DEU NO JORNAL

FEMINICÍDIO

O Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2026 (com dados de 2025), divulgado nesta quinta-feira (23), reforça a percepção da dificuldade que governadores de esquerda têm no enfrentamento à violência.

O estudo revela que os piores resultados são do campo progressista quando o assunto é o cuidado à vida da mulher.

O Amapá, governado pelo esquerdista Clécio Luís (à época do Solidariedade, agora no União), registra a maior variação na taxa de feminicídio: alta de 347,7%.

O estado, que elegeu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), também lidera taxa de homicídios de mulheres, subiu 198,5%.

Antes de se hospedar no União Brasil, Clécio Luís teve como lar o PT, por 16 anos; o Psol, outros 11 anos; e a Rede, mais 4 anos.

Governado por uma mulher petista, Fátima Bezerra, o Rio Grande do Norte é o 2º na lista: + 61,8% no número de homicídio de mulheres.

Observada a taxa de homicídios de mulheres, a cada 100 mil, o Ceará de Elmano Freitas (PT) lidera, com 6,2. Acima da média nacional de 3,2.

* * *

Cadê as femineiras da isquerda???

Tão caladinhas, de bocas trancadas.

Até agora não se pronunciaram sobre esses números absurdos.

E num adiante esperar: vão continuar sem se manifestar sobre o assunto.

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

COMPANHEIRA DE VIAGEM

Cheguei à rodoviária do Recife faltando cinco minutos para quatro da tarde, rapidamente comprei a passagem, desci correndo a escada, fui o último passageiro a embarcar, coloquei a pequena valise em cima, no porta-malas. Acomodei-me na poltrona. Cumprimentei com um sorriso minha vizinha de viagem, o ônibus deu a partida, pegou a estrada rumo a Maceió. Aproveitando os últimos raios do sol, uma luminosidade razoável, comecei a ler o livro do Mário Vargas Llosa, “Elogio da Madrasta”. A vista cansou com o lusco-fusco do entardecer. Fechei o livro, arriei a poltrona, tempo de pensar no romance que escrevo em minha cabeça. Nesse momento a vizinha da poltrona tirou o fone do ouvido, puxou conversa.

– Eu lhe conheço, leio suas divertidas crônicas aos domingos, adoro.

Percebi que não era uma adolescente como havia imaginado, a vizinha de bordo devia estar na faixa de 25 anos. Morena, olhos e cabelos negros, uma moça bonita. Pelas roupas vestidas e maneira de falar calculei ser de família classe média. Respondi à companheira de viagem.

– Que bom você gostar do que escrevo. A maior alegria de um escritor é o reconhecimento, fico feliz em encontrar uma leitora como você.

– Agora me diga, como o senhor arranja tantas histórias todos os domingos, elas são verdadeiras?

– Olha menina, algumas são verdadeiras 100%, outras tem 80% de verdade, outras 40%, as que não são baseadas em fatos reais eu as inventei. Tenho uma fértil imaginação desde menino quando lia histórias em quadrinhos e assistia filmes de cowboy.

– Aquela história da loura tarada da praia da Jatiúca é hilária, e também aquela outra…

Minha companheira de viagem passou um bom tempo contando, às gargalhadas, várias das minhas histórias. Depois falou sobre meus livros, ela sabia de toda minha vida. Fiquei contente em ter uma leitora tão bem informada. Interrompi Michelle, era seu nome, perguntei o que fazia na vida. Ela não se fez de rogada.

– Estudo Direito, tenho certeza que serei uma boa advogada, gosto de falar. Sou dedicada, quero vencer na vida. Além de ser uma profissão fascinante, a advocacia tem mais chances de concursos públicos. Termino esse ano, minha meta é trabalhar e estudar sempre para concurso, quem sabe se não serei uma juíza ou desembargadora?

– Acho a profissão de advogado muito interessante, sou engenheiro.

– Eu sei, sei de muita coisa de sua vida. Casado, três filhos.

Deu uma gargalhada debochada.

– Uma amiga comum me disse que o senhor é um bom boêmio.

– Senhor não, me chame de você, Sou um menino no corpo de um coroa.

– Na minha Faculdade sou líder, reconheço minhas virtudes, depois de me formar quero trabalhar, trabalhar muito, aprender a profissão no dia a dia. Não me importa de viajar, enfrentar tribunais, sou despachada e corajosa.

Proseando passamos boa parte do percurso, conversas amenas, até política. A moça me impressionou pela vivacidade e inteligência. A viagem tornou-se rápida, logo o ônibus entrava em Maceió. Ao passar por Jacarecica, peguei minha valise, me preparei para descer na parada mais perto da Jatiúca. Ainda deu tempo de uma última pergunta à companheira de viagem. Onde trabalhava? Ela foi de uma franqueza espontânea.

– Não tenho emprego definido, sou recepcionista de casamento e festas, trabalho numa empresa sem carteira assinada, só ganho quando acontece o evento. Se o senhor tiver algum lançamento de livro, ou outros tipos de eventos, eu cobro barato. Preciso de ajuda, veja o que o senhor pode fazer por mim.

O ônibus parou, desci para pegar um táxi, dei um até logo com a mão vazia. Ainda percebi o sorriso simpático e maroto de minha companheira de viagem enquanto o ônibus, soltando fumaça, desaparecia na escuridão da noite. Eu queria lhe dar meu novo romance, nem peguei o telefone da minha simpática companheira de viagem.

DEU NO JORNAL

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

COISAS DO “ARCO DA VELHA”

A calçada da casa de praia na Barra do Cunhaú estava sempre animada. Sessão de conversas amenas em noites de verão.

Histórias do “Arco da Velha” vinham à tona. Lembranças e saudades das coisas de Nova-Cruz (RN) e dos nova-cruzenses que já se encontram no patamar da saudade.

A expressão “Arco da Velha” é uma forma reduzida de “arco da lei velha”, uma antiga denominação para o arco-íris. A associação com a “velha” faz referência ao Antigo Testamento (a “velha aliança” ou lei antiga): segundo o relato bíblico do livro de Gênesis, após o Dilúvio, Deus criou o arco-íris como sinal do pacto eterno com Noé e a humanidade.

As conversas envolviam muita saudade, de pessoas e de fatos.

Saudade do apito e do barulho do trem, quando a locomotiva Maria Fumaça fazia suas manobras em plena madrugada; saudade do toque do triângulo do vendedor de cavaco chinês; saudade de Seu Anísio, o vendedor de pão, gritando na porta da casa da minha avó, “Olha o pão, dona Júlia!”; saudade de quando o trem de recife parava na estação, e quando ecoava a voz do vendedor de “água doce, fria gelada, do Piquiri, servida num único copo de vidro grosso, com assepcia zero: “Olhe a água doce, fria, gelada, do Piquiri!!!”. Só havia um copo de vidro grosso, e a assepsia era zero.

Arco-da-velha é uma expressão usada, quando se quer referir a algo que existiu nos tempos antigos. Trata-se de uma forma reduzida de “Arco da lei velha”, com referência ao “Arco-íris”, que, segundo diz a Bíblia Sagrada, no Velho Testamento, Deus teria criado, em sinal da eterna aliança entre ele e os homens, após o dilúvio. O Arco-Iris era uma mensagem de esperança e de que tudo o que o dilúvio havia destruído iria renascer. Era uma visão de Fé, Esperança e Caridade. Era o renascimento da alma do homem, depois de tanto sofrimento.

Enquanto conversávamos animadamente, parou na calçada uma nativa muito desbocada, que foi logo puxando conversa:

– Feliz é a jabuticaba, que vive agarrada num pau e morre sendo chupada. Silêncio total…A nativa disse isso e passou, deixando-nos com ar de espanto, diante da sua saliência.

A Jabuticabeira é uma árvore brasileira, da família Myrtaceae. Originou-se no centro-sul do país, e depois tornou-se conhecida, passando a ser plantada em toda a América do Sul.

Aliás, a Jabuticabeira e o seu fruto fazem parte, agora, do anedotário político brasileiro, como metáfora, em relação ao crescimento econômico do País e à politicalha que se apoderou do Brasil há vários anos. Crescer igual a ela, somente a bandalheira e a ladroagem que se instalou no Brasil nos últimos anos.

Já existe até um ditado popular que diz:

“Se a coisa só existe no Brasil e não é jabuticaba, desconfie”. A jabuticabeira só existe no Brasil.

O economista Winston Fritsch, um dos formuladores do Real, em 1966, foi categórico ao dizer: “Quando falam que o Brasil tem alguma coisa diferente dos outros países, que não é jabuticaba, então é besteira.” A frase ilustra uma apropriação simbólica frequente da jabuticaba: se o país burlar os padrões do mundo globalizado, acabará mal.

Quando se diz que dois políticos são idênticos, é porque são iguais, e só sabem viver agarrados num tronco cheio de dinheiro. São farinha do mesmo saco. São cúmplices.

É característica da Jabuticabeira, o crescimento lento e a rápida velocidade com que da flor surge o fruto maduro (30 dias). Mas fenecem rapidamente. Tem vida curta.

Na feira de Nova-Cruz, jabuticaba se vendia em litro. Mas no quintal da casa da minha avó paterna, Dona Júlia, tínhamos jabuticabas à vontade, ao alcance das nossas mãos. Aliás, o suco de jabuticaba é maravilhoso.

PENINHA - DICA MUSICAL

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