Fui seu amante exclusivo Lhe dei carinho, dei flores Ela só me causou dores Mas hoje, sem dores vivo, Outra botou curativo Com Band-Aid de donzela, Sem cicatriz, nem sequela Sendo feliz, quem diria, Ela pensou que eu iria Rastejar por causa dela.
Pedro Fernandes
Deixou de ser dama honrada, Bem prendada e exemplar Para ser um “avatar” Dos bares da madrugada. Eu segui por nova estrada Ao conhecer Antonela. Ela vive na favela No ramo da putaria. Ela pensou que eu iria Rastejar por causa dela.
Raimundo de Farias Brito nasceu em São Benedito, CE, em 24/7/1862. Escritor e um dos mais destacados filósofos brasileiros. Autor de uma das maiores obras filosóficas produzidas no Brasil. Realizou os primeiros estudos em Sobral. Mas, devido a seca, a família teve que mudar-se para Fortaleza, onde concluiu o curso secundário no Liceu do Ceará.
Em seguida foi estudar no Recife, na Faculdade de Direito, tendo Tobias Barreto como professor. Foi diplomado bacharel em 1884, indo trabalhar como promotor e, por duas vezes, secretário no governo do Ceará. Em 1889, mudou-se para Belém do Pará e lecionou na Faculdade de Direito até 1909, além de exercer a advocacia. Em seguida foi morar no Rio de Janeiro e passou a ocupar a cátedra de lógica no Colégio Pedro II.
Na época, o Presidente da República escolhia o catedrático entre os dois primeiros colocados no concurso. O segundo colocado foi Euclides da Cunha, e foi nomeado devido a influência de amigos. Mas pouco depois foi assassinado, e Farias Brito assumiu o cargo e exerceu o magistério pelo resto da vida. Dotado de um espírito investigador e meditativo, tornou-se filósofo e espiritualista. Conforme Laudelino Freire “Nele, como em Platão havia duas feições primordiais: a investigação dos fenômenos do espírito e a inquirição das leis morais. Era o moralista antes de ser psicólogo, ou psicólogo para ser moralista”.
Seu pensamento poderia ser resumido no seguinte: “Há pois a luz. Há a natureza e há a consciência. A natureza é Deus representando, a luz é Deus em sua essência e a consciência é Deus percebido”. Como se vê, ele inicia tendo Deus como um princípio que explica a natureza e serve de base ao mecanismo da ordem moral na sociedade. Costumava dizer “Se não sei o que sou, nem para que vim ao mundo, não posso saber uma norma de conduta.” Sua filosofia tinha como objetivo uma norma moral.
Sua obra é composta de duas trilogias: Finalidade do mundo: A filosofia como atividade permanente do espírito humano (1895), A filosofia moderna (1899) e Evolução e relatividade (1905). Ensaios sobre a Filosofia do Espírito: A verdade como regra das ações (1905), A base física do espírito (1912) e O nundo interior (1914). Para ele, a filosofia não é apenas conhecimento abstrato; é também força social, força viva, capaz de exercer influência sobre a sociedade. E tal influência é real e decisiva, pois é da filosofia que nasce o sentimento moral.
Para homenageá-lo, em 1953, o município de Quixará passou a ser denominado Farias Brito. Em Fortaleza, o tradicional Colégio São João passou a denominar-se Colégio Farias Brito, na década de 1990. Hoje é a Organização Educacional Farias Brito de Ensino, uma grande rede de ensino particular, atuando nos ensinos fundamental, médio e superior e, seguindo os ideais de seu patrono, ensina filosofia a partir da 1ª série do ensino fundamental, quando seus alunos aprendem filosofia antes mesmo de aprenderem a ler. É o patrono da cadeira nº 31 da Academia Cearense de Letras e foi, também, maçom filiado a Loja Porangaba, fundadora da Grande Loja Maçônica do Ceará.
Sua vida e obra foi registrada em diversas obras: A formação filósofica de Farias Brito, por Laerte Ramos de Carvalho (Ed. Saraiva); A metafísica de Farias Brito, por Vitorino Félix Sanson (Edcus, 1984); Farias Brito ou uma aventura do espírito, por Sylvio Rabello (José Olympio, 1941); Farias Brito e as origens do existencialismo no Brasil, por Aquiles Côrtes Guimarães (Tempo Brasileiro, 1979); Farias Brito e a filosofia do espírito, por Alcantara Nogueira (Freitas Bastos, 1962 ); A ética e o direito em Farias Brito, por Paulo Condorcet (Liber Juris, 1995); A filosofia como atividade permanente em Farias Brito, por Thadeu Weber (La Salle, 1985); O pensamento de Farias Brito, por Carlos Lopes de Mattos (Herder, 1962). Faleceu 16/1/1917. Em 2017, no centenário de sua morte foi realizada uma série de comemorações em Fortaleza.
Para aqueles que reclamam de tudo e de todos, nem mesmo se suportando, neste feriadão junino vale a pena dar uma paradinha para um enxergão mais consistente com os desafios de um mundo que rapidamente se torna cada vez mais diferenciado, repleto de prós e contras.
Levando sempre em alta conta duas sinalizações, uma feita pelo economista Celso Furtado (“O planejamento não deve destruir as raízes da criatividade”), a outra advinda do saudoso professor William Edwards Deming (“A transformação não significa apagar incêndios, resolver problemas ou criar melhorias simplesmente cosméticas. A transformação deve ser feita por pessoas que detenham um profundo conhecimento”), alguns balizamentos tornam-se indispensáveis para os profissionais de todos os quilates.
Muitos executivos brasileiros, de instituições públicas e privadas, ainda não perceberam que suas áreas de comando se encontram em acelerado processo de decomposição. Por não atentarem, eles e seus profissionais, que o trabalho se despojou de uma simples materialidade, tornando-se polo gerador de um paradigma, onde despontam criatividade, parceria, flexibilidade, versatilidade e capacidade de apreender, desaprender e reaprender evolucionariamente.
Como aprimorar uma trabalhabilidade que reflita a capacidade de o ser humano desenvolver competências, aprofundar o autoconhecimento, ampliar parcerias e assumir posições de comando? E como desmontar as cavilosidades dos invejosos, daqueles que não conseguem assimilar, por vaidade patológica ou desatualização histórica, a dinâmica dos tempos de agora? Eis os desafios atuais para jovens e veteranos.
Miguel de Cervantes, o pai do Dom Quixote, proclamou que “não há amizade, parentesco, qualidade, nem grandeza que possam enfrentar o rigor da inveja”. Uma tese amplamente superada, se vivenciadas algumas diretrizes comportamentais:
1. Leve em consideração que grandes amores e novas conquistas envolvem grande risco.
2. Quando perder, não perca a lição.
3. Observe sempre os três “r”: respeito a si mesmo, respeito aos outros e responsabilidade por todas suas ações.
4. Lembre-se de que não conseguir o que você quer é algumas vezes um grande lance de sorte.
5. Aprenda as regras de modo a saber quebrá-las da maneira mais apropriada.
6. Não deixe uma disputa por questões menores ferir uma grande amizade.
7. Quando perceber que cometeu um erro, tome providências imediatas para corrigi-lo.
8. Passe algum tempo sozinho todos os dias.
9. Abra seus braços para as mudanças, sem renunciar aos seus valores.
10. Lembre-se de que o silêncio é algumas vezes a melhor resposta.
11. Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando ficar mais velho e pensar no passado, poderá obter prazer uma segunda vez.
12. Uma atmosfera de amor em seu ambiente é fundamental para a vida.
13. Em discordância com entes queridos, trate apenas da situação corrente, sem levantar questões passadas. 14. Compartilhe amplamente o seu conhecimento, uma maneira de alcançar a imortalidade.
15. Seja gentil para com a Terra.
16. Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes.
17. Lembre-se de que o melhor relacionamento é aquele em que o amor mútuo excede o amor de que cada um precisa do outro.
18. Julgue o seu sucesso por aquilo que teve de renunciar para consegui-lo.
19. Entregue-se total e irrestritamente nas mãos de Deus, consciente do seu papel de também construtor do Reino.
20. Sinta-se em contínua superação.
E sempre assimile cada vez mais o pensar do saudoso poeta João Cabral de Mello Neto: “E não há maior resposta que o espetáculo da vida”.
E um São João bem arretado de muito ótimo para todos aqueles que militam por um Brasil cada vez mais brasileiro e para todos!
😤🐙🚩/ Em vídeo que circula nas redes, o presidente Lula aparece visivelmente irritado e elevando o tom da voz durante evento público, gerando críticas de que estaria perdendo a paciência até com sua própria base. A cena reforça a percepção de um mandatário sob forte pressão… pic.twitter.com/u9ESmUuqXb
— Brasil Conservador®️🇧🇷🇺🇸🇮🇱100%SDV (@MachadoDarlon) June 20, 2026