!

Ela garantiu que vai encher a pança tomando umas e outras!

Isso graças às generosas doações feitas pelos nossos queridos leitores, essa patota arretada que acessa o JBF diariamente.

Uma coisa é certa: vai voltar tudo em dobro pra vocês!!!

E, além da farra de Chupicleide, as doações também ajudam esta gazeta escrota a manter suas contas em dia. Que o diga Bartolomeu Silva, o doutor em informática que nos dá assistência técnica.

Um excelente final de semana para toda a comunidade fubânica!

E pra alegrar nosso sábado, uma gostosa roda de choro.

A PALAVRA DO EDITOR

HÁ MUITOS ANOS…

Recebi de Lúcia, minha querida irmã que mora em Brasília, cópia de uma foto que está nos arquivos dela.

Uma foto tirada em 1959.

Já lá se vão 66 anos…

Eu, lindinho, lindinho, com 13 anos de idade, estudante do Ginásio Municipal Agamenon Magalhães, lá Palmares, minha terra de nascença.

No verso da foto, um pequeno texto que escrevi, com a mesma caligrafia que mantenho até hoje.

Vejam:

A PALAVRA DO EDITOR

DOMINGOU

O domingo amanheceu bonito aqui no Recife.

O sol tá clareando o mundo e embelezando a paisagem.

Desejo um excelente domingo para este magnífico grupo de leitores e colunistas, que moram aqui no fundo do meu coração.

Paz, saúde, felicidade, muito amor e vida longa para todos vocês e seus entes queridos!!!

Um agradecimento especial pelas generosas doações que são feitas pela patota fubânica, nos ajudando a manter nos ares esta gazeta escrota.

E pra abrilhantar este lindo dia, vamos fechar a postagem com uma gostosa roda de choro. 

Instrumental SESC Brasil interpretando Noites Cariocas , de Jacob do Bandolim.

 

A PALAVRA DO EDITOR

ALEGRANDO A DOUTORA

Ontem, quinta-feira, a médica que me deu alta ficou ao lado do meu leito, conversando e fazendo algumas recomendações.

Notei que no crachá que ela usava constava o sobrenome Santana.

No meio da conversa, pra me amostrar, eu disse a ela que tinha um amigo com o mesmo sobrenome dela, Santana.

E que este amigo era um dos grandes nomes da música nordestina da atualidade: Santana, o Cantador.

A doutora fez um ar de espanto e ficou estarrecida:

– O senhor é amigo de Santana??? Eu sou fã dele!!! E vou estar presente num espetáculo que ele irá fazer em Bezerros. Já reservei o ingresso.

Bezerros é uma cidade do agreste pernambucano.

Vejam só as coincidências da vida…

No mesmo momento, dali do leito do hospital, liguei pro celular de Santana, contei a história e botei ele pra falar com a doutora.

A médica conversou emocionada e empolgada, e pediu que ele gravasse um áudio mandando uma mensagem pra dois sobrinhos dela.

Coisa que ele fez de imediato e ela gravou a partir do meu celular.

Fiquei feliz e fiz uma cara perfeita de amostrado!

Ela assinou minha alta, agradeceu e foi embora.

E já que falei de Santana, vamos fechar a postagem ouvindo uma música que ele gravou, intitulada Se Tu Quiser, uma composição da autoria de outro amigo querido, Xico Bizerra, colunista desta gazeta.

Uma belíssima letra que Xico fez em homenagem a sua amada Dulce. E que já teve mais de 300 gravações.

Isso mesmo: mais de três centenas de gravações!!!

Feitas por inúmeros grandes nomes da MPB, entre eles Elba Ramalho, Dominguinhos, Maciel Melo, Irah Caldeira, Xangai, Nádia Maia, Gonzaga Leal, Ayrton Montarroyos, Alcymar Monteiro, Cristina Amaral e mais um monte de gente.

Prestem atenção na genialidade da letra, uma declaração de amor belíssima e muito original.

Abraços e um excelente final de semana pra todos os meus queridos amigos!!!

A PALAVRA DO EDITOR

EM CASA

Tive alta hoje pela manhã.

Ufa!

Já estou em casa e faço esta postagem aqui do meu computador.

Um grande abraço pra toda a patota fubânica e grato pelo apoio de todos vocês!

O bagunça voltou ao normal e vamos tocar pra frente o desmantelo dessa gazeta escrota!!!

A PALAVRA DO EDITOR

ESTAMOS NOS ARES

Caros leitores fubânicos:

Continuo internado e sem condições de editar nossa gazeta.

Mas a minha querida Aline assumiu o comando e está colocando no ar as colunas que aguardavam publicação.

Minha amada é uma figura especial!!

Um grande abraço para toda a patota fubânica!!

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OUTUBRO

Esta postagem foi feita há quatro anos, em outubro de 2021.

Atendendo pedido do meu xeleléu Walter Portela, amigo e conterrâneo de Palmares, vai ser repetida hoje, neste outubro de 2025.

Como costumava dizer Dona Quiterinha, minha saudosa mãe, “tu é muito amostrado, menino besta”.

Vamos rever.

* * *

NUM OUTUBRO HÁ MUITOS  ANOS

Em outubro de 1986 – já lá se vão 35 anos -, este pernambucano de Palmares foi honrado com um convite para representar o Brasil no Festival Internacional de Autores de Toronto (International Festival of Authors), no Canadá, um dos maiores eventos do gênero no mundo.

Entre várias outras celebridades literárias, naquele ano também participaram a inglesa Angela Carter, o best-seller americano John Irving (Irving teve vários romances transformados em filmes), a canadense Alice Munro (Prêmio Nobel de Literatura de 2013) e o israelense Amos Oz, todos grandes nomes da literatura mundial. 

Amos Oz, o mais importante escritor israelense, indicado para o Prêmio Nobel de Literatura em 2002 e que encantou-se em 2018, era um dos meus dois colegas na mesa de refeições, no hotel onde ficamos todos hospedados, e se tornou um grande amigo. Além de talentoso ficcionista, era também um excelente contador de histórias.

Antes de mim, outros escritores brasileiros já haviam participado do evento: João Ubaldo Ribeiro, Lígia Fagundes Telles,  Moacir Sclicar e Gianfrancesco Guarnieri.

Pois naquele ano em que estive lá, uma produtora canadense realizou um documentário sobre o festival intitulado “Voices on the Water“.

Detalhe: a produtora me pediu permissão para filmar minha apresentação no evento. Lembro-me que assinei um documento autorizando e que me pagaram um excelente cachê. Coisa de país de primeiro mundo, que dá muito valor a esse importante detalhe chamado direito autoral.

Pra todo lugar que a gente ia, lá estava a equipe de filmagem nos seguindo. Nos filmaram até nas Cataratas de Niagara, durante um passeio providenciado pela direção do festival.

Este Editor inxirido passeando de barco nas Cataratas de Niagara, ao lado da colega Argentina

Isso sem falar na mordomia completa, que não deixava faltar nada. Como não tinha cachaça, aí eu enchia a cara de uísque!!! Tudo por conta da casa.

O evento, realizado no Teatro Harbourfront, às margens do Lago Ontario, durou uma semana, de segunda a sexta. Minha apresentação aconteceu logo no primeiro dia. Ingresso caro e casa lotada, público finíssimo.

O Festival consistia na apresentação de quatro autores a cada noite. Dois, um intervalo, e mais dois.

Conforme o regulamento, os autores que não eram de língua nativa inglesa, como era o meu caso, liam um pequeno trecho de um livro seu em sua língua nativa. Segundo me informaram, para que o público sentisse o que eles chamavam de “musicalidade do idioma”. Mesmo sem entender nadinha!

Depois, um leitor, um “reader”, providenciado pela direção do festival, lia a tradução em inglês de um trecho da obra daquele escritor.

Eu tinha um capítulo d’O Romance da Besta Fubana traduzido pro inglês por uma professora da Universidade de Iowa, nos EUA. Uma americana, professora de português. E foi um trecho dessa tradução que foi lido naquela ocasião.

O documentário sobre o festival dura 58 minutos e está linkado no final desta postagem.

Na abertura, logo nos primeiros dois minutos, aparecem os nomes de todos os participantes.

Prestem atenção e vejam que o nome deste pernambucano inxerido está lá. No meio de um monte de gente importante.

Eu apareço em alguns trechos do documentário, falando meu inglês com sotaque palmarense, aprendido no Curso Ginasial com o saudoso professor Amaro Matias.

No vídeo abaixo, com duração de pouco mais de dois minutos, temos a abertura e algumas cenas que Aline selecionou onde eu apareço.

Para assistir ao vídeo completo, com 58 minutos de duração, clique aqui.